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Igreja de Santo António, Lagos - Edifício de estilo barroco, com a nave decorada com azulejos e talha dourada, a igreja deve ter sido construída no reinado de D. João V.

14 de abril de 2011

Cafés

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Café, um produto com uma importãncia enorme a nível do comércio internacional.
Já em Novembro, a propósito de produtos brasileiros, falámos do café aqui.

Para jovens da vossa idade (alunos do 6.º 4, 6 e 10), ainda será um pouco prematuro falar das qualidades ou das benfeitorias do café como bebida.
Mas penso que será interessante lembrar os cafés, os locais onde se toma café (os botequins, como lhes chamavam no século XIX), como locais de convívio social, onde circulavam informações, se discutiam assuntos sociais, culturais ou da política e se reuniam os "espíritos mais avançados" da época - falamos do século XIX e do princípio do século XX. Eram pontos de encontro da burguesia.

Um importante escritor, Aquilino Ribeiro (1885-1963) dizia que "o café era a Universidade e a antecâmara permanente da revolução",  porque era aí que muitas vezes os revolucionários se reuniam.
Também era aí que se deslocavam, muitas vezes, os agentes das polícias secretas para "apanharem as ideias e os planos que andavam no ar".
Estão a entender?

O café Gelo, na Baixa de Lisboa, por exemplo, era um café frequentado pelos revolucionários republicanos.


Terá sido deste café que saíram para o Terreiro do Paço, no dia 1 de Fevereiro de 1908, Alfredo Costa e Manuel Buiça, para cometerem o regicídio.

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