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20 de fevereiro de 2016

Viagem de Vasco da Gama (11) - O regresso

A estadia em Calecute durou perto de 3 meses, mais exatamente 101 dias (20 de maio a 29 de agosto de 1498) e não foi totalmente positiva no estabelecimento de relações com os orientais. Os muçulmanos colocaram obstáculos à expedição e Vasco da Gama não ia devidamente preparado com as mercadorias adequadas ao comércio asiático.

«Uma quarta-feira, que foram 29 dias do dito mês de agosto, visto como já tínhamos achado e descoberto o que vínhamos buscar, assim de especiaria como de pedras preciosas, e como não podíamos acabar de nos despedir da terra, com paz e amigos da gente, houve por conselho o capitão-mor com os outros capitães de nos partirmos e levarmos aqueles homens [prisioneiros] que tínhamos; porque aqueles, tornando a Calecute, fariam fazer as amizades.
E logo fizemos as velas e nos partimos caminho de Portugal, vindo todos muito ledos, por sermos tão bem aventurados de acharmos uma tão grande coisa como tínhamos achado.»

O relato da viagem de regresso é mais breve.

[13 de janeiro de 1499] «E ao domingo fomos pousar em os baixos de São Rafael, onde pusemos fogo ao navio deste nome, porquanto era coisa impossível navegarem três navios com tão pouca gente como éramos. Aqui passámos todo o fato deste navio aos outros dois que nos ficaram.»

O relato é interrompido a 25 de abril de 1499.
«E uma quinta-feira, 25 dias do mês de abril, achámos fundo de 35 braças; e todo o dia fomos por este caminho, e o menos fundo foram 20 braças; e não pudemos haver vista de terra. E os pilotos diziam que éramos nos baixos do rio Grande.»

Sabe-se que Vasco da Gama, perante o agravamento do estado de saúde do seu irmão, fez escala na ilha Terceira, nos Açores. Mas Paulo da Gama morreu pouco depois de ter sido transportado para o Convento de S. Francisco, em cuja igreja foi sepultado.

Igreja do Convento de S. Francisco
Lápide que assinala que Paulo da Gama foi sepultado naquele convento

Vasco da Gama chegaria a Lisboa 2 meses depois de Nicolau Coelho.


13 de outubro de 2013

Paulo da Gama

A propósito do patrono da escola (e do agrupamento), a sua biografia.

Paulo da Gama era o irmão mais velho de Vasco da Gama e foi seu companheiro na viagem à Índia, comandando a nau S. Rafael. É desta nau a imagem do Arcanjo S. Rafael, santo patrono do navio, que se encontra numa das salas do Museu de Marinha, em Lisboa.

Arcanjo S. Rafael (Museu de Marinha)
Na viagem de regresso, a nau, não estando em condições,
foi queimada, mas a imagem passou para o navio
de Vasco da Gama. Nas viagens seguintes que fez à Índia,
Vasco da Gama levou-a consigo.

Em Calecute, Paulo da Gama ficou encarregado do comando de toda a esquadra, enquanto Vasco da Gama foi a terra conferenciar com o soberano. Durante a viagem de regresso a Portugal adoeceu gravemente, possivelmente de tuberculose. Na tentativa de salvar o irmão, Vasco da Gama fretou uma caravela em Santiago (Cabo Verde), para chegar mais rapidamente.

Tendo aportado na ilha Terceira (Açores), em Julho de 1499, Paulo da Gama viria a falecer no dia seguinte ao da entrada no porto de Angra. Foi sepultado na igreja de Nossa Senhora da Guia do convento de S. Francisco (atualmente Museu de Angra do Heroísmo), onde pode ser vista a lápide evocativa da sua sepultura.

Lápide existente na Igreja do Convento de S. Francisco
(Angra do Heroísmo)
Segundo a tradição, a família dos Gamas teria propriedades na região do Seixal, nomeadamente na zona em que funcionou a primitiva escola Paulo da Gama, por isso lhe foi dado o seu nome.
Brasão dos Gamas sobre o portão de entrada na Quinta da Fidalga (Arrentela)
Visita do 9.º 8 ao Museu de Angra do Heroísmo (1997)
500 anos depois da partida de Vasco e de Paulo da Gama para a
viagem de descobrimento do caminho marítimo para a Índia.