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16 de março de 2011

Comunicações - Correio

Ainda sobre as comunicações, há algumas curiosidades que serão de referir.

No início do século XIX já era entregue correio em todas as capitais de distrito de Portugal. As viagens demoravam:
  • Lisboa a Coimbra - 1 dia e 23 horas
  • Lisboa a Faro - 2 dias e 3 horas
  • Lisboa ao Porto - 3 dias
  • Lisboa a Bragança - 4 dias e 2 horas
À chegada da mala-posta com o correio, era afixada uma lista dos destinatários das cartas ou encomendas postais.

A partir de 1805, é aos correios que se deve o início da afixação de nomes nas ruas e de números nas portas das casas.

No início deste século XIX, inicia-se a distribuição domiciliária de correio em Lisboa e arredores, pelos “Carteiros”.

Em 1821 foram implantados os primeiros marcos de correio na via pública.

Em 1853 apareceu o primeiro selo de correio, no valor de 5 Reis.


Foi com Fontes Pereira de Melo que se efectuou uma grande reforma no serviço dos correios.

Sobre os correios em Portugal, encontramos muitas informações, no site da Fundação Portuguesa das Comunicações, nomeadamente muitas imagens curiosas.
Quem visitou o Museu das Comunicações há pouco tempo foi o Pedro (6.º 10). E teve a amabilidade de me trazer folhetos.

25 de fevereiro de 2011

A Mala-Posta (de 1852 a 1871)

Com António Fontes Pereira de Melo à frente do Ministério das Obras Públicas, a partir de 1852, operaram-se grandes remodelações nos serviços de comunicações. Foram adquiridas novas carruagens francesas e novos cavalos.

Entre os anos 1852 até 1871 funcionaram as seguintes carreiras:
- 1852 a 1871 - Mala-Posta e Diligências entre Porto, Braga e Guimarães
- 1854 a 1863 - Mala-Posta de Aldeia Galega (Montijo) a Badajoz
- 1855 a 1864 - Mala-Posta de Lisboa ao Porto

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Mala-Posta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda (média de 14 a 15 km por cada percurso).
A carreira de Lisboa-Coimbra-Porto implicava duas diligências em trânsito ao mesmo tempo, com quatro cavalos em cada diligência e vários outros em descanso para substituir os equídeos cansados.


A substituição dos cavalos fazia-se em edifícios chamados Estações-de-Muda, construídas à beira das novas estradas. Além da muda, isto é, a troca dos cavalos, as Estações-de-Muda serviam também para o intercâmbio de malas de correio. As estações mais centrais serviam refeições aos passageiros que nelas pousavam. Também havia estalagens para a dormida dos passageiros.


O comboio, com a construção de uma extensa rede de vias férreas contribuiu para o fim do serviço da Mala-Posta.


Imagens:
Carruagem da Mala-Posta da carreira Lisboa - Porto (1859-1864)

Estação de muda
Postal com imagens relativas ao serviço da Mala-Posta

Texto de Ana Rita Antão (6.º 10)

24 de fevereiro de 2011

A Mala-Posta (de 1797/8 a 1831)

O serviço da Mala-Posta surgiu em Portugal em 1797 ou 1798, explorado pelo Estado, tornando-se o primeiro transporte público de carreira em Portugal.
A este transporte chamava-se Mala-Posta, porque Mala se relaciona com caixa, saco ou outros receptáculos portadores de objectos e o termo Posta vem de postal, ou seja, a actividade de transporte de correio. O termo Mala-Posta passou a designar as diligências de correio e passageiros.
Inicialmente o percurso da Mala-Posta fazia-se três vezes por semana entre Lisboa e Coimbra, estendendo-se, mais tarde, até ao Porto e outras localidades. Tinha horário estabelecido e este era cumprido em pormenor.
Este transporte encerrou em 1804 e foi retomado entre 1826 até 1831.

Os seus percursos eram:
- 1798 a 1804 - Mala-Posta de Lisboa a Coimbra.
- 1826 e 1827 - Mala-Posta de Vila Nova da Rainha às Caldas da Rainha
- 1829 a 1831 - «Reais Diligências de Posta» entre Aldeia Galega (Montijo) e Badajoz

Em 1852, operaram-se grandes remodelações nos serviços de comunicações.


Nas imagens:

Carruagem da Mala-Posta da carreira Lisboa - Porto (1859-1864)
Cocheiro da Mala-Posta (1798)

Texto de Ana Rita Antão (6.º 10)