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1 de dezembro de 2018

A aclamação de D. João IV pelos conjurados

A 1 de Dezembro de 1640 terminou a chamada União Ibérica, que vigorou durante 60 anos (1580 - 1640), quando os Filipes governaram Espanha e Portugal. 

Os conspiradores - os conjurados -, pertencentes à nobreza tradicional, começaram por invadir o Paço da Ribeira. 
Prenderam a Duquesa de Mântua, que governava Portugal ao serviço de Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal) e mataram o seu secretário de estado, Miguel de Vasconcelos, que se encontrava escondido num armário, atirando o seu cadáver pela janela do Paço.


A imagem - uma pintura do século XVII, de um artista desconhecido - representa a aclamação do duque de Bragança como rei de Portugal (D. João IV) pelos revoltosos triunfantes.

No canto inferior esquerdo, junto ao torreão do Paço da Ribeira, vê-se o corpo de Miguel de Vasconcelos.


1 de dezembro de 2017

6 de outubro de 2017

A Restauração de 1640 - vídeo

Vídeo sobre a Restauração da Independência (1 de dezembro de 1640)


Um palácio e 40 conjurados - vídeo

Uma visita guiada ao Palácio dos Almadas - depois conhecido como o Palácio da Independência - um palácio que esteve no centro da ação dos restauradores, situado na Baixa de Lisboa, ali mesmo ao pé da Praça de D. Pedro IV (Rossio)



Palácio da Independência

Os 40 Conjurados no desenho de Manuel Lapa

Reunião secreta dos Conjurados


1 de dezembro de 1640 - Restauração da Independência

A data de 1 de dezembro de 1640 é uma data muito importante para a História de Portugal.
Nesse dia, através da ação dos Conjurados - os nobres que conspiraram contra o domínio filipino - Portugal readquiriu a sua independência.

Os Conjurados, desenho de Manuel Lapa (1936)
Em Lisboa, no ano de 1886, o rei D. Luís inaugurou um monumento evocativo da Restauração, na praça que tem o nome de Praça dos Restauradores.

Cerimónia da inauguração do monumento dos Restauradores


O monumento dos Restauradores, um obelisco com quatro faces, é da autoria de António Tomás da Fonseca.


Nas quatro faces estão gravadas as datas mais significativas da Restauração e das campanhas militares (batalhas) que se sucederam.

A inscrição da data em que o Tratado de Madrid
foi confirmado (ratificado) em Lisboa

O monumento está ornado, a norte e a sul, com duas estátuas, o Génio da Independência (do escultor Alberto Nunes) e a Vitória (do escultor Simões de Almeida), respetivamente.

O Génio da Independência



5 de outubro de 2017

Da crise de sucessão à Restauração

Encontram, na ligação abaixo, um friso cronológico que vai desde o nascimento de D. Sebastião (1554) ao Tratado de Lisboa (1668).
O Tratado de Lisboa, é a ratificação (confirmação) da paz assinada no Tratado de Madrid no mês anterior - o Tratado de Madrid foi assinado a 5 de janeiro e o de Lisboa a 13 de fevereiro de 1668.


Se moverem o retângulo que se encontra na parte inferior do friso, verão desfilar os principais acontecimentos deste período da História de Portugal.

Se clicarem nos acontecimentos ou nas personagens que se encontram no friso cronológico -  mais ⇒  - têm acesso a mais informações sobre esses acontecimentos e essas personagens.

Consequências da Restauração



Clicar na imagem para ampliar


A Restauração da Independência



Clicar na imagem para ampliar


2 de dezembro de 2016

1 de dezembro de 1640 - Os acontecimentos do dia

Os conjurados de 1640
(desenho de Manuel Lapa)

«Fixou-se o início do movimento para as 9 horas da manhã. (...) Os rebeldes distribuíram-se pelos locais previamente combinados para as diferentes missões: uns deveriam tomar o corpo da guarda constituído por elementos da infantaria castelhana; outros tinham a incumbência de travar a guarda dos tudescos; um outro grupo ficara de alertar o povo através das janelas do paço e, finalmente, outros ficaram com a obrigação de dar morte a Miguel de Vasconcelos. 


Na grande sala dos Tudescos do paço da Ribeira a resistência foi fraca. Entretanto, D. Miguel de Almeida percorria as salas do paço e gritava “Liberdade, liberdade. Viva el rei D. João o IV”. Chegou à varanda e com palavras acesas instigou o povo reunido pelos mesteres, segundo a prévia combinação com os fidalgos.








Para o chamado forte, dependência onde residia Miguel de Vasconcelos, dirigiram-se bastantes fidalgos. Entraram impetuosamente na secretaria (…). Ultrapassaram facilmente a guarda atarantada, mas D. António Teles de Meneses não resistiu a esfaquear António Correia, oficial maior de Miguel Vasconcelos. Era no entanto este que procuravam. Escondido num armário, o odiado secretário tentava evitar a fúria dos fidalgos. Sem sucesso, pois na aturada busca D. António Teles logo o descobriu, desfechando-lhe duas balas com que caiu desamparado. 



Os outros pegaram de imediato no corpo, precipitando-o da janela da secretaria. Caiu entre o povo que estava no Terreiro do Paço, (…) que, de imediato, se lançou em cruel assalto ao corpo do moribundo secretário. 
Procurando reforços, a duquesa de Mântua gritava por socorro da janela do paço, pelo que logo subiram uns fidalgos à sala onde estava. A autoridade da sua pessoa e cargo não os demoveu; à troca de argumentos por ela iniciada pôs fim D. Miguel de Almeida, impedindo-a de sair do paço e obrigando-a a recolher-se com as suas damas à torre. 

Prisão da Duquesa de Mântua

Desceram, depois, ao Terreiro e mergulharam entre a população repetindo o nome do novo rei.
As tropas espalharam-se pelos marcos políticos da cidade (…). A fim de sossegar o povo e dando sinais do acordo da Igreja, o arcebispo D. Rodrigo da Cunha saiu em procissão com cruz alçada acompanhado do clero. O padre Nicolau da Maia falou ao povo, apontando a cruz. (…) Pedia que se fosse buscar a bandeira de Lisboa ao Senado da Câmara (…) para com ela espalhar autorizadamente a notícia. Após alguma demora, abriram-se as portas e a bandeira foi entregue a D. Álvaro de Abranches, que, com ela empunhada, largou a cavalo a percorrer a cidade.




Junto à Sé, nas portas da Igreja de Santo António, o povo alvoraçado gritava “milagre”. (…)
Logo se impunha a nomeação de governo que garantisse a ordem e as urgências até D. João chegar de Vila Viçosa. (…) Despacharam ainda um correio a levar a boa nova ao novo rei.»

Leonor Freire Costa e Mafalda Soares da Cunha, D, João IV


Nota: Miguel de Vasconcelos era o secretário de Estado da duquesa de Mântua, a vice-rainha de Portugal em nome de D. Filipe III.


1 de dezembro de 2016

1 de dezembro de 1640

A Restauração, a 1 de dezembro de 1640, é um símbolo da vontade dos portugueses em manter a sua independência.
Os acontecimentos desse dia puseram fim aos 60 anos do domínio filipino, iniciado após a morte, sem sucessor, do Cardeal D. Henrique.

É verdade que muitos portugueses, nomeadamente nobres de famílias importantes, não se opuseram à aclamação de Filipe II de Espanha como rei de Portugal (Filipe I de Portugal), antes a apoiaram, assim como membros do clero e da burguesia.
Também é certo que Filipe II fez um conjunto de promessas sobre a autonomia do reino de Portugal.

D. Filipe II de Espanha

A desilusão com o desrespeito por essas promessas aconteceu no reinado do 3.º dos Filipes (Filipe IV de Espanha, governou entre 1621 e 1655).
A partir de 1637 houve várias revoltas no Alentejo - as mais importantes em Évora - e em outros pontos. Alguns nobres portugueses começaram a reunir, para encontrarem uma saída para a situação de Portugal.

Largo que, na cidade de Évora, com o seu nome - alterações (revoltas) -
lembra os acontecimentos que se deram nessa cidade 
A Espanha passava por grandes dificuldades e, em junho de 1640, a Catalunha iniciou uma revolta para conquistar a sua independência.
O rei espanhol mobilizou a nobreza portuguesa para ajudar a combater os independentistas.
O principal responsável pela concretização dessa mobilização era D. João, o Duque de Bragança, que tinha sido nomeado comandante militar de Portugal.
O mesmo D. João que os nobres revoltados queriam que chefiasse o golpe contra os representantes espanhóis, tornando-se o novo rei de Portugal.

Depois de um período de indecisão - ou de grandes cautelas - D. João aceitou.
O golpe foi marcado para o dia 1 de dezembro. Nele participaram diretamente elementos da nobreza. Houve o apoio de elementos do clero e, posteriormente, da população de Lisboa.
O Duque de Bragança estava na sua residência de Vila Viçosa e só chegaria a Lisboa no dia 6.

Palácio da Independência - residência dos Condes de Almada, apoiantes da Restauração
e onde os conjurados fizeram algumas reuniões.


1 de dezembro de 2014

1 de Dezembro de 1640 - Dia da Restauração da Independência

No passado sábado visitei a exposição Portugal e a Grande Guerra, no Palácio de S. Bento, onde funciona a Assembleia da República.

Passado o controlo de segurança e enquanto esperava pelo guia, observei uma tapeçaria que tem representados vários episódios importantes da História de Portugal.
Um desses episódios é o da Restauração da Independência, a 1 de Dezembro de 1640.


Pormenor da tapeçaria de Portalegre que recorda a Restauração

Na Praça do Comércio (a tal que foi mandada construir quando do plano de urbanização da Lisboa Pombalina) um cartaz anunciava as comemorações da data. Bem perto do local onde D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe foram assassinados, em 1908.


E porque hoje é 1 de dezembro, aqui fica a evocação.
Sobre a Grande Guerra e a participação portuguesa teremos oportunidade de falar.


19 de setembro de 2013

Revisões do 5.º ano

Ficam aqui os documentos usados nas aulas do 6.º ano para pôr a memória em dia e "aquecer" os motores - as células cinzentas.



Lisboa quinhentista

«Eu vi muitas vezes, na Casa da Índia, mercadores com sacos cheios de moedas de ouro e prata para fazerem pagamentos do que iam comprar em especiarias, pedras preciosas e outros produtos. Os funcionários do rei pediam para voltarem noutro dia porque não havia tempo para contarem o dinheiro, tanta era a quantidade que recebiam todos os dias.»
Damião de Góis, Crónica de D. Manuel I (adaptado)


Rendimentos dos produtos provenientes
dos territórios do Império Português, no
reinado de D. Manuel I

«O Império Português do Oriente era muito grande e os diferentes territórios estavam muito separados uns dos outros. Era, por isso, difícil e caro mantê-lo e defendê-lo. Era difícil, porque sofria constantes ataques, quer dos Muçulmanos no Índico, quer dos piratas europeus no Atlântico. Era caro, porque se gastava muito dinheiro com a guerra e com os muitos funcionários que tratavam dos negócios do rei. Em pouco tempo, tornaram-se maiores as despesas que os lucros.»





CRONOLOGIA
1578   O exército português foi derrotado em Alcácer-Quibir.
           Morte do rei D. Sebastião.
1580   Morte do rei D. Henrique.
           O exército de D. Filipe II de Espanha entrou em Portugal.
           As forças fiéis a D. António Prior do Crato foram derrotadas em   Alcântara.
1581   As Cortes de Tomar aclamaram, como rei de Portugal, D. Filipe II de   Espanha
1604   Os Holandeses atacaram as fortalezas de Moçambique e Macau.
1609   Os Holandeses conquistaram Ceilão (a sul da índia).
1610   Os Franceses fixaram-se no Maranhão (no Brasil).
1617   Os Portugueses foram expulsos do Japão pelos Holandeses.
1622   A fortaleza de Ormuz, no golfo Pérsico, foi tomada pelos Ingleses.
1624   Conquista de S. Salvador da Baía pelos Holandeses.
1637   Uma armada holandesa tomou a fortaleza de S. Jorge da Mina.
1637   Motins populares em Lisboa e Évora.
1640   Restauração da Independência de Portugal. Início de uma nova dinastia   com o rei D. João IV – a dinastia de Bragança.
1668   O Tratado de Madrid pôs fim à Guerra da Restauração. 


7 de outubro de 2011

Fortalezas da Guerra da Restauração

Após a restauração da independência, em 1 de Dezembro de 1640, era de esperar que a Espanha procurasse recuperar o domínio de Portugal, o que veio a acontecer.


Fortaleza de Almeida
O novo rei, D. João IV, preparou-se logo para a guerra: tratou de organizar o exército, cuidar das fortalezas fronteiriças e da defesa de Lisboa, assegurar o armamento dessas fortalezas e estabelecer alianças com outros países, pedindo apoios.

A guerra, nesta época, já se fazia com o uso generalizado da pólvora e dos canhões. As antigas muralhas e castelos já não seriam capazes de resistir aos ataques com as novas artes da guerra. Eram necessárias fortalezas mais amplas e com novas configurações, mais aptas militarmente.

Forte da Graça (Elvas)


O forte da Graça (foto acima) é de meados do século XVIII, feito sob a superintendência do conde de Lippe, quando o Marquês de Pombal era "primeiro-ministro".
(informação do leitor João Simas)


Fortaleza de Valença do Minho


Monumento aos Restauradores

Na conclusão da correção da Ficha de Avaliação de Diagnóstico, na turma do 6.º 5 falámos da Guerra da Restauração e do Monumento dos Restauradores. Aqui ficam os textos que prometi.

Numa das principais praças de Lisboa, Praça dos Restauradores, foi construído um monumento aos restauradores da independência de Portugal, em 1640.

Nesse monumento estão inscritos os nomes das principais batalhas da Guerra da Restauração, guerra que acabou por durar 28 anos, de 1640 a 1668.

Se os espanhóis tivessem atacado de imediato, teria sido difícil Portugal defender-se, por ainda não estar militarmente preparado. Mas a Espanha estava envolvida na Guerra dos Trinta Anos e noutros confrontos. Assim, o primeiro grande ataque dos espanhóis deu-se apenas em 1663, já no reinado de D. Afonso VI.
Os portugueses venceram uma série de recontros importantes, destacando-se as batalhas do Ameixial, em 1663, de Castelo Rodrigo, em 1664, e de Montes Claros, em 1665.
Antes disso, já tinham ganho os recontros de Montijo, em 1644 e das Linhas de Elvas, em 1659.
Em 1668, a Espanha reconheceu definitivamente a independência de Portugal.



1 de dezembro de 2010

1 de Dezembro - Dia da Restauração

Estava-se em 1640 e a Espanha dominava Portugal.
Reinava Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal).

Mas desde finais de 1638 que parte da nobreza portuguesa começou a organizar uma conspiração.
D. João, duque de Bragança, devia ser o seu chefe, mas hesitava em assumir essa liderança.

Finalmente, em Novembro de 1640, D. João deu o seu apoio aos conspiradores.
Na manhã do dia 1 de Dezembro um grupo de nobres atacou o palácio real de Lisboa e prendeu a duquesa de Mântua (nomeada vice-rainha de Portugal por Filipe IV, seu avô).

Palácio Real - em 1.º plano a torre mandada construir por D. Filipe I (imagem virtual)

D. João foi aclamado como rei - D. João IV - mas só alguns dias mais tarde entrou em Lisboa, fazendo o juramento solene como rei a 15 de Dezembro de 1640.


Seguiram-se 28 anos de guerra com Espanha - a Guerra da Restauração - para assegurar a independência.
Em 1668 foi finalmente assinado o Tratado de Madrid, reconhecendo a Espanha a legitimidade da monarquia portuguesa.

O apoio a D. João IV não foi unânime. Havia quem preferisse ficar sob o domínio espanhol.
Mas isso são outras histórias, mais complexas, que não vêm agora a propósito.