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Painel da autoria de Almada Negreiros. Decora aquele que era o espaço da entrada do edifício-sede do Diário de Notícias, na Av. da Liberdade (Lisboa). A foto não conseguiu abranger todo o painel: faltam pormenores nas zonas laterais.

14 de janeiro de 2018

O avanço nas ciências e as reformas do Marquês de Pombal no ensino

A chamada revolução científica do século XVII caracterizou-se pelo interesse humano voltado para a técnica e para a ciência experimental, procurando um conhecimento que tivesse um desdobramento prático para a sociedade e para a vida do Homem. 
Passou a haver uma nova forma de fazer ciências, mais "verdadeira".

Laboratório

No século XVIII, que marcou o nascimento da química moderna, verificou-se a criação de laboratórios químicos e de outros locais - gabinetes e museus de história natural - destinados à investigação da natureza.

Gabinete de Física da Universidade de Coimbra (fotografado em 1899?)

Esta criação esteve relacionada com o processo de valorização do conhecimento da natureza. voltado para fins utilitários. O ensino começava a ser uma preocupação do Estado e a deixar de ser um monopólio da Igreja – é a chamada laicização (ou secularização) do ensino.

Universidade de Coimbra - Primeiro laboratório (fotografado em 1899)

Em Portugal, essa visão do ensino e o interesse pelo conhecimento científico da natureza recebeu maior atenção com as reformas do ensino feitas no governo de Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal).

Entre outros empreendimentos oficiais, o Museu de História Natural e o Gabinete de Física foram instalados no Palácio Real da Ajuda, próximo do Jardim Botânico da Ajuda, fundado em 1768. Destinavam-se, prioritariamente, à educação dos príncipes.

Jardim Botânico da Ajuda, projectado por Domingos Vandelli,
um botânico italiano, contratado pelo rei D. José.
Vandelli foi diretor do Real Jardim Botânico da Ajuda,
do Laboratório Químico e do Museu de História Natural.

Em 1772, após a reforma do ensino, foi criada uma aula de química na Universidade de Coimbra e também foi fundado o Jardim Botânico da mesma universidade.





Laboratório químico da Universidade de Coimbra,
agora integrado no Museu da Ciência desta universidade

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (desenho de folheto)

Já no reinado de D. Maria I, em 24 de dezembro de 1779, foi instituída a Academia Real de Ciências, espaço de investigação e divulgação do saber científico.

A Academia real de Ciências passou, posteriormente,
a ser designada Academia das Ciências de Lisboa

Ainda no reinado daquela rainha (1801), surgiu o Laboratório Real de Química na Casa da Moeda de Lisboa, como secção da Universidade de Coimbra, para onde foi transferido mais tarde (1804).


Laboratório de Química da Escola Politécnica (Lisboa), já do século XIX
Em Portugal, temos o extraordinário privilégio de possuir três laboratórios químicos históricos, de três séculos diferentes, ligados a três universidades: o da Universidade de Coimbra (séc. XVIII), o da Escola Politécnica, na Universidade de Lisboa (séc. XIX) e o Laboratório Químico Ferreira da Silva, na Universidade do Porto (início século XX), que está por recuperar.


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