A Ponte sobre o Tejo em fase de construção.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts.
Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
15 de setembro de 2016
Bom ano letivo
Desejamos um feliz ano letivo a todos os alunos com quem iremos trabalhar este ano, aos nossos ex-alunos e àqueles que (mesmo sendo anónimos) passem por aqui.
Esperamos que o blogue vos possa ser útil.
24 de agosto de 2016
A revolução liberal - 24 de agosto de 1820
Em 1818, na cidade do Porto, o juiz Manuel Fernandes Tomás fundou uma sociedade secreta chamada Sinédrio com o objetivo de preparar uma revolução que instalasse uma monarquia constitucional em Portugal.
O Sinédrio conseguiu a adesão de chefes militares portuenses ao seu projeto revolucionário.
Na madrugada de 24 de agosto de 1820 iniciou-se a revolução, com uma concentração de tropas no campo de Santo Ovídio, junto ao quartel.
Foi disparada uma salva de artilharia, a anunciar publicamente o levantamento militar. Às oito horas da manhã, os revolucionários reuniram-se na Câmara Municipal do Porto e aí constituíram a Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, redigindo um “Manifesto aos Portugueses”, no qual davam a conhecer os objetivos do movimento. As suas principais reivindicações eram a convocação de Cortes para a redação de uma Constituição e o imediato retorno da família real do Brasil, para onde tinham fugido das invasões francesas.
O movimento teve um apoio generalizado e a regência britânica, em Lisboa, foi deposta, vindo a ser constituído um governo provisório.
O Sinédrio conseguiu a adesão de chefes militares portuenses ao seu projeto revolucionário.
Na madrugada de 24 de agosto de 1820 iniciou-se a revolução, com uma concentração de tropas no campo de Santo Ovídio, junto ao quartel.
Foi disparada uma salva de artilharia, a anunciar publicamente o levantamento militar. Às oito horas da manhã, os revolucionários reuniram-se na Câmara Municipal do Porto e aí constituíram a Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, redigindo um “Manifesto aos Portugueses”, no qual davam a conhecer os objetivos do movimento. As suas principais reivindicações eram a convocação de Cortes para a redação de uma Constituição e o imediato retorno da família real do Brasil, para onde tinham fugido das invasões francesas.
O movimento teve um apoio generalizado e a regência britânica, em Lisboa, foi deposta, vindo a ser constituído um governo provisório.
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| Cerimónia comemorativa do levantamento militar de 24 de agosto de 1820. Ao fundo, o quartel de onde saíram as tropas que iniciaram a revolução liberal, na cidade do Porto (fotografia de cerca de 1900) |
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| Fachada do mesmo quartel, na atualidade. O Campo de Santo Ovídio transformou-se na atual Praça da República |
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| Praça da República (Porto) |
14 de agosto de 2016
Batalha de Aljubarrota
14 de agosto de 1385 - Batalha de Aljubarrota
Em abril de 1385, D. João, Mestre de Avis fora escolhido para rei de Portugal nas Cortes de Coimbra.
D. João I de Castela, para conseguir o objetivo de ser rei de Portugal, invadiu novamente Portugal com um numeroso exército de 40.000 homens.
Para Portugal, a vitória em Aljubarrota significou a sua independência face ao poderoso vizinho.
O exército português, constituído por 7.000 homens de armas, aproximadamente, posicionou-se no terreno escolhido e preparado pelo condestável, D. Nuno Álvares Pereira - o planalto de S. Jorge.
A estratégia usada - o novo sistema táctico inventado pelos ingleses (aliados dos portugueses) - levou à vitória sobre o exército castelhano e dos seus aliados franceses.
As baixas castelhanas foram muito maiores, de tal forma que Castela permaneceu de luto por um período de dois anos.
Para Portugal, a vitória em Aljubarrota significou a sua independência face ao poderoso vizinho.
6 de agosto de 2016
Ponte 25 de abril foi inaugurada há 50 anos
Comemoram-se, hoje, 50 anos da inauguração da ponte sobre o Tejo.
O primeiro projeto de construção de uma ponte entre Lisboa e a margem sul surgiu em 1876, e dizia respeito a uma ponte ferroviária, que previa a ligação da capital ao Montijo.
Em 1959 foi aberto um concurso público internacional para apresentação de projetos. Venceu a proposta da empresa norte-americana United States Steel Export Company.
A construção da ponte que liga Lisboa e Almada começou a 5 de novembro de 1962 para ficar concluída no início de agosto de 1966.
O primeiro projeto de construção de uma ponte entre Lisboa e a margem sul surgiu em 1876, e dizia respeito a uma ponte ferroviária, que previa a ligação da capital ao Montijo.
A partir dessa data houve muitos outros projetos, mas só em 1953 foi criada uma comissão "com o objetivo de estudar e apresentar soluções para a construção de uma ponte entre Lisboa e a margem sul do Tejo".
Já havia, então, conhecimento técnico para a construção de uma ponte suspensa (ponte sustentada por cabos, portanto, com maior distância entre os pilares para não perturbar o movimento dos barcos no rio).
Por outro lado, a população da margem sul estava a aumentar, os transportes rodoviários desenvolviam-se e era cada vez mais necessária uma ligação fácil e rápida do sul do país a Lisboa.
Em 1959 foi aberto um concurso público internacional para apresentação de projetos. Venceu a proposta da empresa norte-americana United States Steel Export Company.
A construção da ponte que liga Lisboa e Almada começou a 5 de novembro de 1962 para ficar concluída no início de agosto de 1966.
Ponte Salazar foi o nome dado, em homenagem ao chefe do Governo que tinha decidido a sua construção.
Depois do golpe militar de 25 de abril de 1974, que pôs fim ao regime ditatorial do Estado Novo, o nome da ponte foi alterado para ponte 25 de Abril.
Aqui um vídeo da RTP sobre a inauguração da ponte.
A indicação de 45 anos no título do vídeo deve-se ao facto deste ter sido feito em 2011.
Capa do Diário de Notícias do dia 7 de agosto de 1966
30 de julho de 2016
Iluminação pública - a iluminação a gás em Lisboa
No dia 30 de julho de 1848, foi inaugurado em Lisboa o sistema de iluminação pública a gás.
Foram acesos, no Chiado, 26 candeeiros pertencentes à Companhia Lisbonense d’Iluminação a Gaz.Até 1780, à noite, por falta de iluminação pública, “a cidade dormia nas trevas e os habitantes apenas saíam em grupos, armados e com archotes acesos".
A partir desta data houve esforços para a existência de um sistema de iluminação pública, começando a funcionar um conjunto de 770 lampiões a azeite.
As negociações para a utilização do gás na iluminação pública começaram em 1835.
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| O "homem do gás", que acendia os candeeiros |
A primeira experiência de iluminação elétrica ocorreria em 1878.
Só estamos a falar de Lisboa. O resto do país continuava... às escuras.
Só estamos a falar de Lisboa. O resto do país continuava... às escuras.
23 de julho de 2016
40 anos da Constituição de 1976 - Programa da Rádio Gama
Programa feito com os alunos do Clube de Jornalismo da Escola Paulo da Gama.
O I Governo Constitucional tomou posse há 40 anos
Há 40 anos tomava posse o primeiro Governo Constitucional após o 25 de abril de 1974.
A aprovação da Constituição foi em 2 de abril de 1976.
No dia 25 do mesmo mês, dois anos depois da revolução dos cravos, houve as primeiras eleições para a Assembleia da República.
O PS (Partido Socialista), com 35% dos votos e 107 deputados eleitos, venceu as eleições, embora sem maioria absoluta.
Como consequência desse resultado, foi formado um Governo mono-partidário (isto é, com base num só partido - o PS).
No dia 23 de Julho de 1976 aconteceu a tomada de posse desse Governo, onde Mário Soares, o líder do PS, desempenhou o cargo de 1.º Ministro.
O Governo só durou até ao dia 23 de janeiro de 1978.
A aprovação da Constituição foi em 2 de abril de 1976.
No dia 25 do mesmo mês, dois anos depois da revolução dos cravos, houve as primeiras eleições para a Assembleia da República.
O PS (Partido Socialista), com 35% dos votos e 107 deputados eleitos, venceu as eleições, embora sem maioria absoluta.
Como consequência desse resultado, foi formado um Governo mono-partidário (isto é, com base num só partido - o PS).
No dia 23 de Julho de 1976 aconteceu a tomada de posse desse Governo, onde Mário Soares, o líder do PS, desempenhou o cargo de 1.º Ministro.
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| Tomada de posse do I Governo Constitucional (23 de julho de 1976) |
O Governo só durou até ao dia 23 de janeiro de 1978.
31 de maio de 2016
30 de maio de 2016
25 de abril de 1974 - Os acontecimentos (02)
Do filme realizado pela SIC, A Hora da Liberdade (1999).
25 de abril de 1974 - Os acontecimentos (01)
Do filme realizado pela SIC, A Hora da Liberdade (1999).
25 de abril de 1974 - Abertura do Telejornal
Abertura do Telejornal (RTP) do dia 25 de abril de 1974.
Razões que levaram ao 25 de abril de 1974
Os motivos que conduziram ao 25 de abril de 1974.
Excerto de um documentário passado na televisão sobre Portugal 1974-1975.
Excerto de um documentário passado na televisão sobre Portugal 1974-1975.
A Guerra Colonial
A Guerra Colonial
Excerto de um documentário passado na televisão sobre Portugal 1974-1975.
Excerto de um documentário passado na televisão sobre Portugal 1974-1975.
28 de maio de 2016
28 de maio - 90 anos
A revista Visão História deste mês assinala o 90.º aniversário do golpe militar de 28 de maio de 1926. É o início de um período de 48 anos de ditadura.
Com a ditadura militar surgiria a figura de António Oliveira Salazar (na capa, entre militares).
Com a ditadura militar surgiria a figura de António Oliveira Salazar (na capa, entre militares).
27 de maio de 2016
5.º C - Ficha de Avaliação
O 5.º C encontra aqui os objetivos da próxima ficha de avaliação.
Recordo que irão interpretar /ou utilizar informações contidas:
- em documentos escritos - excertos das crónicas de Fernão Lopes;
- numa cronologia como esta;
- numa árvore genealógica semelhante a esta.
Bom estudo.
Recordo que irão interpretar /ou utilizar informações contidas:
- em documentos escritos - excertos das crónicas de Fernão Lopes;
- numa cronologia como esta;
- numa árvore genealógica semelhante a esta.
Bom estudo.
22 de maio de 2016
Ficha de Trabalho para o 5.º C
Atenção aos alunos do 5.º C que ainda não entregaram a ficha.
Não esquecer!
Ficha de trabalho a realizar até 4.ª feira.
Não esquecer!
Ficha de trabalho a realizar até 4.ª feira.
15 de maio de 2016
7 de maio de 2016
Ficha de Avaliação - Turmas do 6.º ano
Um pouco mais tarde do que o previsto, podem encontrar aqui os conteúdos e objetivos da ficha de avaliação.
Qualquer dúvida pode ser remetida por mail: carloscarrasco9@gmail.com
Bom estudo.
Qualquer dúvida pode ser remetida por mail: carloscarrasco9@gmail.com
Bom estudo.
25 de abril de 2016
Turmas do 6.º ano - Manual - 1.ª República
Páginas do manual (nova edição) sobre a 1.ª República:
Manual pág. 94
Manual pág. 95
Manual pág. 96
Manual pág. 97
Manual pág. 98
Manual pág. 99
Manual pág. 100
Manual pág. 101
Manual pág. 102
Manual pág. 103
Manual pág. 94
Manual pág. 95
Manual pág. 96
Manual pág. 97
Manual pág. 98
Manual pág. 99
Manual pág. 100
Manual pág. 101
Manual pág. 102
Manual pág. 103
25 de abril de 1974 - Onde tudo podia ter corrido mal
No frente a frente de militares do Movimento dos Capitães e de militares que faziam a defesa do regime ditatorial.
(A publicidade é irritante, mas... são os custos!)
(A publicidade é irritante, mas... são os custos!)
21 de abril de 2016
Guia de Estudo n.º 10
Guia de Estudo n.º 10 na nova edição do Caderno das Perguntas.
Guia de Estudo n.º 10 - pág. 1
Guia de Estudo n.º 10 - pág. 2
Guia de Estudo n.º 10 - pág. 1
Guia de Estudo n.º 10 - pág. 2
17 de abril de 2016
13 de abril de 2016
12 de abril de 2016
3 de abril de 2016
Guia de Estudo n.º 9 (nova edição)
Para realização dos trabalhos necessários, podem encontrar aqui os exercícios do Guia de Estudo n.º 9.
Guia de Estudo n.º 9 - pág. 1
Guia de Estudo n.º 9 - pág. 2
Guia de Estudo n.º 9 - pág. 1
Guia de Estudo n.º 9 - pág. 2
Está aí o 3.º período!
Amanhã é o início do 3.º período.
Vamos entrar na fase decisiva do ano letivo.
Há os alunos que já apresentaram bons resultados e há aqueles que ainda não fizeram tudo o que podiam para melhorar as aprendizagens.
São esses os que têm de se esforçar mais nos dois meses que restam do ano escolar.
Não há mais tempo.
Mãos ao trabalho!
Um bom final de ano letivo para todos.
Vamos entrar na fase decisiva do ano letivo.
Há os alunos que já apresentaram bons resultados e há aqueles que ainda não fizeram tudo o que podiam para melhorar as aprendizagens.
São esses os que têm de se esforçar mais nos dois meses que restam do ano escolar.
Não há mais tempo.
Mãos ao trabalho!
Um bom final de ano letivo para todos.
2 de abril de 2016
Constituição de 1976 - 40 anos
A 2 de abril de 1976 foi aprovada a Constituição da República Portuguesa que ainda hoje nos rege - a Constituição de 1976, lei fundamental do país.
A Constituição organiza o poder político: define quais são os órgãos de soberania – no caso de Portugal, o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais – quais são as suas competências (dividindo e organizando os poderes) e como são eleitos ou designados.
A Constituição também garante um largo conjunto de liberdades dos cidadãos, como a liberdade religiosa, de associação, de expressão, de informação, e direitos fundamentais, como o direito à segurança social, à saúde e à educação.
A Constituição da República Portuguesa foi elaborada e aprovada por uma Assembleia Constituinte composta por 250 deputados eleitos em resultado das primeiras eleições livres e democráticas, realizadas em 25 de Abril de 1975 (um ano depois da revolução dos cravos).
Os deputados representando diferentes partidos políticos, mesmo tendo perspetivas muito variadas quanto ao funcionamento da sociedade, conseguiram trabalhar em conjunto e contribuir para a redação de um conjunto grande de artigos que constituem uma orientação do que deve ser o desenvolvimento democrático do país.
A Constituição organiza o poder político: define quais são os órgãos de soberania – no caso de Portugal, o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais – quais são as suas competências (dividindo e organizando os poderes) e como são eleitos ou designados.
A Constituição também garante um largo conjunto de liberdades dos cidadãos, como a liberdade religiosa, de associação, de expressão, de informação, e direitos fundamentais, como o direito à segurança social, à saúde e à educação.
A Constituição da República Portuguesa foi elaborada e aprovada por uma Assembleia Constituinte composta por 250 deputados eleitos em resultado das primeiras eleições livres e democráticas, realizadas em 25 de Abril de 1975 (um ano depois da revolução dos cravos).
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| Sessão inaugural da Assembleia Constituinte, a 3 de junho de 1975 |
Os deputados representando diferentes partidos políticos, mesmo tendo perspetivas muito variadas quanto ao funcionamento da sociedade, conseguiram trabalhar em conjunto e contribuir para a redação de um conjunto grande de artigos que constituem uma orientação do que deve ser o desenvolvimento democrático do país.
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| Deputados em comissão de trabalho |
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| Assembleia Constituinte - sessão final, a aprovação da Constituição - 2 de abril de 1976 |
São esses 40 anos do documento que orienta a nossa vida democrática que aqui se assinalam.
Podes encontrar aqui um vídeo editado pelo jornal Expresso, no qual é abordado o novo tempo que a Constituição democrática inaugurou após a revolução do 25 de abril de 1974.
8 de março de 2016
Guia de Estudo n.º 8 (da nova edição)
O Guia de Estudo n.º 8 na nova edição do Caderno das Perguntas é completamente diferente do anterior.
Por esse motivo, divulgo aqui a nova versão desse Guia de Estudo, centrado nas questões relacionadas com o aumento da população e o êxodo rural.
- Guia de Estudo n.º 8 - pág. 1
- Guia de Estudo n.º 8 - pág. 2
Para poder servir de estudo, porque não houve tempo para fazer tudo nas aulas...
Correção aqui
Por esse motivo, divulgo aqui a nova versão desse Guia de Estudo, centrado nas questões relacionadas com o aumento da população e o êxodo rural.
- Guia de Estudo n.º 8 - pág. 1
- Guia de Estudo n.º 8 - pág. 2
Para poder servir de estudo, porque não houve tempo para fazer tudo nas aulas...
Correção aqui
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