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Planisfério de Cantino (1502) - É o primeiro mapa (que se saiba) que tem representadas as linhas do Equador, dos dois Trópicos e do Círculo Polar Ártico

24 de outubro de 2011

Palácio da Ajuda

Foi mandado construir pelo príncipe D. João, futuro rei D. João VI, filho de D. Maria I, em 1796.

A história da construção deste palácio conheceu muitos contratempos, a começar logo pelo facto de Portugal ter sido invadido pelo exército francês e de a família real ter fugido para o Brasil pouco tempo depois de se decidir a sua construção. Os seus planos de construção nunca foram concluídos.
O Palácio da Ajuda foi residência temporária de alguns membros da família real, mas só foi residência oficial da Corte no reinado de D. Luís, que quis sair do Palácio das Necessidades, onde tinha falecido o seu irmão D. Pedro V.
Hoje em dia, o Palácio Nacional da Ajuda é cenário das cerimónias protocolares de representação de Estado.

Palácio das Necessidades

Foi mandado construir por D. João V, junto à capela ou ermida de Nossa Senhora das Necessidades, santa da sua devoção. O palácio, no entanto, não foi habitado pelo rei, mas pelos seus irmãos, os infantes D. António e D. Manuel.

O edifício, que escapou aos danos provocados na cidade de Lisboa pelo Terramoto de 1755, serviu inicialmente como residência de visitantes ilustres em passagem por Lisboa.
O palácio sofreu obras de vulto por iniciativa de D. Pedro IV e de D. Pedro V e foi residência real de quase todos os últimos reis de Portugal: D. Maria II, D. Pedro V, D. Carlos I e D. Manuel II.
Atualmente, no Palácio das Necessidades funciona o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Palácio de Belém

Quando do terramoto de 1 de Novembro de 1755, a família real encontrava-se em Belém, tendo escapado ao acidente.
Receando outro sismo, a família real instalou-se, então, em tendas nos terrenos do palácio que D. João V comprara e alterara – o Palácio de Belém.

Palácio de Belém, atual residência oficial dos Presidentes da República 

O rei D. José, que, assustado com o terramoto, nunca mais quis viver num edifício de pedra, sairia de Belém para ir habitar o Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda, edifício, construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos. Este edifício ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca. Em 1794, no reinado de D. Maria I, um incêndio destruiu esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio.
O príncipe D. João mandou, então, construir o Palácio da Ajuda.

O Palácio de Belém foi ainda habitado por D. Maria II num período em que o Palácio das Necessidades esteva em obras. A partir do reinado de D. Luís I, o Palácio de Belém foi destinado a receber os convidados oficiais que visitavam Lisboa.
Após o casamento de D. Carlos e D. Amélia e enquanto D. Luís governou, o palácio serviu-lhes de residência oficial.

Palácios reais

A propósito da sociedade portuguesa no reinado de D. João V, falámos de palácios reais localizados em Lisboa. Aquele que foi residência real de D. Manuel I a D. José I - o Paço da Ribeira - desapareceu com o terramoto do dia 1 de Novembro de 1755 (ver neste blog).

Assim seria o Paço da Ribeira e o Terreiro do Paço, à direita
(reconstrução virtual)

Sobre os outros três palácios referidos, encontram aqui um pequeno historial.

16 de outubro de 2011

O Brasil - primeiros contactos, o açúcar, o ouro...

Nas aulas do 6.º 1 e do 6.º 5 - as duas turmas que têm revelado maior interesse e curiosidade sobre os assuntos tratados - falei de um conjunto de livros existente na Biblioteca da escola, integrados na coleção Na crista da onda, que abordam esses assuntos.
São estes:


Para os alunos interessados, serão uma boa leitura.


15 de outubro de 2011

Quadros de Honra e Excelência

Decorreu ontem, na sala Prof. António Veríssimo - Escola Básica 2.º e 3.º Ciclos Paulo da Gama - a cerimónia de entrega dos diplomas de reconhecimento do percurso escolar, aos alunos distinguidos nos Quadros de Excelência, durante o ano letivo 2010/2011.

Aqui, quero destacar, muito especialmente, aqueles que foram meus alunos. Trabalhei com eles e (re)conheço os seus méritos: Ana Rita Antão, Inês Alves e Sandro Ferreira (6.º 10) e Pedro Vieira de Melo (6.º 6), quase todos seguidores do Historiando e com textos aqui publicados em 2010-2011.
Tive muito gosto em trabalhar convosco e, infelizmente, já sinto saudades de ter alunos como vocês.
Acabaram o Ciclo, mudaram de escola... a Paulo da Gama ficou mais pobre com a vossa saída.
Parabéns e felicidades - vocês merecem.


Turma 6.º 6

Turma 6.º 10
Nas fotografias das turmas encontram-se os alunos distinguidos. A Ana Rita aparece num "quadradinho" porque ela não pôde participar na visita de estudo onde tirei a foto à turma.

7 de outubro de 2011

Panteão Real da Dinastia de Bragança

A Leila (6.º 5) tem o apelido Bragança. Talvez por isso, a sua curiosidade em saber onde estavam sepultados os reis da 4.ª dinastia, a de Bragança.

A maioria dos reis e infantes da 4.ª dinastia está sepultada no Panteão Real da Dinastia de Bragança, situado no Mosteiro de S. Vicente de Fora (Lisboa), na grande sala que era o seu antigo refeitório e que foi adaptado.

Convento de S. Vicente de Fora
Panteão é o nome dado ao edifício em que se depositam os restos mortais de pessoas ilustres.

Panteão da Dinastia de Bragança
Ao centro, o túmulo de D. Manuel II, último rei de Portugal
Os túmulos são, na sua maioria, gavetões de mármore dispostos ao longo das paredes da sala.
Destacam-se, por serem diferentes, os túmulos de D. João IV (o primeiro rei da 4.ª dinastia), de D. Carlos I e da sua mulher, a rainha D. Amelia de Orleães, do príncipe herdeiro D. Luís Filipe (que não chegou a governar por ter sido assassinado, em 1908) e de D. Manuel II (o último rei de Portugal).

Túmulo de D. João IV, o fundador da dinastia de Bragança
Os únicos reis da dinastia de Bragança cujos restos mortais não estão no Panteão são D. Maria I (sepultada na Basílica da Estrela, em Lisboa) e D. Pedro IV, que foi transladado para o Brasil, por ter sido o primeiro imperador do Brasil.

O Panteão pode ser visitado, estando incluído na visita ao Convento de S. Vicente de Fora.

Fortalezas da Guerra da Restauração

Após a restauração da independência, em 1 de Dezembro de 1640, era de esperar que a Espanha procurasse recuperar o domínio de Portugal, o que veio a acontecer.


Fortaleza de Almeida
O novo rei, D. João IV, preparou-se logo para a guerra: tratou de organizar o exército, cuidar das fortalezas fronteiriças e da defesa de Lisboa, assegurar o armamento dessas fortalezas e estabelecer alianças com outros países, pedindo apoios.

A guerra, nesta época, já se fazia com o uso generalizado da pólvora e dos canhões. As antigas muralhas e castelos já não seriam capazes de resistir aos ataques com as novas artes da guerra. Eram necessárias fortalezas mais amplas e com novas configurações, mais aptas militarmente.

Forte da Graça (Elvas)
Fortaleza de Valença do Minho

Monumento aos Restauradores

Na conclusão da correção da Ficha de Avaliação de Diagnóstico, na turma do 6.º 5 falámos da Guerra da Restauração e do Monumento dos Restauradores. Aqui ficam os textos que prometi.

Numa das principais praças de Lisboa, Praça dos Restauradores, foi construído um monumento aos restauradores da independência de Portugal, em 1640.

Nesse monumento estão inscritos os nomes das principais batalhas da Guerra da Restauração, guerra que acabou por durar 28 anos, de 1640 a 1668.

Se os espanhóis tivessem atacado de imediato, teria sido difícil Portugal defender-se, por ainda não estar militarmente preparado. Mas a Espanha estava envolvida na Guerra dos Trinta Anos e noutros confrontos. Assim, o primeiro grande ataque dos espanhóis deu-se apenas em 1663, já no reinado de D. Afonso VI.
Os portugueses venceram uma série de recontros importantes, destacando-se as batalhas do Ameixial, em 1663, de Castelo Rodrigo, em 1664, e de Montes Claros, em 1665.
Antes disso, já tinham ganho os recontros de Montijo, em 1644 e das Linhas de Elvas, em 1659.
Em 1668, a Espanha reconheceu definitivamente a independência de Portugal.



5 de outubro de 2011

5 de Outubro: os 101 anos da República

Há um ano a festa foi maior: era a comemoração do centenário da República em Portugal.


Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas, do Partido Republicano, anunciava a proclamação da República em Portugal, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa.