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29 de outubro de 2017

Bandeiras e bandeirantes (1)

Sonhando com riquezas escondidas, grupos de exploradores partiam da cidades do litoral brasileiro para desbravar o interior desconhecido, à procura de minérios (sobretudo, ouro), pedras preciosas, novas terras e escravos (pela captura de índios ou pela recaptura de escravos fugidos).



As expedições podiam ser realizadas a mando do governador-geral ou por iniciativa de fazendeiros ou comerciantes, que esperavam obter lucros com os resultados alcançados.



Estas expedições ficaram conhecidas pelo nome de bandeiras. Seguiam, normalmente, curso dos rios ou os trilhos dos índios, que serviam de guias.



O nome de “bandeiras”, dado às expedições, será devido ao facto de, na condução das expedições haver uma bandeira com as insígnias representativas do chefe da expedição.
Bandeirante era o nome dado a quem seguia nesses grupos organizados de exploração do território.



25 de outubro de 2017

Bandeirantes

Um conjunto de boas imagens sobre os bandeirantes, encontradas aqui e aqui. Com mais tempo, veremos pormenores.
A explorar - fornecem imensa informação.


 

19 de novembro de 2016

Museu do Ouro de Sabará (Minas Gerais)

No final do século XVII, o açúcar brasileiro começou a ter a forte concorrência do açúcar produzido nas colónias holandesas.
Pela mesma época, com as expedições dos chamados "bandeirantes" começaram a ser encontradas minas de ouro no interior do território brasileiro - Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

Essa descoberta provocou a "corrida ao ouro" - todos queriam partir para as regiões auríferas, com o sonho de enriquecerem - o que não aconteceu com muitos!
Mas o ouro tornou-se, na primeira metade do século XVIII, a mais importante fonte de rendimento da coroa portuguesa.


No Brasil, numa das zonas onde o ouro foi mais explorado, foi criado o Museu do Ouro de Sabará (Minas Gerais). 

Este Museu disponibiliza um vídeo muito interessante em que se aborda essa exploração e a forma como os reis de Portugal, sobretudo D. João V, a procuraram controlar, com o objetivo de cobrar o imposto - o quinto - sobre o ouro extraído.


O ouro do Brasil e a cobrança do quinto do rei



Geralmente, refere-se a chegada do ouro do Brasil aos cofres de D. João V e destaca-se aquilo que esse ouro permitiu: uma série de empreendimentos grandiosos e o apoio à produção de obras de arte de uma forma que para os outros reis de Portugal foi impossível.

Palácio e Convento de Mafra
Capela Real de S. João Batista - Igreja de S. Roque (Lisboa)

Uma historiadora brasileira chama a atenção para um problema que se levantava: como é que o rei podia cobrar o quinto - imposto de 20% sobre o ouro descoberto - que lhe era devido pelas regras definidas?

«É preciso lembrar que a política colonial em relação ao Brasil neste reinado foi dominada por uma questão: como cobrar os quintos do ouro e das pedras preciosas, nomeadamente dos diamantes, da maneira mais eficaz, sem permitir os descaminhos que desfalcavam a Fazenda Real de grande parte da riqueza que lhe era devida? Esta questão foi objecto de inúmeros pareceres e discussões, ocupou constantemente o Conselho Ultramarino, até o rei se decidir a adoptar um sistema de cobrança que se propunha diminuir as fraudes e permitir-lhe um rendimento de acordo com a riqueza tirada das áreas de mineração (...)»


Brasil - Áreas em que foram descobertas minas de ouro



Este problema foi motivo de discussão e de várias reformas durante todo o período de exploração do ouro brasileiro.
«D. João V continuava achando que a crescente produção mineira daria maior contribuição aos seus cofres e, pela lei de 11 de Fevereiro de 1719, determinou que (...) para a arrecadação dos seus quintos se erguessem Casas de Fundição nas Minas, nas quais seria reduzido a barras todo o ouro extraído, cobrando-se nelas o que se lhe devia.»
Os mineiros reclamavam contra as Casas de Fundição e o pagamento do quinto, argumentando que o trabalho de extracção era difícil e que a aquisição de escravos era muito dispendiosa. Houve várias revoltas contra o chamado "quinto dos infernos".



«Ouro clandestino era escondido em caixas de açúcar e no próprio navio, a ponto do governador do Rio de Janeiro escrever ao rei em Julho de 1730: “Se Vossa Majestade pagasse os navios e a carga para descobrir o ouro, desfazendo os navios e abrindo a carga, lucraria a sua Real Fazenda 500%”.»
Maria Beatriz Nizza da Silva, 

D. João V e a cobrança dos quintos do ouro em Minas Gerais

E por muito que o rei fizesse ou quisesse fazer, muito ouro fugiu ao seu controlo.


6 de outubro de 2013

O açúcar e o ouro do Brasil - para o 6.º ano estudar

A propósito do que estamos a tratar nas aulas - 6.º D e 6.º I - podem encontrar informação sobre o aproveitamento dos recursos do Brasil em apresentações disponíveis no blogue. Poderá ser útil, sobretudo para quem ainda não tem manual.
Basta fazerem pesquisa nas "Etiquetas" (coluna do lado esquerdo) Açúcar e Brasil que chegarão às mensagens que têm links para essas apresentações.