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7 de junho de 2018

Fases da República (em Portugal)



Datas das mudanças:

     1910  -  5 de outubro  -  Implantação da República

     1926  -  28 de maio  -  Golpe militar 

     1933  -  Aprovação da Constituição

     1974  -  25 de abril - Golpe militar


12 de novembro de 2017

Manuel de Arriaga


Encerra hoje a exposição que assinala os 100 anos da morte de Manuel de Arriaga, o primeiro Presidente da República eleito em Portugal.

A exposição (ainda) está aberta no Panteão Nacional - Igreja de Santa Engrácia (Lisboa).





Nasceu na cidade da Horta, ilha do Faial (Açores), no dia 8 de julho de 1840.
Licenciado em Direito, exerceu advocacia e foi um importante dirigente do Partido Republicano.

Também foi professor de Inglês no liceu Camões, então chamado Liceu de Lisboa, quando veio viver para esta cidade.
Chegou a ser convidado para ser professor dos filhos do rei D. Luís I (príncipe D. Carlos e infante D. Afonso), mas recusou, por considerar que havia incompatibilidade com as suas ideias republicanas.


No curto espaço de um ano, após 5 de outubro de 1910, foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra (a única que existia em Portugal antes de 1911), logo uma semana depois da implantação da república (17 de outubro de 1910), Procurador-Geral da República, (17 de novembro de 1910), eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte (28 de abril de 1911) e Presidente da República, o primeiro presidente constitucional da República, em 24 de agosto de 1911.





O momento era de grande agitação política, com divergências entre os partidos republicanos que se formaram após a revolução de 5 de outubro de 1910.

Durante o seu mandato, que não chegou ao fim, teve início a 1.ª Guerra Mundial.
Resignou ao mandato em 14 de maio de 1915, acusado de permitir a existência de um governo ditatorial.



5 de outubro de 2017

Os acontecimentos de 5 de outubro de 1910


A imagem de abertura do blogue é a reprodução de uma gravura colorida, possivelmente da autoria de Cândido da Silva, alusiva aos principais acontecimentos da revolução que se iniciou na noite do dia 3 de outubro e que culminou com a proclamação do regime republicano na manhã do dia 5.


Os acontecimentos encontram-se numerados de 1 a 8 (da esquerda para a direita e de cima para baixo), estando ao centro a figura que simboliza a República. Os episódios retratados são os seguintes:
1 - Bombardeamento do Palácio das Necessidades (palácio real) por barcos da Marinha posicionados no rio Tejo.
2 - A fuga da família real, a partir da praia da Ericeira.
3 - Padres jesuítas, feitos prisioneiros, a serem conduzidos para o forte de Caxias.
4 - (atrás da figura simbólica da República)  Edifício da Câmara Municipal, de cuja varanda foi proclamada a República.
5 - Desembarque de forças da Marinha no Terreiro do Paço.
6 e 8 - Posições dos republicanos na Rotunda da Avenida da Liberdade.
7 - Apresentação dos elementos do Governo Provisório a Machado dos Santos, líder militar que teve um papel fundamental na vitória dos republicanos.
Em baixo, por terra, um dragão (símbolo da Casa de Bragança e do exército monárquico), junto com a coroa, símbolo da monarquia.

31 de janeiro de 2016

31 de Janeiro de 1891

A primeira revolta republicana em Portugal.

Reportagem apresentada pela SIC, em 2010, lembrando esta revolta, no ano em que se comemorou o centenário da República em Portugal.



5 de outubro de 2014

Mensagem do governo provisório ao exército e à marinha


Ao exército e à marinha

O governo provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar que como povo instituíram a República para a felicidade da Pátria.
Confia no patriotismo de todos. E porque a República para todos é feita, espera que os oficiais do exército e da armada, que não tomaram parte do movimento revolucionário, se apresentem no Quartel-General a garantir pela sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regímen.
No entretanto, os revolucionários devem guardar todas as suas posições para defesa e consolidação da República.
Lisboa, 5 de Outubro de 1910.
Pelo governo provisório. O Presidente, Teófilo Braga.


A proclamação da República

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, tendo as forças republicanas saído vitoriosas do confronto com as forças militares que defendiam a monarquia, os membros do Directório do Partido Republicano dirigiram-se para a Câmara Municipal de Lisboa.
O secretário do Directório, Dr. Eusébio Leão, acompanhado por outros dirigentes republicanos, proclamou a república na varanda dos paços do concelho de Lisboa.
O povo que se encontrava na praça recebeu estas palavras com um grande entusiasmo.
Inocêncio Camacho, outro membro do Directório, leu os nomes dos ministros que iam compor o Governo Provisório.



21 de abril de 2014

Da Monarquia Constitucional à República - 3 acontecimentos marcantes

Houve 3 acontecimentos que marcaram o declínio do regime monárquico:

- O Ultimato inglês , em 1890.

- A primeira tentativa de revolução republicana, conhecida como 31 de Janeiro , em 1891.

- O Regicídio , em 1908.

Podes ver a apresentação preparada sobre cada um desses acontecimentos.


16 de abril de 2014

Da Monarquia Constitucional à República

Em meados do século XIX Portugal passou a ser uma monarquia constitucional.

Na monarquia constitucional os poderes estão distribuídos por vários órgãos – rei / parlamento (eleito) / governo / tribunais – com os seus direitos e deveres e existe um documento onde se encontram escritas as principais leis do país – a Constituição ou a Carta Constitucional.

Mas em 1910, o regime político mudou. Portugal passou a ser uma república.



O que aconteceu para que houvesse essa mudança de regime?
Como é que essa mudança aconteceu?

É o que vamos estudar nas primeiras aulas do 3.º período.


5 de outubro de 2013

Palácio das Necessidades

No dia em que se festeja a implantação da República em Portugal, pude visitar o Palácio das Necessidades, o palácio real abandonado pelo último rei de Portugal, D. Manuel II, a 4 de outubro de 1910, em fuga para Mafra, depois do bombardeamento do palácio pelos navios de guerra favoráveis aos republicanos.


Foi D. João V quem mandou edificar o palácio, em 1742, mas só a partir de D. Maria II (quase 100 anos depois) se tornou residência real.

Aqui ficam algumas imagens do palácio.











5 de outubro de 2011

5 de Outubro: os 101 anos da República

Há um ano a festa foi maior: era a comemoração do centenário da República em Portugal.


Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas, do Partido Republicano, anunciava a proclamação da República em Portugal, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa.


21 de agosto de 2011

Aprovação da 1.ª Constituição Republicana

Sessão de abertura da Assembleia Constituinte de 1911

No dia 21 de Agosto de 1911 foi aprovada a 1.ª Constituição da República, que passa a ser designada por Constituição de 1911.




23 de maio de 2011

Instituto Superior Técnico e Instituto Superior de Economia e Gestão - 100 anos

Notícia de hoje, da agência Lusa:

«O Instituto Superior Técnico (IST) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) comemoram hoje 100 anos ao serviço do ensino, com cerimónias presididas pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

A 23 de Maio de 1911 o IST nascia do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa pelas mãos do professor Alfredo Bensaúde e sob a tutela do então ministro do Fomento, Manuel de Brito Camacho.
Por trás da ideia de fundar o IST esteve o desejo de ajudar Portugal a sair da "grande crise económica" em que se encontrava, explicou à agência Lusa Palmira Ferreira, do conselho de gestão do IST.»

Ainda não estava decorrido um ano do novo regime.
A abertura destes dois institutos superiores reflecte a preocupação da República com o ensino.

20 de maio de 2011

Correcção do TPC - A Revolução Republicana

Por questões orçamentais - poupar nas fotocópias (tempos de crise!) - podem aceder por aqui à correcção do TPC ("Aprende fazendo" e "Aprendeste?") relativo à Unidade 4 - A Revolução Republicana.
A formatação do ficheiro distorceu algumas das respostas (como a solução das palavras cruzadas), mas entende-se bem (acho eu).
Os trabalhos, corrigidos e avaliados, serão entregues na aula de 2.ª feira (6.º 6) e de 3.ª feira (6.º 10).

Estamos a um mês do fim do ano lectivo.
Continuação de bom trabalho.

19 de maio de 2011

18 de maio de 2011

O Seixal e a República (4)


Resolução:
1897 - Cooperativas de consumo na Amora
1898 - Cooperativa de consumo na Arrentela
1910 - Constituição de associações de operários corticeiros, no Seixal, e vidreiros, na Amora
1911 - Cooperativa de consumo no Seixal
A imagem diz respeito à greve de 200 trabalhadores da fábrica corticeira Mundet, em 1909.
O símbolo maçónico que deu nome à célula n.º 62 foi o triângulo, representado na primeira imagem.
A república foi aqui proclamada a 4 de Outubro, como em muitas outras localidades da margem Sul, onde os comités republicanos estavam envolvidos na preparação da revolução.

O Seixal e a República (3)


Resolução:
Para além das escolas, as instituições que ajudavam a combater o analfabetismo eram fábricas, associações e centros republicanos.
Festa da Árvore
O comício republicano está representado na primeira fotografia e decorreu depois do regicídio, na Quinta dos Franceses, no Seixal, com a presença de António José de Almeida, que viria a ser Presidente da República.

O Seixal e a República (2)


Resolução:
Fábricas:
Companhia de Lanifícios da Arrentela - produzia tecidos de lã
Fábricas de Garrafas de Vidro da Amora - produzia garrafas de vidroComeçaram a funcionar no século XIX
A população do concelho trabalhava ainda nas indústrias de curtumes, conservas, construção naval, moagem, cortiça e sabão.
Exemplos de produtos cultivados nas quintas: uvas (vinha), arroz, aveia, milho, feijão, grão-de-bico, fava, ervilha, lentilha, chícharo, tremoço e batata.
Ordem das moedas: Euro (1 euro), Escudo (200 escudos) e Real (200 réis)
Moeda utilizada a partir de 1911: Escudo

O Seixal e a República - Introdução

Como foi aqui anunciado, o Ecomuseu Municipal do Seixal (EMS) promoveu a exposição O Seixal e a República, integrando a celebração do centenário da implantação da República Portuguesa.


Essa exposição, que passou pelas diferentes escolas do concelho, aborda o contributo dos republicanos da margem Sul do Tejo para o êxito da revolução e o modo como se viveu no concelho do Seixal a mudança de regime.
A exposição faz ainda a caracterização económica e social do concelho em finais do século XIX/inícios do século XX, fornecendo informações que nos ajudam a pensar sobre os ideais republicanos: os direitos e deveres de cidadania, a diferença de direitos cívicos e políticos entre homens e mulheres, o trabalho infantil e outros.

O EMS preparou, ainda, um conjunto de fichas que ajudava os alunos a explorarem a exposição.
As turmas do 6.º 6 e do 6.º 10 tiveram oportunidade de a visitar, na Biblioteca da nossa escola.
Agora que estamos a concluir o estudo da República, vamos publicar aqui as referidas fichas e a sua resolução.

5 de maio de 2011

Livro sobre a 1.ª República

Na última mensagem tinha falado do livro "Mataram o rei!".

Das mesmas autoras e contando ainda com a colaboração de António Reis (especialista em História de Portugal do século XX), há um óptimo livro sobre o período de ascensão dos republicanos, o 5 de Outubro e o período da 1.ª República, adequado à vossa idade ou mesmo para alunos mais avançados.
Trata-se de...


Também existe na Biblioteca da escola.


2 de maio de 2011

A revolução republicana e a não interferência inglesa

Na aula do 6.º 6 de hoje, o Bruno Daniel perguntou, inteligentemente, qual a atitude da Inglaterra - a velha aliada - perante a revolução republicana. A conversa estava a seguir outro rumo e eu não respondi.

Segundo o que já li - professor também estuda - o rei, na altura de deixar o Palácio das Necessidades e seguir para Mafra, terá dado ordem para que algum destroyer inglês que pudesse estar no Tejo afundasse os navios da marinha portuguesa controlados pelos republicanos. Essa ordem nunca terá sido transmitida, por mau funcionamento das comunicações ou porque quem a recebeu não lhe deu seguimento.

Caricatura da fuga da família real

Será interessante que saibam que, já no mês de Abril de 1910, o Partido Republicano nomeara uma comissão encarregada de ir ao estrangeiro, com o objectivo de dar a conhecer o programa do partido e de manifestar a vontade de manter as boas relações com esses países quando o regime passasse a ser republicano.
O primeiro desses países foi a Inglaterra. Também se pretendia que a Inglaterra não interferisse no caso de uma mudança de regime.
O político republicano que chefiou essa comissão foi José Relvas, o mesmo que proclamou a República da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, no dia 5 de Outubro de 1910.


A Inglaterra também não estava interessada em interferir na vida política interna de Portugal, como os governantes ingleses da época explicaram.