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A imagem faz parte de um livro publicado no ano de 1647, por J. Blaeu (um importante cartógrafo holandês), em que está desenhado um conjunto de mapas do nordeste brasileiro, então ocupado pelos holandeses, decorados com cenas da vida quotidiana. A cena que apresentamos representa uma fazenda brasileira produtora de açúcar, na zona de Pernambuco.

9 de dezembro de 2012

As construções romanas

É ainda hoje visível, pelos mais diferentes vestígios, a grande variedade de construções romanas na Península Ibérica.

As estradas ou vias romanas.

 

 
As pontes.


Os aquedutos, que transportavam a água.


As termas, local onde se tratava da higiene e se convivia.


Os teatros, onde se realizavam as representações.


E ainda praças públicas (fóruns), templos, etc.

As atividades económicas no período romano

Os romanos desenvolveram as atividades económicas.

Na agricultura, cultivavam o trigo, a vinha (para a produção do vinho) e a oliveira (para a produção do azeite).



Colher o trigo, já com a ajuda de uma máquina

Apanha da azeitona
Lagar de azeite - a produzir azeite,
enchendo de imediato as ânforas
para o seu transporte

Lagar de vinho
Exploraram pedreiras e minas.

 

 



Surgiram muitas olarias, onde se fabricavam materiais de construção, objetos de uso quotidiano, como a loiça doméstica, e, as ânforas, para o transporte de azeite, vinho, conservas de peixe, frutos secos, etc.
 

 
Em Portugal, em locais do litoral, foi muito importante a indústria da salga de peixe, feita em tanques de que nos chegaram muitos vestígios.
 
Tanques de salga de peixe
Com a maior produção, o comércio recebeu um grande incremento.
 

 
Os produtos circulavam Império Romano, sendo o mar Mediterrâneo a grande via de comunicação entre as várias províncias do Império.
 

Os povos mediterrânicos

Povos mediterrânicos que estabeleceram contactos comerciais com a Pen. Ibérica

A propósito dos povos mediterrânicos que contactaram com os povos da Península Ibérica e que com eles comerciaram, o Pedro (5.º 8) escreveu um texto sobre os fenícios.
É esse texto que apresento aqui.

«Os Fenícios são um povo proveniente do Golfo Pérsico, que se estabeleceu entre o litoral mediterrânico e os montes do Líbano, em meados do século XXIV a.C.
Hábeis navegadores, chegaram à Península Ibérica há cerca de 3000 anos e expandiram-se em direção à Europa e ao norte África, onde fundaram várias colónias, que serviam de entrepostos de comércio.

As navegações fenícias tinham objetivos comerciais: a procura e a compra de minérios e escravos para revenda em todo o mundo conhecido onde pudessem chegar os mercadores fenícios.
O comércio marítimo dominava a sua economia: negociavam madeira, potes de cerâmica, armas de ferro e bronze, vasos de vidros, jóias e um corante vermelhos usados para tingir tecidos chamado púrpura. Esse corante era tão valioso e caro que apenas os reis e os nobres podiam obtê-lo.»
(só falta a indicação das fontes de informação)

Iberos e Celtas na Pen. Ibérica

Resposta a uma dúvida colocada sobre a distribuição dos Celtas e dos Iberos na Península Ibérica.

Dos povos agropastoris que habitaram a Península Ibérica, os Iberos e os Celtas foram os mais importantes.

Os Iberos instalaram-se nas terras do Sudeste da Península (lado do Mediterrâneo) e os Celtas nas de Noroeste (lado do Atlântico) - ver mapas.


Estes povos estavam divididos em muitas tribos, dirigidas por um chefe.
Os Celtas, sobretudo, viviam em zonas elevadas, onde se melhor se defendiam dos seus inimigos. Aos seus povoados no cimo dos montes, rodeados por muralhas, chamamos castros.
 
Guerreiros junto a um castro
Citânia de Briteiros  (aos castros também se pode dar o nome de citânias)
 

5 de dezembro de 2012

Ficha de Avaliação - 5.º 8 e 5.º 9 (2 - 1.º Per.)

As turmas do 5.º 8 e do 5.º 9 vão realizar a segunda ficha deste período nos dias 11 e 10 de dezembro, respetivamente.

Para além da informação fornecida na sala de aula, os alunos destas turmas podem encontrar AQUI um conjunto de informações úteis, nomeadamente os conceitos (vocabulário) que devem conhecer e uma listagem do que devem saber para realizar uma boa ficha.
Se imprimirem essas listas, podem ir conferindo o que estudam/já sabem.

Espero que vos seja útil, ajudando a melhorar os resultados.
Bom estudo!

Qualquer dúvida poderá ser-me enviada através da caixa de comentários (escrevam o vosso nome no fim, para se identificarem) ou do correio eletrónico: carloscarrasco9@gmail.com


P.S. - Vou procurar acrescentar algumas imagens mais, aqui no blog, sobre os temas de estudo para a ficha.

2 de dezembro de 2012

Olaria romana da Quinta do Rouxinol (2)

Nas escavações da olaria foi recolhida uma importante coleção de cerâmica romana: fragmentos e peças de loiça doméstica e de ânforas, que eram a principal produção da olaria.
 
 
A loiça doméstica (pratos, tigelas, jarros, potes, tachos, etc.)
seria destinada às populações locais, para a
preparação, consumo e acondicionamento de alimentos
 
Desenho do que seria a cozinha de uma casa romana
 
 
As ânforas destinavam-se a ser enchidas com conservas de peixe
e, provavelmente, vinho.
 
Na época romana, as ânforas eram o que se pode chamar o melhor contentor para transportar, a longa distância, as conservas e outros preparados de peixe, vinho, azeite, frutos secos, mel, cereais, etc.
Pelas suas formas, acondicionavam-se bem nas embarcações que as transportavam.
 
Carregamento de mercadorias, incluindo ânforas

Forma de transportar ânforas
 
Na olaria da Quinta do Rouxinol também foram encontrados suportes
(n.ºs 1 a 5 da última figura) onde encaixavam os pés (bicos do fundo) das ânforas,
ajudando a mantê-las direitas durante as viagens.
 
 

 
Na olaria da Quinta do Rouxinol seriam, igualmente, produzidas lucernas, os utensílios mais comuns para iluminação, utilizando azeite ou outro tipo de óleo.
 
 

1 de dezembro de 2012

Olaria romana da Quinta do Rouxinol (1)

Na próxima 2.ª feira, o 5.º 8 vai participar numa sessão de arqueologia experimental dinamizada pelo Centro de Arqueologia de Almada.

Na conversa preparatória da atividade, falei dos fornos romanos da Quinta do Rouxinol, em Corroios.
Os fornos faziam parte de uma olaria da época romana, classificada como Monumento Nacional.
Essa olaria terá funcionado desde finais do século II até ao início do século V.

Nessa época, os objetos de cerâmica eram de grande utilização.
Existiam muitas olarias, as quais fabricavam uma grande variedade de objetos: loiça de cozinha, recipientes para armazenagem, candeias (lucernas), ânforas para transporte de produtos líquidos ou sólidos, etc.



Em 1986 iniciaram-se as escavações arqueológicas, as quais permitiram encontrar os vestígios dos fornos (3 no total) e uma grande quantidade de peças de loiça e de ânforas, que ali teriam sido produzidas.

















 Um dos fornos encontrado e os muitos "cacos".



As imagens são do Ecomuseu Municipal do Seixal/Centro de Documentação e Informação e Centro de Arqueologia de Almada.
Podem ser vistas no livro Quinta do Rouxinol: uma olaria romana no estuário do Tejo, publicado em 2009, quando da inauguração da exposição Olaria Romana da Quinta do Rouxinol (Correios/Seixal), ainda patente no Museu Nacional de Arqueologia - ver aqui.

Achados arqueológicos

Ontem, na aula do 5.º 8, a partir de uma pergunta da Fafá sobre o valor dos achados arqueológicos, a conversa foi parar (já não me lembro como) ao achado recente de vestígios de um antigo estaleiro e de um navio na zona ribeirinha de Lisboa, quando se faziam obras para um parque de estacionamento subterrâneo.


 
 
Li a notícia no jornal Público do dia 27 de Abril deste ano. As fotografias são do Público on-line.
 
Há anos, numa visita de estudo a Mértola, tivemos a sorte de ver arqueólogos procurando "salvar" um esqueleto antigo, encontrado pouco tempo antes.
 

 
 

Os Romanos na nossa Biblioteca

Existem na Biblioteca Escolar da Paulo da Gama alguns livros bem interessantes sobre os Romanos.

 
 
Este último não fala só do Império Romano, mas tem muita informação sobre os Romanos.