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Palácio de Queluz - Escadaria Robillion ou dos Leões

7 de fevereiro de 2011

Guerra Civil - Mortos e feridos + Almoster e Asseiceira - Romance (16)

Raimundo já morreu, na cidade do Porto, vítima da epidemia de cólera.
João da Silva morreu, assassinado por um homem que ele denunciara como sendo liberal, nos tempos do governo de D. Miguel, e que por isso sofrera maus tratos na prisão do forte de S. Julião da Barra (o mesmo onde o general Freire de Andrade fora executado).
António de Almeida morreu nos confrontos do cerco do Porto.
Segismundo Avilez ficou gravemente ferido - recuperou mas ficou sem metade de uma orelha, surdo desse ouvido e com uma cicatriz que lhe atravessava a face.
Nuno de Almeida também ficou ferido, mas também recuperara.
E morreram milhares de pessoas, incluindo algumas personagens mais secundárias de quem não cheguei a falar.

O Norte ia sendo dominado pelos liberais.
Em Fevereiro de 1834, os liberais vencem os absolutistas em Almoster e a 16 de Maio em Asseiceira.
Filipe e Nuno lá estiveram.

«Vamos a Santarém informar el-rei de que estamos derrotados e que não fomos capazes de morrer por ele.» A frase foi do coronel José de Almeida, depois da batalha de Asseiceira.
Em Santarém...
«O rei ordenou às tropas que evacuassem a cidade e retirava por Almeirim, seguido dos restos do exército, embrenhando-se no Alentejo, rumo a Évora, germinando ainda planos fantásticos de aliança com os espanhóis carlistas [absolutistas] que pusessem a Península a ferro e fogo.»
(...)
Poucos dias depois (...) Filipe e Nuno estavam aboletados em Arraiolos, perto do Quartel-General, onde tiveram notícia da proposta de D. Miguel para uma suspensão de hostilidades (...)
- D. Miguel tem em Évora mais de doze mil soldados fiéis... - dizia o capitão Villepin - O alentejo quase todo e o Algarve são por ele. E anda-lhe grudado o tio, o infante D. Carlos de Espanha, que tem grandes apoios para lá da fronteira como pretendente ao trono.
- Eu acho que chegou ao fim - retorquiu Nuno. - Quando ele tinha um exército superior ao nosso, na proporção de dez para um, não pôde mais que encurralar-nos no Porto durante um ano. Agora, nós somos três vezes mais fortes (...)»

Nuno tinha razão. Viria aí a Convenção de Évora-Monte e o fim desta guerra.

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