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24 de dezembro de 2017

Feliz Natal

Pormenor do chamado Presépio das Necessidades
(presépio do Convento das Necessidades,
atualmente no Museu Nacional de Arte Antiga)

«As formas como vivemos o Natal não são indiferentes à História, até porque o cristianismo é uma religião vertiginosamente histórica. Há outras tradições religiosas para quem a História é mais ou menos indiferente, (...) O cristianismo pega na História de frente. E, por isso, tudo o que é o fluxo histórico tem uma tradução na vivência do cristianismo. O próprio Natal, em si mesmo, é este cruzamento do eterno com a História e é sempre através daquilo que a História pode ser em cada momento que nós conseguimos olhar para o mistério da fé.»
José Tolentino Mendonça

Pensamento complexo...

Um desejo mais simples:

FELINATAL



24 de dezembro de 2016

Feliz Natal

Para todos os visitantes, mas especialmente para os meus alunos e ex-alunos.



18 de dezembro de 2016

Presépios barrocos (século XVIII)

Menino Jesus de um presépio do século XVIII
(Museu Machado de Castro, Coimbra)


A montagem do presépio é uma tradição natalícia.
O primeiro presépio do mundo terá sido montado por São Francisco de Assis, em 1223. A partir de então, o costume espalhou-se pelas igrejas e conventos da Cristandade.

Depois foram os reis e, por imitação, os nobres, a montarem presépios nos seus palácios e solares. Os presépios tornaram-se elementos decorativos no Natal, popularizando-se no século XVIII. São um exemplo da arte do estilo barroco.

As famílias ou as igrejas mais ricas procuravam ter o presépio mais belo e com mais peças do que as outras. Eram feitas encomendas a escultores, como Joaquim Machado de Castro (1731 - 1822), que moldavam as figuras em barro, madeira ou em materiais mais nobres e caros (prata e marfim).

À Sagrada Família, S. Francisco de Assis juntou a vaca e o burro. O "presépio português" foi acrescentando, de acordo com a imaginação dos seus autores, os elementos populares.

Imagens de vários presépios


Presépio da Igreja dos Mártires (Lisboa)

 

Presépio do Palácio das Necessidades (Lisboa)

Presépio do Palácio de Queluz

Presépio do Patriarcado - Mosteiro de S. Vicente de Fora (Lisboa)

Palácio do Convento da Madre de Deus (Lisboa)

Presépio da Sé de Lisboa

Presépio da Igreja de S. Lourenço, também conhecida por Igreja dos Grilos (Porto)

Presépio da Basílica da Estrela (Lisboa)

À exceção do presépio do Palácio de Queluz, que é do século XIX, todos os outros aqui apresentados são do século XVIII.
O presépio da Basílica da Estrela será o maior presépio português dessa época. Está montado sobre uma estrutura original de madeira e de cortiça, contando com mais de 500 figuras. Pensa-se que seja da autoria de Machado de Castro, embora não esteja assinado.

Presépio da Basílica da Estrela, pormenor com o Menino Jesus


23 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Almada Negreiros (1933) - Desenho a tinta da china

Um Feliz Natal para todos os aprendizes de historiador, sobretudo para os meus alunos (e ex-alunos) que passem por aqui.
Um abraço


7 de janeiro de 2011

Feliz Natal para o Cristian

É um luxo a que nem todos se podem dar!
De todos os meus alunos do 6.º ano, hoje só é Natal para o Cristian.

FELIZ NATAL

26 de dezembro de 2010

O Bolo Rei


Nesta época do ano, há um bolo que é muito popular em Portugal e está presente em quase todas as mesas de Natal – o Bolo Rei.

Ao pesquisar informações sobre o Bolo Rei, encontrei referências a um bolo idêntico que remontaria já à época do Império Romano.
Mas a maioria dos autores defende que o Bolo Rei terá surgido em França, no tempo de Luis XIV, para as festas do Ano Novo e do dia de Reis.

Luís XIV, o "Rei Sol"

Na simbologia cristã, o Bolo Rei passou a significar os presentes dos Reis Magos ao Menino Jesus.
Em 1789, quando da Revolução Francesa, este bolo chegou a ser proibido, tendo mudado o nome por se viver um período em que os reis não eram bem queridos.


Em Portugal, foi na Confeitaria Nacional que se começou a confeccionar o Bolo Rei. Baltazar Rodrigues Castanheiro Filho, proprietário desta Confeitaria, fundada em 1829, na Praça da Figueira (Lisboa), trouxe de França a receita e, também, mestres confeiteiros que inovaram o fabrico dos bolos.
Cerca de 1870 ter-se-á começado a vender o Bolo Rei. Progressivamente, a sua moda difundiu-se por outras confeitarias lisboetas e pelo país.
Inicialmente, o Bolo Rei destinava-se à celebração dos Reis e, por isso, era confeccionado apenas na véspera do Dia de Reis, mas o êxito levou a que o seu consumo se estendesse a toda a quadra natalícia.


Com a Implantação da República em Portugal (1910), para não lembrar o regime monárquico, ainda passou a ter a designação de Bolo Nacional, Bolo de Natal ou Bolo de Ano Novo.
O Parlamento chegou a propor a alteração do nome do Bolo Rei para Bolo República. Também havia quem o quisesse designar por “Bolo Presidente” ou “Bolo Arriaga”(referência a Manuel de Arriaga, primeiro Presidente da República).

Com o tempo, a tradição prevaleceu e o Bolo Rei continua a ser... Bolo Rei.