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A Adoração dos Pastores - Pintura atribuída a Bento Coelho da Silveira (Lisboa, 1617(?) - 1708), um dos mais conceituados pintores portugueses da sua época. Foi nomeado pintor régio por D. Pedro II, em 1678.

29 de abril de 2011

TPC - 6.º 10 - Informações actualizadas

Já sei que o concurso de dança correu bem e que temos vencedores de qualidade na turma.
Parabéns!

Lembrando as obrigações de HGP - porque na aula não fizemos tudo o que tinha pensado e para que fique claro:
- Quem esteve na aula, se não concluiu, acaba de fazer em casa o trabalho marcado.
- Os "meninos dançarinos" deverão realizar em casa o trabalho marcado, no caderno diário.
- O trabalho tem de estar pronto até dia 13 de Maio (6.ª feira), aula em que iremos fazer a sua correcção.

Entendido?

Aos dançarinos do 6.º 10

Os alunos do 6.º 10 que se inscreveram na actividade de Dança e que, por esse motivo, não estiveram na aula de HGP de hoje, ficam a saber que os colegas estiveram a resolver o questionário de "Aprende a observar e a pensar" (pág. 7) e as questões das páginas 9 e 11.

Com base na informação do texto das páginas 8 e 9, deviam completar as seguintes frases:
a) "Não havia reformas/soluções para _____________"
b) "_______________ relativamente aos outros países europeus."
c) "As obras públicas tinham __________________."
e responder às seguintes perguntas:
1. Que partido político se tinha organizado no final do século XIX?
2. O que afirmava esse partido em relação à monarquia?
3. O que prometia esse partido?


Os "meninos dançarinos" deverão realizar em casa este trabalho, numa folha à parte no caderno diário, e trazê-lo na próxima aula (3.ª feira) tê-lo pronto para a aula do dia 13 de Maio (6.ª feira) para aferir possíveis dificuldades que possam ter.


Espero que a dança tenha sido boa.
E que os trabalhos também estejam bons!

27 de abril de 2011

Vitorino Magalhães Godinho contado aos jovens

Vitorino Magalhães Godinho

Vitorino Magalhães Godinho
Este nome não vos dirá nada, aos jovens que vocês são.
Mas é um nome a fixar. Para quem gosta de História e/ou para quem se interessa pelo mundo em que vive e pelos caminhos que Portugal leva.
É, reconhecidamente, um dos grandes historiadores portugueses. Foi dos mais marcantes na minha formação.
Morreu ontem, aos 92 anos de idade.
Nasceu em Lisboa, em 1918. Portugal vivia a 1.ª República, ainda decorria a 1.ª Guerra Mundial.

O seu pai, Vitorino Henriques Godinho, foi um oficial do exército e político republicano. Foi chefe do Estado-Maior da Divisão portuguesa que combateu na batalha de La Lys, criou os primeiros serviços de estatística (1923) e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e do Interior (1925). Com a ditadura foi sendo afastado de todos os cargos do Estado por onde passou: Estado-Maior do Exército, Escola de Guerra, Director de Estatística e Administração dos Caminhos de Ferro.

Vitorino Magalhães Godinho também nunca abdicou de intervir activamente como cidadão. E por isso também foi perseguido.
Formado em História, era professor da Faculdade de Letras quando, em 1944, foi afastado porque, diziam, "fazia propaganda política e atacava a religião". Foi para França onde fez carreira académica na universidade.

Voltou para Portugal em 1960, como professor, e voltou a ser demitido em 1962. Não tinha assinado a carta de apoio a Salazar no princípio da guerra colonial (1961) e esteve do lado dos estudantes na crise académica (1962).
Voltou para França e só voltou após o 25 de Abril de 1974.

Foi ministro da Educação (1974), foi um dos fundadores da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Director da Biblioteca Nacional (1984).
Tem muitos livros publicados, sobretudo sobre a história da expansão portuguesa.

Vitorino Magalhães Godinho afirmava que "aquilo que somos esclarece-se em boa parte através do que fomos."
Isto é, conhecer a História é fundamental para compreendermos a realidade que temos - o mundo em que vivemos.

A livraria mais antiga do mundo

A Livraria Bertrand do Chiado entrou no Guinness (o livro dos records) por ser a mais antiga do mundo ainda em actividade.

A Livraria Bertrand, em Lisboa, abriu em 1732 e nunca deixou de funcionar.



O atestado oficial está exposto na loja, desde o passado dia 20.

Para comemorar, passei lá no fim de semana e comprei este livro


E quem foi o Duque de Palmela?



26 de abril de 2011

25 de Abril - A Gincana comemorativa dos 25 anos

O comentário da minha colega Almerinda ao "filmezinho" sobre o 25 de Abril - então, fazíamos a escola - trouxe à memória o que fizemos quando do 25.º aniversário (1999): a Gincana 25 x 25.


A aventura que foi conseguir as fardas militares para as duas turmas que estiveram na organização da Gincana!

25 de abril de 2011

25 de Abril de 1974

Comemora-se o 37.º aniversário da Revolução do 25 de Abril, a qual pôs fim a 48 anos de ditadura.

O período da ditadura (1926 - 1974) e a construção da democracia depois do 25 de Abril de 1974 serão os temas centrais das aulas deste 3.º período.

Sobre os acontecimentos desse dia histórico, deixo um pequeno "filme".



Um bom regresso às aulas.
Um abraço para vocês.

21 de abril de 2011

As crises - Será uma questão de regime?

Na última década do século XIX e na primeira do século XX, vivia-se uma crise que fazia muitas pessoas acreditarem que só a mudança de regime - uma república - poderia alterar a situação.

Hoje em dia, vive-se uma crise que faz com que o pretendente ao trono, D. Duarte, sucessor pelo ramo de D. Miguel, diga o que disse em entrevista ao jornal O Diabo, do dia 12 de Abril passado.


Ou seja, segundo D. Duarte, se tivéssemos um regime monárquico a situação seria diferente... para melhor.
Há um verso de Luís de Camões que diz: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".



Príncipe D. Luís Filipe - um príncipe esquecido

D. Luís Filipe, filho do rei D. Carlos e de D. Maria Amélia, é uma personagem da nossa história de quem pouco se fala. Só a propósito do regicídio. Acaba por ser conhecido pela forma como morreu e não pelo que fez na sua curta vida. D. Luís Filipe, que se estava a preparar para ser rei.

Luís Filipe Maria Carlos Amélio Fernando Victor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento de Bragança Saxe-Coburgo-Gotha, nasceu em Lisboa, a 21 de Março de 1887.

Teve uma educação esmerada e exigente, no palácio, seguindo o modelo introduzido pelo marido de Dona Maria II, D. Fernando, em que também tinham sido instruídos D. Pedro V, D. Luís e D. Carlos, para que se tornasse "um Rei sério e grave".
Após os primeiros estudos literários, a educação do Príncipe foi entregue ao herói das guerras de África, Mouzinho de Albuquerque, nomeadamente a parte do treino militar.
D. Luís Filipe foi jurado príncipe herdeiro do trono, em Julho de 1901 e, a partir de 13 de Abril de 1906, passou a fazer parte do Conselho de Estado.
O Príncipe exerceu a regência quando D. Carlos se ausentou em visita a Espanha, França e Inglaterra.
Após o regicídio, Dona Amélia ainda insistiu no reconhecimento de D. Luís Filipe como Rei de Portugal, pois morreu depois do pai. Teria sido rei por minutos.

D. Luís Filipe, bebé, sentado ao colo de sua avó, a rainha D. Maria Pia. Sentados à frente, ao lado da rainha, D. Maria Amélia e o rei D. Luís. D. Carlos é o 3.º em pé (da esquerda para a direita), logo atrás de D. Maria Pia, sua mãe.

Regicídio - Apresentação

Em 1908, no dia 1 de Fevereiro, o assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe, foi mais um dos acontecimentos marcantes no caminho que levará Portugal à República.

Já aqui está disponível a apresentação sobre o regicídio.



20 de abril de 2011

Palácio de S. Bento - actual Assembleia da República


Em 6 de Setembro de 1833, D. Pedro IV mandou instalar as Cortes no antigo Convento de S. Bento da Saúde.



O convento sofreu obras de adaptação que provocaram grandes alterações, sendo o seu nome mudado de Convento de S. Bento para Palácio das Cortes.
Mas o edifício ficou mais conhecido como Palácio de S. Bento.


Aqui funcionou o Parlamento desde 1834 até agora, com a designação de Cortes (no tempo da monarquia), com várias designações nestes 100 anos da República - Congresso da República, Assembleia Nacional, Assembleia da República.







Sala do Plenário da actual Assembleia da República

Sala do Senado

Também é no Palácio de S. Bento que se localiza a Presidência do Conselho de Ministros.


As fotografias do interior foram tiradas quando da visita realizada no passado dia 18.

19 de abril de 2011

Visita ao Palácio de S. Bento - Assembleia da República

Visitei ontem o palácio de S. Bento - Assmbleia da República.
Procurei fazer um videozinho no Movie Maker para colocar aqui. Foi a primeira vez.
Estou desiludido com a qualidade. Pensei que ficasse melhor - na montagem as imagens estão muito mais nítidas.
A imagem aqui ficava muito fraquinha. Por isso... retirei o vídeo.

Vou continuar a "estudar o assunto".


15 de abril de 2011

Visitas à Assembleia da República

Dia 18 de Abril comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
A Assembleia da República, entre outras entidades, apresenta um programa interessante, que se alarga ao dia 25 de Abril.
Para aqueles que tiverem oportunidade, deixo a sugestão, os programas e os contactos.
Atenção que é necessária marcação prévia.
Eu tenciono ir lá, dia 18.


14 de abril de 2011

Cafés

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Café, um produto com uma importãncia enorme a nível do comércio internacional.
Já em Novembro, a propósito de produtos brasileiros, falámos do café aqui.

Para jovens da vossa idade (alunos do 6.º 4, 6 e 10), ainda será um pouco prematuro falar das qualidades ou das benfeitorias do café como bebida.
Mas penso que será interessante lembrar os cafés, os locais onde se toma café (os botequins, como lhes chamavam no século XIX), como locais de convívio social, onde circulavam informações, se discutiam assuntos sociais, culturais ou da política e se reuniam os "espíritos mais avançados" da época - falamos do século XIX e do princípio do século XX. Eram pontos de encontro da burguesia.

Um importante escritor, Aquilino Ribeiro (1885-1963) dizia que "o café era a Universidade e a antecâmara permanente da revolução",  porque era aí que muitas vezes os revolucionários se reuniam.
Também era aí que se deslocavam, muitas vezes, os agentes das polícias secretas para "apanharem as ideias e os planos que andavam no ar".
Estão a entender?

O café Gelo, na Baixa de Lisboa, por exemplo, era um café frequentado pelos revolucionários republicanos.


Terá sido deste café que saíram para o Terreiro do Paço, no dia 1 de Fevereiro de 1908, Alfredo Costa e Manuel Buiça, para cometerem o regicídio.

13 de abril de 2011

A tentativa de revolução republicana de 31 de Janeiro de 1891

Para quem estiver interessado em saber mais sobre o 31 de Janeiro de 1891, pode aceder a este vídeo.

É um vídeo interessante, realizado quando das comemorações do Centenário da República (2010), que nos dá o essencial da informação sobre a tentativa de revolução republicana de 1891, na cidade do Porto.

O 31 de Janeiro de 1891

Está também disponível a apresentação sobre a tentativa fracassada de revoluão republicana, na cidade do Porto, o 31 de Janeiro de 1891 .



A questão africana e o Ultimato inglês

Está já disponível a apresentação sobre a questão africana e o Ultimato inglês .

Unidade 4, Capítulo 1 - A Queda da Monarquia

Espero que estejam a gozar um bom período de férias.


Apesar de estarem nesse gozo, não deixarei de ir aqui divulgando informação sobre os conteúdos das unidades que serão objecto do vosso estudo e da vossa avaliação no último período.
E o último período vai voar!...

Sobre a Unidade da Revolução Republicana, capítulo A Queda da Monarquia, estou a acabar de preparar várias apresentações powerpoint para deixar aqui.

Temas:
  • A questão africana e o Ultimato inglês
  • A tentativa de revolução republicana de 31 de Janeiro de 1891
  • O regicídio
  • O 5 de Outubro de 1910

 

9 de abril de 2011

Batalha de La Lys - há 94 anos

O calendário assinala 9 de Abril. A propósito desta data, remeto para o que escrevi há um ano.

Militares portugueses na Flandres


6 de abril de 2011

A lógica da batata

1% dos lucros da venda de batatas para índios

O Tribunal de Propriedade Intelectual das Nações Unidas decidiu que a população indígena da América do Sul tem direito a receber 1% dos lucros de todas as vendas mundiais de batata, em reconhecimento pelo facto das batatas serem uma criação indígena.
O primeiro povo a cultivar batatas teria sido um povo tribal do Peru, entre os anos 3.000 e 2.000 a.C.
O presidente do SANTE – Executivo das Tribos Nativas Sul-Americanas – afirmou que esta é uma grande vitória para as populações tribais em todo o mundo. “Com o dinheiro iremos poder comprar de volta algumas das terras que fazendeiros, lenhadores e empresas petrolíferas nos tiraram".

E irão plantar batatas?

4 de abril de 2011

Queda da Monarquia - esquema



Diferenças de salários entre os homens e as mulheres

Na semana passada, numa das aulas do 6.º 10, repetiu-se a estranheza e a indignação pelas diferenças salariais entre homens e mulheres na 2.ª metade do século XIX.
O jornal Destak de 28 de Março trazia este artigo:

Clica para conseguires ler

Em média, as mulheres ganham menos 18% do que os homens.
E estamos no século XXI.


2 de abril de 2011

A Constituição da República Portuguesa de 1976

Faz hoje 35 anos que foi promulgada, pelo Presidente da República, Francisco da Costa Gomes, a Constituição da República Portuguesa.

Esta Constituição foi elaborada na sequência da Revolução do 25 de Abril de 1974.
Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, realizaram-se as eleições para a Assembleia Constituinte, ou seja, a assembleia (o conjunto de deputados) que devia preparar o texto constitucional - o conjunto das principais leis da Nação.
Quase um ano depois, 2 de Abril de 1976, a Constituição foi aprovada. Iria entrar em vigor no dia 25 de Abril de 1976.
E o Preâmbulo (a introdução) começava assim:

«A 25 de abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do País.
(...)»

A Constituição de 1976 "cá de casa" está assim (já um pouco velhinha):



1 de abril de 2011

Vem aí a República


Já entrámos no tema da revolução republicana.
Aliás, começámos o ano lectivo sob o signo da República: em Outubro passado, por ocasião da celebração do centenário da República em Portugal, vimos e trabalhámos a exposição 100 anos da República, na Sala Prof. António Veríssimo, e participámos na Gincana comemorativa do Centenário.




Mais tarde, estiveram na Biblioteca da escola as exposições 11 Mulheres na República e O Seixal e a República.

Mesmo em véspera da interrupção das aulas por ocasião da Páscoa, brevemente haverá mais mensagens relacionadas com o tema.