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Planisfério de Cantino (1502) - É o primeiro mapa (que se saiba) que tem representadas as linhas do Equador, dos dois Trópicos e do Círculo Polar Ártico

25 de fevereiro de 2011

A Mala-Posta (de 1852 a 1871)

Com António Fontes Pereira de Melo à frente do Ministério das Obras Públicas, a partir de 1852, operaram-se grandes remodelações nos serviços de comunicações. Foram adquiridas novas carruagens francesas e novos cavalos.

Entre os anos 1852 até 1871 funcionaram as seguintes carreiras:
- 1852 a 1871 - Mala-Posta e Diligências entre Porto, Braga e Guimarães
- 1854 a 1863 - Mala-Posta de Aldeia Galega (Montijo) a Badajoz
- 1855 a 1864 - Mala-Posta de Lisboa ao Porto

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Mala-Posta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda (média de 14 a 15 km por cada percurso).
A carreira de Lisboa-Coimbra-Porto implicava duas diligências em trânsito ao mesmo tempo, com quatro cavalos em cada diligência e vários outros em descanso para substituir os equídeos cansados.


A substituição dos cavalos fazia-se em edifícios chamados Estações-de-Muda, construídas à beira das novas estradas. Além da muda, isto é, a troca dos cavalos, as Estações-de-Muda serviam também para o intercâmbio de malas de correio. As estações mais centrais serviam refeições aos passageiros que nelas pousavam. Também havia estalagens para a dormida dos passageiros.


O comboio, com a construção de uma extensa rede de vias férreas contribuiu para o fim do serviço da Mala-Posta.


Imagens:
Carruagem da Mala-Posta da carreira Lisboa - Porto (1859-1864)

Estação de muda
Postal com imagens relativas ao serviço da Mala-Posta

Texto de Ana Rita Antão (6.º 10)

24 de fevereiro de 2011

A Mala-Posta (de 1797/8 a 1831)

O serviço da Mala-Posta surgiu em Portugal em 1797 ou 1798, explorado pelo Estado, tornando-se o primeiro transporte público de carreira em Portugal.
A este transporte chamava-se Mala-Posta, porque Mala se relaciona com caixa, saco ou outros receptáculos portadores de objectos e o termo Posta vem de postal, ou seja, a actividade de transporte de correio. O termo Mala-Posta passou a designar as diligências de correio e passageiros.
Inicialmente o percurso da Mala-Posta fazia-se três vezes por semana entre Lisboa e Coimbra, estendendo-se, mais tarde, até ao Porto e outras localidades. Tinha horário estabelecido e este era cumprido em pormenor.
Este transporte encerrou em 1804 e foi retomado entre 1826 até 1831.

Os seus percursos eram:
- 1798 a 1804 - Mala-Posta de Lisboa a Coimbra.
- 1826 e 1827 - Mala-Posta de Vila Nova da Rainha às Caldas da Rainha
- 1829 a 1831 - «Reais Diligências de Posta» entre Aldeia Galega (Montijo) e Badajoz

Em 1852, operaram-se grandes remodelações nos serviços de comunicações.


Nas imagens:

Carruagem da Mala-Posta da carreira Lisboa - Porto (1859-1864)
Cocheiro da Mala-Posta (1798)

Texto de Ana Rita Antão (6.º 10)


O Seixal e a República

Encontra-se no Centro de Recursos/Biblioteca escolar da nossa escola a exposição O Seixal e a República.
Esta exposição, produzida pelo Ecomuseu Municipal do Seixal, aborda o tema da implantação da República, os principais momentos da revolução, o modo como a população da margem Sul do Tejo contribuiu para o seu sucesso e como o novo regime foi acolhido no concelho do Seixal.

Caracterizando a vida económica e social do concelho nos finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, faz-nos pensar sobre os ideais republicanos, os direitos e os deveres da cidadania.
Com esta exposição encerramos as comemorações do centenário da implantação da República.

23 de fevereiro de 2011

A abolição da escravatura em Portugal


No dia 23 de Fevereiro de 1869, tendo-se decidido aplicar o Código Civil às colónias (até aí as regras do Código aplicavam-se só em Portugal Continental), foi abolida a escravatura em todo o território português.

Estava-se na 2.ª metade do século XIX e reinava D. Luís.




22 de fevereiro de 2011

Confusão de parentescos

A confusão de parentescos de que falei no 6.º 6 (e de que o Pedro me lembrou na última aula)

Passo a citar o texto sobre Augusto Carlos Eugénio Napoleão e Beauharnais, Duque e Príncipe de Leuchtenberg e Santa Cruz, que nasceu em Munique, a 9 de Dezembro de 1810, «filho do general Eugénio de Beauharnais (o enteado de Napoleão Bonaparte e seu Vice-Rei de Itália), neto, pela parte paterna, da Imperatriz Josefina, a primeira mulher de Napoleão, e pela parte materna de Maximiliano I da Baviera. Era irmão de D. Amélia, a segunda mulher de D. Pedro IV, e primo direito do futuro Napoleão III. Cumprindo o desejo do cunhado, D. Augusto casou com a rainha D. Maria II (enteada da sua irmã) (...). Por uma daquelas coincidências que as consaguinidades reais do tempo favoreciam, quer a avó de D. Augusto, quer a tia de D. Maria, tinham sido casadas com o Imperador Napoleão – o que significa dizer que o filho do enteado de Napoleão casou com a filha da cunhada de Napoleão!»
José Miguel Sardica, D. Maria II - A última rainha, in História, n.º 55, Abril 2003

Confusos?
Vocês confundem-se com uma facilidade!

República das Crianças

Tive conhecimento agora e penso que poderá ser interessante.

A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República lançou o site República das Crianças


O objectivo é mostrar aos mais novos como era ser criança há 100 anos atrás, no tempo da I República.
São abordados aspectos como o ensino, as brincadeiras, a imprensa, a banda desenhada, as histórias, a música e muito mais.

21 de fevereiro de 2011

Fontes Pereira de Melo e o comboio

«Sou tão entusiasta pelos caminhos de ferro, que, se fosse possível, obrigava todo o país a viajar de comboio durante 6 meses.»
Fontes Pereira de Melo

Locomotiva (fotografia de Aurélio Paz dos Reis)



O meu livro de HGP

No final da década de 1960, o que "contava" o meu livro de HGP do 2.º ano do Ciclo Preparatório (actual 6.º ano) sobre os temas que estamos agora a tratar nas nossas aulas.

Desafio n.º 2 - Triângulo A

Está quase tudo bem nas respostas do Triângulo A (6.º 10) ao Desafio n.º 2, quase...
Este quase ajudou-me a ver um erro que eu tinha cometido: é evidente que a esposa de D. Manuel II não podia ter nascido e morrido nas mesmas datas que D. Estefânia. Se tivesse morrido em 1859 não se podia ter casado em 1913!!! O copy and paste tem destes perigos.
Amanhã na aula falaremos nisso.

Tenho pena que ninguém do 6.º 6 tenha respondido aos desafios. Só o Pedro e o Daniel têm estado activos. Aguardo pelos textos do Bruno Daniel, do Tiago Nuno e da Catarina.

Entretanto, a Ana Rita (6.º 10) fez um texto sobre a Mala-Posta. Vamos ver se o arrumamos, também amanhã.
O Daniel (6.º 6) fez uma apresentação sobre a febre tifóide, a propósito do facto de 3 filhos de D. Maria II terem morrido em 1861 de uma epidemia de tifóide. Falta melhorar a "ligação da Medicina à História".

20 de fevereiro de 2011

O comboio em Portugal

Comboio em Lisboa (zona de Xabregas), no século XIX

Início da construção da primeira linha férrea

Em 7 de Maio de 1853, D. Maria II (grávida) empurrou um carrinho de mão de madeira de onde D. Fernando lançou uma pá de terra, inaugurando assim a construção da primeira linha férrea em Portugal.

Representação da cerimónia inaugural dos trabalhos de construção da linha férrea do Leste

No dia 28 de Outubro de 1856, às 10.30 h, começou a cerimónia da inauguração do primeiro troço de caminho-de-ferro em Portugal, na estação de Santa Apolónia (Lisboa). Reinava então D. Pedro V.
Houve foguetes lançados a partir do castelo de S. Jorge. A família real, o Governo e convidados assistiram à benção das locomotivas pelo Cardeal Patriarca.

Representação da cerimónia solene que antecedeu a primeira viagem de comboio em Portugal. Reconhecem-se as figuras do Cardeal Patriarca e da família real. Este desenho, da autoria de Bernardo Marques (1898-1962), tem correspondência com a cena cunhada na medalha que em baixo se apresenta 












Medalha alusiva à inauguração do caminho-de-ferro português (1857).
Em pormenor, a representação da cerimónia da benção do comboio que foi cunhada em medalhas de prata e de cobre 

O comboio partiu puxado por duas locomotivas e transportando 14 carruagens, uma delas onde seguia a família real.
Terá demorado cerca de 40 minutos a percorrer os 36,5 km entre Santa Apolónia (Lisboa) e o Carregado. Uma óptima média de quase 60 km/hora, velocidade que alguns consideravam ser um risco para a saúde.

Desenho daquela que terá sido a primeira locomotiva em serviço efectivo no nosso país

No regresso, já a meio do caminho, partiram-se as tubagens de vapor de uma das locomotivas, pelo que várias carruagens ficaram pelo caminho a aguardar que a “boa” locomotiva voltasse para as ir buscar.
A viagem de regresso a Lisboa do comboio real acabaria por demorar cerca de duas horas, para além das 3 horas que se demorou a procurar encontrar uma solução para a avaria.

Locomotiva Coimbra (século XIX). Não sei se não terá sido uma das locomotivas da 1.ª viagem. Pelo menos, tem o nome de uma das duas locomotivas da viagem inaugural

Houve um segundo comboio, com 9 carruagens cheias de mais convidados, que, por causa da avaria relatada acima, teve de esperar que a linha ficasse desimpedida para poder regressar a Lisboa.

Uma imagem do Portugal rural da 2.ª metade do século XIX, com um comboio - o símbolo do novo Portugal - a passar numa ponte

O direito de voto em Portugal

Há já algum tempo desafiei o Pedro (6.º 6) a escrever sobre quem, ao longo da história do Portugal contemporâneo - da revolução liberal (1820) aos nossos dias - podia votar.
O Pedro fez esse (bom!) trabalho.
Como é um texto um pouco longo para "postar" aqui, deixo-o como documento anexo que poderão abrir e ler.
É este o trabalho sobre o direito de voto .

18 de fevereiro de 2011

Batalha de Almoster - há 177 anos

Foi a 18 de Fevereiro (de 1834) que se travou a batalha de Almoster, nos arredores de Santarém, entre as forças liberais, comandadas pelo marechal Saldanha, e as forças miguelistas. Venceram os liberais, aproximando-se a guerra civil do seu final.

Casa Senhorial de D. Miguel (Rio Maior)

Segundo a tradição, D. Miguel teria aqui vivido durante uns dias, antes da Batalha de Almoster.

Catarina

Um beijinho para a Catarina do 5.º 6 do ano passado, que agora está em França e se tornou nossa seguidora.
Tenho muito gosto em que nos estejas a seguir. Espero que tudo esteja a correr bem contigo.
Os teus amigos estão bons e continuam saudavelmente conversadores (às vezes, demais!).
Beijinho

Adenda: e a Catarina já nos escreveu - ver comentário


17 de fevereiro de 2011

Desafio n.º 1 - Chegaram as primeiras respostas

Chegaram hoje as primeiras respostas ao desafio n.º 1. Foi a Ana Rita (6.º 10).
Aguardo que mais alunos possam responder.

16 de fevereiro de 2011

Desafio (1 e 2)

Ninguém respondeu ao 1.º desafio - são uns incapazes! -, mas eu insisto e volto a colocar as perguntas:

- Para onde seguiu D. Miguel no seu exílio?
- D. Miguel ficou com direito a uma pensão. Chegou a recebê-la?
- D. Pedro IV morreu, foi sepultado no panteão dos monarcas da dinastia de Bragança, em S. Vicente de Fora (Lisboa), mas... onde está o seu coração?

Quem responde?

Desafio n.º 2 - análise da árvore genealógica "De D. Maria II a D. Manuel II":
1 - Quantos filhos teve D. Maria II?
2 - Quantos morreram sem terem chegado a completar um ano de vida?
3 - Sabendo que em 1861 alguns dos seus filhos foram vitimados por uma tifóide, quantos morreram dessa epidemia?
4 - Do conjunto dos filhos de D. Maria II, quais foram reis?
5 - Quantos dos seus filhos (ou filhas) chegaram a viver no século XX?
6 - Quantos filhos teve D. Pedro V?
7 - Em que ano D. Luís começou a governar?
8 - O que há de comum às esposas de D. Pedro V e D. Manuel II?
9 - Escreve, por ordem, os últimos 5 reis de Portugal.
10 - Augusta Vitória chegou a ser rainha de Portugal? Porquê?

Respostas para a caixa de comentários ou para carloscarrasco9@gmail.com
Se não responderem... aumento a dose de trabalhos de casa!

D. Maria II mãe (1)

Olhando bem para a árvore genealógica da mensagem anterior, não nos podemos admirar do cognome de D. Maria II: A Educadora (ou A Boa Mãe).



Na sequência do seu 11.º parto, D. Maria II viria a falecer a 15 de Novembro de 1853. Tinha apenas 34 anos.
Foi a última mulher a desempenhar o cargo de Chefe de Estado em Portugal.


Árvore genealógica de D. Maria II a D. Manuel II

D. Maria II e os seus maridos - D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha

Um ano depois de estar viúva, D. Maria II casou com D. Fernando, duque e príncipe de Saxe-Coburgo-Gotha.
O problema da sucessão ao trono era um problema urgente! Para D. Maria, casar e ter um sucessor era uma missão! Que confusão haveria se algo acontecesse à rainha e não houvesse esse sucessor ao trono. D. Miguel estava exilado mas ainda não tinha desistido de ser rei de Portugal. E tinha alguns partidários no país - eles não desapareceram com o fim da guerra.

O Duque do Lavradio tinha sido o nobre de confiança encarregado de "encontrar" um novo marido para D. Maria. Havia interesses de política internacional... A França, a Inglaterra... Eliminaram-se os filhos do rei de França... um outro candidato... outro... e eis D. Fernando, alemão, sobrinho do rei Leopoldo da Bélgica, primo do príncipe Alberto que casaria com a rainha Vitória de Inglaterra. Tudo gente de bem!


Novamente o casamento começa por ser por procuração, 1 de Janeiro de 1836, sendo em presença a 9 de Abril do mesmo ano. D. Fernando tinha 19 anos, D. Maria II tinha acabado de fazer 17 anos.
Se fosse hoje podíamos pensar em jovens apaixonados. Na época eram jovens "politicados".

Mas, ao que consta, trocando a "má-língua" habitual pela "boa-língua", um casamento que começou por ser de conveniência política, terá acabado por se transformar num casamento de amor.
D. Maria II já merecia ter sorte na vida.

Sobre D. Fernando havemos de escrever mais. Mas isso pedirei aos meninos, que eu ando farto de escrever e os meninos... pouco.

D. Maria II e os seus maridos - D. Augusto de Leuchtenberg

Os planos de casamento de D. Maria II foram refeitos.
D. Pedro ainda planeou o casamento de D. Maria com o príncipe D. Augusto de Leuchtenberg e Santa Cruz.
D. Augusto nasceu a 9 de Dezembro de 1810 e era filho do general Eugénio de Beauharnais e de D. Augusta Amélia, princesa real da Baviera. Era irmão de D. Amélia de Beauharnais, segunda mulher de D. Pedro. Ou seja, D. Pedro planeou o casamento entre a sua filha e o seu cunhado.

D. Augusto de Leuchtenberg

O casamento de D. Maria II com D. Miguel, apenas assinado no papel, foi declarado nulo pelo Patriarca de Lisboa.
D. Maria e D. Augusto casaram, por procuração, no dia 1 de Dezembro de 1834 e, "por palavras de presente", na Sé de Lisboa, a 26 de Janeiro de 1835, um dia depois de chegar a Lisboa. D. Maria ia a caminho dos 16 anos.
Tudo parecia estar bem encaminhado para a felicidade, mas a história é assim...
Dois meses depois do casamento, 28 de Março de 1835, D. Augusto morreu vítima de angina maligna.
A vida continuava a não ser fácil para D. Maria II.

D. Maria II e os seus maridos - D. Miguel... só no papel

Tinha D. Maria 7 anos de idade quando a quiseram casar, em 1826, com o seu tio, D. Miguel, então exilado na Áustria. Este casamento serviria para resolver a situação política do país, conciliando (se é que conciliaria...) liberais e absolutistas.

D. Maria só teria conhecido o tio ainda no Brasil, era então bebé (D. Miguel partiu para Portugal em 26 de Abril de 1821, enquanto D. Maria, com 2 anos completados a 4 de Abril, ficava no Brasil).
A 29 de Outubro de 1826, em Viena (Áustria), realizou-se o casamento por procuração - foi registado por escrito.

Coincidência, já D. Maria I tinha casado com o seu tio, D. Pedro, irmão do rei D. José.
Como dissemos, D. Miguel estava obrigado a cumprir várias condições. Não as cumpriu, usurpou o trono de sua sobrinha, perdeu a guerra que travou contra o seu irmão e teve de sair do reino para o exílio.

15 de fevereiro de 2011

D. Maria II finalmente rainha a sério

Já sabem que os liberais venceram os absolutistas, que D. Miguel partiu definitivamente para o exílio, que D. Pedro morreu e que D. Maria era, finalmente, de facto, rainha de Portugal.
Portugal era uma monarquia liberal e assim seria até à implantação da República, em 1910.
Estava-se em Setembro de 1834 e D. Maria II tinha 15 anos de idade.

Tinha que se pensar no seu casamento, a sério, porque com o tio Miguel foi só no papel.


D. Pedro, Duque de Bragança, no fim da vida.
Morreu a 24 de Setembro de 1834, no quarto D. Quixote (Palácio de Queluz),
o quarto onde nascera, em 12 de Outubro de 1798.

D. Maria II sem trono (ou como andou de um lado para o outro)

Em 1828, D. Maria II ainda saiu do Brasil para se dirigir à corte austríaca, onde deveria completar a sua educação.
Ao fazer escala em Gibraltar, soube-se que D. Miguel se tinha feito aclamar rei absoluto.
Estava "o caldo entornado" e o casamento desfeito!

D. Maria II já não foi para a Áustria, foi para Londres, com os nobres responsáveis pela sua educação e acompanhamento.
De Londres regressou ao Brasil (1829), sendo então acompanhada por D. Amélia Augusta de Beauharnais, que se ia casar com D. Pedro, pois este ficara viúvo em 1826.

Recordam-se que D. Pedro abdicou da coroa brasileira em 1831 e veio para a Europa organizar um exército liberal e combater contra o seu irmão.
D. Maria veio com o pai para Londres. De Londres passaram a Paris, onde seriam ajudados pelos liberais franceses. Viveu em Paris até 1833, ano em que Lisboa foi reconquistada pelos liberais e os absolutistas começaram a "ver a sua vida a andar para trás".
D. Maria II viria então, pela primeira vez, viver em Portugal. Tinha 14 anos de idade.


D. Amélia Augusta de Beauharnais

D. Maria II menina-rainha

De todas as nossas conversas nas aulas, deverão ter concluído que não foi fácil a vida de D. Maria II... a começar pelo nome: o seu nome completo era Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga.

Filha de D. Pedro IV (Pedro I, do Brasil) e da arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina de Habsburgo-Lorena, nasceu a 4 de Abril de 1819, no Rio de Janeiro (Brasil), quando a corte ainda aí se encontrava em consequência da fuga às invasões francesas.

Em 1826, quando da morte de D. João VI, dever-lhe-ia suceder no trono D. Pedro. Mas este tinha declarado a independência do Brasil (1822), pelo que era visto por muitos portugueses como um traidor. D. Pedro também pretendia continuar no trono brasileiro. A solução passaria, então, pela sua filha Maria da Glória, na altura com 7 anos de idade.

D. Pedro abdicou da coroa portuguesa a favor de D. Maria.
D. Maria deveria casar com o seu tio, D. Miguel, então no exílio em Viena (Áustria), com 24 anos. D. Miguel poderia regressar ao reino, juraria a Carta Constitucional (acalmaria as suas ideias políticas - assim pensava o irmão Pedro) e governaria como regente até D. Maria ter idade para ser ela a governar.

Aparentemente simples.
Mas nós já sabemos o que fez depois D. Miguel. Certo? E o simples complicou-se!

D. Maria Leopoldina, mãe de D. Maria II

11 de fevereiro de 2011

Visita de Estudo a Palmela - 6.º 6

À turma do 6.º 6:
Gostei de ter feito convosco a visita a Palmela.
Penso que foi muito interessante, que tivemos (todos nós) oportunidade de aprender muitas coisas, foi descontraída (o tempo chegou para fazermos tudo e estarmos à vontade - só faltou para o lanchinho final) e permitiu um óptimo momento de convívio.
Estes momentos fazem falta.

Gostava de ter a vossa opinião.

A cerâmica

Hoje descobrimos a cerâmica.
Penso que aprendemos muito!






Mensagem provisória: brevemente deverá haver mais fotos e informações. Hoje ficamos por aqui - foi o que se arranjou, em cima do acontecimento.


Descobertas!

Sendo professores de uma área específica, muitas vezes desconhecemos capacidades dos nossos alunos nas outras áreas.
Hoje descobri o talento artístico do Tiago José.

O azulejo pintado pelo Tiago

O "artista" teve direito a palmas!

Verdadeiros artistas! - Pintando azulejos

À tarde, o tema foi a cerâmica.
O pessoal pintou azulejos.


 


Entre o castelo e a cerâmica

Os autógrafos da apresentadora que encontrámos, por acaso, na realização de um anúncio a um automóvel

Os cães

No castelo, após o peddy-paper



Quando a fome já apertava os cavaleiros