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26 de março de 2017

O Tratado de Roma e a União Europeia (em vídeo)

Um vídeo sobre o Tratado de Roma (disponível no fb do Historiando), contando-nos um pouco da sua história e a sua relação com a União Europeia dos dias de hoje, ajudando à reflexão sobre a situação da UE.


25 de março de 2017

60 anos do Tratado de Roma - nascia a Comunidade Económica Europeia

Reunião dos representantes dos diferentes países em Roma,
no Museu Capitolino (ou Museus Capitolinos, no plural, porque
 o Museu inclui dois palácios, ligados por uma galeria subterrânea).
A 25 de março de 1957, 6 países - Bélgica, França, Itália, Holanda, Luxemburgo e República Federal Alemã (Alemanha Ocidental) - assinaram o Tratado de Roma, constituindo a Comunidade Económica Europeia (CEE).
Os mesmos países já tinham fundado, em 1952, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA).

Estas organizações internacionais eram uma forma destes países da Europa Ocidental resolverem problemas económicos, sociais e políticos que a II Guerra Mundial (1939 - 1945) tinha criado, num mundo em que predominavam, então, as duas superpotências: Estados Unidos da América e União Soviética.

O Tratado de Roma tinha como objetivo a criação de um mercado comum, com políticas conjuntas para a agricultura, a circulação de pessoas e mercadorias. Com esta política de integração económica, que já existia para o ferro, o carvão e o aço, os países que assinaram o tratado aboliam entre si os impostos alfandegários e criavam taxas comuns de fronteira em relação aos outros países.
O Tratado, dando origem à CEE, entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 1958.
A CEE é a organização que está na base da atual União Europeia, de que Portugal faz parte.

As assinaturas dos representantes dos 6 países no Tratado de Roma

Na mesma ocasião, também foi criada a Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM), visando a cooperação dos mesmos países no desenvolvimento e utilização da energia nuclear.


23 de março de 2017

10 de março de 2017

A declaração de guerra nos jornais do dia 10 de março

1.ª página (parcial) de A Capital, do dia 10 de março de 1916

No dia 10 de março de 1916, a notícia da primeira página dos jornais só podia ser a declaração de guerra da Alemanha a Portugal.


9 de março de 2017

9 de março de 1916 - Declaração de guerra pela Alemanha

Em 9 de Março, de 1916, a Alemanha declarou guerra a Portugal.

Documento da declaração de guerra da Alemanha

Esta tomada de posição foi a reação ao facto de Portugal ter requisitado (apreendido), os navios alemães que se encontravam em portos portugueses, a pedido da Inglaterra.
A declaração de guerra significou, formalmente, a entrada de Portugal na I Guerra Mundial (1914-1918).

7 de março de 2017

A comemoração dos 60 anos da RTP

(atualizado, a 8/03)



A RTP comemora, neste dia 7 de março de 2017, 60 anos de emissões regulares de televisão em Portugal.
Mas a primeira experiência de uma emissão televisiva no nosso país aconteceu em setembro de 1956.

Em Inglaterra já há muitos anos que se tinha iniciado.
Não podendo Portugal passar à margem dos avanços verificados nos meios de comunicação social, o Ministro da Presidência, em 1953, fez um Despacho ordenando a constituição, na Emissora Nacional, de um grupo de estudo para a instalação da televisão em Portugal.

Mas o regime do Estado Novo tinha receio da abertura ao mundo que a televisão poderia trazer à sociedade portuguesa e manifestava as suas cautelas. Por isso, o Despacho adiantava que “a Emissora Nacional não devia, por enquanto, ir além do estudo do problema, sem ter perspetiva a instalação e a exploração do serviço.”
Esta ideia foi reforçada por um novo Despacho, em 1954, que insistia em que não se devia ultrapassar a fase de estudo.

Em 1955, o Ministro da Presidência passou a ser o Prof. Marcelo Caetano. Fez-se nova legislação, criou-se a empresa e alugaram-se instalações. No dia 15 de dezembro desse ano, foi criada juridicamente a Rádio Televisão Portuguesa.

Vários técnicos foram fazer formação no estrangeiro.
Em setembro de 1956, avançou-se para as primeiras emissões experimentais de televisão. Essas experiências decorreram na Feira Popular, que à época funcionava no Parque de Palhavã, onde hoje se situa a sede da Fundação Calouste Gulbenkian.
Instalaram-se 3 pavilhões pré-fabricados, uma torre e um pequeno emissor de 100 watts, o bastante para emitir para a região de Lisboa.
Foi aí que se fizeram as primeiras emissões, com início no dia 4 de setembro.

Pela cidade de Lisboa tinham sido afixados cartazes a publicitar o acontecimento. Na Feira foram distribuídos folhetos que explicavam o que era a televisão e o mundo que este novo meio de comunicação social podia abrir.




O locutor Raul Feio apresentou a televisão como um mundo maravilhoso a que as pessoas podiam aceder: a gruta de Ali-Babá, onde estavam à disposição todos os tesouros do mundo.
Venderam-se mais de mil televisores e os cafés e as esplanadas encheram-se. As pessoas acumulavam-se nas ruas para verem a novidade.

Mas no final de setembro, a Feira Popular fechava e a televisão teve de fechar também. No entanto, o sucesso das emissões experimentais, que superou as expectativas, apressou o processo.
A RTP instalou-se no Lumiar, em Lisboa, onde ainda possui um estúdio, e a partir de 7 de março de 1957 iniciou as suas emissões regulares, tendo mudado a vida dos portugueses.


Vídeo produzido com o Clube de Jornalismo da Escola Paulo da Gama.



Turmas do 6.º ano - Guia de Estudo n.º 5

Para as turmas do 6.º ano...


Guia de Estudo n.º 5 - pág. 1

Guia de Estudo n.º 5 - pág. 2


A turma do 6.º C deve entregar o trabalho até 6.ª feira, dia 10.

Bom trabalho!


5 de março de 2017

Reconquista Cristã

A evolução da Reconquista Cristã através de um conjunto de mapas (retirados de um site espanhol) - da resistência nas Astúrias - (722) da primeira vitória cristã, na batalha de Covadonga, à conquista do reino mouro de Granada (1492).

Ano 756

Ano 940
Vemos que o território cristão, conforme se ia alargando, se dividiu em vários reinos 

Ano 1036

Ano 1162
Portugal já aparece como um reino independente,
a par dos outros 4 reinos cristãos da Península Ibérica:
Leão, Castela, Navarra e Aragão.

Ano 1212

Ano 1265
Portugal já tem as suas fronteiras praticamente definidas.
(As fronteiras desenhadas parecem corresponder já àquelas que foram concertadas pelo Tratado de Alcanizes, em 1297, no reinado de D. Dinis) 

Ano 1492
Com a rendição do reino mouro de Granada, terminou o domínio muçulmano na Península Ibérica.

Pintura que representa a rendição do rei mouro de Granada


Os Direitos (des)Humanos na História Contemporânea de Portugal

Início do desenvolvimento de um projeto sobre Os Direitos (des)Humanos na História Contemporânea de Portugal, com a turma 6.º D.

Resultado do brainstorming da aula do dia 22 de fevereiro.

Quadro geral das ideias apresentadas

Uma das ideias


Fases do período contemporâneo da História de Portugal

Para uma visão global do período contemporâneo da História de Portugal (de 1820 aos dias de hoje).

As "grandes datas" (com os seus acontecimentos marcantes) e uma caracterização geral de cada um dos períodos.
Este quadro foi pensado, fundamentalmente, para a turma do 6.º D - em função do desenvolvimento do projeto da turma - mas poderá ser útil a mais alunos.

Clique para ampliar

1 de março de 2017

A criação da primeira universidade portuguesa

O processo de criação da primeira universidade portuguesa parece decorrer entre 1288 e 1290, contando com o interesse do clero e do próprio monarca.



Ao longo de 1288 terão sido dados os primeiros passos para a criação do estudo geral (universidade) em Lisboa.
Em novembro desse ano foi enviado ao papa Nicolau IV um documento a "solicitar a confirmação e a proteção de um estudo geral fundado em Lisboa com o consentimento do monarca, o qual seria financiado com as rendas de diversos mosteiros e igrejas", onde se contavam Santa Cruz de Coimbra, S. Vicente de Fora (Lisboa) e Santa Maria de Guimarães, entre outros.

Os eclesiásticos viam os "benefícios religiosos resultantes da melhor preparação dos clérigos", o rei perspetivava a importância do conhecimento das leis e da administração, necessário a uma boa governação do reino.
Como diz o historiador José Mattoso, o objetivo principal da fundação de uma universidade seria «criar um corpo de clérigos e de juristas que pudessem colocar os seus conhecimentos ao serviço da Igreja e da administração pública nacionais.»



Em 1 de março de 1290, ainda antes da resposta formal do papa, D. Dinis mandou redigir um diploma (num pergaminho e em latim), intitulado Scientiani Thesaurus Mirabilis. Este diploma régio anunciava a criação da primeira escola universitária do país, o Estudo Geral, na cidade de Lisboa.
A universidade parece ter funcionado no "sítio da Pedreira", na zona do atual Chiado.

«D. Dinis, pela graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, a quantos a presente carta virem, muito saudar. (...) desejando Nós enriquecer nossos Reinos com este precioso tesouro, houvemos por bem ordenar, na Real Cidade de Lisboa, para honra de Deus e da Santíssima Virgem Sua Mãe e também do mártir S. Vicente, (...) um Estudo Geral, que não só munimos com cópia de doutores em todas as artes, mas também roboramos com muitos privilégios. (...) Nós querendo desenvolvê-lo em boas condições, prometemos, com a presente carta, plena segurança a todos os que nele estudam ou queiram de futuro estudar, e não permitiremos que lhes seja cometida ofensa por algum ou alguns de maior dignidade que sejam, antes com a permissão de Deus, curaremos de os defender de injúrias e violências. Além disso, quantos a eles vierem nos acharão em suas necessidades de tal modo generosos, que podem e devem fundamentalmente confiar nos múltiplos favores da Alteza Real. Dada em Leiria, a 1 de Março [1290, da era Cristã].»

A 9 de Agosto de 1290, o papa Nicolau IV acedeu ao pedido do rei português, confirmando a fundação dos Estudos Gerais, com as áreas de artes, cânones, leis e medicina.
A universidade foi transferida para Coimbra em 1308 e ainda alternaria entre as duas cidades.

Universidade de Coimbra


16 de fevereiro de 2017

Turma do 6.º C - Correção de trabalhos

Não tendo havido tempo para fazer a correção escrita de todos as fichas/guias de estudo realizados sobre:

  • o reinado de D. José I/a governação do Marquês de Pombal - terramoto de 1755 e reformas pombalinas;
  • as invasões francesas;
  • a revolução liberal e a Constituição de 1822;

podem encontrar aqui a correção dos trabalhos.
Espero que vos possa ser útil.

Bom estudo.


13 de fevereiro de 2017

Turmas do 5.º ano - Correção de exercícios e fichas de trabalho

Não tendo havido tempo para fazer a correção escrita de todos os exercícios e fichas de trabalho realizados sobre a presença romana e a presença muçulmana na Península Ibérica, podem encontrar aqui essa correção.

Espero que vos possa ser útil.

Bom estudo.


12 de fevereiro de 2017

A herança muçulmana na Península Ibérica

Uma apresentação "animada" sobre a herança muçulmana na Península Ibérica, para uma melhor visualização das marcas mais significativas deixadas pela civilização islâmica no nosso território.




10 de fevereiro de 2017

Ficha de avaliação - 5.º ano

Os alunos das turmas 5.º D, 5.º E e 5.º H encontram aqui o guião de estudo  para a primeira ficha de avaliação a realizar este período.

Bom trabalho

Qualquer dúvida pode ser posta para carloscarrasco9@gmail.com


4 de fevereiro de 2017

Ficha de Avaliação - 6.º ano

Os alunos das turmas 6.º C, 6.º D e 6.º E encontram aqui o Guião de Estudo para a primeira ficha de avaliação a realizar este período.

Bom trabalho

Qualquer dúvida pode ser posta para carloscarrasco9@gmail.com


28 de janeiro de 2017

Turma 6.º D - TPC

Guia de Estudo n.º 3, sobre a revolução francesa e as invasões francesas.
A entregar até ao dia 1 de fevereiro (4.ª feira).

Guia de Estudo n.º 3 - página 1

Guia de Estudo n.º 3 - página 2


16 de janeiro de 2017

Turmas 6.º C, 6.º D e 6.º E - TPC

Os alunos que não têm disponível o Caderno de Perguntas, encontram em baixo a ligação às duas páginas da ficha n.º 2.

Os prazos do trabalho de casa é o seguinte:

6.º C - 20 de janeiro (6.ª feira)
6.º D e 6.º E - 23 de janeiro (2.ª feira)

Guia de Estudo n.º 2 - pág. 1

Guia de Estudo n.º 2 - pág. 2


15 de janeiro de 2017

Os Romanos na Península Ibérica

Seleção de alguns excertos de um documentário da RTP2 sobre o Império Romano e a presença dos Romanos na Península Ibérica.




O latim, as línguas indígenas e o português

Numa aula, perguntaram-me alguns alunos sobre as línguas faladas na Península Ibérica antes do domínio romano.
Sobre línguas antigas, não será possível conhecê-las se não tiverem passado à forma escrita. Na altura, não havia processos de gravação!
A língua falada é um património não material - se não ganhou forma escrita, não é conhecida. Poderão existir, no máximo, algumas hipóteses.

Sobre o latim na origem do português - como foi o processo de difusão/adoção do latim - transcrevo as palavras de um conceituado historiador português, A. H. de Oliveira Marques (1933-2007):
«As línguas indígenas pouca ou nenhuma importância tiveram no nascimento e na evolução do português. (…) Eram os indígenas que aprendiam o latim, e não os Romanos que aprendiam os idiomas locais. Todas as comunicações, a legislação e o sistema escolar assentavam no latim. Durante alguns séculos, podiam os indígenas ter falado um dialeto local qualquer acrescentado a palavras e a formas latinas. À medida que o tempo ia passando, esse falar desvaneceu-se até desaparecer por completo. Não faltam as provas históricas para afirmar que a colonização romana cuidou a sério da difusão da língua latina e dos costumes romanos entre os indígenas. Os resultados seriam perfeitos e permanentes.»
A. H. de Oliveira Marques, História de Portugal (vol. I)


Sobre o português e a sua forma escrita, poderá ser interessante ler isto.


12 de janeiro de 2017

Ammaia - Um mistério com 2 mil anos

Sobre a cidade romana de Ammaia, a RTP2 produziu um documentário.
Fiz uma seleção de alguns excertos. Será interessante para os alunos que estudam a presença romana na Península Ibérica e para todos que se interessam pelo património histórico.



11 de janeiro de 2017

Invasões francesas - vídeo

Aproximam-se as invasões francesas!...
Um pequeno vídeo, com sentido de humor, para melhor compreender os franceses que nos invadiram.




5 de janeiro de 2017

Vidros romanos

Houve alunos do 5.º E que duvidaram da existência de objetos de vidro das épocas fenícia ou romana!
"Como é possível haver peças de vidro que não se partiram?"
Prometi provas!...

O Museu Cidade de Ammaia apresenta esta belíssima coleção de vidros romanos.





É quase certo que na cidade de Ammaia havia fabrico de recipientes de vidro.
Segundo informação do Museu, a colecção conta com 31 recipientes inteiros e 5 quase completos. «Pode ser considerada uma das melhores coleções de vidros, não porque a qualidade do vidro seja excecional, mas pelo seu estado de conservação, a que não devem ser alheias as características dos solos que envolvem a Ammaia, de origem granítica e naturalmente ácidos, sendo por isso favorável à preservação do vidro.»

Destaque para este jarro (séculos II - III), uma "peça de luxo", que deve ter sido encontrada numa sepultura. Por isso, o seu excelente estado de conservação.




Ammaia - cidade romana na Península Ibérica

A cidade romana de Ammaia localizava-se no Alto Alentejo (no atual concelho de Marvão, distrito de Portalegre), a sul do rio Tejo (Tagus).

Para além de Ammaia, destaquei as cidades de Lisboa (Olisipo), a verde,
e Mérida (Emerita Augusta), capital da província da Lusitânia, com a seta azul 

Assim seria a cidade de Ammaia
Ao fundo, a serra de S. Mamede
Assim seria a Porta Sul
Assim seria o espaço que vemos em ruínas nas figuras abaixo
Entrada sul da cidade (parte interior)


Ruínas da cidade de Ammaia (zona interior da entrada sul)
Assim se encontram as ruínas da Porta Sul

Ammaia foi fundada no início da Era Cristã, isto é, muito próximo da época do nascimento de Cristo, quando o Império Romano era governado pelo seu primeiro imperador: Augusto.

A cidade foi criada de raiz, ou seja, foi planeada e construída num local onde não existia outra povoação. Localizava-se perto da estrada romana que ligava cidades do litoral atlântico à capital da província da Lusitânia, a cidade de Mérida (chamada, na época, de Emerita Augusta, em homenagem ao imperador).



Assim seria a cidade e uma das suas ruas principais

Ammaia foi um centro urbano de grande importância na região onde se localizava.
Nessa região desenvolveu-se a agricultura e a criação de gado (bovino, ovino e suíno), mas também a exploração dos recursos minerais, nomeadamente o ouro (perto do Tejo) e o cristal de rocha (na serra de S. Mamede) para o fabrico do vidro e de joalharia.
A cidade entrou em declínio a partir do século V, com o fim do Império Romano, e foi sendo abandonada.


Assim seriam o forum (englobando um templo) e as termas

Depois de ter estado esquecida durante muitos séculos, nas últimas duas últimas décadas esta antiga cidade romana foi objeto de investigação por parte dos arqueólogos.
Existe um museu - Museu Cidade de Ammaia - onde podem ser vistos muitos objetos relativos às vivências da cidade.
Muito interessante!

Museu Cidade de Ammaia - Entrada
Pode-se ver uma maqueta de como seria a cidade


4 de janeiro de 2017

Turma 5.º D e 5.º E - Trabalho de Casa

Para os alunos que não têm o Caderno de Atividades, a Ficha n.º 6 - pág.18 que devem fazer como trabalho de casa.

O 5.º E deve entregar o TPC na 2.ª feira, dia 9.
O 5.º D deve entregar o TPC na 4.ª feira, dia 11.


24 de dezembro de 2016