H

H
A Adoração dos Pastores - Pintura atribuída a Bento Coelho da Silveira (Lisboa, 1617(?) - 1708), um dos mais conceituados pintores portugueses da sua época. Foi nomeado pintor régio por D. Pedro II, em 1678.

18 de abril de 2013

Cronologia da crise de 1383-1385

                                          CRONOLOGIA  -  CRISE DE 1383 - 1385

(não esquecer que já foi apresentada uma cronologia do reinado de D. Fernando I )

1383
2 de abril - Assinatura do Tratado de Salvaterra com o objetivo de consolidar a paz estabelecida no acordo de Elvas. Como, entretanto, morrera a rainha de Castela (D. Leonor de Aragão), foi combinado o casamento de D. Beatriz com D. João I, rei de Castela.
22 de outubro - Morte de D. Fernando.
D. Leonor Teles assumiu o cargo de regente de Portugal em nome de D. Beatriz e de D. João I de Castela.
D. Leonor Teles mandou aclamar D. Beatriz como rainha de Portugal.
Revoltas populares em Lisboa e noutras localidades contra a regente e contra a aclamação de D. Beatriz como rainha de Portugal. Outras localidades aceitaram a aclamação de D. Beatriz.
6 de dezembro – Um grupo comandado por D. João, Mestre de Avis, com homens da sua confiança, assassinou João Fernandes Andeiro, Conde de Ourém (conhecido por Conde Andeiro), principal conselheiro da rainha D. Leonor. Álvaro Pais, um importante burguês de Lisboa que terá dado a ideia do assassinato, mobilizara a população de Lisboa para “acudir ao Mestre”, cercando o Paço da rainha e certificando-se que o Mestre saía em segurança.
O bispo de Lisboa, acusado de não ter mandado tocar o sino para se acudir ao Mestre, foi assassinado na Sé pelo povo em revolta, juntamente com outros 2 clérigos que estavam com ele.
O povo de Lisboa juntou-se para assaltar a judiaria, mas o Mestre conseguiu evitar que tal acontecesse.
D. Leonor, com fidalgos, oficiais e criados da sua casa, fugiu para Alenquer.
15 de dezembro - O Mestre de Avis foi escolhido, pelo povo de Lisboa, para Regedor e Defensor do Reino.
16 de dezembro - Em reunião na Câmara do Concelho, os “grandes da cidade” também tomaram o Mestre por chefe.
Começou-se a preparar a defesa da cidade de Lisboa perante a ameaça de um ataque castelhano.
Os partidários de D. Leonor Teles/D. Beatriz fugiam para Castela.
D. Nuno Álvares Pereira aderiu à causa do Mestre.
D. Leonor, parte de Alenquer para Santarém, de onde escreveu a D. João I de Castela pedindo-lhe ajuda.
Partiram para Inglaterra dois enviados com o objetivo de pedirem o auxílio do rei de Inglaterra à causa do Mestre de Avis.
D. João I de Castela invadiu Portugal, sendo recebido na cidade da Guarda.
30 de dezembro - O castelo de Lisboa, até então não controlado por partidários de D. João de Castela, entregou-se ao Mestre depois de negociações.
Finais de 1383
Início de 1384
A população de Lisboa colaborou em peso nos preparativos da defesa da cidade. Em contrapartida, o Mestre de Avis concederia mais direitos aos seus moradores. 
D. João foi arranjando os capitais necessários para fazer o reforço defensivo, conseguir armas, homens e mantimentos. Os judeus fizeram um empréstimo especial.
1384
12 de janeiro - o rei de Castela, depois de ter passado por várias cidades, como Coimbra, chegou a Santarém, onde se encontrava D. Leonor Teles.
13 de janeiro - D. Leonor Teles renunciou à regência do reino em favor de D. João I de Castela e de sua filha, D. Beatriz; seria feita prisioneira e enviada para Castela.
Muitos nobres foram manifestar o seu apoio ao rei de Castela.
fevereiro - Cerca de 1000 homens do exército castelhano iniciaram as operações de cerco a Lisboa; viriam a recuar no terreno.
março - o rei de Castela veio com mais soldados preparar o cerco de Lisboa.
Sabendo que soldados castelhanos se preparavam para atacar campos e vilas no Alentejo, o Mestre nomeou D. Nuno Álvares Pereira fronteiro de Entre Tejo e Guadiana.
6 de abril - batalha de Atoleiros (Alentejo), com vitória das forças portuguesas comandadas por D. Nuno Álvares Pereira.
26 a 29 de maio - Chegou ao Tejo uma armada castelhana.
30 de maio - o rei de Castela, à frente de alguns milhares de soldados, deu início ao cerco de Lisboa.
Enquanto Lisboa esteve cercada, ocorreram confrontos entre partidários do rei de Castela e do Mestre de Avis em muitos locais do país.
A população de Lisboa passava fome.
No acampamento dos castelhanos começaram a morrer soldados com peste.
3 de setembro - Estando D. Beatriz também em perigo com a peste, o rei de Castela decidiu levantar o cerco (o rei partiria para Castela a 14 de outubro; a armada só estaria de retirada no final de outubro).
A população de Lisboa agradeceu a Deus o milagre de libertar a cidade do cerco castelhano e organizou-se uma procissão desde a Sé até ao Mosteiro da Trindade.
Foi decidido reunir cortes em Coimbra com representantes da nobreza, clero e povo (“os concelhos que por Portugal mantinham voz”).
Finais de 1384
Início de 1385
Continuou a haver pelo reino muitos combates entre partidários do rei de Castela e do Mestre de Avis, com atos de heroísmo e de traição.
1385
abril - Cortes de Coimbra
6 de abril - D. João, Mestre de Avis foi escolhido para rei nas Cortes – D. João I.
D. Nuno Álvares Pereira foi elevado à função de Condestável ("chefe" do exército).
Continuou a haver pelo reino muitos combates entre partidários do rei de Castela e do Mestre de Avis.
29 de maio – Forças portuguesas derrotaram o exército castelhano na batalha de Trancoso.
D. João I de Castela invadiu Portugal.
14 de agosto – Batalha de Aljubarrota, onde o exército de D. João I de Portugal venceu D. João I de Castela.
D. João I de Portugal e os seus partidários ocuparam um grande número de localidades até aí partidários de D. João I Castela.
outubro - D. Nuno Álvares Pereira venceu os castelhanos na batalha de Valverde.
A guerra com Castela continuaria...


Sem comentários:

Enviar um comentário