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2 de dezembro de 2012

Olaria romana da Quinta do Rouxinol (2)

Nas escavações da olaria foi recolhida uma importante coleção de cerâmica romana: fragmentos e peças de loiça doméstica e de ânforas, que eram a principal produção da olaria.
 
 
A loiça doméstica (pratos, tigelas, jarros, potes, tachos, etc.)
seria destinada às populações locais, para a
preparação, consumo e acondicionamento de alimentos
 
Desenho do que seria a cozinha de uma casa romana
 
 
As ânforas destinavam-se a ser enchidas com conservas de peixe
e, provavelmente, vinho.
 
Na época romana, as ânforas eram o que se pode chamar o melhor contentor para transportar, a longa distância, as conservas e outros preparados de peixe, vinho, azeite, frutos secos, mel, cereais, etc.
Pelas suas formas, acondicionavam-se bem nas embarcações que as transportavam.
 
Carregamento de mercadorias, incluindo ânforas

Forma de transportar ânforas
 
Na olaria da Quinta do Rouxinol também foram encontrados suportes
(n.ºs 1 a 5 da última figura) onde encaixavam os pés (bicos do fundo) das ânforas,
ajudando a mantê-las direitas durante as viagens.
 
 

 
Na olaria da Quinta do Rouxinol seriam, igualmente, produzidas lucernas, os utensílios mais comuns para iluminação, utilizando azeite ou outro tipo de óleo.
 
 

1 de dezembro de 2012

Olaria romana da Quinta do Rouxinol (1)

Na próxima 2.ª feira, o 5.º 8 vai participar numa sessão de arqueologia experimental dinamizada pelo Centro de Arqueologia de Almada.

Na conversa preparatória da atividade, falei dos fornos romanos da Quinta do Rouxinol, em Corroios.
Os fornos faziam parte de uma olaria da época romana, classificada como Monumento Nacional.
Essa olaria terá funcionado desde finais do século II até ao início do século V.

Nessa época, os objetos de cerâmica eram de grande utilização.
Existiam muitas olarias, as quais fabricavam uma grande variedade de objetos: loiça de cozinha, recipientes para armazenagem, candeias (lucernas), ânforas para transporte de produtos líquidos ou sólidos, etc.



Em 1986 iniciaram-se as escavações arqueológicas, as quais permitiram encontrar os vestígios dos fornos (3 no total) e uma grande quantidade de peças de loiça e de ânforas, que ali teriam sido produzidas.

















 Um dos fornos encontrado e os muitos "cacos".



As imagens são do Ecomuseu Municipal do Seixal/Centro de Documentação e Informação e Centro de Arqueologia de Almada.
Podem ser vistas no livro Quinta do Rouxinol: uma olaria romana no estuário do Tejo, publicado em 2009, quando da inauguração da exposição Olaria Romana da Quinta do Rouxinol (Correios/Seixal), ainda patente no Museu Nacional de Arqueologia - ver aqui.