Para estudo, depois de já ter sido corrigida na aula, a correção da Ficha de Trabalho em que explorámos dois textos sobre as reformas económicas do Marquês de Pombal.
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9 de fevereiro de 2018
4 de fevereiro de 2018
Um retrato do Marquês de Pombal
Retrato do Marquês de Pombal, quadro de Louis Michel van Loo e de J. Vernet (que pintou o fundo, em que se vê o rio Tejo e o Mosteiro dos Jerónimos). Em primeiro plano, à direita, os planos de reconstrução da Baixa de Lisboa. Pintura datada de 1766.
14 de janeiro de 2018
O avanço nas ciências e as reformas do Marquês de Pombal no ensino
A chamada revolução científica do século XVII caracterizou-se pelo interesse humano voltado para a técnica e para a ciência experimental, procurando um conhecimento que tivesse um desdobramento prático para a sociedade e para a vida do Homem.
Passou a haver uma nova forma de fazer ciências, mais "verdadeira".![]() |
| Laboratório |
No século XVIII, que marcou o nascimento da química moderna, verificou-se a criação de laboratórios químicos e de outros locais - gabinetes e museus de história natural - destinados à investigação da natureza.
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| Gabinete de Física da Universidade de Coimbra (fotografado em 1899?) |
Esta criação esteve relacionada com o processo de valorização do conhecimento da natureza. voltado para fins utilitários. O ensino começava a ser uma preocupação do Estado e a deixar de ser um monopólio da Igreja – é a chamada laicização (ou secularização) do ensino.
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| Universidade de Coimbra - Primeiro laboratório (fotografado em 1899) |
Em Portugal, essa visão do ensino e o interesse pelo conhecimento científico da natureza recebeu maior atenção com as reformas do ensino feitas no governo de Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal).
Entre outros empreendimentos oficiais, o Museu de História Natural e o Gabinete de Física foram instalados no Palácio Real da Ajuda, próximo do Jardim Botânico da Ajuda, fundado em 1768. Destinavam-se, prioritariamente, à educação dos príncipes.
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| Laboratório químico da Universidade de Coimbra, agora integrado no Museu da Ciência desta universidade |
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| Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (desenho de folheto) |
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| A Academia real de Ciências passou, posteriormente, a ser designada Academia das Ciências de Lisboa |
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| Laboratório de Química da Escola Politécnica (Lisboa), já do século XIX |
Em Portugal, temos o extraordinário privilégio de possuir três laboratórios químicos históricos, de três séculos diferentes, ligados a três universidades: o da Universidade de Coimbra (séc. XVIII), o da Escola Politécnica, na Universidade de Lisboa (séc. XIX) e o Laboratório Químico Ferreira da Silva, na Universidade do Porto (início século XX), que está por recuperar.
6 de dezembro de 2015
Características da Lisboa pombalina
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| Baixa pombalina |
- Ruas largas, paralelas e perpendiculares umas às outras, com passeios calcetados.
É visível, nesta planta da Lisboa pombalina - o plano dos engenheiros Eugénio dos Santos e Carlos Mardel - o traçado geométrico das ruas: paralelas e perpendiculares.
Alguém terá questionado a grande largura das ruas, mas foi-lhe respondido que um dia, no futuro, essas ruas já não deveriam ser suficientemente largas.
Os passeios calcetados são, ainda hoje, uma "marca" das ruas e praças da Baixa de Lisboa (mas a calçada lisboeta que conhecemos hoje virá já da década de 1840 - século XIX).
- Edifícios harmoniosos, todos da mesma altura, com bonitas varandas de ferro forjado e construídos com um sistema de proteção contra sismos.
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| Tipos de edifícios pombalinos (desenhos da época) |
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| Prédios pombalinos |
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| Grade de varanda, em ferro forjado |
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| Varanda com grade de ferro forjado |
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| O sistema "de gaiola" visível, na atualidade, em edifícios que estão em obras |
- Uma grande praça (a Praça do Comércio), construída no sítio do antigo Terreiro do Paço, onde iam dar as ruas nobres (mais importantes) da cidade.
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| A Praça do Comércio - a grande "sala de visitas" de Lisboa - onde vão dar as 3 principais ruas da Baixa (assinaladas a cor de laranja) |
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| Estátua de D. José I no centro da Praça do Comércio |
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| O Terreiro do Paço (em finais do século XVII) |
22 de novembro de 2015
Lisboa pombalina
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| O Marquês de Pombal e os planos de reconstrução da Lisboa pombalina |
A Lisboa pombalina ou Baixa pombalina é a zona da cidade de Lisboa que resultou da reconstrução planeada após o terramoto de 1755.
O adjetivo "pombalina" vem do título do Secretário de Estado do rei D. José I, o Marquês de Pombal.
Foi sob a sua direção política que se planeou e iniciou a reconstrução dessa parte da cidade.
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| A vermelho, os limites da chamada Baixa pombalina |
A Baixa foi a zona mais afetada pelo marmoto (tsunami), por estar mais próxima do rio, e pelo terramoto, por causa do tipo de terreno em que se encontrava construída.
Em tempos, havia duas ribeiras (a do Vale do Pereiro e a de Arroios) que corriam pela parte central da Baixa e iam desaguar no rio Tejo.
Com o tempo, deu-se o depósito de matérias que as águas transportavam - lodo, areia, calhaus, cascalho - aquilo que se chama um enchimento aluvionar.
Foi sobre esses terrenos aplanados resultantes do enchimento que se construiu parte da baixa da cidade.
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| Planta atual da Baixa, representando com cor azul o espaço que seria das duas ribeiras. Hoje, esses cursos de água estão encanados. |
7 de novembro de 2013
A monarquia absoluta no tempo de D. José I (1)
Sobre a monarquia absoluta no tempo de D. José I, podem encontrar aqui uma primeira apresentação.
Esta apresentação centra-se nos principais dados biográficos de D. José I e de Sebastião José Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), no terramoto de 1755 e na reconstrução da Baixa de Lisboa - construção da Baixa pombalina.
Esta apresentação centra-se nos principais dados biográficos de D. José I e de Sebastião José Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), no terramoto de 1755 e na reconstrução da Baixa de Lisboa - construção da Baixa pombalina.
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| D. José I |
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| Marquês de Pombal |
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| Terramoto de 1755 |
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| Desenho de um prédio pombalino |
13 de maio de 2011
A Rotunda do Marquês
A 4 de Outubro de 1910, as forças republicanas comandadas pelo Comissário Machado dos Santos instalaram-se na Rotunda, ao cimo da avenida da Liberdade, e aí resistiram às tropas monárquicas que as quiseram desalojar. Esta resistência foi, em grande parte, a responsável pelo sucesso republicano.
No dia seguinte, a República era implantada em Portugal.
A 13 de Maio de 1934, foi inaugurada na rotunda a estátua do Marquês de Pombal. O dia escolhido procurava, certamente, ser uma homenagem ao Ministro de D. José I, nascido a 13 de Maio de 1699.
No dia seguinte, a República era implantada em Portugal.
Rotunda - 5 de Outubro de 1910
A 13 de Maio de 1934, foi inaugurada na rotunda a estátua do Marquês de Pombal. O dia escolhido procurava, certamente, ser uma homenagem ao Ministro de D. José I, nascido a 13 de Maio de 1699.
Início da construção da estátua (1917)
Inauguração da estátua (1934)
27 de novembro de 2010
A reconstrução de Lisboa
A Baixa pombalina é um conjunto arquitectónico de grande valor patrimonial. Construída após a destruição da cidade pelo terramoto de 1755, foi, em meados do século XVIII, o primeiro grande exemplo da aplicação das ideias iluministas à renovação urbana.
A Baixa foi planeada para ser o centro de Lisboa, uma grande capital europeia.
Se é destacado o papel do Marquês de Pombal, enquanto político responsável pela reconstrução - toma as decisões - não pode ser esquecido o papel dos técnicos responsáveis pelo plano da Baixa: Eugénio dos Santos e Manuel da Maia.
Manuel da Maia (1677 - 1768), engenheiro militar, esteve envolvido nos trabalhos do Aqueduto das Águas Livres, construção que resistiu ao terramoto de 1755. Engenheiro-mor do Reino, foi dos principais participantes nos estudos para a reconstrução de Lisboa.
Busto de Manuel da Maia
Eugénio dos Santos (1711 - 1760), arquitecto, foi chamado pelo Marquês de Pombal para participar nas obras de reconstrução de Lisboa. É o principal autor do traçado geométrico da baixa pombalina, nomeadamente do Terreiro do Paço.
Eugénio dos Santos
O Marquês de Pombal - reinou sem ser rei
O Diogo G. (6.º 10) enviou este texto sobre o Marquês de Pombal.
Era sábado, dia de Todos os Santos, mais precisamente 1 de Novembro de 1755. A terra começou a tremer entre as nove e as dez da manhã e, pouco tempo depois, o mar entrou Lisboa adentro levando tudo à sua frente.
O terramoto durou apenas 7 minutos, mas quando finalmente o mar recua e a terra pára de tremer, tudo era destruição, caos e desespero.
O rei estava em choque e não sabia o que fazer. Valeu-lhe um dos seus homens de confiança. Chamava-se Sebastião José de Carvalho e Melo e era o secretário dos Negócios Estrangeiros.
Foi ele que criou e estudou a nova reconstrução de Lisboa.
Foi desta forma que se transformou numa das pessoas mais importantes do país, sendo, às vezes, até
mais valorizado do que o próprio rei.
Com o passar do tempo, o prestígio de Sebastião José foi aumentando, tendo-lhe sido concedido, o título de conde de Oeiras. Mas foi com outro título que ficou conhecido: o de Marquês de Pombal.
Era sábado, dia de Todos os Santos, mais precisamente 1 de Novembro de 1755. A terra começou a tremer entre as nove e as dez da manhã e, pouco tempo depois, o mar entrou Lisboa adentro levando tudo à sua frente.
O terramoto durou apenas 7 minutos, mas quando finalmente o mar recua e a terra pára de tremer, tudo era destruição, caos e desespero.
O rei estava em choque e não sabia o que fazer. Valeu-lhe um dos seus homens de confiança. Chamava-se Sebastião José de Carvalho e Melo e era o secretário dos Negócios Estrangeiros.
Foi ele que criou e estudou a nova reconstrução de Lisboa.
Foi desta forma que se transformou numa das pessoas mais importantes do país, sendo, às vezes, até
mais valorizado do que o próprio rei.
Com o passar do tempo, o prestígio de Sebastião José foi aumentando, tendo-lhe sido concedido, o título de conde de Oeiras. Mas foi com outro título que ficou conhecido: o de Marquês de Pombal.
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