H

H
Mostrar mensagens com a etiqueta Liberalismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liberalismo. Mostrar todas as mensagens

10 de março de 2018

Da Revolução Liberal à Guerra Civil (com imagens)

As razões que levaram à Revolução Liberal

Cortes Constituintes

Os princípios do liberalismo

A divisão dos poderes na monarquia constitucional

As revoltas contra o liberalismo

Desembarque do exército liberal comandado por D. Pedro 

Monumento na praia onde desembarcaram os liberais

Absolutistas contra liberais
D. Miguel e D. Pedro - os dois irmãos em luta


Turmas do 6.º ano - Correção da Ficha de Trabalho

Como prometido, os alunos do 6.º A encontram aqui a correção integral da Ficha de Trabalho que deixámos com algumas perguntas em branco na aula.

Acrescento um esclarecimento sobre a pergunta 17.
A leitura das frases a) e d) suscitaram dúvidas quanto à sua verdade ou falsidade, conforme os pormenores da informação usada - a do livro ou a dada nas aulas- e prestou-se a mais do que uma interpretação.

Atalhando caminho e para irmos ao mais importante...

O que é fundamental compreenderem é que D. Miguel assumiu um compromisso perante D. Pedro: ele devia governar como regente, respeitando a Carta Constitucional, mantendo, portanto, o modelo liberal da divisão de poderes (em que as Cortes têm o poder legislativo).

D. Miguel, ao fim de poucos dias, não respeitou o compromisso, sendo aclamado (e governando como rei absoluto.

Esqueçam, agora, os verdadeiros e os falsos dessas alíneas da pergunta.
Às vezes acontece as perguntas não ficarem tão claras quanto pretendemos.
Acidentes de percurso!


11 de julho de 2017

Aclamação de D. Miguel como rei absoluto

Quando D. João VI morreu, em 10 de março de 1826, tinha dois filhos varões.
O mais velho, D. Pedro, era imperador do Brasil e o segundo, D. Miguel, estava exilado em Viena (Áustria), na sequência das revoltas que tinha liderado em Portugal para impor o regresso à monarquia absolutista.
A sucessão ao trono não era um caso simples.

D. João VI

D. Pedro e D. Miguel

D. João VI, dias antes de morrer, nomeou um Conselho de Regência que devia governar o país enquanto ele estivesse doente. O Conselho era presidido pela infanta Isabel Maria.
Com a morte de D. João, havia vários entendimentos sobre a sucessão ao trono.
De um modo geral houve a aceitação de D. Pedro como sucessor, acreditando-se que iria renunciar ao trono a favor de sua filha, D. Maria da Glória, ou de seu irmão, D. Miguel.

D. Maria II

Em julho de 1826, D. Pedro fez chegar a Lisboa a Carta Constitucional que outorgava ao reino e abdicou em D. Maria (com 7 anos de idade), com duas condições: D. Maria (que vivia com o pai no Brasil) devia jurar a Carta Constitucional e casar com D. Miguel, seu tio (que também devia jurar a Carta).
A infanta D. Isabel Maria jurou o novo texto constitucional, mas no reino iniciaram-se as manifestações e as revoltas dos absolutistas. Foram muitos os confrontos armados que se sucederam.



Em Viena, D. Miguel jurou a Carta na presença de diplomatas austríacos e dos embaixadores de Portugal e do Brasil, no dia 4 de outubro de 1826.
A 29 do mesmo mês, ainda em Viena, foram realizados os esponsais, isto é, tratados todos os documentos do seu casamento com D. Maria. O “Ato do Casamento” devia ser celebrado no Rio de Janeiro, o que nunca veio a acontecer.

Por decreto de 3 de julho de 1827, D. Pedro nomeou D. Miguel seu lugar-tenente em Portugal e regente, para que pudesse governar em seu nome. Iniciou-se, então, a preparação do seu regresso a Portugal.
D. Miguel partiu de Viena com a sua comitiva, a 6 de dezembro de 1827.
Depois de uma viagem em que passou por Paris e por Londres, desembarcou em Belém a 22 de fevereiro de 1828.

A 13 de março, D. Miguel dissolveu a Câmara dos Deputados, pondo fim às ilusões liberais e despertando as ações realistas que o levariam ao trono. A Carta Constitucional deixou de ser respeitada. Os mais conhecidos liberais, ameaçados e perseguidos, começaram a emigrar.


A 2 de maio, após uma reunião de D. Miguel com conselheiros de Estado, ministros e chanceleres, foi decidido convocarem-se as Cortes – as “velhas cortes”, com a representação dos chamados três estados: clero, nobreza e povo, que já não reuniam desde 1697-98 – para tratar da proclamação de D. Miguel como rei.

Em Aveiro e no Porto deram-se pronunciamentos militares liberais.
A convocatória das Cortes foi feita por decreto de 3 de junho e a sua reunião iniciou-se a 23, no Palácio da Ajuda. Após a sessão de abertura, os três estados reuniram-se em separado no dia 25: a nobreza no Convento de S. Roque, o clero na Igreja de Santo António e o povo na Igreja do Convento de S. Francisco.
«Passaram o dia “a tratar do grave objeto” e em cada braço (estado) decidiu-se por aclamação que D. Miguel era o único legítimo rei de Portugal.»


Depois de tratadas as formalidades, a 7 de julho teve lugar o juramento e a aclamação de D. Miguel perante os três estados e, finalmente, a 11 de julho, os três estados assentaram (registaram por escrito) em reconhecer os direitos de D. Miguel ao trono, declarando-o rei de Portugal.


Portugal regressava à monarquia absoluta.

Até que um dia, D. Pedro…


-----------------------------------------------------------------------------------
O texto simplifica as complexas questões jurídicas em torno dos poderes de D. Pedro e da regência de D. Miguel, assim como a interferência política das principais potências europeias, como a Espanha, a França e, sobretudo, a Áustria e a Inglaterra.


27 de março de 2017

Projeto da turma 6.º D - Direitos (des)Humanos

Apesar de não termos editado mais notícias, a verdade é que o projeto avança...

Depois de uma primeira fase, em que cumprimos os passos iniciais propostos na metodologia de gestão de projetos - Kit "Projetos do Futuro" -, os alunos do 6.º D meteram as mãos na História...

Árvore de Atividades, quando ainda estava em esboço
O primeiro tema, que nem todos os grupos conseguiram, ainda, concluir, é o da difícil implantação do liberalismo em Portugal, subdividido em 5 subtemas:

  • A conspiração liberal de 1817
  • A revolução liberal de 1820
  • A perseguição dos absolutistas aos liberais (período de 1823 - 1832)
  • O liberais nos Açores
  • A guerra civil entre liberais e absolutistas

Em cada subtema, para além dos principais acontecimentos e de situações vividas pela população, em geral, ou pelos intervenientes mais diretos, abordamos a biografia de pessoas que lutaram contra situações que consideravam injustas e por direitos inexistentes. Assim, estão a ser estudados aspetos da vida de 5 personalidades:

  • Gomes Freire de Andrade
  • Manuel Fernandes Tomás
  • Alexandre Herculano
  • Almeida Garrett
  • D. Pedro IV

Ainda neste tema, procuraremos sinais de património histórico associado aos acontecimentos em estudo.

Estamos a adaptar-nos a alguns procedimentos, o que é natural quando se muda o método de trabalho e se mudam rotinas.

Continuaremos a dar notícias.
(e pode ser que tenhamos um "blogue concorrente")


4 de dezembro de 2011

20 de fevereiro de 2011

O direito de voto em Portugal

Há já algum tempo desafiei o Pedro (6.º 6) a escrever sobre quem, ao longo da história do Portugal contemporâneo - da revolução liberal (1820) aos nossos dias - podia votar.
O Pedro fez esse (bom!) trabalho.
Como é um texto um pouco longo para "postar" aqui, deixo-o como documento anexo que poderão abrir e ler.
É este o trabalho sobre o direito de voto .

2 de fevereiro de 2011

Ficha de Avaliação - esclarecimentos - A acção de D. Pedro IV

Reconhecer a acção de D. Pedro IV como líder liberal significa saber o que ele fez para impor a monarquia liberal em Portugal.
Deverão saber que:
- D. Pedro, ao ser reconhecido como rei, em 1826, concedeu a Carta Constitucional, onde estabelecia as principais leis do país, respeitando os princípios da liberdade e da igualdade e a divisão de poderes;
- ficando no Brasil, abdicou da coroa para sua filha, D. Maria II;
- pretendeu trazer de novo D. Miguel para o país, na condição deste respeitar a Carta Constitucional;
- quando os absolutistas abusaram do poder e da força, veio para a Europa (e Açores) organizar um exército com o objectivo de lutar pelos direitos de sua filha e impor o regime liberal;
- lutou na guerra civil (1832-1834), vencendo as forças absolutistas lideradas pelo seu irmão e conseguindo que o regime liberal/constitucional triunfasse.

25 de janeiro de 2011

Um trono para dois irmãos

Antes de entrar no outro romance, relativamente ao tema da guerra civil, convirá aconselhar a leitura de um livro mais adequado para a vossa idade.
E a obra aconselhada é esta.


Existe na Biblioteca da escola, mas tem sido muito requisitado.

24 de janeiro de 2011

A guerra civil entre liberais e absolutistas - exercícios e desafios

Vamos experimentar colocar aqui algumas questões, de forma a ajudar-vos a verificar aquilo que já aprenderam/o que ainda não sabem.
Agradeço à minha colega Fátima Sabino, que preparou os exercícios.

Se tiverem dúvidas/dificuldades, coloquem-nas nos comentários ou, como alguns se têm queixado da dificuldade em inserir comentário, enviem-nas para carloscarrasco9@gmail.com

Vou também colocar aqui alguns "desafios" de interpretação da árvore genealógica de D. João VI a D. Maria II. Respondam para os comentários ou para o mail.

Bom trabalho

Guerra Civil entre liberais e absolutistas - Apresentação

Está disponível a apresentação sobre a Guerra civil entre liberais e absolutistas (1832 - 1834)

Para uma melhor compreensão do tema, incluí um conjunto de diapositivos relativos ao período que antecedeu a guerra (1827-1832).

Espero que vos seja útil.

É curioso que com a passagem a documento do Google, as cores alteraram-se (nas outras apresentações isso não tinha acontecido).

20 de janeiro de 2011

A Constituição de 1822 e a Carta Constitucional de 1826

Já todos devem saber o que é uma Constituição - o conjunto das principais leis do país.

Capa da Constituição de 1822

A Carta Constitucional de 1826 desempenha o mesmo papel que a Constituição: estabelece as leis principais do país.

Que diferenças, então, entre a Carta e a Constituição?

- A Constituição foi elaborada e aprovada pelos deputados das Cortes Constituintes / A Carta foi elaborada por pessoas da confiança de D. Pedro IV, de acordo com o próprio, que a concedeu ao reino. 

- A Constituição definia a divisão tripartida dos poderes (legislativo, executivo e judicial) / A carta defendia um 4.º poder - o moderador - da competência do rei. Ou seja, o rei tinha mais poderes com a carta do que com a Constituição.

- A Constituição pretendia grandes alterações da sociedade / A Carta não pretendia alterações tão profundas e queria outra forma de funcionamento das Cortes, que teriam também elementos da nobreza e do clero nomeados pelo rei.

D. Maria II com a Carta Constitucional

19 de janeiro de 2011

D. João VI - D. Pedro IV - D. Maria II


O rei D. João VI adoeceu gravemente a 4 de Março de 1826. Dois dias depois foi criado um Conselho de Regência, com sua filha D. Isabel Maria à frente. D. João VI morreu a 10 de Março de 1826.
O Conselho de Regência reconheceu D. Pedro (o filho mais velho de D. João VI) como rei de Portugal (20 de Março).
Simples?
Não!

D. Pedro era imperador do Brasil (D. Pedro I) e pretendia continuar no Brasil.
D. Pedro concedeu a Carta Constitucional (29 de Abril de 1826), o novo documento constitucional, e abdicou da coroa para sua filha mais velha, D. Maria II, com 7 anos de idade. A regência continuaria com D. Isabel Maria (irmã de D. Pedro) enquanto D. Maria fosse menor.

A Infanta D. Isabel Maria

No espaço de poucos dias, Portugal teve 3 reis.

A acção de D. Miguel por um regime absolutista


Depois de "muitas histórias" e de uma tentativa falhada de golpe absolutista (1824), D. Miguel foi obrigado a exilar-se, isto é, a abandonar o país.

11 de janeiro de 2011

Prisões

Na aula de hoje do 6.º 10, a Débora, a propósito da difícil implantação do liberalismo em Portugal, mostrou-se interessada em saber como eram as prisões.
Prisões houve (e há) muitas.

Falei da última que conheci, a Cadeia da Relação, no Porto, onde funcionou a sede do Tribunal da Relação e que serviu de cadeia até Abril de 1974. Hoje é sede do Centro Português de Fotografia, um espaço cultural onde visitei uma exposição relacionada com os 100 anos da República em Portugal.
Deixo aqui duas fotografias do seu interior.


Sei que, como prisões políticas antes de 1926, funcionaram a Torre de Belém, os fortes do Bom Sucesso (próximo da Torre de Belém) e de S. Julião da Barra (já aqui referido).
A cadeia do Limoeiro (próximo da Sé de lisboa) e o Arsenal de Marinha, albergaram ocasionalmente presos políticos.
Tirando estas cadeias de Lisboa, não tenho muitas informações - só sobre o forte de S. João Batista, em Angra do Heroísmo (Terceira - Açores).