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A imagem faz parte de um livro publicado no ano de 1647, por J. Blaeu (um importante cartógrafo holandês), em que está desenhado um conjunto de mapas do nordeste brasileiro, então ocupado pelos holandeses, decorados com cenas da vida quotidiana. A cena que apresentamos representa uma fazenda brasileira produtora de açúcar, na zona de Pernambuco.

28 de setembro de 2014

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e o túmulo da rainha Santa Isabel

A Beatriz Rodrigues, do 6.º C, andou por Coimbra, mas, com tanta coisa para ver, não teve oportunidade de visitar os Mosteiros de Santa Clara - o velho e o novo.
A Santa Clara, em Coimbra, está associada a rainha D. Isabel de Aragão, também conhecida por Rainha Santa, mulher de D. Dinis.

Foi ela que refundou o Convento de Santa Clara, em 1314 (10 de abril, data da carta do Papa concedendo a licença).
A rainha fixou aí residência, depois da morte de D. Dinis (1325), no espaço conhecido como o Paço da Rainha.
D. Isabel viria a morrer em 4 de julho de 1336, em Estremoz, mas o seu corpo foi levado em cortejo para Santa Clara, sendo aí sepultado na igreja, de acordo com a sua vontade.

Igreja de Santa Clara-a-Velha e ruínas do claustro

Como as águas do rio Mondego inundavam regularmente o convento e não havia condições de habitabilidade, mesmo depois de várias obras, em 1647, o rei D. João IV mandou que o convento se mudasse para o vizinho Monte da Esperança e concedeu dinheiro para a obra, mesmo estando o reino numa época de poupança - Portugal encontrava-se em guerra com Espanha desde a Restauração (1640).
Aproveitaram-se materiais da construção do velho mosteiro, de onde algumas colunas também foram levadas para a Universidade de Coimbra.

Arco mandado esculpir, já no séc. XVII, no local
da igreja de Santa Clara-a-Velha onde estaria o túmulo 

Em 1677, as Clarissas transferiram-se para o novo mosteiro, chamado Santa Clara-a-Nova em oposição ao velho, agora abandonado e chamado Santa Clara-a-Velha.
O corpo da rainha foi trasladado em procissão, encontrando-se num sarcófago de prata e cristal, no altar-mor da igreja do mosteiro.
Presentemente, a maior parte da área deste antigo mosteiro encontra-se na posse do exército.

"Velho" túmulo da rainha D. Isabel de Aragão, trasladado para Santa Clara-a-Nova
e guardado numa dependência deste mosteiro
Túmulo onde se encontram os restos mortais de D. Isabel de Aragão,
no altar da igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova

Santa Clara-a-Velha foi-se afundando na lama e degradando com os mais variados usos.
No século XX tentou-se recuperar e dignificar o espaço, Os "grandes trabalhos" que levariam à valorização do sítio iniciaram-se já na última década do século passado.
O trabalho e o mérito do projeto de recuperação das ruínas está à vista para quem visita Santa Clara-a-Velha, um "espaço mágico".

Em 1.º plano, ruínas do claustro e igreja de Santa Clara-a-Velha.
Ao fundo, no cimo da colina, o mosteiro de Santa Clara-a-Nova


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