Desfile das tropas chefiadas pelo general Gomes da Costa, em Lisboa (Cais do Sodré), 6 de junho de 1926.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

4 de fevereiro de 2011

Guerra Civil - Romance (10)

O desembarque do exército liberal foi caótico, isto é, muito desorganizado.
«Perto do fim da tarde [do dia 8 de Julho de 1832] desembarcou o regente [D. Pedro] ecoaram os vivas da tropa já em posição nas colinas dominantes, de espingardas erguidas e atirando ao ar as barretinas.»
As forças de cavalaria só tinham desembarcado... 2 cavalos. Um, espantado, fugiu. D. Pedro seria a única personagem deste exército a entrar a cavalo na cidade do Porto.

E os absolutistas? Parece que ainda pior! E se os liberais seriam cerca de 8 mil homens, pensa-se que as forças miguelistas teriam 80 mil. Dez vezes mais!
O general Santa Marta fugira do Porto em "desordem suspeita".
«A mata-cavalos ia a divisão do general Póvoas, rumo ao Norte, e com ele o coronel José de Almeida [pai de Margarida] (...)»
O coronel previa "uma vitória decisiva e rápida", mas pensava na filha, que preferia a vitória dos liberais, e no facto de nas forças liberais vir o seu sobrinho Nuno de Almeida, amigo de Filipe.

Havia famílias contra famílias.

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