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7 de fevereiro de 2011

Guerra Civil - Romance (20) - Final

E os amores e as paixões deste romance, em que o 6.º 6 estava interessado, mas que ficaram esquecidos por causa da guerra civil e da ficha de avaliação (que é outra guerra)?

Os dois grandes amigos vão seguir as suas duas grandes paixões:
- Nuno vai casar com Clara, filha de um vinhateiro do Douro, que conhecera durante o cerco do Porto.
- Filipe...
Filipe nem vai ver Margarida. Escreveu-lhe a descomprometer-se da promessa de amor eterno.
É que eu não vos contei que, quando viveu em Paris, Filipe conheceu Christine. Apaixonaram-se e tiveram um filho. Com o avançar da história, mesmo estando longe, Filipe vai tomando a decisão de voltar para Paris e de aí viver com Christine e o filho.

É evidente que há outros pormenores, muitos, mas para resumir 450 páginas em 20 pequenos episódios... foi obra.
O 6.º 6 fica-me a dever esta! E trabalho paga-se com trabalho!
Entendem o que eu quero dizer?

O coração de Margarida também já balançava entre Filipe e Segismundo Avilez.
Foi pedida em casamento por Segismundo. O choque foi ver o rosto deste com as marcas da guerra.

O livro acaba quase como começou: Filipe a bordo de um navio, a caminho de França.
Principal diferença: enquanto no início partia triste, com saudade, preso ao amor por Margarida, agora partia feliz na perspectiva de ir viver com Christine e o filho.
Esteve em todos os principais acontecimentos da guerra, na luta pela liberdade que prezava: na preparação da expedição liberal (nos Açores), no desembarque no Pampelido e no cerco do Porto, foi na armada de Napier, atravessou o Algarve e o Alentejo a caminho de Lisboa, na batalha da Cova da Piedade e em Cacilhas, na entrada em Lisboa, nas batalhas de Almoster e Asseiceira, fez parte da guarda pessoal de D. Pedro. Tem muita história para contar.
Devia vir a uma das nossas aulas de História.

A última frase do romance é dele. Quando lhe perguntam se tem saudade, responde:
- Sim. Tenho saudade do futuro...

FIM


Guerra Civil - Morte de D. Pedro IV - Romance (19)

Sofrendo de tuberculose (?)...
«D. Pedro morreu no dia 24 de Setembro de 1834, quatro meses depois da assinatura da Convenção de Évora-Monte. Expirou num quarto do Palácio de Queluz, uma sala quadrada, com oito colunas sustentando o tecto circular pintado com alegorias das artes e medalhões de sanca nas sobreportas. Nas paredes, as pinturas de episódios do D. Quixote de la Mancha conferiam um melancólico simbolismo ao passamento daquele que fora bandeira e chefe do liberalismo.»

Tinha 35 anos e morreu no mesmo quarto onde nascera.

Guerra Civil - Partida de D. Miguel para o exílio - Romance (18)

«Os caprichos dos comandos militares fizeram com que, estando Filipe na escolta de D. Pedro, fosse Nuno nomeado para a escolta de D. Miguel, durante a viagem de Évora a Sines, onde o infante deveria embarcar para o exílio.
(...)
D. Miguel e os seus embarcaram finalmente nos escaleres que os levavam para a fragata Stag, de pavilhão inglês. Nuno de Almeida pensava, vendo o navio fazer vela rumo a Génova, que mais digno seria se fossem portugueses a levar o infante vencido. Um barco português o trouxera, triunfante, em 1828, saudado pelas aclamações entusiásticas do povo órfão e crendeu [crente, ingénuo], gritando festivamente "O rei chegou! O rei chegou!"»

Agora o ex-rei partia e D. Maria II governava.

Guerra Civil - Convenção de Évora-Monte - Romance (17)

«Havia já um certo movimento de oficiais junto à porta da casa onde os generais conferenciavam. Nuno viu o marquês de Fronteira (...) saindo com uma pasta cheia de papéis. Abordou-o, chamou-o de parte; ficou a saber que a Convenção tinha sido assinada e estabelecida a rendição das tropas miguelistas, o exílio e uma pensão para D. Miguel, garantia de perdão e liberdade para os que reconhecessem o novo regime, amnistia dos crimes políticos e preservação da posse dos bens pelos absolutistas (...)»

A assinatura deste acordo deu-se a 26 de Maio de 1834, quase 2 anos depois do início da guerra.
A guerra civil entre liberais e absolutistas chegou ao fim.
D. Miguel iria para o exílio e não poderia voltar a Portugal.

Guerra Civil - Mortos e feridos + Almoster e Asseiceira - Romance (16)

Raimundo já morreu, na cidade do Porto, vítima da epidemia de cólera.
João da Silva morreu, assassinado por um homem que ele denunciara como sendo liberal, nos tempos do governo de D. Miguel, e que por isso sofrera maus tratos na prisão do forte de S. Julião da Barra (o mesmo onde o general Freire de Andrade fora executado).
António de Almeida morreu nos confrontos do cerco do Porto.
Segismundo Avilez ficou gravemente ferido - recuperou mas ficou sem metade de uma orelha, surdo desse ouvido e com uma cicatriz que lhe atravessava a face.
Nuno de Almeida também ficou ferido, mas também recuperara.
E morreram milhares de pessoas, incluindo algumas personagens mais secundárias de quem não cheguei a falar.

O Norte ia sendo dominado pelos liberais.
Em Fevereiro de 1834, os liberais vencem os absolutistas em Almoster e a 16 de Maio em Asseiceira.
Filipe e Nuno lá estiveram.

«Vamos a Santarém informar el-rei de que estamos derrotados e que não fomos capazes de morrer por ele.» A frase foi do coronel José de Almeida, depois da batalha de Asseiceira.
Em Santarém...
«O rei ordenou às tropas que evacuassem a cidade e retirava por Almeirim, seguido dos restos do exército, embrenhando-se no Alentejo, rumo a Évora, germinando ainda planos fantásticos de aliança com os espanhóis carlistas [absolutistas] que pusessem a Península a ferro e fogo.»
(...)
Poucos dias depois (...) Filipe e Nuno estavam aboletados em Arraiolos, perto do Quartel-General, onde tiveram notícia da proposta de D. Miguel para uma suspensão de hostilidades (...)
- D. Miguel tem em Évora mais de doze mil soldados fiéis... - dizia o capitão Villepin - O alentejo quase todo e o Algarve são por ele. E anda-lhe grudado o tio, o infante D. Carlos de Espanha, que tem grandes apoios para lá da fronteira como pretendente ao trono.
- Eu acho que chegou ao fim - retorquiu Nuno. - Quando ele tinha um exército superior ao nosso, na proporção de dez para um, não pôde mais que encurralar-nos no Porto durante um ano. Agora, nós somos três vezes mais fortes (...)»

Nuno tinha razão. Viria aí a Convenção de Évora-Monte e o fim desta guerra.

Guerra Civil - Lisboa, D. Maria II e D. Miguel em Santarém - Romance (15)

A guerra caminha para o fim, mas, a 5 de Setembro de 1833, os absolutistas ainda vão tentar forçar a conquista de Lisboa, depois de terem fugido da cidade.
No entanto, essa tentativa não obteve sucesso.

É já com a cidade mais sossegada nas mãos dos liberais que...
«No dia 24 de Setembro, desembarcou em Lisboa com a imperatriz sua madrasta [D. Maria Amélia de Beauharnais, 2.ª mulher de D. Pedro] uma formosa menina de catorze anos, que viria a ser o vigésimo nono soberano de Portugal sob a designação de D. Maria II.»

«No dia 10 de Outubro, os liberais, tendo finalmente uma considerável supremacia de efectivos, desencadearam um ataque geral às posições inimigas diante de Lisboa. Derrotaram-nas em toda a linha, após combates sangrentos que duraram todo o dia (...)
Quando a noite caía, D. Miguel seguia já com o grosso das tropas na direcção de Santarém e o imperador [D. Pedro] regressava [ao palácio das] Necessidades.»

«Em Santarém, uma corte trapalhona, guardada por soldados esfarrapados e descalços e uma multidão de fugitivos, nobres, funcionários, magistrados, clérigos. Um rebanho de quarenta mil balindo ao pastor Miguel (...)»

6 de fevereiro de 2011

Guerra Civil - Lisboa e cerco do Porto - Romance (14)

Em Lisboa...
«Ao romper do dia 24 de Julho [de 1833], tendo começado a fuga vergonhosa duma divisão de seis mil infantes, seiscentos lanceiros e duas baterias, comandadas pelo duque de Cadaval, e ainda antes dos primeiros destacamentos liberais terem atravessado o Tejo, o povo de Lisboa aclamara a rainha e a Carta e içara bandeiras azuis e brancas. O primeiro acto foi o de arrombar as cadeias, o Limoeiro, o Aljube, o Castelo, e soltar milhares de presos, os políticos à mistura com os criminosos comuns.»
O exército de D. Miguel tinha abandonado Lisboa!

No Porto, no dia seguinte ainda não se sabia do que tinha acontecido em Lisboa e houve um ataque fortíssimo dos absolutistas contra a cidade, liderado por um marechal francês que tinha vindo para o comando das forças absolutistas.
«Durante várias horas o Porto pareceu perdido, suportando uma, duas, três, quatro vezes as investidas da infantaria e as cargas da cavalaria, numa luta ferocíssima que prosseguia dentro e para aquém das trincheiras, à baioneta, à espada, ao sabre, à coronhada.»

Mas os liberais resistiram.

«Antes do meio-dia, sua majestade o senhor D. Miguel, que seguira do posto de observação de S. Gens o desenrolar das operações, atirou o óculo ao chão, raivosamente, montou o cavalo sem auxílio do escudeiro e partiu à desfilada, provavelmente para onde lhe não vissem o desespero pela derrota que tudo comprometia.
(...)
O imperador [D. Pedro] partiu de [barco a] vapor para Lisboa, com alguns reforços, e a cidade permaneceu ainda sujeita a esporádicos bombardeamentos. O cerco mantinha-se, mas a força dos sitiantes, desfalcados de alguns milhares de homens que já iam a caminho do Sul com D. Miguel, deixara de ser a ameaça de antes.
(...) Os liberais iam atacar, enfim, e a sua surtida ia marcar o rompimento do sítio que lhes fora montado havia mais de um ano.»

Guerra Civil - Amora, Cova da Piedade, Cacilhas - Romance (13)

A campanha no Algarve foi um sucesso relativamente rápido, para os objectivos dos liberais.
Entrada "em terra", vitória no mar sobre a armada absolutista, apesar de terem menos barcos e menos homens. Napier foi o estratega dessa batalha.
A armada, com parte dos liberais, vem por mar para Lisboa. Paralelamente, por terra, vem o resto das forças liberais, abrindo caminho desde o Algarve até Lisboa - ver mapa.



Filipe vem por terra, lutando onde é necessário.
Passam Setúbal e estão quase a chegar à Paulo da Gama (isto era uma piada). Mas leiam a passagem:

«Na manhã seguinte, dia 23 [de Julho de 1833], retomaram a marcha. Avançavam como possessos, com uma confiança inexplicável, sem pensarem um instante na força inimiga [absolutista] que os esperava na Piedade e em Almada, sob o comando do tenebroso general Teles Jordão. Atravessaram Azeitão (...) Desceram o vale de Coina. Na Amora deparam com uma força de reconhecimento do inimigo. Organizaram-se as colunas de ataque, os atiradores formaram as linhas nos flancos da estrada para a Cova da Piedade (...)»

E houve batalha. E a batalha prosseguiu até Cacilhas, "à beira da praia do Tejo e do cais de Cacilhas".
Os liberais venceram. Para chegarem a Lisboa, faltava atravessar o rio - de barco, que a ponte é de 1966!

Guerra Civil - Romance (12)

Como até ao momento mais ninguém manifestou dúvidas, vamos aproveitar para acabar com o romance, salvo seja.

No Porto...
«Estava, portanto, consolidado o cerco. Isto é, os de dentro e os de fora olhavam-se e sentiam-se prisioneiros uns dos outros.»

Os liberais conseguiram receber reforços vindos do estrangeiro, exilados portugueses, como o general Saldanha, e militares estrangeiros, como o almirante inglês Charles Napier, que se revelaram fundamentais no desenvolvimento das acções liberais.

Com Saldanha, de Paris, viera Raimundo para se juntar aos liberais. No exército absolutista, para o cerco do Porto, tinha ido João da Silva. Os absolutistas da família Almeida, de Lisboa, também já estavam no cerco. Tal como Segismundo Avilez, o que se enamorara de Margarida.
Há combates que provocam muitas baixas. Nuno de Almeida, o grande amigo de Filipe, durante um desses combates que chega ao corpo a corpo, matou o seu primo António (sem saber, na altura, quem era o seu adversário).
Também ferido, Nuno apaixona-se por Clara, que o trata no hospital.

Do Porto, por mar, sai uma expedição para abrir uma nova frente de guerra no Algarve.
Filipe vai nessa expedição.

4 de fevereiro de 2011

Guerra Civil - O cerco do Porto - Romance (11)

Chegamos ao momento em que os liberais já ocuparam a cidade e alguns locais dos arredores, como o Convento da Serra do Pilar.
Os absolutistas já cercam a cidade...

«Ao redor do Porto os inimigos mataram-se uns aos outros, durante todo o Verão, sem que houvesse verdadeiras vitórias dum lado ou do outro. Ponte Ferreira, Souto Redondo, as batalhas da serra do Pilar semearam de mortos as duas margens do Douro. As baterias miguelistas varriam boa parte da cidade e o cerco instalou-se, visível dos entricheiramentos que riscavam os arrebaldes e as ruas.»

«(...) D. Pedro dava finalmente exemplo de extrema galhardia, atiraram-se [os liberais] à obra de barricar o Porto, cavando trincheiras, erguendo redutos, instalando baterias, traveses, parapeitos, mantendo a todo o custo a posição da serra do Pilar e aberta a foz do Douro por onde entravam os víveres, as munições, o dinheiro e mais uns punhados de mercenários. Até o imperador, com brava tenacidade, empunhava a enxada para abrir os fossos dos baluartes (...)»

Guerra Civil - Romance (10)

O desembarque do exército liberal foi caótico, isto é, muito desorganizado.
«Perto do fim da tarde [do dia 8 de Julho de 1832] desembarcou o regente [D. Pedro] ecoaram os vivas da tropa já em posição nas colinas dominantes, de espingardas erguidas e atirando ao ar as barretinas.»
As forças de cavalaria só tinham desembarcado... 2 cavalos. Um, espantado, fugiu. D. Pedro seria a única personagem deste exército a entrar a cavalo na cidade do Porto.

E os absolutistas? Parece que ainda pior! E se os liberais seriam cerca de 8 mil homens, pensa-se que as forças miguelistas teriam 80 mil. Dez vezes mais!
O general Santa Marta fugira do Porto em "desordem suspeita".
«A mata-cavalos ia a divisão do general Póvoas, rumo ao Norte, e com ele o coronel José de Almeida [pai de Margarida] (...)»
O coronel previa "uma vitória decisiva e rápida", mas pensava na filha, que preferia a vitória dos liberais, e no facto de nas forças liberais vir o seu sobrinho Nuno de Almeida, amigo de Filipe.

Havia famílias contra famílias.

Guerra Civil - Romance (9)

Poderá alguém perguntar o que faz um romance no meio de mensagens sobre a Ficha de Avaliação.
Faz todo o sentido. Porque a personagem principal, Filipe de Villepin, pertencendo às tropas liberais de D. Pedro, já se encontra na cidade do Porto. E os miguelistas já cercam a cidade.

Depois de muitas aventuras na cidade de Paris, incluindo a sua participação em revoltas contra o rei francês Carlos X, que quis dissolver a Câmara de Deputados e acabar com a Constituição (ou Carta Constitucional), Filipe alistou-se, com outros exilados portugueses e muitos estrangeiros, nomeadamente ingleses e franceses, no exército que D. Pedro estava a organizar, em 1831, para vir combater contra o seu irmão, D. Miguel.
Também ele foi para Belle-Isle e daí para os Açores

«Após mais uma semana de preparativos e muitos enjoos nos barcos parados no berço das ondas, partiram rumo aos Açores, no dia 10 de Fevereiro de 1832.»

E daí atravessou o Atlântico para chegar a Portugal Continental.
Também ele desembarcou na praia que está na fotografia do cabeçalho do blog.
Sem saber que o pai de Margarida tinha consentido a sua saída do convento e o seu regresso a casa.
Sem saber que um oficial miguelista, Segismundo Avilez, visitava a casa e se começava a perder de amores por Margarida.
E Margarida?
Não percam os próximos episódios.

28 de janeiro de 2011

Guerra Civil - Romance (8)

Filipe de Villepin
Filipe, ao fim de algum tempo em Paris, conseguiu trabalho como preceptor de duas crianças, filhas de portugueses bem colocados na vida.
Por coincidência, o avô das crianças é Carlos de Almeida, tio de Margarida por ser irmão de José de Almeida.
Carlos de Almeida tem a vantagem de ser liberal, aceitando bem Filipe, mesmo sabendo do que se passou em Portugal entre Filipe e a sua família.
Filipe passou a conviver especialmente com Nuno de Almeida, filho mais novo de Carlos de Almeida, tio das duas crianças a quem ensinava Português e outras disciplinas. E Nuno tem contactos com a alta sociedade parisiense, na qual Filipe se vai integrando.

Guerra Civil - Romance (7)

Raimundo
O "pai Raimundo", como Filipe lhe chama, reencontrou Juliette, um antigo amor da sua vida na época das invasões francesas, pois Juliette viajara a Portugal por essa ocasião.
Juliette tem um salão de moda/oficina de costura e Raimundo vai aprendendo a desenhar modelos.
Os dois vão vivendo felizes.

Guerra Civil - Romance (6)

João Silva
João Silva era da mesma idade de Filipe, com quem foi criado. Tornou-se rufia de mau feitio, frequentador de tabernas e de ambientes duvidosos, perdeu o emprego na tipografia por chegar sempre tarde.
Entrou no exército e passou a conviver com absolutistas. Foi levado a entrar na polícia que perseguia e acusava liberais, metendo-os na prisão, onde eram vítimas de maus tratos, torturas e, nalguns casos, executados.
Fazia chantagem com a mãe, sabendo que ela facilitava a troca de correspondência entre Filipe e Margarida.

Guerra Civil - Romance (5)

Rita Silva
Rita Silva, grata a Raimundo, o artista, por este lhe ter proporcionado alguns bens materiais na vida, e gostando de Filipe, por o ter criado quase como um filho, é a personagem que facilita a troca de cartas entre Margarida, no convento, e o correio para França.
Entretanto casou com o merceeiro, já a meio do romance.

Guerra Civil - Romance (4)

Família Almeida
José de Almeida (a quem já chamei Dom), absolutista empedrenido (daqueles teimosos!), tem esperanças que a Margarida lhe passe a paixão por Filipe.
Casado com D. Leonor, desgostosa pela situação da filha (mas mulher era apenas mulher e submetia-se à vontade do marido), D. José era pai, ainda, de António Almeida, capitão de artilharia e miguelista ainda mais assanhado.
Tinha dois irmãos: Pedro, absolutista mais suave, que vivia numa quinta no Gradil (próximo de Mafra), e Carlos, liberal, que já tinha emigrado há anos para Paris e pouco se dava com os irmãos.
Pedro era casado com D. Bernardina e tinha três filhas: Adamância, Bebiana e Cunegundes. Não chegaram à letra D porque não tiveram mais filhos.
Como Margarida não aceitou casar com o primo Mendonça, foi a prima Bebiana que casou.

E não se esqueçam: quando forem grandes e tiverem meninas, Adamância, Bebiana e Cunegundes são nomes bonitos.

Guerra Civil - Romance (3)

Margarida
Margarida vive no mosteiro, isolando-se das outras companheiras. Vive da esperança que Filipe, a quem escreve, às escondidas, longas cartas, a venha libertar.
As cartas que recebe, às escondidas, também, queima-as para não ser apanhada com elas.
Só se animou um pouco quando conheceu Joana, a quem os absolutistas prenderam o marido e o filho. O maior sofrimento de Joana, com quem convive, ajuda-a a aceitar melhor o isolamento e o tempo de espera em que vive.

25 de janeiro de 2011

Guerra Civil - Romance (2)

A história vai-se desenrolar em 4 locais/cenários/ambientes diferentes, conforme o grupo de personagens.

Paris - o que tem a ver directamente com Filipe e Raimundo







Lisboa - zona dos palacetes da Lapa - o núcleo familiar de D. José de Almeida











Lisboa - convento de Chelas - Margarida










Lisboa - bairros populares (Alfama e Mouraria) - Rita e João Silva

Guerra Civil - Romance (1)

O romance começa assim:

«Os dois emigrantes, a bordo da escuna Le Dragon, zarpando de Belém (...)»
Os dois emigrantes são Filipe Villepin, 20 anos, e Raimundo Anunciação, pintor, "no outono da vida".

Filipe é filho de um militar francês, capitão Villepin, que veio para Portugal nas tropas de Junot e que morreria na batalha do Vimeiro (1808) sem ter chegado a conhecer o filho, e de Mariana Maldonado, que morreria na sequência do parto.
Foi Raimundo quem criou Filipe, tendo recorrido, também, aos cuidados de uma mulher, Rita da Silva, mãe de João da Silva.

Filipe e Raimundo fogem de barco para França, porque são adeptos das ideias liberais e quem governa Portugal é D. Miguel. Estávamos em Dezembro de 1828.

Raimundo tinha sido contratado há algum tempo atrás para pintar o retrato de Margarida, filha de D. José de Almeida, um nobre absolutista convicto. Filipe conhecera, então, "a beleza proibida da filha" de D. José.

Mas os amores de Filipe e Margarida não seriam bem vistos pela família desta. D. José de Almeida arrependeu-se de ter dado o trabalho a mestre Raimundo e mandou-lhe dar uma tareia, assim como a Filipe.
Filipe sofreu "as chibatadas miguelistas que lhe traçaram vergões nos ombros", Raimundo "levou por denúncia uma sova (...). Daquilo saíra o Raimundo com uma perna quebrada e mancando para o resto da vida."
Perseguidos, com medo do que lhes pudesse ainda acontecer, decidiram fugir para França.

De Margarida dirá o pai, D. José: "Depois do Natal, se a nossa filha persistir na desobediência de recusar o casamento com o primo Mendonça, espera-a o convento."
E assim foi: Margarida não quis casar com o primo e foi para o convento de Chelas, em Lisboa.


A partir daqui, a história desenrola-se com 4 conjuntos de personagens, em 4 locais/ambientes diferentes.

Que tal este princípio? Confusos? Querem deixar a vossa opinião?