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Planisfério de Cantino (1502) - É o primeiro mapa (que se saiba) que tem representadas as linhas do Equador, dos dois Trópicos e do Círculo Polar Ártico

23 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Almada Negreiros (1933) - Desenho a tinta da china

Um Feliz Natal para todos os aprendizes de historiador, sobretudo para os meus alunos (e ex-alunos) que passem por aqui.
Um abraço


9 de dezembro de 2011

Ficha de Avaliação do 6.º 1 - Ligação aos objetivos

A Mariana do 6.º 1 detetou um problema na ligação aos conteúdos da ficha de avaliação. Verificámos hoje que essa ligação não funcionava.

Vamos ver se por esta nova ligação conseguimos chegar àquilo que os alunos do 6.º 1 devem saber para a ficha de avaliação de 3.ª feira.

6 de dezembro de 2011

SIM, Inês

Estás certa, Inês, quanto àquilo que perguntaste!!!

Ficha de Avaliação do 6.º 9 - Adiamento

Ontem, naquela que seria a última aula do 6.º 9 antes da ficha, houve alunos que colocaram perguntas pertinentes sobre o tema da revolução liberal de 1820.

Foi das raras oportunidades que tive de ver um grupo de alunos da turma a querer esclarecer as suas dúvidas.
Nestas circunstâncias, perante a necessidade de melhor explicar algumas noções básicas, será benéfico para os alunos o adiamento da ficha para o dia 12 de Dezembro (2.ª feira). Os 45 minutos da aula de 6.ª feira serão ocupados a realizar exercícios do livro e a fazer registos escritos, que não houve oportunidade ontem de fazer.

5 de dezembro de 2011

A independência do Brasil

Retirei temporariamente a apresentação sobre a independência do Brasil, uma vez que nas aulas das turmas do 6.º 7 e do 6.º 9 já informei que este tema (integrado no capítulo da revolução liberal de 1820) não sairia.

Mais tarde voltarei a colocar uma ligação a essa apresentação.
Se houver alguém muito interessado no assunto, poderá fazer pesquisa e encontrará a ligação feita aqui há cerca de um ano.

2 de dezembro de 2011

2.ª Ficha de Avaliação - Turmas 6.º 1 e 6.º 5

As turmas do 6.º 1 e do 6.º 5 irão realizar a segunda ficha nos dias 13 e 9 de Dezembro.
Podem encontrar aqui o seu guião para estudarem para a ficha.

Bom estudo.

Qualquer dúvida pode ser remetida para carloscarrasco9@gmail.com

2.ª Ficha de Avaliação - Turmas 6.º 7 e 6.º 9

Nos dias 7 e 9, respetivamente, as turmas do 6.º 7 e do 6.º 9 irão realizar a segunda ficha de avaliação deste período.

Poderão encontrar aqui os conteúdos abordados na ficha e a listagem do que devem saber.

Bom estudo.

29 de novembro de 2011

Napoleão

Falar das invasões francesas suscita a curiosidade sobre a figura de Napoleão.

Napoleão Bonaparte nasceu a 15 de Agosto de 1769, em Ajaccio, na Córsega (uma ilha sob domínio francês).
O seu pai era advogado. Napoleão frequentou as escolas militares e distinguiu-se na sua ação ao serviço do exército revolucionário francês, entre 1793 e 1799.

Após os sucessos militares, que o fizeram ser promovido a general, liderou um golpe de estado, assumindo-se como Chefe de Estado francês e intitulou-se Imperador (1804-1814). Foi afastado do poder em 1814, mas voltou em 1815.
Sob o comando de Napoleão, a França envolveu-se numa série de conflitos com todas as grandes potências europeias. Com as suas vitórias, conseguiu impor o poder de França a vários estados, dominando-os.
No entanto, a oposição da Grã-Bretanha e a resistência russa impediram a plena concretização dos seus sonhos imperiais. Os insucessos franceses em Portugal também foram um dos fracassos de Napoleão.

Após a derrota na Batalha de Waterloo (1815), Napoleão foi obrigado a exilar-se na ilha de Santa Helena, onde morreu em 1821.

21 de novembro de 2011

Resposta à Ana Carolina

Em primeiro lugar apresento a Ana Carolina (de quem ainda me lembro): é uma ex-aluna do 6.º 10 do ano passado, amiga da D. Catarina de Bragança (eh, eh, eh).
É sempre bom rever os alunos de anos anteriores.
Por isso, escrevi esta mensagem, apesar de estar um pouco deslocada: a Cleópatra não é preocupação dos alunos do 6.º ano, como tu própria, Ana Carolina, disseste no teu comentário.
Mas esta é a forma mais direta de te responder (não tenho o teu mail - deves mandá-lo).
Em que aspeto particular da vida de Cleópatra estás especialmente interessada?

14 de novembro de 2011

As invasões francesas

Na turma do 6.º 7 já entrámos no subtema 2 - 1820 e o liberalismo.
Na última aula falámos sobre a Revolução Francesa e Napoleão Bonaparte. E o exército napoleónico está pronto para invadir Portugal...

Poderão ver aqui a apresentação sobre As invasões francesas.

13 de novembro de 2011

Música barroca

Nas aulas, a propósito da época do reinado de D. João V, falei de música barroca.
Aqui coloco a recriação de dois concertos num ambiente que seria semelhante ao de uma festa na corte ou num palácio (solar) senhorial. Com direito a bailado e tudo...
A música é de dois famosos compositores da época do barroco: Vivaldi e Handel.





Espero que gostem.

12 de novembro de 2011

A Inquisição – as torturas

Auto-de-fé - procissão e
execução dos condenados
A atuação da Inquisição distingue-se pela sua intolerância e crueldade, pois chegava à prática de torturas e castigos que podiam ir até à morte pelo fogo, em sessões públicas, solenes, chamadas autos-de-fé.

A defesa dos suspeitos era muito dificultada - eles não tinham praticamente proteção perante o tribunal: podiam ignorar do que eram acusados, não sabiam quem os tinha denunciado ou quem eram as testemunhas de acusação.
Os suspeitos eram sujeitos a interrogatórios em que se procurava obter a prova da sua culpabilidade, através de testemunhos ou de confissão.

A confissão muitas vezes era obtida pela violência: detenção prolongada, castigos diversos e tortura.
Era através das torturas que, muitas vezes, o Tribunal da Inquisição obtinha confissões e denúncias por parte de quem estava a ser julgado. As torturas eram tão atrozes que os prisioneiros até confessavam… o que não tinham feito, com o objetivo de se verem livres delas.



11 de novembro de 2011

A inquisição no tempo de D. João V

D. João V
A razão por que falamos na Inquisição a propósito do reinado de D. João V, é que, com este rei, a sua atividade foi mais intensa.
Aumentou o número de autos-de-fé, sendo que o próprio D. João V assistia à grande maioria deles, mesmo nos últimos anos do reinado, quando já apresentava problemas de saúde. Era o seu “espetáculo” preferido. O rei pensaria que era a melhor forma de manter os princípios do cristianismo.

Auto-de-fé no Terreiro do Paço (Lisboa)

Durante o seu reinado realizaram-se, em Lisboa, 28 autos-de-fé públicos. E o número de condenados podia atingir as dezenas.
Os autos-de-fé eram apregoados pela cidade cerca de quinze dias antes da sua realização e faziam-se preparativos como se fosse para uma festa.
Montavam-se bancadas de madeira para a assistência nas praças onde tinham lugar - em Lisboa, era no Terreiro do Paço ou no Rossio.
Geralmente, após os autos-de-fé, inquisidores e rei jantavam em banquetes organizados pela Inquisição, onde podiam participar centenas de pessoas das mais importantes do clero e da nobreza.

A Inquisição em Portugal - a sua instauração

D. João III
D. João III renovou o pedido de instalação do Tribunal do Santo Ofício em Portugal e, depois de vários anos de negociações, a autorização definitiva foi dada pelo Papa Paulo III, no ano de 1536.

Este tribunal, controlado pelo clero através de ordens religiosas (sobretudo os dominicanos), tornou-se um tribunal ao serviço do poder político, contra quem ameaçasse esse poder.
O inquisidor-geral era nomeado pelo papa sob proposta do rei, pelo que este cargo foi exercido por pessoas da família real, como o Cardeal D. Henrique, que chegou a ser rei.


Bula do papa Paulo III que estabeleceu a Inquisição em Portugal (23 de Maio de 1536)

Interrogatório no Tribunal da Inquisição
As principais vítimas de perseguição foram os judeus, mesmo que já convertidos – os chamados Cristãos-Novos.

A Inquisição tinha tribunais em Évora (onde funcionou a primeira sede), Lisboa e Coimbra.
A atuação do tribunal, para além do que se relacionava com as questões de caráter religioso, estendeu-se à censura de livros, bruxaria, prática de homossexualidade, etc., o que vai ter uma grande influência nos outros setores: político, cultural e social.


Armas da Inquisição, no palácio do Tribunal da Inquisição, em Évora.
Armas significa, neste caso, sinais simbólicos representados num escudo ou brasão.
 

9 de novembro de 2011

A monarquia absoluta no tempo de D. João V

Reconfigurada, está agora disponível a apresentação sobre A monarquia absoluta no tempo de D. João V.

A Inquisição em Portugal - antecedentes

A Inquisição (ou Tribunal do Santo Ofício) foi criada no século XIII, pelo papa Gregório IX.
Destinava-se a perseguir e castigar aqueles que não seguissem a religião Católica.

Figura alusiva ao casamento de
D. Manuel I com D. Isabel de Aragão

O pedido para instauração do Tribunal da Inquisição em Portugal começou por ser feito pelo rei D. Manuel I, por pressão dos reis de Espanha.
D. Manuel I, que iniciou o seu reinado em 1496, quis casar com D. Isabel de Aragão, filha dos reis de Espanha (Isabel e Fernando, os chamados Reis Católicos). Uma das obrigações do contrato de casamento era a expulsão dos judeus e dos muçulmanos de Portugal. D. Isabel só viria para Portugal se o reino fosse habitado exclusivamente por Católicos.
A perseguição aos judeus foi, então, mais forte entre os anos de 1496 e 1498.
Havia muitos preconceitos relativamente aos judeus… e alguma inveja.

Figura de judeu
D. Manuel sabia que a saída dos judeus teria consequências negativas para o reino do ponto de vista financeiro e científico, pela riqueza de alguns judeus e pelos grandes conhecimentos de matemática, astronomia e cartografia de outros, dinheiro e saberes que eram fundamentais para as viagens marítimas da época.
Procurou, portanto, atrasar as medidas de expulsão que ele próprio tomara e procurou a conversão ao Catolicismo, mesmo que forçada, de milhares de judeus – os chamados Cristãos-Novos.
A sua ideia seria a de que, com o tempo, estes novos convertidos se iriam inserindo na sociedade católica. Por isso, nem autorizava os Cristãos-Novos a casarem entre si.

Houve judeus que saíram do país, outros aceitaram a nova religião, outros aceitaram apenas aparentemente o catolicismo mas mantiveram secretamente os seus cultos e tradições, outros foram mortos.

D. Manuel I
Os reis de Espanha insistiram na instauração da Inquisição quando D. Isabel de Aragão morreu do 1.º parto, em 1498, e D. Manuel I casou com a cunhada, a princesa D. Maria, também filha dos Reis Católicos. Mas o Papa só viria a aceitar o pedido de D. João III, cerca de 15 anos depois da morte de D. Manuel I.

8 de novembro de 2011

Tribunal da Inquisição

Numa aula do 6.º 1, ao abordarmos o Tribunal da Inquisição - o Tribunal do Santo Ofício - a conversa alargou-se e tivemos de recuar no tempo até às origens da Inquisição em Portugal.
O facto de só se falar nesse tribunal a propósito da sociedade portuguesa do século XVIII, dá a ideia que a Inquisição só foi fundada no reinado de D. João V.

Falámos de perseguições aos judeus, da sua expulsão ou conversão forçada no reinado de D. Manuel I.
Por isso, irão surgir duas ou três mensagens dedicadas ao assunto.

Aula do 6.º 1 - 8 de Novembro

Na impossibilidade de estar presente na aula de hoje, reformulei a apresentação sobre A monarquia absoluta no tempo de D. João V, de forma a que fosse possível fazer o seu visionamento na aula de substituição de HGP.

Apresentação

Amanhã poderemos esclarecer dúvidas e marcaremos a nova data para a ficha de avaliação.

Após o visionamento da apresentação, se houver tempo, devem realizar no caderno diário os seguintes exercícios do manual:
Sobre a monarquia absoluta
Pág. 15, exercício 1
Pág. 18, todos os exercícios
Pág. 19, exercícios 1 e 2

Sobre o Brasil (açúcar e ouro)
Pág. 11, todos os exercícios
Pág. 13, exercícios 1, 2, 3 e 4

Boa aula

5 de novembro de 2011

Ficha de Avaliação - 6.º 7 e 6.º 1

A Ficha de Avaliação do 6.º 7 já vai englobar questões relativas ao reinado de D. José I.
Por essa razão, fica aqui uma ligação para o guião de estudo.

O 6.º 1, como foi dito na aula de Estudo Acompanhado de ontem, deve seguir este guião .

Bom estudo.

3 de novembro de 2011

A monarquia absoluta no tempo de D. João V

A apresentação que tinha preparado sobre a sociedade no tempo de D. João V (que vimos na aula) sai sistematicamente desconfigurado.
Paciência!
Relativamente a este tema, insisto que estudem os poderes do rei - Um rei "absoluto" -, a organização social - A sociedade - e a Inquisição.
Estes esclarecimentos parecem ser só para alunos do 6.º 5.
Os outros... até agora não há sinal.

O ouro do Brasil

Última apresentação:

O ouro do Brasil (séc. XVIII)

Brasil - O açúcar

Apresentação:



Espero que consigam visualizar bem as apresentações.
Alguns problemas na configuração fizeram esconder um "bocadinho" de texto (quando a cana era carregada para o engenho).


Brasil- Da descoberta ao açúcar

Apresentação:
desde a descoberta do Brasil até ao final do século XVI, época em que a produção de açúcar já era importante.

2 de novembro de 2011

Ficha de Avaliação - Império e monarquia absoluta no século XVIII

As turmas do 6.º 5 e do 6.º 9 irão fazer a ficha de avaliação sobre o primeiro subtema, na próxima 6.ª feira.
Para facilitar o estudo, podem encontrar aqui a listagem daquilo que devem saber para a ficha.

Recordo a importância de dominarem conceitos como:
  • Fazenda (propriedade)
  • Engenho
  • Escravatura
  • Bandeira
  • Bandeirante
  • Poder absoluto
  • Monarquia absoluta
  • Cortes
  • Barroco
  • Inquisição (Tribunal do Santo Ofício)
  • Grupos sociais privilegiados/não privilegiados
Dúvidas que possam ter quando estudam em casa podem ser remetidas para carloscarrasco9@gmail.com

Bom estudo.

Estou a fazer os possíveis para disponibilizar no blog apresentações powerpoint sobre o subtema.
Se tudo correr normalmente, ainda hoje aparecerão 3 apresentações sobre o Brasil.

Lembro que o fundamental é o que vem no livro ou o que foi trabalhado/registado nas aulas. A informação que encontram neste blog é um complemento. Penso que pode ser útil (espero que o seja, para os mais interessados será), mas ultrapassa o "obrigatório".

1 de novembro de 2011

1 de Novembro


Dia de Todos os Santos, dia em que se recorda sistematicamente o grande terramoto de 1755.
Aos curiosos que venham ao Historiando procurar informações sobre o terramoto, aconselho que pesquisem pela etiqueta Terramoto de 1755. 
Acho que não sairão enganados. 

24 de outubro de 2011

Palácio da Ajuda

Foi mandado construir pelo príncipe D. João, futuro rei D. João VI, filho de D. Maria I, em 1796.

A história da construção deste palácio conheceu muitos contratempos, a começar logo pelo facto de Portugal ter sido invadido pelo exército francês e de a família real ter fugido para o Brasil pouco tempo depois de se decidir a sua construção. Os seus planos de construção nunca foram concluídos.
O Palácio da Ajuda foi residência temporária de alguns membros da família real, mas só foi residência oficial da Corte no reinado de D. Luís, que quis sair do Palácio das Necessidades, onde tinha falecido o seu irmão D. Pedro V.
Hoje em dia, o Palácio Nacional da Ajuda é cenário das cerimónias protocolares de representação de Estado.

Palácio das Necessidades

Foi mandado construir por D. João V, junto à capela ou ermida de Nossa Senhora das Necessidades, santa da sua devoção. O palácio, no entanto, não foi habitado pelo rei, mas pelos seus irmãos, os infantes D. António e D. Manuel.

O edifício, que escapou aos danos provocados na cidade de Lisboa pelo Terramoto de 1755, serviu inicialmente como residência de visitantes ilustres em passagem por Lisboa.
O palácio sofreu obras de vulto por iniciativa de D. Pedro IV e de D. Pedro V e foi residência real de quase todos os últimos reis de Portugal: D. Maria II, D. Pedro V, D. Carlos I e D. Manuel II.
Atualmente, no Palácio das Necessidades funciona o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Palácio de Belém

Quando do terramoto de 1 de Novembro de 1755, a família real encontrava-se em Belém, tendo escapado ao acidente.
Receando outro sismo, a família real instalou-se, então, em tendas nos terrenos do palácio que D. João V comprara e alterara – o Palácio de Belém.

Palácio de Belém, atual residência oficial dos Presidentes da República 

O rei D. José, que, assustado com o terramoto, nunca mais quis viver num edifício de pedra, sairia de Belém para ir habitar o Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda, edifício, construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos. Este edifício ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca. Em 1794, no reinado de D. Maria I, um incêndio destruiu esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio.
O príncipe D. João mandou, então, construir o Palácio da Ajuda.

O Palácio de Belém foi ainda habitado por D. Maria II num período em que o Palácio das Necessidades esteva em obras. A partir do reinado de D. Luís I, o Palácio de Belém foi destinado a receber os convidados oficiais que visitavam Lisboa.
Após o casamento de D. Carlos e D. Amélia e enquanto D. Luís governou, o palácio serviu-lhes de residência oficial.

Palácios reais

A propósito da sociedade portuguesa no reinado de D. João V, falámos de palácios reais localizados em Lisboa. Aquele que foi residência real de D. Manuel I a D. José I - o Paço da Ribeira - desapareceu com o terramoto do dia 1 de Novembro de 1755 (ver neste blog).

Assim seria o Paço da Ribeira e o Terreiro do Paço, à direita
(reconstrução virtual)

Sobre os outros três palácios referidos, encontram aqui um pequeno historial.

16 de outubro de 2011

O Brasil - primeiros contactos, o açúcar, o ouro...

Nas aulas do 6.º 1 e do 6.º 5 - as duas turmas que têm revelado maior interesse e curiosidade sobre os assuntos tratados - falei de um conjunto de livros existente na Biblioteca da escola, integrados na coleção Na crista da onda, que abordam esses assuntos.
São estes:


Para os alunos interessados, serão uma boa leitura.


15 de outubro de 2011

Quadros de Honra e Excelência

Decorreu ontem, na sala Prof. António Veríssimo - Escola Básica 2.º e 3.º Ciclos Paulo da Gama - a cerimónia de entrega dos diplomas de reconhecimento do percurso escolar, aos alunos distinguidos nos Quadros de Excelência, durante o ano letivo 2010/2011.

Aqui, quero destacar, muito especialmente, aqueles que foram meus alunos. Trabalhei com eles e (re)conheço os seus méritos: Ana Rita Antão, Inês Alves e Sandro Ferreira (6.º 10) e Pedro Vieira de Melo (6.º 6), quase todos seguidores do Historiando e com textos aqui publicados em 2010-2011.
Tive muito gosto em trabalhar convosco e, infelizmente, já sinto saudades de ter alunos como vocês.
Acabaram o Ciclo, mudaram de escola... a Paulo da Gama ficou mais pobre com a vossa saída.
Parabéns e felicidades - vocês merecem.


Turma 6.º 6

Turma 6.º 10
Nas fotografias das turmas encontram-se os alunos distinguidos. A Ana Rita aparece num "quadradinho" porque ela não pôde participar na visita de estudo onde tirei a foto à turma.

7 de outubro de 2011

Panteão Real da Dinastia de Bragança

A Leila (6.º 5) tem o apelido Bragança. Talvez por isso, a sua curiosidade em saber onde estavam sepultados os reis da 4.ª dinastia, a de Bragança.

A maioria dos reis e infantes da 4.ª dinastia está sepultada no Panteão Real da Dinastia de Bragança, situado no Mosteiro de S. Vicente de Fora (Lisboa), na grande sala que era o seu antigo refeitório e que foi adaptado.

Convento de S. Vicente de Fora
Panteão é o nome dado ao edifício em que se depositam os restos mortais de pessoas ilustres.

Panteão da Dinastia de Bragança
Ao centro, o túmulo de D. Manuel II, último rei de Portugal
Os túmulos são, na sua maioria, gavetões de mármore dispostos ao longo das paredes da sala.
Destacam-se, por serem diferentes, os túmulos de D. João IV (o primeiro rei da 4.ª dinastia), de D. Carlos I e da sua mulher, a rainha D. Amelia de Orleães, do príncipe herdeiro D. Luís Filipe (que não chegou a governar por ter sido assassinado, em 1908) e de D. Manuel II (o último rei de Portugal).

Túmulo de D. João IV, o fundador da dinastia de Bragança
Os únicos reis da dinastia de Bragança cujos restos mortais não estão no Panteão são D. Maria I (sepultada na Basílica da Estrela, em Lisboa) e D. Pedro IV, que foi transladado para o Brasil, por ter sido o primeiro imperador do Brasil.

O Panteão pode ser visitado, estando incluído na visita ao Convento de S. Vicente de Fora.

Fortalezas da Guerra da Restauração

Após a restauração da independência, em 1 de Dezembro de 1640, era de esperar que a Espanha procurasse recuperar o domínio de Portugal, o que veio a acontecer.


Fortaleza de Almeida
O novo rei, D. João IV, preparou-se logo para a guerra: tratou de organizar o exército, cuidar das fortalezas fronteiriças e da defesa de Lisboa, assegurar o armamento dessas fortalezas e estabelecer alianças com outros países, pedindo apoios.

A guerra, nesta época, já se fazia com o uso generalizado da pólvora e dos canhões. As antigas muralhas e castelos já não seriam capazes de resistir aos ataques com as novas artes da guerra. Eram necessárias fortalezas mais amplas e com novas configurações, mais aptas militarmente.

Forte da Graça (Elvas)
Fortaleza de Valença do Minho

Monumento aos Restauradores

Na conclusão da correção da Ficha de Avaliação de Diagnóstico, na turma do 6.º 5 falámos da Guerra da Restauração e do Monumento dos Restauradores. Aqui ficam os textos que prometi.

Numa das principais praças de Lisboa, Praça dos Restauradores, foi construído um monumento aos restauradores da independência de Portugal, em 1640.

Nesse monumento estão inscritos os nomes das principais batalhas da Guerra da Restauração, guerra que acabou por durar 28 anos, de 1640 a 1668.

Se os espanhóis tivessem atacado de imediato, teria sido difícil Portugal defender-se, por ainda não estar militarmente preparado. Mas a Espanha estava envolvida na Guerra dos Trinta Anos e noutros confrontos. Assim, o primeiro grande ataque dos espanhóis deu-se apenas em 1663, já no reinado de D. Afonso VI.
Os portugueses venceram uma série de recontros importantes, destacando-se as batalhas do Ameixial, em 1663, de Castelo Rodrigo, em 1664, e de Montes Claros, em 1665.
Antes disso, já tinham ganho os recontros de Montijo, em 1644 e das Linhas de Elvas, em 1659.
Em 1668, a Espanha reconheceu definitivamente a independência de Portugal.



5 de outubro de 2011

5 de Outubro: os 101 anos da República

Há um ano a festa foi maior: era a comemoração do centenário da República em Portugal.


Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas, do Partido Republicano, anunciava a proclamação da República em Portugal, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa.


30 de setembro de 2011

Fim da 1.ª fase do trabalho deste ano

Concluímos o preenchimento da Ficha de Avaliação de Diagnóstico.
Fizemos um trabalho com tempo suficiente para treinar técnicas de análise dos vários tipos de documento, responder a dúvidas e satisfazer curiosidades.
Para a semana que vem... Vem aí o açúcar do Brasil.

Entretanto, o Lucas (6.º 1) propôs-se procurar informação sobre as epidemias de peste negra no século XIV e o Pedro (6.º 5) perdeu-se no Atlântico, a caminho da Terra Nova. Bem me queria parecer que não passava de um marinheiro de água doce!

Mapa do Canadá, com destaque para a Terra Nova

23 de setembro de 2011

Primeiras aulas

Nas primeiras aulas, depois das obrigatórias apresentações e das conversas próprias de um princípio de ano lectivo, já começámos a "fazer a ponte" entre os assuntos tratados no final do 5.º ano e os que vamos abordar no início do 6.º ano, a começar pelo Açúcar do Brasil.
Recordámos as principais descobertas feitas pelos navegadores portugueses, nos séculos XV e XVI, os diferentes territórios que constituíam o Império Português e o seu aproveitamento económico.

Em resposta a uma pergunta do Pedro (6.º 5), propus-lhe que escrevesse um pequeno texto sobre a descoberta da Terra Nova. É um assunto não falado no 6.º ano, mas a curiosidade faz bem...

Ao longo desta semana temos resolvido a Ficha de Avaliação de Diagnóstico. Ela permite avaliar o domínio de competências específicas de HGP - interpretação de mapas, imagens, documentos escritos, árvores genealógicas, gráficos, cronologias... - e adquirir novos conhecimentos, porque incide sobre os conteúdos que não foram trabalhados nas aulas do ano passado.

14 de setembro de 2011

Novo ano lectivo

Estamos no início de um novo ano lectivo.
Este blog cresceu muito durante 2010-2011, com as turmas 6.º 4, 6.º 6 e 6.º 10 da Escola Básica 2.º e 3.º Ciclos Paulo da Gama.

Espero que possa continuar a crescer, agora com a participação de novas turmas, pois destina-se, fundamentalmente e apesar de muitas outras visitas, aos alunos das minhas turmas do 6.º ano.
Isso significa que os principais destinatários serão os alunos das turmas 6.º 1, 6.º 5, 6.º 7 e 6.º 9.
Espero que lhes possa ser útil e que os ajude a gostar mais da disciplina de História e Geografia de Portugal, despertando-lhes interesse em querer saber mais.

Desejo um bom ano e felicidades a todos os meus antigos alunos (esperando que eles continuem a espreitar o blog).
Desejo, também, um bom ano a todos aqueles que vão agora começar a trabalhar comigo.

24 de agosto de 2011

Eleição do Presidente da República - 24 de Agosto de 1911

A 24 de Agosto de 1911, os deputados elegeram o Presidente da República, de acordo com o estipulado na Constituição, aprovada 3 dias antes.
Com a realização das eleições nesta data procurava-se comemorar a Revolução Liberal de 1820, também ocorrida a 24 de Agosto.

Houve 4 candidatos à presidência: Anselmo Braamcamp Freire e Magalhães Lima, que poucos votos tiveram, e os dois principais candidatos, Bernardino Machado e Manuel de Arriaga.
Este último viria a contar com o voto de 121 deputados, tornando-se o primeiro Presidente da República eleito em Portugal - Teófilo Braga era o Presidente provisório desde a revolução de 5 de Outubro de 1910.

Manuel de Arriaga não chegou ao final do mandato, como quase todos os presidentes do período da 1.ª república, tendo apresentado a demissão em Maio de 1915.

Manuel José de Arriaga Brum da Silveira
Horta (Açores) 8.07.1840 - Lisboa 5.03.1917

21 de agosto de 2011

Aprovação da 1.ª Constituição Republicana

Sessão de abertura da Assembleia Constituinte de 1911

No dia 21 de Agosto de 1911 foi aprovada a 1.ª Constituição da República, que passa a ser designada por Constituição de 1911.




14 de agosto de 2011

Batalha de Aljubarrota

Aljubarrota não é assunto do 6.º ano, mas a batalha foi deveras importante para o desfecho da crise de 1383-1385.
A vitória das forças portuguesas, apoiadas pelos ingleses, garantiu a independência do reino de Portugal em relação a Castela.

A batalha de Aljubarrota foi a 14 de Agosto de 1385.

7 de agosto de 2011

D. Carlos pintor

Praia de Cascais - pintura de D. Carlos
Ontem (re)visitei a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.
Revemos e relembramos espaços, objectos, pinturas...
Não me lembrava de duas pinturas de D. Carlos, o nosso rei D. Carlos, tão dedicado à arte - herança do seu avô, D. Fernando II, o do Palácio da Pena, o do Chalet da Condessa de Edla...
Para D. Carlos, o penoso seria, de facto, governar o reino.

O Dr. Anastácio Gonçalves foi um médico oftalmologista, nascido em 1888, que esteve na frente de batalha na Flandres quando da 1.ª Guerra Mundial.
Coleccionador de arte, sobretudo pintura, mobiliário e porcelanas chinesas, deixou a sua colecção ao Estado quando morreu (1965), para que pudesse ser criado um museu.
A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves fica em Lisboa, quase em frente à maternidade Alfredo da Costa, e é um local interessante que poderão visitar. Ao Domingo de manhã é grátis, como (ainda) acontece nos museus nacionais.
Peçam aos vossos pais.

29 de julho de 2011

O Chalet romântico da Condessa de Edla

Em 1861, oito anos depois de ficar viúvo de D. Maria II, D. Fernando II conheceu a cantora americana de origem alemã Elise Hensler, quando esta veio interpretar no Teatro de São Carlos um papel na ópera Um Baile de Máscaras, de Verdi.

Apaixonaram-se e acabariam por casar em 1869, o que foi provocou muitas discussões na época.
A cantora recebeu o título de Condessa de Edla, concedido pelo Duque Ernesto II de Saxónia-Coburgo-Gota por ocasião do casamento.
D. Fernando e a Condessa de Edla escolheram um sítio no Parque da Pena para construírem um chalet no estilo alpino.
O chalet e o jardim sofreram um incêndio em 1999, mas foram agora recuperados e abertos ao público.
A abertura oficial do chalet celebra-se hoje, com um concerto, onde serão cantadas músicas que a Condessa de Edla cantou na época.


Num programa televisivo foi abordada a reconstrução do chalet:



24 de julho de 2011

24 de Julho de 1833 - Lisboa tomada pelos liberais


Estátua do Duque da Terceira na praça do mesmo nome
 (mais conhecida por Cais do Sodré),
próximo do local onde os liberais desembarcaram.
Após a vitória liberal na batalha da Cova da Piedade, já não havia qualquer obstáculo à entrada na cidade de Lisboa das tropas comandadas pelo Duque da Terceira. O Duque de Cadaval, comandante absolutista, ordenou a evacuação da cidade, sem dar combate. A confiança dos chefes miguelistas nas tropas da guarnição da capital não era grande...
Os liberais entraram e tomaram Lisboa no dia 24 de Julho de 1833.
A perda de Lisboa desmoralizou os absolutistas e obrigou à alteração dos seus planos. Até à derrota final e à assinatura da Convenção de Évora-Monte, reconhecimento dessa derrota.

23 de julho de 2011

Batalha da Cova da Piedade - uma batalha ao pé da porta

A 23 de Julho de 1833, em plena Guerra Civil entre liberais e absolutistas, as tropas liberais comandadas pelo Duque da Terceira derrotaram as tropas absolutistas na batalha da Cova da Piedade.
Mapa com os movimentos das forças liberais
Os liberais tencionavam avançar para Lisboa, depois de uma campanha vitoriosa iniciada no Algarve e que os trouxera do Sul em direcção à capital.
Os absolutistas, comandados pelo general Teles Jordão, governador do Forte de S. Julião da Barra pretendiam conter o avanço dos liberais. A batalha prolongou-se até à beira rio, em Cacilhas, onde os liberais procuraram dispor de barcos em que pudessem atravessar o rio Tejo.
O general Teles Jordão, morto na batalha, terá sido enterrado já na praia, com um braço de fora.
Esta vitória foi decisiva para os liberais conseguirem atingir os seus objectivos. No dia seguinte Lisboa seria tomada.
Amanhã cá estaremos.


Caricatura dos dois irmãos - D. Pedro IV (liberal) e D. Miguel (absolutista) - em luta pelo trono

14 de julho de 2011

A tomada da Bastilha

No final do século XVIII, a monarquia francesa passava por uma fase conturbada.
Em meados de Julho de 1789, o boato de que as tropas reais se preparavam para reprimir duramente a população da cidade de Paris fez com que o povo, para se defender, se procurasse armar.
Na fortaleza da Bastilha, que funcionava também como prisão, estaria armazenada a pólvora necessária para as espingardas e canhões de que, entretanto, já se tinha apropriado.
No dia 14 de Julho de 1789, ao fim de algumas horas de combate, a Bastilha foi invadida e tomada pelo povo revoltado de Paris.
A tomada da Bastilha foi um acontecimento marcante na história da Revolução Francesa – tornou-se o acontecimento simbólico que assinala o início dessa revolução.
A data tornou-se feriado nacional em França, a sua Festa Nacional.

Pintura símbolo do espírito revolucionário francês
A Liberdade guiando o povo, da autoria de Eugène Delacroix

A partir da tomada da Bastilha, em França e na Europa, nada ficará como antes.
Considera-se que a Revolução Francesa, proclamando os princípios universais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, deu início a um novo período da História: a Idade Contemporânea.

11 de julho de 2011

Aljube - A Voz das Vítimas

No Aljube – antiga cadeia do Aljube (Lisboa) – está uma exposição intitulada A Voz das Vítimas.
Esta cadeia foi um dos símbolos da ditadura que nos governou de 1926 a 1974.

Já no período do domínio muçulmano ali funcionaria uma prisão, o que se manteve com a conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques.
Só em finais do século XVI, sob o domínio dos Filipes, o edifício então existente passaria a ter outras funções. Com o terramoto de 1755, o edifício sofreu grandes transformações e, após a revolução liberal de 1820, voltou a funcionar como prisão, sendo considerada como uma das que tinha piores condições. Em 1845 tornou-se uma prisão para mulheres.
O edifício teve obras no início da 1.ª República e, a partir de 1928, já em plena ditadura militar, tornou-se uma cadeia para os presos políticos masculinos, que haveria de ser gerida pela polícia política (PVDE, depois PIDE).
A cadeia do Aljube foi encerrada em 1965, na sequência de muitos protestos nacionais e internacionais, e porque a PIDE também considerava que a prisão apresentava problemas de segurança (na perspectiva de quem prendia, claro).
Ainda voltaria a funcionar para presos de delito comum (1969-197...).


Pelo Aljube passaram, entre 1928 e 1965, milhares de presos políticos, sujeitos à repressão do regime ditatorial e da sua polícia política. Aí sofreram as duras condições prisionais por terem a coragem de resistir.

A exposição A Voz das Vítimas é uma homenagem a essas pessoas, recordando o que ali sofreram, para que a memória não se perca e para que tenhamos mais presente o que representam a liberdade e os nossos direitos de cidadãos.
O Aljube fica junto à Sé de Lisboa e a entrada na exposição é gratuita.

E falo agora para os meus ex-alunos: peçam aos vossos pais para fazerem convosco essa visita, aproveitando o período de férias. Podem visitar também a Sé, ali bem perto. Será um óptimo (e educativo) passeio.