H

H
Mostrar mensagens com a etiqueta Palácios Reais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palácios Reais. Mostrar todas as mensagens

30 de novembro de 2016

Os reis de Espanha e alguns palácios nacionais


Os reis de Espanha estiveram em visita oficial a Portugal, tendo sido recebidos em vários palácios históricos

Palácio da Bolsa (Porto)

Não é um palácio real. Foi construído sobre as ruínas do Convento de S. Francisco, que ardeu durante o cerco da cidade do Porto (1832). 
O terreno foi cedido pela rainha D. Maria II, em 1842, para que aí se construísse um edifício onde funcionasse a praça ou bolsa do comércio e o tribunal da 1.ª instância. As obras iniciaram-se nesse mesmo ano.

Paço dos Duques de Bragança (Guimarães)

O Paço dos Duques de Bragança de Guimarães foi mandado construir no século XV, por D. Afonso, 1.º Duque da Casa de Bragança (filho ilegítimo do rei D. João I e de D. Inês Pires Esteves).
A Casa de Bragança acabaria por chegar ao trono através de D. João IV, 8.º Duque de Bragança, a 1 de Dezembro de 1640, quando os Filipes foram expulsos de Portugal.
Foi neste Paço que o "novo" Filipe de Espanha - D. Filipe VI - jantou na primeira noite em Portugal como rei... apenas de Espanha.

O Paço foi reconstruído entre 1937 e 1959 (de forma muito discutível, segundo as perspetivas atuais de conservação do património).

Palácio das Necessidades (Lisboa)

Mandado construir por D. João V. Foi residência de muitos dos últimos reis da dinastia de Bragança: D. Maria II, D. Pedro V, D. Carlos e D. Manuel II.
Dos últimos monarcas, D. Luís foi a exceção - habitou o Palácio da Ajuda, onde habitualmente se fazem os jantares de Estado. Mas, desta vez, o jantar em Lisboa foi no Palácio das Necessidades, onde, desde há muitos anos, funciona o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Assembleia da República - Palácio de S. Bento (Lisboa)

Antigo Convento de S. Bento, foi transformado para aí funcionarem as Cortes do período da monarquia liberal. O seu nome oficial, atribuído por D. Pedro IV, é Palácio das Cortes.

Voltaremos a falar dos Palácios, mesmo sem visitas reais...


18 de outubro de 2014

O Paço da Ribeira (Lisboa pré-1755)

Na turma do 6.º C falei deste filme, mas não o vimos.
Agora vem mesmo a propósito da última aula do 6.º D, quando foi questionado o destino dado às riquezas provenientes do Brasil, sobretudo o ouro, no reinado de D. João V.

O vídeo - primeiro com as legendas em português, depois em inglês - é apresentado como sendo sobre Lisboa antes do terramoto, mas a verdade é que se centra no Paço da Ribeira, a residência real a partir de D. Manuel I.

D. João V mandou fazer um largo conjunto de obras, como se compreende da leitura das legendas.
A música é da época de D. João V, em estilo barroco.




24 de outubro de 2011

Palácio da Ajuda

Foi mandado construir pelo príncipe D. João, futuro rei D. João VI, filho de D. Maria I, em 1796.

A história da construção deste palácio conheceu muitos contratempos, a começar logo pelo facto de Portugal ter sido invadido pelo exército francês e de a família real ter fugido para o Brasil pouco tempo depois de se decidir a sua construção. Os seus planos de construção nunca foram concluídos.
O Palácio da Ajuda foi residência temporária de alguns membros da família real, mas só foi residência oficial da Corte no reinado de D. Luís, que quis sair do Palácio das Necessidades, onde tinha falecido o seu irmão D. Pedro V.
Hoje em dia, o Palácio Nacional da Ajuda é cenário das cerimónias protocolares de representação de Estado.

Palácio das Necessidades

Foi mandado construir por D. João V, junto à capela ou ermida de Nossa Senhora das Necessidades, santa da sua devoção. O palácio, no entanto, não foi habitado pelo rei, mas pelos seus irmãos, os infantes D. António e D. Manuel.

O edifício, que escapou aos danos provocados na cidade de Lisboa pelo Terramoto de 1755, serviu inicialmente como residência de visitantes ilustres em passagem por Lisboa.
O palácio sofreu obras de vulto por iniciativa de D. Pedro IV e de D. Pedro V e foi residência real de quase todos os últimos reis de Portugal: D. Maria II, D. Pedro V, D. Carlos I e D. Manuel II.
Atualmente, no Palácio das Necessidades funciona o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Palácio de Belém

Quando do terramoto de 1 de Novembro de 1755, a família real encontrava-se em Belém, tendo escapado ao acidente.
Receando outro sismo, a família real instalou-se, então, em tendas nos terrenos do palácio que D. João V comprara e alterara – o Palácio de Belém.

Palácio de Belém, atual residência oficial dos Presidentes da República 

O rei D. José, que, assustado com o terramoto, nunca mais quis viver num edifício de pedra, sairia de Belém para ir habitar o Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda, edifício, construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos. Este edifício ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca. Em 1794, no reinado de D. Maria I, um incêndio destruiu esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio.
O príncipe D. João mandou, então, construir o Palácio da Ajuda.

O Palácio de Belém foi ainda habitado por D. Maria II num período em que o Palácio das Necessidades esteva em obras. A partir do reinado de D. Luís I, o Palácio de Belém foi destinado a receber os convidados oficiais que visitavam Lisboa.
Após o casamento de D. Carlos e D. Amélia e enquanto D. Luís governou, o palácio serviu-lhes de residência oficial.

Palácios reais

A propósito da sociedade portuguesa no reinado de D. João V, falámos de palácios reais localizados em Lisboa. Aquele que foi residência real de D. Manuel I a D. José I - o Paço da Ribeira - desapareceu com o terramoto do dia 1 de Novembro de 1755 (ver neste blog).

Assim seria o Paço da Ribeira e o Terreiro do Paço, à direita
(reconstrução virtual)

Sobre os outros três palácios referidos, encontram aqui um pequeno historial.