H

H
Mostrar mensagens com a etiqueta Terramoto de 1755. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terramoto de 1755. Mostrar todas as mensagens

26 de novembro de 2018

25 de novembro de 2018

O terramoto de Lisboa de 1755


No dia 1 de novembro, às 9 horas e 30 minutos, a Terra começou a tremer e os cidadãos começaram a ficar assustados.
Começaram a abrir-se fendas no chão, as casas começaram a desabar e várias pessoas correram pelas ruas estreitas para ver se encontravam espaços abertos.
Chegaram à margem do rio… Tudo estava calmo até que uma onda gigante atingiu a costa e o resto da cidade! As pessoas tentaram fugir, mas a onda era demasiado rápida. 


Muitas centenas de pessoas morreram depois do maremoto, outras ficaram cercadas no meio dos incêndios que se seguiram e também ficaram feridas. 
Hoje em dia, ninguém sabe quantas pessoas morreram ao certo.
Laura Raimundo, n.º 13, 6.º B

Lisboa vista do Tejo, na atualidade.
Em 1.º plano, a Praça do Comércio



Trabalho feito sob orientação da Prof.ª Fátima Bastos.


O terramoto de Lisboa

Como seria Lisboa vista do Tejo, antes do terramoto

No dia 1 de novembro de 1755 aconteceu o terramoto de Lisboa, que também atingiu quase toda a Europa e o norte de África.
A zona do Terreiro do Paço ficou destruída, incluindo casas de habitação, palácios e igrejas.
Era um dia normal como os outros, mas de repente começou a sentir-se a terra a tremer. Muitas pessoas morreram e outras ficaram feridas. O terramoto prolongou-se por dez minutos. Entretanto aconteceu algo muito estranho: as águas do porto começaram a recuar, mas, alguns momentos mais tarde, as águas reapareceram com muita força e submergiram aquela zona.



No Terreiro do Paço havia muita gente em pânico, até que apareceu um homem chamado Marquês de Pombal e que teve a ideia de reconstruir a baixa de Lisboa. Usou várias estratégias até chegar a uma decisão final.
Construiu as habitações em paralelo (umas em relação às outras), para não haver tantos estragos, caso houvesse novo terramoto. Alguns anos depois aquela zona ficou reconstruída. Até hoje ainda não houve problemas e esperemos que não aconteça.
Foi a partir dessa altura que a baixa de Lisboa passou a chamar-se “Baixa Pombalina”.

Beatriz Fernandes, n.º 2, 6.º B

Trabalho feito sob orientação da Prof.ª Fátima Bastos.


8 de dezembro de 2015

O terramoto, o maremoto e os incêndios - Lisboa 1755



«[Sabe-se que de manhã, entre as nove e meia e as dez horas] começou o território de Lisboa a tremer de sorte que dentro de pouco tempo se sentiu abalar a terra por vários modos. (…) alguns sete minutos durou o tremor de terra, o mais formidável que já viram os portugueses. A este se seguiram outros quatro, mais pequenos na duração, mas iguais na força. (…) Ao primeiro tremor de terra se seguiu imediatamente no mar uma extraordinária alteração e crescimento das águas (…) e em Lisboa saindo dos seus limites, e entrando pela terra dentro mais de cinco estádios, romperam as ondas algumas pontes, desfizeram muros, e arrojaram à praia madeiras de demarcada grandeza (…) mas ainda não se dava por satisfeita com estes castigos a ira de Deus que no mesmo dia afligiu com outro novo. (…) Foi esse um grandíssimo incêndio, que de repente se ateou em vários sítios da cidade (…) puderam as chamas discorrer livremente por várias partes, e consumir em quatro dias as riquezas de uma cidade, que era o Empório de toda a Europa.»

Padre António Pereira de Figueiredo (1725 - 1797) 
(citado em RAMOS, Rui (coord.), História de Portugal 


22 de novembro de 2015

Lisboa pombalina

O Marquês de Pombal e os planos de reconstrução da Lisboa pombalina

A Lisboa pombalina ou Baixa pombalina é a zona da cidade de Lisboa que resultou da reconstrução planeada após o terramoto de 1755.
O adjetivo "pombalina" vem do título do Secretário de Estado do rei D. José I, o Marquês de Pombal.
Foi sob a sua direção política que se planeou e iniciou a reconstrução dessa parte da cidade.

A vermelho, os limites da chamada Baixa pombalina

A Baixa foi a zona mais afetada pelo marmoto (tsunami), por estar mais próxima do rio, e pelo terramoto, por causa do tipo de terreno em que se encontrava construída.

Em tempos, havia duas ribeiras (a do Vale do Pereiro e a de Arroios) que corriam pela parte central da Baixa e iam desaguar no rio Tejo.
Com o tempo, deu-se o depósito de matérias que as águas transportavam - lodo, areia, calhaus, cascalho - aquilo que se chama um enchimento aluvionar.
Foi sobre esses terrenos aplanados resultantes do enchimento que se construiu parte da baixa da cidade.


Planta atual da Baixa, representando com cor azul
o espaço que seria das duas ribeiras.
Hoje, esses cursos de água estão encanados.
  
Não admira, assim, que fossem tantos os estragos do terramoto.


1 de novembro de 2015

O terramoto de 1755

Para quem gosta de aprofundar estes assuntos, fica a proposta de um vídeo.




Terramoto de 1755

Há 260 anos - 1 de novembro de 1755 - aconteceu o terramoto que arrasou a parte baixa da cidade de Lisboa.

A família real encontrava-se na Casa Real de Campo de Belém, nessa época fora da cidade, onde as vibrações sísmicas foram menores.
Mas não ganhou para o susto!...

Com receio de réplicas, a família real instalou-se em tendas nos jardins do palácio.
Terá sido aí que o Secretário de Estado, Marquês de Pombal, proferiu a célebre frase sobre o que havia a fazer:"Cuidar dos vivos e enterrar os mortos."

Em Lisboa, com a destruição verificada, houve quem ficasse a viver em tendas, como ilustra a figura. Mas esses nem seriam os que estavam pior...



12 de abril de 2015

Lisboa - O terramoto de 1755 (vídeo)

Este vídeo surgiu hoje no YouTube.
É muito interessante: dá, em breves segundos, uma perspetiva do que aconteceu na zona ribeirinha na manhã do dia 1 de novembro de 1755. O terramoto, a onda gigante, os incêndios, a destruição da cidade...




23 de novembro de 2014

Real Ópera do Tejo

Ruínas da Ópera Real de Lisboa, também chamada Real Ópera do Tejo,
depois do terramoto de 1755

Ópera Real de Lisboa

Foi mandada construir por D. José I, tendo sido desenhada pelo arquiteto Giovanni Sicinio Galli Bibiena.
O edifício da ópera situava-se junto ao rio, onde hoje é o arsenal da marinha.
A casa da ópera foi um típico teatro à italiana: tinha quatro pisos de camarotes, a tribuna real era central em relação ao palco e tinha uma caixa cénica profunda: imaginem que no palco podiam ser usados 25 cavalos na encenação. A plateia tinha 600 lugares. 
Foi inaugurada em Março de 1755, nas festas de aniversário da rainha D. Maria Vitória (casada com D. José I), começando com a ópera Alessandro nell'Indie, da autoria de David Perez.
Passados sete meses, foi destruída pelo terramoto.
João Pegas (6.º D)





6 de novembro de 2014

A Igreja Patriarcal (especialmente para o 6.º B)

Quando pedi, na turma do 6.º B, para ilustrarem a apresentação sobre a monarquia absoluta no reinado de D. João V, não dei conta da ausência, na pasta das imagens, de qualquer representação da Igreja Patriarcal.
Esta igreja resultou de grandes obras mandadas realizar por D. João V na Capela Real do Paço da Ribeira, transformando esta na Santa Igreja Patriarcal.

Ela aqui está, em reconstrução virtual.
É que o terramoto deitou-a abaixo.


5 de novembro de 2014

Lisboa antes do terramoto

Reencontrei uma ligação que já usei neste blog, mas que será útil ou, pelo menos, interessante para os mais curiosos sobre estas coisas da História.

Como eram alguns dos grandes edifícios da cidade de Lisboa antes do terramoto de 1755 - reconstrução virtual.


1 de novembro de 2014

O terramoto de Lisboa de 1755

1 de novembro de 1755, em Lisboa...
.
"um rugido surge das entranhas da terra"


"O movimento era tão violento que eu me mantinha em pé com dificuldade. Toda a casa rachava à minha volta, as telhas chocalhavam lá no cimo; as paredes despedaçavam-se por todos os lados. (...) ouvi aterrorizado a queda das casas à volta e os gritos e os choros de pessoas vindos de todos os lados."

Vista parcial de Lisboa antes do terramoto de 1755 - maqueta do Museu da Cidade.
Destaque para a zona do Paço da Ribeira (à esquerda, junto ao rio)


Vídeo da RTP sobre o Terramoto de 1755


7 de novembro de 2013

A monarquia absoluta no tempo de D. José I (1)

Sobre a monarquia absoluta no tempo de D. José I, podem encontrar aqui uma primeira apresentação.

Esta apresentação centra-se nos principais dados biográficos de D. José I e de Sebastião José Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), no terramoto de 1755 e na reconstrução da Baixa de Lisboa - construção da Baixa pombalina.

D. José I

Marquês de Pombal

Terramoto de 1755
Desenho de um prédio pombalino



1 de novembro de 2011

1 de Novembro


Dia de Todos os Santos, dia em que se recorda sistematicamente o grande terramoto de 1755.
Aos curiosos que venham ao Historiando procurar informações sobre o terramoto, aconselho que pesquisem pela etiqueta Terramoto de 1755. 
Acho que não sairão enganados. 

28 de novembro de 2010

Lisboa antes do terramoto de 1755

Duas recriações virtuais mostram como era Lisboa antes do terramoto de 1755: uma em filme 3D, com locução em inglês e música da ópera composta para a estreia da Real Ópera do Tejo - http://lisbon-pre-1755-earthquake.org/ (procura na coluna da direita Virtual Archaeology - The Lisbon Royal Opera House) – outra, sobretudo com imagens fixas, a partir de um trabalho do Museu da Cidade (Lisboa) - http://videos.publico.pt/Default.aspx?Id=93cdb214-9f5a-4773-8836-02673710874f  .

Podemos ver como eram edifícios importantes da cidade e do reino: o Paço da Ribeira, onde viviam o rei e a corte, a Igreja da Patriarcal, a recém-construída Ópera do Tejo, a Ribeira das Naus, onde ficavam estaleiros de construção naval, o Palácio dos Estaus (depois sede do tribunal da Inquisição), o Convento de São Domingos, o Hospital Real de Todos-os-Santos (um dos equipamentos públicos mais importantes), etc.

As imagens destes edifícios podem ser vistas no site do Museu da Cidade: http://www.museudacidade.pt/Lisboa/3D-lisboa1755/Paginas/default.aspx

27 de novembro de 2010

A reconstrução de Lisboa


A Baixa pombalina é um conjunto arquitectónico de grande valor patrimonial. Construída após a destruição da cidade pelo terramoto de 1755, foi, em meados do século XVIII, o primeiro grande exemplo da aplicação das ideias iluministas à renovação urbana.


A Baixa foi planeada para ser o centro de Lisboa, uma grande capital europeia.


Se é destacado o papel do Marquês de Pombal, enquanto político responsável pela reconstrução - toma as decisões - não pode ser esquecido o papel dos técnicos responsáveis pelo plano da Baixa: Eugénio dos Santos e Manuel da Maia.
Manuel da Maia (1677 - 1768), engenheiro militar, esteve envolvido nos trabalhos do Aqueduto das Águas Livres, construção que resistiu ao terramoto de 1755. Engenheiro-mor do Reino, foi dos principais participantes nos estudos para a reconstrução de Lisboa.

Busto de Manuel da Maia

Eugénio dos Santos (1711 - 1760), arquitecto, foi chamado pelo Marquês de Pombal para participar nas obras de reconstrução de Lisboa. É o principal autor do traçado geométrico da baixa pombalina, nomeadamente do Terreiro do Paço.

Eugénio dos Santos


Projecto de Eugénio dos Santos para a Baixa de Lisboa


1 de novembro de 2010

O terramoto de 1 de Novembro de 1755

No dia 1 de Novembro de 1755, cerca das 9.30 h, um sismo de grande magnitude destruiu quase completamente a cidade de Lisboa, para além de ter atingido outras zonas do país, como o Algarve.
O terramoto foi seguido de um tsunami e de vários incêndios na cidade. Não se sabe ao certo o número de mortos.


O Palácio Real – o Paço da Ribeira – situado na margem do rio Tejo, foi destruído. Na sua biblioteca perderam-se cerca de 70 mil volumes e centenas de obras de arte. O Arquivo Real, que continha muitos documentos antigos, incluindo os que diziam respeito às viagens dos descobrimentos, também se perdeu.
Na zona central de Lisboa – a Baixa – ficaram destruídas as maiores igrejas, assim como o Hospital Real de Todos os Santos, consumido pelos fogos, tendo morrido queimados os doentes que aí se encontravam. A Casa da Ópera, inaugurada seis meses antes [ver texto do Pedro Melo (6.º 6)], foi totalmente consumida pelo fogo.

Ainda hoje podem ser vistos e visitados vestígios do terramoto, como as ruínas do Convento do Carmo.
A família real escapou à catástrofe, pois o rei D. José I, que governava desde 1750, juntamente com muitas pessoas da corte, tinha-se deslocado para Belém (na época, arredores da cidade), pois as princesas teriam manifestado vontade de passar o feriado de Todos-os-Santos fora da cidade.

Convento do Carmo

O terramoto de Lisboa teve um enorme impacto na vida do país, destacando-se o papel que teve Sebastião José Carvalho e Melo (futuro Marquês de Pombal), na reconstrução da cidade e na forma como governou o reino enquanto Ministro de D. José I.
O rei, com o susto, ganhou receio a viver em edifícios de construção sólida (pedra) e passou a viver em tendas, primeiro, e depois na denominada Real Barraca da Ajuda, de que falaremos daqui a uns dias.

A Real Barraca

Este terramoto terá dado origem aos primeiros estudos científicos sobre os sismos, originando o nascimento da moderna sismologia.