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Palácio de Queluz - Escadaria Robillion ou dos Leões

31 de dezembro de 2014

29 de dezembro de 2014

Diário de Notícias - editado há 150 anos

Desde os finais do século XVIII que os jornais conquistavam uma audiência cada vez maior, sobretudo nas camadas da burguesia das cidades de Lisboa e do Porto. Mas, em Portugal, os jornais eram ainda raros.
A partir do primeiro quartel do século XIX, devido aos acontecimentos políticos - invasões francesas, divulgação das ideias liberais, revolução liberal (1820), lutas entre liberais e absolutistas - surgiram vários jornais para divulgação de notícias e de ideias. Assistiu-se a uma generalização do gosto pela sua leitura.


O mais antigo jornal português ainda existente é o Açoriano Oriental, fundado em 1835.
E a 29 de dezembro de 1864, faz hoje 150 anos, foi editado o primeiro número do Diário de Notícias.

O Diário de Notícias de 29 de dezembro de 1864

A sua edição de hoje recordou esse número inaugural. Nele se escrevia:
«A publicação que hoje emprehendemos, convencidos da sua necessidade e utilidade, visa um unico fim - interessar a todas as classes, ser accessivel a todas as bolsas, e comprehensivel a todas as intelligencias. 
O Diário de Noticias - o seu titulo o está dizendo - será uma compilação cuidadosa de todas as notícias do dia, de todos os paizes, e de todas as especialidades, um noticiario universal. 
Em estylo facil, e com a maior concisão informará o leitor de todas as occorrencias interessantes, assim de Portugal como das demais nações, reproduzindo á ultima hora todas as novidades politicas, scientificas, artisticas, litterarias, commerciaes, industriaes, agricolas, criminaes e estatisticas, etc. (...) Registra com a possivel verdade todos os acontecimentos, deixando ao leitor, quaesquer que sejam os seus principios e opiniões, o commental-os a seu sabor. Escripto em linguagem decente e urbana, as suas columnas são absolutamente vedadas á exposição dos actos da vida particular do cidadão, ás injurias, ás allusões deshonestas e reconvenções insidiosas. É pois um jornal de todos e para todos - para pobres e ricos de ambos os sexos e de todas as condições, classes e partidos. (...)»


11 de dezembro de 2014

Invasões francesas - Guia n.º 3

Para os alunos do 6.º B, 6.º C e 6.º D que possam não ter o Caderno de Perguntas - os exercícios que resolvemos nas aulas do Guia n.º 3.





10 de dezembro de 2014

Atenção 6.º B e 6.º D

Atenção, jovens do 6.º B e do 6.º D.

Podem encontrar aqui a correção do Guia de Estudo n.º 2.

(os alunos do 6.º C receberam a correção na caixa de correio da turma).

Bom trabalho.

Ofereço-vos uma barra de ouro do tempo de D. João V.

Lembrem-se por que razão se fundia o ouro em barras, no Brasil. E por que razão D. João V enviava funcionários régios para controlar essa fundição.


6 de dezembro de 2014

Turmas do 5.º ano - Fichas do Caderno de Atividades

Para os alunos do 5.º ano que não têm o Caderno de Atividades, as fichas relativas aos seguintes temas:
- comunidades recoletoras
- comunidades agropastoris
- os povos comerciantes do Mediterrâneo

Ficha 4 - página 1

Ficha 4 - página 2


Ficha 4A - página 1

Ficha 4A - página 2


4 de dezembro de 2014

Ficha de avaliação - 5.º ano

Os alunos das turmas do 5.º ano  - 5.º D, E e F podem encontrar aqui os conteúdos e objetivos da próxima ficha de avaliação.

Bom trabalho.


Ficha de avaliação - turmas do 6.º ano

As turmas do 6.º ano podem encontrar aqui os objetivos da próxima ficha de avaliação.

Bom estudo.

P.S. - Havia um erro nos objetivos relacionados com as invasões francesas - devido a um "copiar" e "colar" distraído, repetiam-se 4 objetivos sobre o Marquês de Pombal.
Já foi corrigido.

Bom fim de semana.


1 de dezembro de 2014

1 de Dezembro de 1640 - Dia da Restauração da Independência

No passado sábado visitei a exposição Portugal e a Grande Guerra, no Palácio de S. Bento, onde funciona a Assembleia da República.

Passado o controlo de segurança e enquanto esperava pelo guia, observei uma tapeçaria que tem representados vários episódios importantes da História de Portugal.
Um desses episódios é o da Restauração da Independência, a 1 de Dezembro de 1640.


Pormenor da tapeçaria de Portalegre que recorda a Restauração

Na Praça do Comércio (a tal que foi mandada construir quando do plano de urbanização da Lisboa Pombalina) um cartaz anunciava as comemorações da data. Bem perto do local onde D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe foram assassinados, em 1908.


E porque hoje é 1 de dezembro, aqui fica a evocação.
Sobre a Grande Guerra e a participação portuguesa teremos oportunidade de falar.


30 de novembro de 2014

O dia em que Junot ocupou Lisboa

Foi a 30 de novembro de 1807. A família real tinha partido para o Brasil um dia antes.
O general Junot comandava as tropas francesas que concretizaram a 1.ª das invasões francesas.

Terá ficado instalado no Palácio Quintela, mandado construir por Luís Rebelo Quintela, no loal onde, antes do terramoto de 1755, existiam palacetes (solares) pertencentes a importantes famílias nobres - os Condes do Vimioso e os Marqueses de Valença.


Também já li que o general Junot teria feito sua residência o chamado Palácio do Loreto, um pouco mais acima, no Largo do Chiado.


Terá vivido nos dois palácios?


23 de novembro de 2014

Real Ópera do Tejo

Ruínas da Ópera Real de Lisboa, também chamada Real Ópera do Tejo,
depois do terramoto de 1755

Ópera Real de Lisboa

Foi mandada construir por D. José I, tendo sido desenhada pelo arquiteto Giovanni Sicinio Galli Bibiena.
O edifício da ópera situava-se junto ao rio, onde hoje é o arsenal da marinha.
A casa da ópera foi um típico teatro à italiana: tinha quatro pisos de camarotes, a tribuna real era central em relação ao palco e tinha uma caixa cénica profunda: imaginem que no palco podiam ser usados 25 cavalos na encenação. A plateia tinha 600 lugares. 
Foi inaugurada em Março de 1755, nas festas de aniversário da rainha D. Maria Vitória (casada com D. José I), começando com a ópera Alessandro nell'Indie, da autoria de David Perez.
Passados sete meses, foi destruída pelo terramoto.
João Pegas (6.º D)





17 de novembro de 2014

Comunidades agropastoris

As turmas do 5.º ano estão a estudar as comunidades agropastoris da Península Ibérica.

Perguntava o David (5.º F) se não havia nada no blog...
E eu que já não me lembrava de alguns textos e imagens aqui colocados.

Façam a pesquisa pela etiqueta Comunidades agropastoris.

Hoje deixo a imagem de um livro didático, uma síntese do que seria uma dessas comunidades.



15 de novembro de 2014

13 de novembro de 2014

A monarquia absoluta... no 6.º D

Esclarecimentos sobre a ficha formativa "A monarquia absoluta no reinado de D. João V"...
Doc. 6
Perguntas 6, 7.a) e 7.b)

6. Segundo o autor do documento, quem detinha todo o poder numa monarquia era o rei.
7. a) Essa forma de governo tem o nome de monarquia absoluta.
           Não basta dizer monarquia!...

7. b) O nome monarquia absoluta resulta do facto de o rei concentrar em si todos os poderes. Ele tem o poder absoluto.

Entendido?
Quem manda sou eu!!!!


12 de novembro de 2014

Correção da Ficha Formativa e do TPC do 6.º D

Ao 6.º D

podem deixaram de encontrar aqui o TPC realizado para a aula de hoje (aquele de que o Rafael falou e... eu deixei "escapar" a correção)...

Atenção às perguntas 2 e 3 e à síntese sobre a sociedade (pergunta 7).


A propósito da ficha formativa que já corrigi, avaliei e vos entreguei (exceção do João F, Rúben e Nádia - fiquei com as vossas fichas), chamo a vossa atenção para a questão n.º 8, sobre os grupos sociais (de que fizemos um registo escrito na aula).

Na última questão da ficha formativa, em que vos era pedido para apresentar duas características da sociedade portuguesa da primeira metade do século XVIII, a maioria dos alunos falou mais do poder absoluto do rei do que dos grupos sociais.

Deviam ter realçado a estratificação social, isto é, a existência de grandes diferenças entre os grupos privilegiados e os não privilegiados.
Essa distinção muito marcada tinha por base o grupo onde se nascia: quem nascesse no grupo da nobreza, na nobreza deveria permanecer; quem nascesse no chamado terceiro estado (povo e burguesia), no terceiro estado deveria permanecer.
À partida, os elementos do clero não teriam filhos. O alto clero ia sendo constituído por pessoas oriundas da alta nobreza e da própria família real; o baixo clero ia sendo constituído por pessoas de origens mais humildes.

Dentro de cada grupo social ou ordem também havia vários estratos - alta nobreza/baixa nobreza; alto clero/baixo clero; burguesia/povo. Nem falamos dos escravos, que ainda existiam.

Havia, portanto, pouca mobilidade social - não era fácil alguém não privilegiado passar a ter uma posição privilegiada. Havia, no entanto, alguns burgueses que, pela sua educação, podiam desempenhar funções importantes (altos funcionários, magistrados) e ascender à nobreza (era a chamada nobreza de toga*).

Para além da origem, os grupos privilegiados distinguiam-se mais pelos seus cargos/funções e pelos seus direitos (privilégios) do que pela sua riqueza.
Havia burgueses que podiam ser mais ricos do que muitos nobres e do que a grande maioria do clero, mas isso não era razão suficiente para serem considerados privilegiados. Continuavam a ter mais deveres, como o pagamento de rendas e impostos.


NOTA
Nobreza de toga* - Nas aulas não falámos nesta designação.

BOM ESTUDO
Dúvidas (como não nos vemos amanhã): podem escrever para carloscarrasco9@gmail.com


A Inquisição no reinado de D. João V

Sobre a Inquisição, poderá ser interessante lerem esta mensagem sobre a Inquisição no reinado de D. João V, já com 3 anos, mas sempre atual (porque a História nunca está fora de moda).




7 de novembro de 2014

As propriedades produtoras de açúcar no Brasil

Imagem (muito bonita e esclarecedora) de um manual didático de HGP (Ed. Santillana).



Notas: senzala ou sanzala significa o mesmo.
A imagem é parcial. Não inclui a chamada "casa de purgar", porque não falámos dessa dependência nas aulas.


6 de novembro de 2014

O Rossio (Lisboa) em dia de Auto-de-fé

Neste vídeo de recriação virtual (e de muito curta duração), tem-se uma perceção de como seria, em Lisboa, a praça do Rossio e a zona envolvente, antes do terramoto, num "voo" sobre a praça e sobre as casas.

A serpentear na praça, onde funcionava o Tribunal do Santo Ofício (Inquisição), a procissão dos condenados, num auto-de-fé. Ao fundo, uma fogueira onde os condenados seriam queimados.




Ficha de Avaliação do 6.º D

Os conteúdos e objetivos da ficha de avaliação, a realizar no próximo dia 14 (6.ª feira), podem ser encontrados aqui.


A Igreja Patriarcal (especialmente para o 6.º B)

Quando pedi, na turma do 6.º B, para ilustrarem a apresentação sobre a monarquia absoluta no reinado de D. João V, não dei conta da ausência, na pasta das imagens, de qualquer representação da Igreja Patriarcal.
Esta igreja resultou de grandes obras mandadas realizar por D. João V na Capela Real do Paço da Ribeira, transformando esta na Santa Igreja Patriarcal.

Ela aqui está, em reconstrução virtual.
É que o terramoto deitou-a abaixo.


5 de novembro de 2014

Lisboa antes do terramoto

Reencontrei uma ligação que já usei neste blog, mas que será útil ou, pelo menos, interessante para os mais curiosos sobre estas coisas da História.

Como eram alguns dos grandes edifícios da cidade de Lisboa antes do terramoto de 1755 - reconstrução virtual.


4 de novembro de 2014

Ficha de avaliação do 6.º C

Para as meninas e meninos do 6.º C, estão aqui os conteúdos e objetivos aqui os conteúdos e objetivos da ficha de avaliação a realizar na próxima 2.ª feira, dia 10 de novembro.

Dúvidas, já sabem... podem escrever.

Desenho de Spacca (ilustrador brasileiro)

Bom trabalho.


2 de novembro de 2014

Maria Antonieta

Nas nossas aulas do 6.º ano já temos falado da monarquia absoluta em França, do Palácio de Versalhes, da revolução francesa... 

A rainha Maria Antonieta, princesa austríaca que casou com Luís XVI de França e que, anos depois, iria ser vítima da revolução, nasceu a 2 de novembro de 1755, no dia a seguir ao terramoto de Lisboa.



1 de novembro de 2014

O terramoto de Lisboa de 1755

1 de novembro de 1755, em Lisboa...
.
"um rugido surge das entranhas da terra"


"O movimento era tão violento que eu me mantinha em pé com dificuldade. Toda a casa rachava à minha volta, as telhas chocalhavam lá no cimo; as paredes despedaçavam-se por todos os lados. (...) ouvi aterrorizado a queda das casas à volta e os gritos e os choros de pessoas vindos de todos os lados."

Vista parcial de Lisboa antes do terramoto de 1755 - maqueta do Museu da Cidade.
Destaque para a zona do Paço da Ribeira (à esquerda, junto ao rio)


Vídeo da RTP sobre o Terramoto de 1755


26 de outubro de 2014

Domenico Scarlatti

Domenico Scarlatti
Muito provavelmente em novembro de 1719, o músico e compositor Domenico Scarlatti veio para Portugal, para ser mestre de música da princesa Maria Bárbara de Bragança, a filha mais velha de D. João V.
Nascido em Nápoles, a 26 de outubro de 1685, filho do também músico e compositor Alessandro Scarlatti, tinha sido antes nomeado mestre de capela da embaixada de Portugal em Roma (1714).

Sabe-se que voltou a Nápoles, indo depois para Espanha. Em 1773 1733, assumiu o cargo de maestro (?) de música da princesa Maria Bárbara, que se tinha casado com Fernando VI, o herdeiro do trono espanhol.

Domenico Scarlatti, que morreria em 1757, viveu num período em que predominava o chamado estilo barroco.

Sigam esta ligação. 
Experimentem ouvir a música, de influência ibérica, tocada num cravo.
E vão observando os pormenores da pintura, a qual retrata bem o ambiente de corte do século XVIII (tanto faz ser a família real espanhola ou a família real portuguesa - seguia-se a mesma moda). 

Família real espanhola (cerca de 1743)
Para os curiosos que queiram saber onde está D. Maria Bárbara...

... está aqui ao lado do seu marido, o futuro rei D. Fernando VI
(reinou em Espanha de 1746 a 1759)

25 de outubro de 2014

Conquista de Lisboa aos mouros

A 25 de outubro de 1147 (que também foi um sábado), aconteceu a entrada solene dos cristãos na cidade de Lisboa.

O cerco iniciou-se a 1 de julho de 1147. Com a passagem do tempo, as condições foram-se tornando piores para os sitiados.
A intensificação dos ataques às muralhas fez com que os mouros se rendessem, no dia 21 de outubro.
«(...) ao verem a ponte lançada já quase à altura de dois côvados, e que, estando nós prestes a entrar, não pouparíamos a vida aos vencidos, à nossa vista depõem as armas, baixam as mãos, pedindo suplicantemente tréguas, ao menos até ao dia seguinte.»

No dia seguinte é discutido o modo de rendição.
Entre os cristãos houve muitos desacordos. Havia cruzados de várias nações e muitos não queriam que fosse limitado o saque da cidade. D. Afonso Henriques teve dificuldade em impor a sua vontade.
Depois de muitas discussões, a 25 de outubro os cristãos fizeram a sua entrada na cidade...


... e nem tudo correu conforme o que foi acordado.
«Os coloneses e flamengos, vendo na cidade tantos excitativos de cobiça, não observam respeito algum ao juramento e fidelidade; correm aqui e ali; fazem presa; arrombam portas; esquadrinham os interiores de cada casa; afugentam os habitantes afrontando-os com injúrias contra o direito divino e humano; estragam vasos e vestidos; procedem injuriosamente para com as donzelas; igualam o lícito e o ilícito; e às ocultas surripiam tudo o que devia ser dividido por todos.»

Citações retiradas de Conquista de Lisboa aos Mouros (1147) - Narrações pelos cruzados Osberno e Arnulfo, testemunhas presenciais do cerco


24 de outubro de 2014

Visita (virtual) ao Palácio de Versalhes


Falámos no Palácio de Versalhes na aula do 6.º C de hoje.
Até lancei um desafio aos alunos! Mas sobre isso não falo agora.

O palácio foi mandado construir pelo rei Luís XIV, nos arredores de Paris, em meados do século XVII.
Tornou-se residência oficial dos reis de França (até à Revolução Francesa - 1789) e símbolo da monarquia absoluta.
Era o maior e mais luxuoso palácio da época na Europa, contando (se os dados estão certos, porque eu nunca os contei!) 700 quartos, 67 escadas, 1250 lareiras, 352 chaminés e 2153 janelas.
Os jardins e parques ocuparão 700 hectares.

É esse palácio que poderão visitar, parcial e virtualmente, aqui.
Boa viagem!



Turma 6.º C - Poder absoluto / Monarquia absoluta

Por lapso, para verem a apresentação sobre a monarquia absoluta no reinado de D. João V, indiquei que deviam fazer a pesquisa por Poder absoluto. Devem pesquisar por Monarquia absoluta.

Essa apresentação também deverá ser vista pelos alunos do 6.º B e do 6.º D, como disse nas aulas. Mas às vezes fico com a ideia de que a informação entra a 100 e sai a 200, não sei se me entendem!...

Busto de D. João V


21 de outubro de 2014

Ficha de avaliação - Turma 5.º E

Conforme o que trabalhámos na aula de hoje, as questões relacionadas com o clima resumem-se à identificação dos elementos do clima, à localização das zonas climáticas, localização da Península Ibérica/Portugal na zona ________________ e interpretação do mapa dos tipos de clima da Península Ibérica.
Sobre os arquipélagos da Madeira e dos Açores, interessa, fundamentalmente a sua localização geográfica.

Outras questões sobre estes temas e sobre a vegetação ficarão para mais tarde.


20 de outubro de 2014

Ficha de avaliação - turma do 5.º D

Porque alguns alunos da turma ainda não têm o manual e o caderno de atividades e houve os problemas com o projetor, que impediram as apresentações e a realização de exercícios previstos para as duas últimas aulas, reduzo os conteúdos a incluir na ficha de avaliação da próxima 4.ª feira (como informei na aula).

Está aqui a informação atualizada sobre os conteúdos e os objetivos.


18 de outubro de 2014

O Paço da Ribeira (Lisboa pré-1755)

Na turma do 6.º C falei deste filme, mas não o vimos.
Agora vem mesmo a propósito da última aula do 6.º D, quando foi questionado o destino dado às riquezas provenientes do Brasil, sobretudo o ouro, no reinado de D. João V.

O vídeo - primeiro com as legendas em português, depois em inglês - é apresentado como sendo sobre Lisboa antes do terramoto, mas a verdade é que se centra no Paço da Ribeira, a residência real a partir de D. Manuel I.

D. João V mandou fazer um largo conjunto de obras, como se compreende da leitura das legendas.
A música é da época de D. João V, em estilo barroco.




Ficha de Avaliação - Turmas do 5.º ano (D, E e F)

Está para breve a realização da primeira ficha de avaliação de História e Geografia de Portugal das turmas do 5.º ano.

Os alunos do 5.º D, 5.º E e 5.º F podem encontrar aqui os conteúdos e a listagem do que devem saber para esta ficha.
Esta listagem pode orientar o estudo.

Em caso de dúvida ou de alguma dificuldade, poderão contactar por mail através do endereço carloscarrasco9@gmail.com

Bom estudo


6 de outubro de 2014

Os primeiros trabalhos de pesquisa do 6.º C

Na turma do 6.º C, neste momento, estão distribuídos os seguintes trabalhos:

As embarcações da expansão marítima - Iuri e Vítor
Instrumentos de navegação - Bruno
Duarte Pacheco Pereira (biografia) - Diogo
Garcia de Orta (biografia) - Beatriz R. e Mariana
Damião de Góis (biografia) - Daniel
Pedro Nunes (biografia) - Henrique
A passagem do Cabo da Boa Esperança - Jovani
A colonização do arquipélago dos Açores - Lara, Beatriz A. e Joana
A colonização do arquipélago de S. Tomé e Príncipe - Ana Filipa, Inês e Nelma


5 de outubro de 2014

Mensagem do governo provisório ao exército e à marinha


Ao exército e à marinha

O governo provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar que como povo instituíram a República para a felicidade da Pátria.
Confia no patriotismo de todos. E porque a República para todos é feita, espera que os oficiais do exército e da armada, que não tomaram parte do movimento revolucionário, se apresentem no Quartel-General a garantir pela sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regímen.
No entretanto, os revolucionários devem guardar todas as suas posições para defesa e consolidação da República.
Lisboa, 5 de Outubro de 1910.
Pelo governo provisório. O Presidente, Teófilo Braga.


A proclamação da República

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, tendo as forças republicanas saído vitoriosas do confronto com as forças militares que defendiam a monarquia, os membros do Directório do Partido Republicano dirigiram-se para a Câmara Municipal de Lisboa.
O secretário do Directório, Dr. Eusébio Leão, acompanhado por outros dirigentes republicanos, proclamou a república na varanda dos paços do concelho de Lisboa.
O povo que se encontrava na praça recebeu estas palavras com um grande entusiasmo.
Inocêncio Camacho, outro membro do Directório, leu os nomes dos ministros que iam compor o Governo Provisório.



28 de setembro de 2014

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e o túmulo da rainha Santa Isabel

A Beatriz Rodrigues, do 6.º C, andou por Coimbra, mas, com tanta coisa para ver, não teve oportunidade de visitar os Mosteiros de Santa Clara - o velho e o novo.
A Santa Clara, em Coimbra, está associada a rainha D. Isabel de Aragão, também conhecida por Rainha Santa, mulher de D. Dinis.

Foi ela que refundou o Convento de Santa Clara, em 1314 (10 de abril, data da carta do Papa concedendo a licença).
A rainha fixou aí residência, depois da morte de D. Dinis (1325), no espaço conhecido como o Paço da Rainha.
D. Isabel viria a morrer em 4 de julho de 1336, em Estremoz, mas o seu corpo foi levado em cortejo para Santa Clara, sendo aí sepultado na igreja, de acordo com a sua vontade.

Igreja de Santa Clara-a-Velha e ruínas do claustro

Como as águas do rio Mondego inundavam regularmente o convento e não havia condições de habitabilidade, mesmo depois de várias obras, em 1647, o rei D. João IV mandou que o convento se mudasse para o vizinho Monte da Esperança e concedeu dinheiro para a obra, mesmo estando o reino numa época de poupança - Portugal encontrava-se em guerra com Espanha desde a Restauração (1640).
Aproveitaram-se materiais da construção do velho mosteiro, de onde algumas colunas também foram levadas para a Universidade de Coimbra.

Arco mandado esculpir, já no séc. XVII, no local
da igreja de Santa Clara-a-Velha onde estaria o túmulo 

Em 1677, as Clarissas transferiram-se para o novo mosteiro, chamado Santa Clara-a-Nova em oposição ao velho, agora abandonado e chamado Santa Clara-a-Velha.
O corpo da rainha foi trasladado em procissão, encontrando-se num sarcófago de prata e cristal, no altar-mor da igreja do mosteiro.
Presentemente, a maior parte da área deste antigo mosteiro encontra-se na posse do exército.

"Velho" túmulo da rainha D. Isabel de Aragão, trasladado para Santa Clara-a-Nova
e guardado numa dependência deste mosteiro
Túmulo onde se encontram os restos mortais de D. Isabel de Aragão,
no altar da igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova

Santa Clara-a-Velha foi-se afundando na lama e degradando com os mais variados usos.
No século XX tentou-se recuperar e dignificar o espaço, Os "grandes trabalhos" que levariam à valorização do sítio iniciaram-se já na última década do século passado.
O trabalho e o mérito do projeto de recuperação das ruínas está à vista para quem visita Santa Clara-a-Velha, um "espaço mágico".

Em 1.º plano, ruínas do claustro e igreja de Santa Clara-a-Velha.
Ao fundo, no cimo da colina, o mosteiro de Santa Clara-a-Nova


Túmulos reais

Na última aula do 6.º C falámos de túmulos reais.
O final trágico de D. Sebastião e o seu túmulo no Mosteiro dos Jerónimos foram o ponto de partida.
É o normal e sobre isso já falámos - ver aqui

Sobre os túmulos dos monarcas da dinastia de Bragança também já falámos - ver aqui

Fachada da igreja de Santa Cruz (Coimbra)
De outros túmulos podemos falar, a começar pelo do 1.º rei de Portugal.

O túmulo de D. Afonso Henriques encontra-se na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, em frente ao do seu filho, D. Sancho I.




Túmulo de D. Afonso Henriques


Túmulo de D. Sancho I (pormenor)

Os túmulos dos restantes reis da primeira dinastia encontram-se dispersos:
D. Afonso II, D. Afonso III e D. Pedro I - Mosteiro de Alcobaça
D. Dinis - Mosteiro de Odivelas
D. Afonso IV - Sé de Lisboa
D. Fernando I - Museu Arqueológico do Carmo (proveniente do Convento de S. Francisco, em Santarém).

Os restos mortais dos reis da segunda dinastia dividem-se entre o Mosteiro da Batalha (D. João I, D. Duarte, D. Afonso V e D. João II) e a igreja do Mosteiro dos Jerónimos (D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião e D. Henrique).

Os Filipes foram sepultados no panteão dos reis de Espanha (Mosteiro do Escorial, Espanha).

Os reis da quarta dinastia estão sepultados no Panteão Real dos Braganças, no Convento de S. Vicente de Fora, à excepção de D. Maria I (Basílica da Estrela) e D. Pedro IV (Catedral de Petropólis- Brasil).


25 de setembro de 2014

O Estado Novo

Com um pedido de desculpas ao autor, o Miguel Mesmoudi, pelo meu atraso na publicação, aqui apresento um trabalho que o Miguel fez voluntariamente, ainda no final do ano letivo passado, quando estava no 5.º B.
O tema do Estado Novo será tratado no 6.º ano e haverá pormenores que serão melhor compreendidos e explicados.

O Estado Novo

O que é o Estado Novo?
É o nome que se dá ao regime político autoritário que vigorou em Portugal, entre 1933 e 1974.
Em que consistia o regime autoritário?
Consistia num regime em que não existia Liberdade: não se podia reclamar, não havia manifestações nem partidos opositores ao Governo. Se o povo não cumprisse iria para a prisão, sofrendo torturas e espancamentos.

Qual foi a personagem política que marcou este regime?
A personagem que marcou o regime foi António de Oliveira Salazar.
Como é que António de Oliveira Salazar chegou ao poder?
No dia 28 de Maio de 1926, Gomes da Costa e Mendes Cabeçadas impuseram uma ditadura militar. Dois anos depois Salazar era Ministro das Finanças.

António de Oliveira Salazar

Como teve tanto poder se só era Ministro das Finanças?
Após algum tempo subiu de cargo, passou a Primeiro-Ministro.
Não houve eleições durante os anos em que governou?
Sim, houve, mas os resultados não eram verdadeiros.


Nunca foi substituído?
Foi, por Marcelo Caetano.
Por que razão?
Salazar caiu da cadeira, em 1968, e como isso lhe tirou capacidades mentais, não pôde continuar a governar.

Marcelo Caetano

E Marcelo Caetano que leis fez?
Não havia diferença, pois mesmo que outro partido ganhasse, os votos eram modificados.
Quem se manifestou, principalmente, contra o regime?
Os estudantes e os militares (que fizeram o 25 de Abril).

O salazarismo
Salazarismo é o que se chama à política ou à época entre 1932 e 1968, período em que o principal governante foi António de Oliveira Salazar, ditador nacionalista português.
Nessa época fizeram-se imensas leis que proibiam a liberdade de expressão, não se recebia reformas, pensões, abonos, e não havia partidos políticos.

O marcelismo
O marcelismo é o nome que se chama à época entre 1968 e 1974, quando governou Marcelo Caetano, político português.

A revolução de 25 de Abril de 1974 pôs fim ao Estado Novo


24 de setembro de 2014

D. Pedro IV - nascer e morrer no mesmo quarto

Na aula de ontem do 6.º D, por ser dia 24 de setembro, data da morte de D. Pedro IV, recordei alguns episódios da vida deste rei e... da sua morte, nomeadamente o local: o Quarto D. Quixote, no Palácio de Queluz.
O mesmo quarto em que nasceu, 35 anos antes.



Encontrei, depois, neste site, referência aos 180 anos da morte do rei e ao novo projeto museológico do quarto.
Quem estiver interessado pode aí encontrar muitas informações.


2014 - 2015

Recomeçou um novo ano letivo.

Faço aqui uma declaração de intenções: tentar reanimar o Historiando, um pouco adormecido nos últimos tempos, estimulando uma participação mais ativa dos meus alunos, sobretudo os do 6.º ano.

Aos meus antigos alunos, especialmente aos que partiram da Paulo da Gama, desejo as maiores felicidades.

A todos
VOTOS DE UM BOM ANO

Escola Paulo da Gama acabada de construir (1973)


28 de julho de 2014

I Guerra Mundial - a declaração de guerra

Há 100 anos.
Um mês depois do atentado contra o herdeiro do trono austríaco, apesar de não haver provas da implicação do governo da Sérvia nesse atentado, o Império Austro-Húngaro responsabilizou este país, fez uma série de exigências, apoiada pela Alemanha, e acabaria por declarar guerra à Sérvia, a 28 de Julho de 1914.
Belgrado, a capital da Sérvia, seria bombardeada logo no dia seguinte.

A Rússia defenderia a Sérvia, a Alemanha apoiaria o Império Austro-Húngaro, a França era aliada da Rússia, a Inglaterra declarou guerra à Alemanha depois desta ter violado as fronteiras da Bélgica para invadir a França e...

Portugal entraria na Guerra em 1917. A Alemanha, que já atacava as fronteiras de Angola e Moçambique (colónias de Portugal), declarou guerra ao nosso país em 9 de março de 1916, depois de termos aprisionado os barcos alemães atracados em portos portugueses, a pedido dos ingleses.
A I Guerra Mundial terminou em Novembro de 1918, embora alguns conflitos locais se tivessem prolongado por mais alguns anos.






28 de junho de 2014

Em 28 de Junho - o atentado que levaria à I Guerra Mundial

No dia 28 de junho de 1914, em Sarajevo, foi assassinado o arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro.

O arquiduque Francisco Fernando e a esposa momentos antes do atentado
O assassinato - um acontecimento que tem semelhanças com o regicídio
de D. Carlos e do príncipe D. Luís Filipe

A cidade de Sarajevo é a capital da Bósnia-Herzegovina. A Bósnia, em 1914, era um território que tinha sido anexado pelo Império Austro-Húngaro.
O atentado foi cometido por um estudante sérvio, membro de uma organização secreta que pretendia que a Bósnia-Herzegovina se libertasse do domínio austro-húngaro e se juntasse à Sérvia, constituindo um outro país - a Grande Sérvia.

Prisão do autor do atentado

As relações entre muitos países europeus andavam tensas...
O Império Austro-Húngaro culpou a Sérvia pelo sucedido, a Alemanha estava ao lado dos austro-húngaros, a Rússia ao lado da Sérvia, a França ao lado da Rússia...
E um mês depois, em julho de 1914, teria início a I Guerra Mundial.