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25 de Abril de 1974

28 de setembro de 2014

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e o túmulo da rainha Santa Isabel

A Beatriz Rodrigues, do 6.º C, andou por Coimbra, mas, com tanta coisa para ver, não teve oportunidade de visitar os Mosteiros de Santa Clara - o velho e o novo.
A Santa Clara, em Coimbra, está associada a rainha D. Isabel de Aragão, também conhecida por Rainha Santa, mulher de D. Dinis.

Foi ela que refundou o Convento de Santa Clara, em 1314 (10 de abril, data da carta do Papa concedendo a licença).
A rainha fixou aí residência, depois da morte de D. Dinis (1325), no espaço conhecido como o Paço da Rainha.
D. Isabel viria a morrer em 4 de julho de 1336, em Estremoz, mas o seu corpo foi levado em cortejo para Santa Clara, sendo aí sepultado na igreja, de acordo com a sua vontade.

Igreja de Santa Clara-a-Velha e ruínas do claustro

Como as águas do rio Mondego inundavam regularmente o convento e não havia condições de habitabilidade, mesmo depois de várias obras, em 1647, o rei D. João IV mandou que o convento se mudasse para o vizinho Monte da Esperança e concedeu dinheiro para a obra, mesmo estando o reino numa época de poupança - Portugal encontrava-se em guerra com Espanha desde a Restauração (1640).
Aproveitaram-se materiais da construção do velho mosteiro, de onde algumas colunas também foram levadas para a Universidade de Coimbra.

Arco mandado esculpir, já no séc. XVII, no local
da igreja de Santa Clara-a-Velha onde estaria o túmulo 

Em 1677, as Clarissas transferiram-se para o novo mosteiro, chamado Santa Clara-a-Nova em oposição ao velho, agora abandonado e chamado Santa Clara-a-Velha.
O corpo da rainha foi trasladado em procissão, encontrando-se num sarcófago de prata e cristal, no altar-mor da igreja do mosteiro.
Presentemente, a maior parte da área deste antigo mosteiro encontra-se na posse do exército.

"Velho" túmulo da rainha D. Isabel de Aragão, trasladado para Santa Clara-a-Nova
e guardado numa dependência deste mosteiro
Túmulo onde se encontram os restos mortais de D. Isabel de Aragão,
no altar da igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova

Santa Clara-a-Velha foi-se afundando na lama e degradando com os mais variados usos.
No século XX tentou-se recuperar e dignificar o espaço, Os "grandes trabalhos" que levariam à valorização do sítio iniciaram-se já na última década do século passado.
O trabalho e o mérito do projeto de recuperação das ruínas está à vista para quem visita Santa Clara-a-Velha, um "espaço mágico".

Em 1.º plano, ruínas do claustro e igreja de Santa Clara-a-Velha.
Ao fundo, no cimo da colina, o mosteiro de Santa Clara-a-Nova


Túmulos reais

Na última aula do 6.º C falámos de túmulos reais.
O final trágico de D. Sebastião e o seu túmulo no Mosteiro dos Jerónimos foram o ponto de partida.
É o normal e sobre isso já falámos - ver aqui

Sobre os túmulos dos monarcas da dinastia de Bragança também já falámos - ver aqui

Fachada da igreja de Santa Cruz (Coimbra)
De outros túmulos podemos falar, a começar pelo do 1.º rei de Portugal.

O túmulo de D. Afonso Henriques encontra-se na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, em frente ao do seu filho, D. Sancho I.




Túmulo de D. Afonso Henriques


Túmulo de D. Sancho I (pormenor)

Os túmulos dos restantes reis da primeira dinastia encontram-se dispersos:
D. Afonso II, D. Afonso III e D. Pedro I - Mosteiro de Alcobaça
D. Dinis - Mosteiro de Odivelas
D. Afonso IV - Sé de Lisboa
D. Fernando I - Museu Arqueológico do Carmo (proveniente do Convento de S. Francisco, em Santarém).

Os restos mortais dos reis da segunda dinastia dividem-se entre o Mosteiro da Batalha (D. João I, D. Duarte, D. Afonso V e D. João II) e a igreja do Mosteiro dos Jerónimos (D. Manuel I, D. João III, D. Sebastião e D. Henrique).

Os Filipes foram sepultados no panteão dos reis de Espanha (Mosteiro do Escorial, Espanha).

Os reis da quarta dinastia estão sepultados no Panteão Real dos Braganças, no Convento de S. Vicente de Fora, à excepção de D. Maria I (Basílica da Estrela) e D. Pedro IV (Catedral de Petropólis- Brasil).


25 de setembro de 2014

O Estado Novo

Com um pedido de desculpas ao autor, o Miguel Mesmoudi, pelo meu atraso na publicação, aqui apresento um trabalho que o Miguel fez voluntariamente, ainda no final do ano letivo passado, quando estava no 5.º B.
O tema do Estado Novo será tratado no 6.º ano e haverá pormenores que serão melhor compreendidos e explicados.

O Estado Novo

O que é o Estado Novo?
É o nome que se dá ao regime político autoritário que vigorou em Portugal, entre 1933 e 1974.
Em que consistia o regime autoritário?
Consistia num regime em que não existia Liberdade: não se podia reclamar, não havia manifestações nem partidos opositores ao Governo. Se o povo não cumprisse iria para a prisão, sofrendo torturas e espancamentos.

Qual foi a personagem política que marcou este regime?
A personagem que marcou o regime foi António de Oliveira Salazar.
Como é que António de Oliveira Salazar chegou ao poder?
No dia 28 de Maio de 1926, Gomes da Costa e Mendes Cabeçadas impuseram uma ditadura militar. Dois anos depois Salazar era Ministro das Finanças.

António de Oliveira Salazar

Como teve tanto poder se só era Ministro das Finanças?
Após algum tempo subiu de cargo, passou a Primeiro-Ministro.
Não houve eleições durante os anos em que governou?
Sim, houve, mas os resultados não eram verdadeiros.


Nunca foi substituído?
Foi, por Marcelo Caetano.
Por que razão?
Salazar caiu da cadeira, em 1968, e como isso lhe tirou capacidades mentais, não pôde continuar a governar.

Marcelo Caetano

E Marcelo Caetano que leis fez?
Não havia diferença, pois mesmo que outro partido ganhasse, os votos eram modificados.
Quem se manifestou, principalmente, contra o regime?
Os estudantes e os militares (que fizeram o 25 de Abril).

O salazarismo
Salazarismo é o que se chama à política ou à época entre 1932 e 1968, período em que o principal governante foi António de Oliveira Salazar, ditador nacionalista português.
Nessa época fizeram-se imensas leis que proibiam a liberdade de expressão, não se recebia reformas, pensões, abonos, e não havia partidos políticos.

O marcelismo
O marcelismo é o nome que se chama à época entre 1968 e 1974, quando governou Marcelo Caetano, político português.

A revolução de 25 de Abril de 1974 pôs fim ao Estado Novo


24 de setembro de 2014

D. Pedro IV - nascer e morrer no mesmo quarto

Na aula de ontem do 6.º D, por ser dia 24 de setembro, data da morte de D. Pedro IV, recordei alguns episódios da vida deste rei e... da sua morte, nomeadamente o local: o Quarto D. Quixote, no Palácio de Queluz.
O mesmo quarto em que nasceu, 35 anos antes.



Encontrei, depois, neste site, referência aos 180 anos da morte do rei e ao novo projeto museológico do quarto.
Quem estiver interessado pode aí encontrar muitas informações.


2014 - 2015

Recomeçou um novo ano letivo.

Faço aqui uma declaração de intenções: tentar reanimar o Historiando, um pouco adormecido nos últimos tempos, estimulando uma participação mais ativa dos meus alunos, sobretudo os do 6.º ano.

Aos meus antigos alunos, especialmente aos que partiram da Paulo da Gama, desejo as maiores felicidades.

A todos
VOTOS DE UM BOM ANO

Escola Paulo da Gama acabada de construir (1973)