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Planisfério de Cantino (1502) - É o primeiro mapa (que se saiba) que tem representadas as linhas do Equador, dos dois Trópicos e do Círculo Polar Ártico

23 de maio de 2017

Nau quinhentista - vídeo

Como era a vida a bordo de uma nau.
Visita guiada à réplica de uma nau do início do século XVI.





20 de maio de 2017

O início da expansão portuguesa - A conquista de Ceuta

A conquista da cidade de Ceuta aos muçulmanos, em 1415, foi o acontecimento que marcou o início da expansão portuguesa.

Mapa com a localização de Ceuta, no Norte de África, junto ao Estreito de Gibraltar 

O vídeo foi organizado em 7 partes:
     1 - A tomada de decisão sobre a conquista
     2 - As razões para a conquista
     3 - A preparação da conquista
     4 - A morte de D. Filipa de Lencastre e a partida da armada
     5 - Os problemas da viagem
     6 - A conquista
     7 - A posse de Ceuta - o início de uma nova era 



Henrique, o Navegador e a cartografia - vídeo

A propósito do tema dos descobrimentos, o vídeo sobre o qual incide uma ficha de trabalho a preencher...

É abordado o início da expansão, ainda no reinado de D. João I, com a conquista de Ceuta e, depois, o princípio da aventura marítima, com algumas peripécias pelo meio.
Torna-se compreensível o papel desempenhado pelo Infante D. Henrique, a importância da passagem do Cabo Bojador e, de forma muito resumida (porque já depois da morte do Infante), as grandes viagens marítimas que deram a conhecer o Mundo.





18 de maio de 2017

Os Direitos (des)Humanos na História Contemporânea de Portugal

O trabalho desenvolvido pela turma do 6.º D, no âmbito do projeto Os Direitos (des)Humanos na História Contemporânea de Portugal, já deu origem ao blog da turma.




17 de maio de 2017

13 de maio de 2017

Centenário das aparições de Fátima

No dia 13 de maio de 1917, três crianças que andavam no campo a pastar ovelhas afirmaram ter visto Nossa Senhora, que teria recomendado que se rezasse muito para pôr fim à guerra no mundo - vivia-se à época a I Guerra Mundial.

As aparições continuariam no dia 13 de cada mês, o que foi atraindo cada vez mais pessoas à Cova da Iria (Fátima), local dessas aparições.
Em outubro, já terão sido cerca de 60 mil pessoas a deslocarem-se a Fátima. Nessa ocasião, os peregrinos afirmaram ter visto o Sol a rodar no céu.

"Milagre do Sol"


Inicialmente, nem o poder político (Governo, Presidente e Parlamento) nem as autoridades da Igreja deram importância a estes acontecimentos.
Só em 1927, o bispo de Leiria presidiu a uma celebração em Fátima e, em 1930, o mesmo bispo considerou "dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria" e autorizou oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima.

Fátima - Peregrinação em 1927

Com o tempo, Fátima ganhou dimensão nacional ao nível da cultura popular. Os Papas foram, também, valorizando o significado religioso das aparições e as ações do culto a Nossa Senhora.
Em 1967, pelo 50.º aniversário das aparições, o Papa Paulo VI veio a Portugal - a primeira vez que um Papa se deslocou ao nosso país.

Papa Paulo VI em Fátima (1967)
As duas fases referidas nos parágrafos anteriores estarão relacionadas com os momentos políticos que se viviam:
  • entre 1910 e 1926 - 1.ª República - havia uma relação conflituosa entre as autoridades republicanas e a Igreja Católica; 
  • entre 1926 e 1974 - período das ditaduras - o poder político tinha uma boa relação com as autoridades da Igreja Católica.


Basílica da Santíssima Trindade (Fátima) 
Perspetiva do exterior e do interior da basílica, inaugurada em 2007.


Agora, por ocasião do centenário das aparições, foi o Papa Francisco que se deslocou a Fátima.

Independentemente da crença de cada um, ninguém pode ignorar a importância religiosa que Fátima adquiriu.


6 de maio de 2017

A revolução de 5 de outubro de 1910 - imagens

Imagens dos arquivos da British Pathé sobre os acontecimentos de 4 e 5 de outubro de 1910.





Posto de Comando do MFA - Visita de estudo

Visita de estudo ao Posto de Comando do MFA (Movimento das Forças Armadas), no ex-Regimento de Engenharia n.º 1, na Pontinha.



«Para conduzir a operação militar do derrube do regime do Estado Novo, concretizando o golpe militar e a tomada do poder, o Movimento das Forças Armadas, designação que passou a tomar o Movimento dos Capitães, organizou um Posto de Comando, situado no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha, zona da periferia de Lisboa. O Estado-Maior foi constituído por seis oficiais, que foram apoiados na sua ação por outros, quer na montagem do posto de comando, quer na condução das operações.» 
in, A Hora da Liberdade


Os manequins (militares) nos seus postos

Os seis oficiais: Tenente-coronel Amadeu Garcia dos Santos, Major Hugo dos Santos, Major José Sanches Osório, Tenente-coronel Nuno Fisher Lopes Pires, Major Otelo Saraiva de Carvalho e Capitão-tenente Victor Crespo.

Também esteve presente no Posto de Comando, até ao princípio da manhã, o Capitão Luís Macedo, que era o comandante da Companhia de Instrução no Regimento da Pontinha - deverá ser o 7.º manequim.

Os oficiais do Posto de Comando procuraram seguir todos os movimentos das tropas desde o início, coordenando a sua ação e interferindo na condução da manobra, no sentido de garantir a sucessiva conquista dos objetivos.

O manequim que representa Otelo Saraiva de Carvalho,
junto ao mapa das estradas de Portugal e ao mapa de Lisboa.

Os alunos com... "novos meios de comunicação"
Não é fácil, para eles, entenderem os antigos telefones e a dependência de linhas!...


1 de maio de 2017

A crise de 1383-1385

Um novo vídeo com a colaboração de alunos das turmas do 5.º ano, desta vez do 5.º D e do 5.º E.
Também temos um convincente Dr. João das Regras, pela voz do Gonçalo Ribeiro (6.º C).

O tema é a crise de 1383-1385, desde a assinatura do Tratado de Salvaterra até à escolha do Mestre de Avis para rei de Portugal, nas Cortes de Coimbra de 1385.

Espero que gostem (e que aprendam).



O 1.º de maio em Portugal

As origens da comemoração do Dia do Trabalhador já aqui foram abordadas.

Em Portugal, as comemorações iniciaram-se logo no ano de 1890, um ano depois do Congresso Operário Internacional (ou II Internacional Socialista), em Paris, ter declarado o 1.º de maio como Dia Internacional dos Trabalhadores.

Na 1.ª República, as ações dos sindicatos tiveram características mais reivindicativas, tendo sido conseguida, em 1919, a consagração legal das 8 horas de trabalho diário para os trabalhadores da indústria e do comércio.

Durante a ditadura, mesmo com todas as dificuldades inerentes à falta de liberdade de organização sindical, de expressão e de manifestação, sempre houve quem, correndo riscos, as ultrapassasse.
As limitações impostas pelo poder político fizeram com que, por vezes, houvesse ações mais violentas.
Por exemplo, em 1 de maio de 1973 (a um ano do 25 de abril), uma bomba foi ativada no Ministério das Corporações. O alcance público do acontecimento foi tal que os serviços da Censura não puderam evitar que fosse tema de capa, como no Diário de Lisboa do dia seguinte, embora uma nota da DGS (Direção-Geral de Segurança, nova designação da polícia política - antiga PIDE), também na 1.ª página do jornal, quisesse diminuir as consequências.


Um ano depois, o 1.º de maio foi festejado em liberdade. 
E foi uma festa!...


25 de abril de 2017

A agenda do Almirante Américo Tomás - dia 25 de abril de 1974

Dia 25 de abril - assinalado nas 12 horas - "Rebentou outro movimento militar (...)"
Nas 19 horas, o já ex-Presidente da República dava conta que terminava a sua "vida oficial".

Último parágrafo: "Daqui por diante esta agenda só contém o que estava projectado fazer."
(penso ter lido bem)


25 de abril de 1974 - Posto de Comando do MFA


video

Amanhã, lá estaremos nós... no Posto de Comando do MFA (Regimento de Engenharia 1, Pontinha).







Atualização - Por coincidência, a RTP 1 apresentou hoje à noite o documentário sobre a instalação dos meios de comunicação no Posto de Comando: a aquisição de telefones e a montagem de um cabo de transmissões (prolongado do Colégio Militar até ao Posto de Comando instalado na Pontinha, com muitos pormenores que nos mostram como, "na sombra", se montou a operação.




25 de abril de 1974

Fotografia de Alfredo Cunha


25 de abril de 1974



24 de abril de 2017

23 de abril de 2017

Mosteiro de Alcobaça - o papel cultural

S. Bernardo

«O equilíbrio conseguido, na mensagem cisterciense, entre a vida de oração, o trabalho físico e a leitura constituiu uma das razões do seu êxito. Ao propugnar por um retorno ao “deserto”, Cister distanciava-se do mundo e procurava espaços ermos e desabitados para a sua instalação. Este desejo foi ao encontro das necessidades de povoamento e de ocupação territorial por parte dos reinos peninsulares. Daí a fundação de mosteiros em regiões ermas, recentemente conquistadas e de povoamento reduzido. A fundação da principal casa cisterciense em Portugal, Alcobaça, é um exemplo desse esforço.»
Hermínia Vasconcelos Vilar, História Religiosa de Portugal (vol. I)


Há uma relação direta entre a prosperidade económica e a ação cultural dos monges de Alcobaça, que possuíam uma rica livraria, com muitos livros produzidos no scriptorium de Alcobaça.




Alcobaça tornou-se um dos maiores centros de cultura monástica medieval, desenvolvendo uma importante ação educativa, e assumindo, também, um grande papel assistencial.

«(…) Cister foi uma das mais destacadas instituições religiosas da história nacional, moldando mentalidades, animando cultural e educacionalmente, arroteando terras, explorando, produzindo, como pioneiros de povoamento, entre outras realizações.»
Vítor Gomes Teixeira, Os Cistercienses e a sua rede de mosteiros

in O Esplendor da Austeridade

Dos primeiros mosteiros cistercienses (anteriormente beneditinos, de obediência a Cluny)...

Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões (atualmente unidade hoteleira).
Terá sido o primeiro, em Portugal, a adotar a regra de Cister
S. João de Tarouca
Mosteiro de Santa Maria de Salzedas


A Ordem de Cister e a proteção real

Mosteiros da Ordem de Cister em Portugal

Depois de D. Afonso Henriques, vários reis da 1.ª dinastia fizeram grandes doações ao Mosteiro de Alcobaça.
Não será estranho, portanto, que aqui se encontrem os túmulos dos reis D. Afonso II e D. Afonso III, na chamada Capela de S. Bernardo. Numa sala lateral, encontram-se oito outros túmulos, entre eles o da primeira mulher de D. Afonso II, D. Urraca, o de Beatriz, mulher de D. Afonso III, e de três dos seus filhos.


D. Pedro I foi um dos grandes protetores do Mosteiro. Na igreja, o seu magnífico túmulo, assim como o de D. Inês de Castro, constituindo duas das maiores esculturas tumulares da Idade Média.

Túmulo de D. Pedro I

Túmulo de D. Inês

Raramente falamos das rainhas e, muito menos, das infantas.
É curioso verificar, em relação à Ordem de Cister, na sua vertente feminina, a ação de três infantas, filhas de D. Sancho I – D. Sancha, D. Mafalda e D. Teresa – na difusão da Ordem em Portugal. Elas protegeram, nas primeiras décadas do século XIII, três grandes abadias – Celas (Coimbra), Arouca e Lorvão, respetivamente – legando-lhes os seus bens.

Nestes mosteiros femininos da Ordem ingressaram senhoras oriundas das mais importantes famílias nobres.

Mosteiro de Celas

Mosteiro de Arouca


Mosteiro do Lorvão


A doação do Mosteiro de Alcobaça


A doação do couto de Alcobaça aos monges de Cister, se pode ser considerada um ato de fé - diz a lenda que resultou de uma promessa feita por D. Afonso Henriques - foi também um ato político.

D. Afonso Henriques tinha conquistado há pouco tempo as cidades de Santarém e de Lisboa (1147), tinha conseguido o reconhecimento da independência por parte do reino de Leão e de Castela (Tratado de Zamora, 1143) e procurava o reconhecimento do Papa.
A Ordem de Cister tinha, à época, um assinalável poder na cristandade e, por coincidência, o ducado da Borgonha, de onde eram naturais os antepassados paternos de D. Afonso Henriques, esteve ligado ao nascimento da Ordem.

S. Bento (iluminura)

A difusão cisterciense contou, em Portugal, com o apoio régio. D. Afonso Henriques concedeu várias cartas de couto a diversos mosteiros de Cister.
Portanto, com esta política, D. Afonso Henriques pretendia facilitar o seu reconhecimento como rei pelo Papa.

Mosteiro de Alcobaça - Sala dos Reis - Representação da coroação de D. Afonso Henriques
Papa Alexandre III (que reconheceu a independência de Portugal),
D. Afonso Henriques e S. Bernardo (grande impulsionador da Ordem de Cister)  

Do ponto de vista da política interna, D. Afonso Henriques precisava de defender as fronteiras e de desenvolver economicamente o reino.
A Ordem de Cister, por sua vez, só autorizava a fundação de novos mosteiros em zonas que obedecessem às seguintes condições: fossem isolados em relação a lugares habitados, tivessem boas terras de cultivo, suficientes recursos hídricos e matérias-primas nas proximidades (especialmente madeiras).

Monges cistercienses ceifando o campo sob a proteção da Virgem e de S. Bernardo
- pormenor (pintura - Escola Portuguesa, século XVIII)

À data da doação do couto de Alcobaça, a Ordem de Cister era, pela sua organização, a única preparada e com capacidade para desenvolver uma política de fomento e arroteamento (preparação de terrenos para a prática da agricultura) em terras despovoadas.
Pela carta de doação, relembremos, o Mosteiro de Alcobaça ficou obrigado a repovoar, cultivar e valorizar economicamente os seus terrenos.
Juntavam-se os interesses do rei e os da Ordem de Cister.

«O séc. XIV é a época mais fecunda da história do Mosteiro. Criam-se granjas em terrenos que se tornaram quintas ricas e modelares e onde os monges, leigos e noviços, desenvolvem toda a sua atividade. A granja era uma escola de todas as atividades agrícolas e das indústrias anexas. Os monges eram dos poucos senhores conhecedores dos segredos agrícolas do seu tempo e foram chamados a resolver graves problemas da economia rural, cabendo-lhes com justiça a bela designação de "Monges Agrónomos" que o Professor Joaquim Vieira Natividade lhes deu.»
M.ª Augusta Trindade Ferreira, Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (roteiro)



Mosteiro de Alcobaça


O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça era o maior do reino e um dos maiores da Ordem de Cister em toda a Europa (o terceiro, em dimensão). 
Foi o quarto mosteiro da Ordem de Cister em Portugal, mas o primeiro a ser construído de raiz.
Atualmente, para além de Monumento Nacional, está classificado como Património Mundial da Humanidade.

O Mosteiro de Alcobaça foi fundado na sequência de uma doação de D. Afonso Henriques e de sua mulher, D. Mafalda, ao abade D. Bernardo do Mosteiro de Claraval, da Ordem de Cister, a qual estava em plena fase de expansão.

Carta de doação do couto de Alcobaça à Ordem de Cister
Através da carta de doação, que está datada de 8 de abril de 1153, era cedido um extenso domínio régio situado entre Leiria e Óbidos, banhado pelo oceano Atlântico a Oeste e limitado pelas “cimalhas de Aljubarrota” (serra dos Candeeiros). Este território tinha sido recentemente conquistado aos mouros.

A doação obrigava à instalação de um mosteiro cisterciense em Alcobaça, a partir do qual se deveria fazer o repovoamento, cultivo e valorização económica desses terrenos (o couto de Alcobaça), o que era fundamental para fortalecer o domínio cristão numa área mal povoada e que não ficava longe da fronteira com os muçulmanos.



Os trabalhos de construção prolongaram-se por sete décadas, o que não será estranho se atendermos à dimensão das construções, ao facto do reino estar em guerra (Reconquista Cristã) e haver falta de meios humanos e materiais. 
A construção segue os traços das construções de outras abadias da Ordem. É muito provável que tenham vindo de França os seus principais mestres-construtores.




Sala dos Reis

Cozinha

 O mosteiro teve obras que se desenvolveram já depois do fim da reconquista, com o objetivo de aumentar o conjunto monástico, como o claustro de D. Dinis, já no século XIV. 




Isto faz com que haja diferentes estilos arquitetónicos na sua construção: o românico, no início, e o gótico, mais tarde, que se torna predominante. 
E já alguns séculos depois se fizeram novos acrescentos e alterações. A fachada principal da igreja é do início do século XVIII, em estilo barroco.