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25 de Abril de 1974

25 de abril de 2017

A agenda do Almirante Américo Tomás - dia 25 de abril de 1974

Dia 25 de abril - assinalado nas 12 horas - "Rebentou outro movimento militar (...)"
Nas 19 horas, o já ex-Presidente da República dava conta que terminava a sua "vida oficial".

Último parágrafo: "Daqui por diante esta agenda só contém o que estava projectado fazer."
(penso ter lido bem)


25 de abril de 1974 - Posto de Comando do MFA


video

Amanhã, lá estaremos nós... no Posto de Comando do MFA (Regimento de Engenharia 1, Pontinha).







Atualização - Por coincidência, a RTP 1 apresentou hoje à noite o documentário sobre a instalação dos meios de comunicação no Posto de Comando: a aquisição de telefones e a montagem de um cabo de transmissões (prolongado do Colégio Militar até ao Posto de Comando instalado na Pontinha, com muitos pormenores que nos mostram como, "na sombra", se montou a operação.




25 de abril de 1974

Fotografia de Alfredo Cunha


25 de abril de 1974



24 de abril de 2017

23 de abril de 2017

Mosteiro de Alcobaça - o papel cultural

S. Bernardo

«O equilíbrio conseguido, na mensagem cisterciense, entre a vida de oração, o trabalho físico e a leitura constituiu uma das razões do seu êxito. Ao propugnar por um retorno ao “deserto”, Cister distanciava-se do mundo e procurava espaços ermos e desabitados para a sua instalação. Este desejo foi ao encontro das necessidades de povoamento e de ocupação territorial por parte dos reinos peninsulares. Daí a fundação de mosteiros em regiões ermas, recentemente conquistadas e de povoamento reduzido. A fundação da principal casa cisterciense em Portugal, Alcobaça, é um exemplo desse esforço.»
Hermínia Vasconcelos Vilar, História Religiosa de Portugal (vol. I)


Há uma relação direta entre a prosperidade económica e a ação cultural dos monges de Alcobaça, que possuíam uma rica livraria, com muitos livros produzidos no scriptorium de Alcobaça.




Alcobaça tornou-se um dos maiores centros de cultura monástica medieval, desenvolvendo uma importante ação educativa, e assumindo, também, um grande papel assistencial.

«(…) Cister foi uma das mais destacadas instituições religiosas da história nacional, moldando mentalidades, animando cultural e educacionalmente, arroteando terras, explorando, produzindo, como pioneiros de povoamento, entre outras realizações.»
Vítor Gomes Teixeira, Os Cistercienses e a sua rede de mosteiros

in O Esplendor da Austeridade

Dos primeiros mosteiros cistercienses (anteriormente beneditinos, de obediência a Cluny)...

Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões (atualmente unidade hoteleira).
Terá sido o primeiro, em Portugal, a adotar a regra de Cister
S. João de Tarouca
Mosteiro de Santa Maria de Salzedas


A Ordem de Cister e a proteção real

Mosteiros da Ordem de Cister em Portugal

Depois de D. Afonso Henriques, vários reis da 1.ª dinastia fizeram grandes doações ao Mosteiro de Alcobaça.
Não será estranho, portanto, que aqui se encontrem os túmulos dos reis D. Afonso II e D. Afonso III, na chamada Capela de S. Bernardo. Numa sala lateral, encontram-se oito outros túmulos, entre eles o da primeira mulher de D. Afonso II, D. Urraca, o de Beatriz, mulher de D. Afonso III, e de três dos seus filhos.


D. Pedro I foi um dos grandes protetores do Mosteiro. Na igreja, o seu magnífico túmulo, assim como o de D. Inês de Castro, constituindo duas das maiores esculturas tumulares da Idade Média.

Túmulo de D. Pedro I

Túmulo de D. Inês

Raramente falamos das rainhas e, muito menos, das infantas.
É curioso verificar, em relação à Ordem de Cister, na sua vertente feminina, a ação de três infantas, filhas de D. Sancho I – D. Sancha, D. Mafalda e D. Teresa – na difusão da Ordem em Portugal. Elas protegeram, nas primeiras décadas do século XIII, três grandes abadias – Celas (Coimbra), Arouca e Lorvão, respetivamente – legando-lhes os seus bens.

Nestes mosteiros femininos da Ordem ingressaram senhoras oriundas das mais importantes famílias nobres.

Mosteiro de Celas

Mosteiro de Arouca


Mosteiro do Lorvão


A doação do Mosteiro de Alcobaça


A doação do couto de Alcobaça aos monges de Cister, se pode ser considerada um ato de fé - diz a lenda que resultou de uma promessa feita por D. Afonso Henriques - foi também um ato político.

D. Afonso Henriques tinha conquistado há pouco tempo as cidades de Santarém e de Lisboa (1147), tinha conseguido o reconhecimento da independência por parte do reino de Leão e de Castela (Tratado de Zamora, 1143) e procurava o reconhecimento do Papa.
A Ordem de Cister tinha, à época, um assinalável poder na cristandade e, por coincidência, o ducado da Borgonha, de onde eram naturais os antepassados paternos de D. Afonso Henriques, esteve ligado ao nascimento da Ordem.

S. Bento (iluminura)

A difusão cisterciense contou, em Portugal, com o apoio régio. D. Afonso Henriques concedeu várias cartas de couto a diversos mosteiros de Cister.
Portanto, com esta política, D. Afonso Henriques pretendia facilitar o seu reconhecimento como rei pelo Papa.

Mosteiro de Alcobaça - Sala dos Reis - Representação da coroação de D. Afonso Henriques
Papa Alexandre III (que reconheceu a independência de Portugal),
D. Afonso Henriques e S. Bernardo (grande impulsionador da Ordem de Cister)  

Do ponto de vista da política interna, D. Afonso Henriques precisava de defender as fronteiras e de desenvolver economicamente o reino.
A Ordem de Cister, por sua vez, só autorizava a fundação de novos mosteiros em zonas que obedecessem às seguintes condições: fossem isolados em relação a lugares habitados, tivessem boas terras de cultivo, suficientes recursos hídricos e matérias-primas nas proximidades (especialmente madeiras).

Monges cistercienses ceifando o campo sob a proteção da Virgem e de S. Bernardo
- pormenor (pintura - Escola Portuguesa, século XVIII)

À data da doação do couto de Alcobaça, a Ordem de Cister era, pela sua organização, a única preparada e com capacidade para desenvolver uma política de fomento e arroteamento (preparação de terrenos para a prática da agricultura) em terras despovoadas.
Pela carta de doação, relembremos, o Mosteiro de Alcobaça ficou obrigado a repovoar, cultivar e valorizar economicamente os seus terrenos.
Juntavam-se os interesses do rei e os da Ordem de Cister.

«O séc. XIV é a época mais fecunda da história do Mosteiro. Criam-se granjas em terrenos que se tornaram quintas ricas e modelares e onde os monges, leigos e noviços, desenvolvem toda a sua atividade. A granja era uma escola de todas as atividades agrícolas e das indústrias anexas. Os monges eram dos poucos senhores conhecedores dos segredos agrícolas do seu tempo e foram chamados a resolver graves problemas da economia rural, cabendo-lhes com justiça a bela designação de "Monges Agrónomos" que o Professor Joaquim Vieira Natividade lhes deu.»
M.ª Augusta Trindade Ferreira, Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (roteiro)



Mosteiro de Alcobaça


O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça era o maior do reino e um dos maiores da Ordem de Cister em toda a Europa (o terceiro, em dimensão). 
Foi o quarto mosteiro da Ordem de Cister em Portugal, mas o primeiro a ser construído de raiz.
Atualmente, para além de Monumento Nacional, está classificado como Património Mundial da Humanidade.

O Mosteiro de Alcobaça foi fundado na sequência de uma doação de D. Afonso Henriques e de sua mulher, D. Mafalda, ao abade D. Bernardo do Mosteiro de Claraval, da Ordem de Cister, a qual estava em plena fase de expansão.

Carta de doação do couto de Alcobaça à Ordem de Cister
Através da carta de doação, que está datada de 8 de abril de 1153, era cedido um extenso domínio régio situado entre Leiria e Óbidos, banhado pelo oceano Atlântico a Oeste e limitado pelas “cimalhas de Aljubarrota” (serra dos Candeeiros). Este território tinha sido recentemente conquistado aos mouros.

A doação obrigava à instalação de um mosteiro cisterciense em Alcobaça, a partir do qual se deveria fazer o repovoamento, cultivo e valorização económica desses terrenos (o couto de Alcobaça), o que era fundamental para fortalecer o domínio cristão numa área mal povoada e que não ficava longe da fronteira com os muçulmanos.



Os trabalhos de construção prolongaram-se por sete décadas, o que não será estranho se atendermos à dimensão das construções, ao facto do reino estar em guerra (Reconquista Cristã) e haver falta de meios humanos e materiais. 
A construção segue os traços das construções de outras abadias da Ordem. É muito provável que tenham vindo de França os seus principais mestres-construtores.




Sala dos Reis

Cozinha

 O mosteiro teve obras que se desenvolveram já depois do fim da reconquista, com o objetivo de aumentar o conjunto monástico, como o claustro de D. Dinis, já no século XIV. 




Isto faz com que haja diferentes estilos arquitetónicos na sua construção: o românico, no início, e o gótico, mais tarde, que se torna predominante. 
E já alguns séculos depois se fizeram novos acrescentos e alterações. A fachada principal da igreja é do início do século XVIII, em estilo barroco.



18 de abril de 2017

A cultura medieval portuguesa

Uma apresentação sobre aspetos da cultura medieval portuguesa (séculos XIII e XIV).
A informação deverá ser complementada com o que já foi abordado na vida quotidiana nos mosteiros.



Portugal nos séculos XIII e XIV - os concelhos

Sobre a vida nos concelhos, esta apresentação.

Castelo e pelourinho de Penedono


A vida nos senhorios e nos mosteiros

Os aspetos essenciais da vida nas terras senhoriais e nos mosteiros, nos séculos XIII e XIV nesta apresentação.



A sociedade portuguesa nos séculos XIII e XIV

Para uma breve revisão no início do 3.º período, esta apresentação sobre os grupos sociais nos séculos XIII e XIV.



A vida quotidiana nos mosteiros

Portugal nos séculos XIII e XIV

Para os alunos interessados em saberem um pouco mais sobre a vida quotidiana nos mosteiros, no período medieval, está disponível esta apresentação.

Seguem-se imagens daquele que terá sido, nesse período, o mais importante mosteiro de Portugal, resultante de uma doação feita por D. Afonso Henriques: o mosteiro de Alcobaça.

Igreja do Mosteiro

Claustro

Refeitório
Ao fundo, ao centro, a escada que levava ao púlpito onde o monge leitor
fazia a leitura de textos bíblicos, enquanto os restantes monges tomavam a refeição


4 de abril de 2017

Estação Meteorológica da Escola Paulo da Gama

É histórico!
A Escola Básica 2/3 Paulo da Gama tem uma estação meteorológica.
A instalação deve-se ao prof. Miguel Aljustrel.

A partir de hoje, podemos seguir o estado do tempo na nossa escola - haverá uma ligação na coluna da esquerda.



27 de março de 2017

Projeto da turma 6.º D - Direitos (des)Humanos

Apesar de não termos editado mais notícias, a verdade é que o projeto avança...

Depois de uma primeira fase, em que cumprimos os passos iniciais propostos na metodologia de gestão de projetos - Kit "Projetos do Futuro" -, os alunos do 6.º D meteram as mãos na História...

Árvore de Atividades, quando ainda estava em esboço
O primeiro tema, que nem todos os grupos conseguiram, ainda, concluir, é o da difícil implantação do liberalismo em Portugal, subdividido em 5 subtemas:

  • A conspiração liberal de 1817
  • A revolução liberal de 1820
  • A perseguição dos absolutistas aos liberais (período de 1823 - 1832)
  • O liberais nos Açores
  • A guerra civil entre liberais e absolutistas

Em cada subtema, para além dos principais acontecimentos e de situações vividas pela população, em geral, ou pelos intervenientes mais diretos, abordamos a biografia de pessoas que lutaram contra situações que consideravam injustas e por direitos inexistentes. Assim, estão a ser estudados aspetos da vida de 5 personalidades:

  • Gomes Freire de Andrade
  • Manuel Fernandes Tomás
  • Alexandre Herculano
  • Almeida Garrett
  • D. Pedro IV

Ainda neste tema, procuraremos sinais de património histórico associado aos acontecimentos em estudo.

Estamos a adaptar-nos a alguns procedimentos, o que é natural quando se muda o método de trabalho e se mudam rotinas.

Continuaremos a dar notícias.
(e pode ser que tenhamos um "blogue concorrente")


26 de março de 2017

25 de março de 2017

60 anos do Tratado de Roma - nascia a Comunidade Económica Europeia

Reunião dos representantes dos diferentes países em Roma,
no Museu Capitolino (ou Museus Capitolinos, no plural, porque
 o Museu inclui dois palácios, ligados por uma galeria subterrânea).
A 25 de março de 1957, 6 países - Bélgica, França, Itália, Holanda, Luxemburgo e República Federal Alemã (Alemanha Ocidental) - assinaram o Tratado de Roma, constituindo a Comunidade Económica Europeia (CEE).
Os mesmos países já tinham fundado, em 1952, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA).

Estas organizações internacionais eram uma forma destes países da Europa Ocidental resolverem problemas económicos, sociais e políticos que a II Guerra Mundial (1939 - 1945) tinha criado, num mundo em que predominavam, então, as duas superpotências: Estados Unidos da América e União Soviética.

O Tratado de Roma tinha como objetivo a criação de um mercado comum, com políticas conjuntas para a agricultura, a circulação de pessoas e mercadorias. Com esta política de integração económica, que já existia para o ferro, o carvão e o aço, os países que assinaram o tratado aboliam entre si os impostos alfandegários e criavam taxas comuns de fronteira em relação aos outros países.
O Tratado, dando origem à CEE, entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 1958.
A CEE é a organização que está na base da atual União Europeia, de que Portugal faz parte.

As assinaturas dos representantes dos 6 países no Tratado de Roma

Na mesma ocasião, também foi criada a Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM), visando a cooperação dos mesmos países no desenvolvimento e utilização da energia nuclear.


23 de março de 2017

10 de março de 2017

A declaração de guerra nos jornais do dia 10 de março

1.ª página (parcial) de A Capital, do dia 10 de março de 1916

No dia 10 de março de 1916, a notícia da primeira página dos jornais só podia ser a declaração de guerra da Alemanha a Portugal.


9 de março de 2017

9 de março de 1916 - Declaração de guerra pela Alemanha

Em 9 de Março, de 1916, a Alemanha declarou guerra a Portugal.

Documento da declaração de guerra da Alemanha

Esta tomada de posição foi a reação ao facto de Portugal ter requisitado (apreendido), os navios alemães que se encontravam em portos portugueses, a pedido da Inglaterra.
A declaração de guerra significou, formalmente, a entrada de Portugal na I Guerra Mundial (1914-1918).

7 de março de 2017

A comemoração dos 60 anos da RTP

(atualizado, a 8/03)



A RTP comemora, neste dia 7 de março de 2017, 60 anos de emissões regulares de televisão em Portugal.
Mas a primeira experiência de uma emissão televisiva no nosso país aconteceu em setembro de 1956.

Em Inglaterra já há muitos anos que se tinha iniciado.
Não podendo Portugal passar à margem dos avanços verificados nos meios de comunicação social, o Ministro da Presidência, em 1953, fez um Despacho ordenando a constituição, na Emissora Nacional, de um grupo de estudo para a instalação da televisão em Portugal.

Mas o regime do Estado Novo tinha receio da abertura ao mundo que a televisão poderia trazer à sociedade portuguesa e manifestava as suas cautelas. Por isso, o Despacho adiantava que “a Emissora Nacional não devia, por enquanto, ir além do estudo do problema, sem ter perspetiva a instalação e a exploração do serviço.”
Esta ideia foi reforçada por um novo Despacho, em 1954, que insistia em que não se devia ultrapassar a fase de estudo.

Em 1955, o Ministro da Presidência passou a ser o Prof. Marcelo Caetano. Fez-se nova legislação, criou-se a empresa e alugaram-se instalações. No dia 15 de dezembro desse ano, foi criada juridicamente a Rádio Televisão Portuguesa.

Vários técnicos foram fazer formação no estrangeiro.
Em setembro de 1956, avançou-se para as primeiras emissões experimentais de televisão. Essas experiências decorreram na Feira Popular, que à época funcionava no Parque de Palhavã, onde hoje se situa a sede da Fundação Calouste Gulbenkian.
Instalaram-se 3 pavilhões pré-fabricados, uma torre e um pequeno emissor de 100 watts, o bastante para emitir para a região de Lisboa.
Foi aí que se fizeram as primeiras emissões, com início no dia 4 de setembro.

Pela cidade de Lisboa tinham sido afixados cartazes a publicitar o acontecimento. Na Feira foram distribuídos folhetos que explicavam o que era a televisão e o mundo que este novo meio de comunicação social podia abrir.




O locutor Raul Feio apresentou a televisão como um mundo maravilhoso a que as pessoas podiam aceder: a gruta de Ali-Babá, onde estavam à disposição todos os tesouros do mundo.
Venderam-se mais de mil televisores e os cafés e as esplanadas encheram-se. As pessoas acumulavam-se nas ruas para verem a novidade.

Mas no final de setembro, a Feira Popular fechava e a televisão teve de fechar também. No entanto, o sucesso das emissões experimentais, que superou as expectativas, apressou o processo.
A RTP instalou-se no Lumiar, em Lisboa, onde ainda possui um estúdio, e a partir de 7 de março de 1957 iniciou as suas emissões regulares, tendo mudado a vida dos portugueses.


Vídeo produzido com o Clube de Jornalismo da Escola Paulo da Gama.