H

H
Mostrar mensagens com a etiqueta Transportes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Transportes. Mostrar todas as mensagens

19 de abril de 2018

Portugal na 2.ª metade do século XIX - Transportes e comunicações




Encontram aqui a apresentação sobre a modernização verificada nas vias de comunicação, nos transportes e nos meios de comunicação, na 2.ª metade do século XIX, em Portugal.


















23 de fevereiro de 2016

A primeira locomotiva a vapor

A primeira viagem de uma locomotiva a vapor aconteceu há 112 anos, no País de Gales (Grã-Bretanha).
A locomotiva foi concebida pelo engenheiro de minas Richard Trevithick.

Nesse território, as fundições fabricavam produtos pesados e o transporte sobre via férrea, como nas minas, parecia ser a solução ideal, mas sem . A invenção da máquina a vapor, por James Watt, em 1776 e os primeiros aparelhos movidos a vapor permitiam pensar em soluções mais eficazes.
Um proprietário de fundições desafiou o engenheiro, seu amigo, a construir uma máquina capaz de transportar 10 toneladas.
Foi assim que surgiu a primeira locomotiva a vapor, com uma caldeira sobre uma carreta.

No dia 21 de fevereiro de 1804, Richard Trevithick colocou 10 toneladas de ferro em cinco vagões e convidou 60 pessoas para a "longa" viagem de 16 km, também em cinco vagões.
O trajecto foi cumprido em 4 horas e 5 minutos - cerca de 4km/hora*.



* Também já li em vários textos que a velocidade teria sido de 8 km/hora - muito mais rápido!


25 de fevereiro de 2011

A Mala-Posta (de 1852 a 1871)

Com António Fontes Pereira de Melo à frente do Ministério das Obras Públicas, a partir de 1852, operaram-se grandes remodelações nos serviços de comunicações. Foram adquiridas novas carruagens francesas e novos cavalos.

Entre os anos 1852 até 1871 funcionaram as seguintes carreiras:
- 1852 a 1871 - Mala-Posta e Diligências entre Porto, Braga e Guimarães
- 1854 a 1863 - Mala-Posta de Aldeia Galega (Montijo) a Badajoz
- 1855 a 1864 - Mala-Posta de Lisboa ao Porto

Em 1859, a ligação entre Lisboa e Porto através das carreiras da Mala-Posta fazia-se em 34 horas e passava por 23 estações de muda (média de 14 a 15 km por cada percurso).
A carreira de Lisboa-Coimbra-Porto implicava duas diligências em trânsito ao mesmo tempo, com quatro cavalos em cada diligência e vários outros em descanso para substituir os equídeos cansados.


A substituição dos cavalos fazia-se em edifícios chamados Estações-de-Muda, construídas à beira das novas estradas. Além da muda, isto é, a troca dos cavalos, as Estações-de-Muda serviam também para o intercâmbio de malas de correio. As estações mais centrais serviam refeições aos passageiros que nelas pousavam. Também havia estalagens para a dormida dos passageiros.


O comboio, com a construção de uma extensa rede de vias férreas contribuiu para o fim do serviço da Mala-Posta.


Imagens:
Carruagem da Mala-Posta da carreira Lisboa - Porto (1859-1864)

Estação de muda
Postal com imagens relativas ao serviço da Mala-Posta

Texto de Ana Rita Antão (6.º 10)

24 de fevereiro de 2011

A Mala-Posta (de 1797/8 a 1831)

O serviço da Mala-Posta surgiu em Portugal em 1797 ou 1798, explorado pelo Estado, tornando-se o primeiro transporte público de carreira em Portugal.
A este transporte chamava-se Mala-Posta, porque Mala se relaciona com caixa, saco ou outros receptáculos portadores de objectos e o termo Posta vem de postal, ou seja, a actividade de transporte de correio. O termo Mala-Posta passou a designar as diligências de correio e passageiros.
Inicialmente o percurso da Mala-Posta fazia-se três vezes por semana entre Lisboa e Coimbra, estendendo-se, mais tarde, até ao Porto e outras localidades. Tinha horário estabelecido e este era cumprido em pormenor.
Este transporte encerrou em 1804 e foi retomado entre 1826 até 1831.

Os seus percursos eram:
- 1798 a 1804 - Mala-Posta de Lisboa a Coimbra.
- 1826 e 1827 - Mala-Posta de Vila Nova da Rainha às Caldas da Rainha
- 1829 a 1831 - «Reais Diligências de Posta» entre Aldeia Galega (Montijo) e Badajoz

Em 1852, operaram-se grandes remodelações nos serviços de comunicações.


Nas imagens:

Carruagem da Mala-Posta da carreira Lisboa - Porto (1859-1864)
Cocheiro da Mala-Posta (1798)

Texto de Ana Rita Antão (6.º 10)


21 de fevereiro de 2011

Fontes Pereira de Melo e o comboio

«Sou tão entusiasta pelos caminhos de ferro, que, se fosse possível, obrigava todo o país a viajar de comboio durante 6 meses.»
Fontes Pereira de Melo

Locomotiva (fotografia de Aurélio Paz dos Reis)



20 de fevereiro de 2011

O comboio em Portugal

Comboio em Lisboa (zona de Xabregas), no século XIX

Início da construção da primeira linha férrea

Em 7 de Maio de 1853, D. Maria II (grávida) empurrou um carrinho de mão de madeira de onde D. Fernando lançou uma pá de terra, inaugurando assim a construção da primeira linha férrea em Portugal.

Representação da cerimónia inaugural dos trabalhos de construção da linha férrea do Leste

No dia 28 de Outubro de 1856, às 10.30 h, começou a cerimónia da inauguração do primeiro troço de caminho-de-ferro em Portugal, na estação de Santa Apolónia (Lisboa). Reinava então D. Pedro V.
Houve foguetes lançados a partir do castelo de S. Jorge. A família real, o Governo e convidados assistiram à benção das locomotivas pelo Cardeal Patriarca.

Representação da cerimónia solene que antecedeu a primeira viagem de comboio em Portugal. Reconhecem-se as figuras do Cardeal Patriarca e da família real. Este desenho, da autoria de Bernardo Marques (1898-1962), tem correspondência com a cena cunhada na medalha que em baixo se apresenta 












Medalha alusiva à inauguração do caminho-de-ferro português (1857).
Em pormenor, a representação da cerimónia da benção do comboio que foi cunhada em medalhas de prata e de cobre 

O comboio partiu puxado por duas locomotivas e transportando 14 carruagens, uma delas onde seguia a família real.
Terá demorado cerca de 40 minutos a percorrer os 36,5 km entre Santa Apolónia (Lisboa) e o Carregado. Uma óptima média de quase 60 km/hora, velocidade que alguns consideravam ser um risco para a saúde.

Desenho daquela que terá sido a primeira locomotiva em serviço efectivo no nosso país

No regresso, já a meio do caminho, partiram-se as tubagens de vapor de uma das locomotivas, pelo que várias carruagens ficaram pelo caminho a aguardar que a “boa” locomotiva voltasse para as ir buscar.
A viagem de regresso a Lisboa do comboio real acabaria por demorar cerca de duas horas, para além das 3 horas que se demorou a procurar encontrar uma solução para a avaria.

Locomotiva Coimbra (século XIX). Não sei se não terá sido uma das locomotivas da 1.ª viagem. Pelo menos, tem o nome de uma das duas locomotivas da viagem inaugural

Houve um segundo comboio, com 9 carruagens cheias de mais convidados, que, por causa da avaria relatada acima, teve de esperar que a linha ficasse desimpedida para poder regressar a Lisboa.

Uma imagem do Portugal rural da 2.ª metade do século XIX, com um comboio - o símbolo do novo Portugal - a passar numa ponte