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150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867-2017)

30 de março de 2011

Voltando a Herculano e a Sophia de Mello Breyner

Para concluir...
De Herculano, o vimos lutar pelo regime liberal e intervir na sociedade da época, escrevendo, como deputado nas Cortes, Presidente de Câmara.

De Sophia, sabemos dos seus antepassados (Pedro e Tomás) a lutar pelo liberalismo. O filho de Pedro (António de Mello Breyner) também estava no exército de D. Pedro IV e foi gravemente ferido no Cerco do Porto.
E a poeta, durante o Estado Novo (1933-1974), também lutou pela liberdade em Portugal e teve intervenção social e política (assinando documentos de crítica ao regime, escrevendo, participando em encontros ou nas acções possíveis).
No seu "Livro Sexto" Salazar é retratado como um "velho abutre" cujos discursos "têm o dom de tornar as almas mais pequenas".
Ainda antes do 25 de Abril, participou na campanha da CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática - formação eleitoral que disputou as eleições de 1969 contra o partido do regime) e integrou a Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Nessa campanha proferiu um discurso em que afirmou «Aos pobres de Portugal é costume dizer: “Tenham paciência”. Mas na verdade devemos dizer: “Não tenham paciência”. Devemos pedir ao povo português que procure o caminho de uma “impaciência pacífica”, que se exprima e combata sem violência mas com teimosia e firmeza.» O seu marido, o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares, chegou a estar preso por motivos políticos.

Após o 25 de Abril de 1974 - "o dia inicial inteiro e limpo", como escreveu - foi deputada pelo Partido Socialista à Assembleia Constituinte (1975-1976). Depois dedicou-se mais à escrita, embora sempre atenta ao que se passava à sua volta e sempre crítica em relação ao que considerava injusto na sociedade.
Como escreveu: "Corajoso é combater o que está à nossa frente e no poder, e só o que é corajoso é divertido."

A Poesia está na rua  -  frase de Sophia de Mello Breyner a propósito do 25 de Abril de 1974.
Frase-inspiração para a pintora Vieira da Silva, amiga de Sophia.

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