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A imagem faz parte de um livro publicado no ano de 1647, por J. Blaeu (um importante cartógrafo holandês), em que está desenhado um conjunto de mapas do nordeste brasileiro, então ocupado pelos holandeses, decorados com cenas da vida quotidiana. A cena que apresentamos representa uma fazenda brasileira produtora de açúcar, na zona de Pernambuco.

30 de julho de 2016

Iluminação pública - a iluminação a gás em Lisboa

No dia 30 de julho de 1848, foi inaugurado em Lisboa o sistema de iluminação pública a gás.
Foram acesos, no Chiado, 26 candeeiros pertencentes à Companhia Lisbonense d’Iluminação a Gaz.

Até 1780, à noite, por falta de iluminação pública, “a cidade dormia nas trevas e os habitantes apenas saíam em grupos, armados e com archotes acesos".
A partir desta data houve esforços para a existência de um sistema de iluminação pública, começando a funcionar um conjunto de 770 lampiões a azeite.
As negociações para a utilização do gás na iluminação pública começaram em 1835.


O "homem do gás", que acendia os candeeiros

A primeira experiência de iluminação elétrica ocorreria em 1878.
Só estamos a falar de Lisboa. O resto do país continuava... às escuras.


3 comentários:


  1. também existe esta informação:
    "Na capital lusa, existiam duas centrais que forneciam electricidade à cidade: a Central da Avenida (1889) e a Central da Boavista (1903)
    bom domingo!

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  2. A iluminação a gás foi substituindo a iluminação a azeite, como depois a iluminação elétrica foi substituindo a de gás.
    Há histórias interessantes à volta dessa lenta (mas cada vez mais rápida) evolução. Depois temos comentários que nos fazem descobrir mais...
    A "Central da Avenida" pertencia à Companhia Gás de Lisboa (empresa de capitais belgas, formada em 1887); a sua localização remete para a Av. da Liberdade, mas não faço ideia em que ponto. Da Central da Boavista, na atual Av. 24 de Julho, encontram-se algumas imagens com facilidade.
    Obrigado. Uma boa semana

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  3. P.S. - A Estação Elétrica da Avenida situava-se "nuns terrenos ao cimo da Avenida da Liberdade, numa situação paralela à Rua de Santa Marta" (Alfredo Mesquita, "Lisboa"). Terá sido desativada quando da construção da Central da Boavista.

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