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150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017)

27 de março de 2017

Projeto da turma 6.º D - Direitos (des)Humanos

Apesar de não termos editado mais notícias, a verdade é que o projeto avança...

Depois de uma primeira fase, em que cumprimos os passos iniciais propostos na metodologia de gestão de projetos - Kit "Projetos do Futuro" -, os alunos do 6.º D meteram as mãos na História...

Árvore de Atividades, quando ainda estava em esboço
O primeiro tema, que nem todos os grupos conseguiram, ainda, concluir, é o da difícil implantação do liberalismo em Portugal, subdividido em 5 subtemas:

  • A conspiração liberal de 1817
  • A revolução liberal de 1820
  • A perseguição dos absolutistas aos liberais (período de 1823 - 1832)
  • O liberais nos Açores
  • A guerra civil entre liberais e absolutistas

Em cada subtema, para além dos principais acontecimentos e de situações vividas pela população, em geral, ou pelos intervenientes mais diretos, abordamos a biografia de pessoas que lutaram contra situações que consideravam injustas e por direitos inexistentes. Assim, estão a ser estudados aspetos da vida de 5 personalidades:

  • Gomes Freire de Andrade
  • Manuel Fernandes Tomás
  • Alexandre Herculano
  • Almeida Garrett
  • D. Pedro IV

Ainda neste tema, procuraremos sinais de património histórico associado aos acontecimentos em estudo.

Estamos a adaptar-nos a alguns procedimentos, o que é natural quando se muda o método de trabalho e se mudam rotinas.

Continuaremos a dar notícias.
(e pode ser que tenhamos um "blogue concorrente")


26 de março de 2017

25 de março de 2017

60 anos do Tratado de Roma - nascia a Comunidade Económica Europeia

Reunião dos representantes dos diferentes países em Roma,
no Museu Capitolino (ou Museus Capitolinos, no plural, porque
 o Museu inclui dois palácios, ligados por uma galeria subterrânea).
A 25 de março de 1957, 6 países - Bélgica, França, Itália, Holanda, Luxemburgo e República Federal Alemã (Alemanha Ocidental) - assinaram o Tratado de Roma, constituindo a Comunidade Económica Europeia (CEE).
Os mesmos países já tinham fundado, em 1952, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA).

Estas organizações internacionais eram uma forma destes países da Europa Ocidental resolverem problemas económicos, sociais e políticos que a II Guerra Mundial (1939 - 1945) tinha criado, num mundo em que predominavam, então, as duas superpotências: Estados Unidos da América e União Soviética.

O Tratado de Roma tinha como objetivo a criação de um mercado comum, com políticas conjuntas para a agricultura, a circulação de pessoas e mercadorias. Com esta política de integração económica, que já existia para o ferro, o carvão e o aço, os países que assinaram o tratado aboliam entre si os impostos alfandegários e criavam taxas comuns de fronteira em relação aos outros países.
O Tratado, dando origem à CEE, entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 1958.
A CEE é a organização que está na base da atual União Europeia, de que Portugal faz parte.

As assinaturas dos representantes dos 6 países no Tratado de Roma

Na mesma ocasião, também foi criada a Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM), visando a cooperação dos mesmos países no desenvolvimento e utilização da energia nuclear.


23 de março de 2017

10 de março de 2017

A declaração de guerra nos jornais do dia 10 de março

1.ª página (parcial) de A Capital, do dia 10 de março de 1916

No dia 10 de março de 1916, a notícia da primeira página dos jornais só podia ser a declaração de guerra da Alemanha a Portugal.


9 de março de 2017

9 de março de 1916 - Declaração de guerra pela Alemanha

Em 9 de Março, de 1916, a Alemanha declarou guerra a Portugal.

Documento da declaração de guerra da Alemanha

Esta tomada de posição foi a reação ao facto de Portugal ter requisitado (apreendido), os navios alemães que se encontravam em portos portugueses, a pedido da Inglaterra.
A declaração de guerra significou, formalmente, a entrada de Portugal na I Guerra Mundial (1914-1918).

7 de março de 2017

A comemoração dos 60 anos da RTP

(atualizado, a 8/03)



A RTP comemora, neste dia 7 de março de 2017, 60 anos de emissões regulares de televisão em Portugal.
Mas a primeira experiência de uma emissão televisiva no nosso país aconteceu em setembro de 1956.

Em Inglaterra já há muitos anos que se tinha iniciado.
Não podendo Portugal passar à margem dos avanços verificados nos meios de comunicação social, o Ministro da Presidência, em 1953, fez um Despacho ordenando a constituição, na Emissora Nacional, de um grupo de estudo para a instalação da televisão em Portugal.

Mas o regime do Estado Novo tinha receio da abertura ao mundo que a televisão poderia trazer à sociedade portuguesa e manifestava as suas cautelas. Por isso, o Despacho adiantava que “a Emissora Nacional não devia, por enquanto, ir além do estudo do problema, sem ter perspetiva a instalação e a exploração do serviço.”
Esta ideia foi reforçada por um novo Despacho, em 1954, que insistia em que não se devia ultrapassar a fase de estudo.

Em 1955, o Ministro da Presidência passou a ser o Prof. Marcelo Caetano. Fez-se nova legislação, criou-se a empresa e alugaram-se instalações. No dia 15 de dezembro desse ano, foi criada juridicamente a Rádio Televisão Portuguesa.

Vários técnicos foram fazer formação no estrangeiro.
Em setembro de 1956, avançou-se para as primeiras emissões experimentais de televisão. Essas experiências decorreram na Feira Popular, que à época funcionava no Parque de Palhavã, onde hoje se situa a sede da Fundação Calouste Gulbenkian.
Instalaram-se 3 pavilhões pré-fabricados, uma torre e um pequeno emissor de 100 watts, o bastante para emitir para a região de Lisboa.
Foi aí que se fizeram as primeiras emissões, com início no dia 4 de setembro.

Pela cidade de Lisboa tinham sido afixados cartazes a publicitar o acontecimento. Na Feira foram distribuídos folhetos que explicavam o que era a televisão e o mundo que este novo meio de comunicação social podia abrir.




O locutor Raul Feio apresentou a televisão como um mundo maravilhoso a que as pessoas podiam aceder: a gruta de Ali-Babá, onde estavam à disposição todos os tesouros do mundo.
Venderam-se mais de mil televisores e os cafés e as esplanadas encheram-se. As pessoas acumulavam-se nas ruas para verem a novidade.

Mas no final de setembro, a Feira Popular fechava e a televisão teve de fechar também. No entanto, o sucesso das emissões experimentais, que superou as expectativas, apressou o processo.
A RTP instalou-se no Lumiar, em Lisboa, onde ainda possui um estúdio, e a partir de 7 de março de 1957 iniciou as suas emissões regulares, tendo mudado a vida dos portugueses.


Vídeo produzido com o Clube de Jornalismo da Escola Paulo da Gama.



Turmas do 6.º ano - Guia de Estudo n.º 5

Para as turmas do 6.º ano...


Guia de Estudo n.º 5 - pág. 1

Guia de Estudo n.º 5 - pág. 2


A turma do 6.º C deve entregar o trabalho até 6.ª feira, dia 10.

Bom trabalho!


5 de março de 2017

Reconquista Cristã

A evolução da Reconquista Cristã através de um conjunto de mapas (retirados de um site espanhol) - da resistência nas Astúrias - (722) da primeira vitória cristã, na batalha de Covadonga, à conquista do reino mouro de Granada (1492).

Ano 756

Ano 940
Vemos que o território cristão, conforme se ia alargando, se dividiu em vários reinos 

Ano 1036

Ano 1162
Portugal já aparece como um reino independente,
a par dos outros 4 reinos cristãos da Península Ibérica:
Leão, Castela, Navarra e Aragão.

Ano 1212

Ano 1265
Portugal já tem as suas fronteiras praticamente definidas.
(As fronteiras desenhadas parecem corresponder já àquelas que foram concertadas pelo Tratado de Alcanizes, em 1297, no reinado de D. Dinis) 

Ano 1492
Com a rendição do reino mouro de Granada, terminou o domínio muçulmano na Península Ibérica.

Pintura que representa a rendição do rei mouro de Granada


Os Direitos (des)Humanos na História Contemporânea de Portugal

Início do desenvolvimento de um projeto sobre Os Direitos (des)Humanos na História Contemporânea de Portugal, com a turma 6.º D.

Resultado do brainstorming da aula do dia 22 de fevereiro.

Quadro geral das ideias apresentadas

Uma das ideias


Fases do período contemporâneo da História de Portugal

Para uma visão global do período contemporâneo da História de Portugal (de 1820 aos dias de hoje).

As "grandes datas" (com os seus acontecimentos marcantes) e uma caracterização geral de cada um dos períodos.
Este quadro foi pensado, fundamentalmente, para a turma do 6.º D - em função do desenvolvimento do projeto da turma - mas poderá ser útil a mais alunos.

Clique para ampliar

1 de março de 2017

A criação da primeira universidade portuguesa

O processo de criação da primeira universidade portuguesa parece decorrer entre 1288 e 1290, contando com o interesse do clero e do próprio monarca.



Ao longo de 1288 terão sido dados os primeiros passos para a criação do estudo geral (universidade) em Lisboa.
Em novembro desse ano foi enviado ao papa Nicolau IV um documento a "solicitar a confirmação e a proteção de um estudo geral fundado em Lisboa com o consentimento do monarca, o qual seria financiado com as rendas de diversos mosteiros e igrejas", onde se contavam Santa Cruz de Coimbra, S. Vicente de Fora (Lisboa) e Santa Maria de Guimarães, entre outros.

Os eclesiásticos viam os "benefícios religiosos resultantes da melhor preparação dos clérigos", o rei perspetivava a importância do conhecimento das leis e da administração, necessário a uma boa governação do reino.
Como diz o historiador José Mattoso, o objetivo principal da fundação de uma universidade seria «criar um corpo de clérigos e de juristas que pudessem colocar os seus conhecimentos ao serviço da Igreja e da administração pública nacionais.»



Em 1 de março de 1290, ainda antes da resposta formal do papa, D. Dinis mandou redigir um diploma (num pergaminho e em latim), intitulado Scientiani Thesaurus Mirabilis. Este diploma régio anunciava a criação da primeira escola universitária do país, o Estudo Geral, na cidade de Lisboa.
A universidade parece ter funcionado no "sítio da Pedreira", na zona do atual Chiado.

«D. Dinis, pela graça de Deus, Rei de Portugal e do Algarve, a quantos a presente carta virem, muito saudar. (...) desejando Nós enriquecer nossos Reinos com este precioso tesouro, houvemos por bem ordenar, na Real Cidade de Lisboa, para honra de Deus e da Santíssima Virgem Sua Mãe e também do mártir S. Vicente, (...) um Estudo Geral, que não só munimos com cópia de doutores em todas as artes, mas também roboramos com muitos privilégios. (...) Nós querendo desenvolvê-lo em boas condições, prometemos, com a presente carta, plena segurança a todos os que nele estudam ou queiram de futuro estudar, e não permitiremos que lhes seja cometida ofensa por algum ou alguns de maior dignidade que sejam, antes com a permissão de Deus, curaremos de os defender de injúrias e violências. Além disso, quantos a eles vierem nos acharão em suas necessidades de tal modo generosos, que podem e devem fundamentalmente confiar nos múltiplos favores da Alteza Real. Dada em Leiria, a 1 de Março [1290, da era Cristã].»

A 9 de Agosto de 1290, o papa Nicolau IV acedeu ao pedido do rei português, confirmando a fundação dos Estudos Gerais, com as áreas de artes, cânones, leis e medicina.
A universidade foi transferida para Coimbra em 1308 e ainda alternaria entre as duas cidades.

Universidade de Coimbra