25 de Abril de 1974 - Salgueiro Maia (à esquerda) e Maia Loureiro (de dedos em V) acabam de assegurar a adesão do Regimento de Cavalaria 7 à Revolução, ultrapassando o confronto que esteve eminente na Av. Ribeira das Naus. Fotógrafo: Eduardo Gageiro
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

5 de janeiro de 2018

Janeiro - Jano

O nome do mês de Janeiro tem origem no nome de um dos deuses antigos de Roma, Jano - um "porteiro celestial", deus dos portões, dos começos e dos fins.

Jano era representado com duas faces (uma de jovem e outra de idoso), viradas para direções opostas, o que está relacionado com o seu mito.

Jano estabeleceu-se no Lácio e fundou a cidade de Janícula. Quando foi destronado, o deus Saturno exilou-se no Lácio e foi bem acolhido por Jano. Como agradecimento, Saturno deu a Jano o poder de ver o passado e o futuro ao mesmo tempo.

Por esse motivo, as duas faces. Elas representam, exatamente, o passado e o futuro, o começo e o fim. 
Jano regia tudo o que se abria e tudo o que regressava ou se fechava.
Pela dupla função, recebeu dos romanos dois epítetos: Jano Patulcius ("aquele que abre") e Jano Clusius ("aquele que cerra").

Lembrei Jano, porque entrámos em Janeiro e porque passado e futuro se ligam na História e no trabalho de professor de História. 

Como escreveu a historiadora Irene Pimentel, «Explorar o passado ajuda a perceber de onde se vem e para onde se vai e a detectar os vários caminhos possíveis do futuro.»
Como gostaria que os alunos conseguissem ir detetando caminhos...



2 comentários:

  1. gostei da história que não conhecia e da frase que se deve explorar o passado ! a geração atual tem problemas com isso :)
    bom ano para si
    Angela

    ResponderEliminar