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A imagem faz parte de um livro publicado no ano de 1647, por J. Blaeu (um importante cartógrafo holandês), em que está desenhado um conjunto de mapas do nordeste brasileiro, então ocupado pelos holandeses, decorados com cenas da vida quotidiana. A cena que apresentamos representa uma fazenda brasileira produtora de açúcar, na zona de Pernambuco.

24 de janeiro de 2015

A chegada da família real ao Brasil

A Beatriz R. lembrou na aula de ontem que a 24 de janeiro se comemoram 207 anos da chegada da família real ao Brasil.
A Corte fugia das invasões francesas.
Portugal ficava entregue ao seu destino, e o próprio governo de regência deixado pelo príncipe D. João até foi receber os invasores.

Após dois meses de atribulada viagem, os primeiros barcos avistaram S. Salvador da Baía a 22 de Janeiro.
O desembarque foi já a 24 de Janeiro.

«A família real e a elite da metrópole (...) tinham caído dos céus. E confundindo todas as expectativas, chegavam numa armada em muito pior estado do que alguns dos mais degradados navios mercantes que aportavam neste cais normalmente movimentado. Mais espantoso ainda, faziam-se pedidos de roupas de senhora para bordo, no sentido de socorrer passageiras vestidas com os trapos que restavam dos trajes que usavam à partida de Lisboa (...)»
Patrick Wilcken, Império à deriva

As senhoras, a começar pela própria D. Carlota Joaquina, desembarcaram com estranhos turbantes na cabeça, para disfarçar as cabeças rapadas durante a viagem... por causa de um furioso ataque de piolhos que obrigou a que as cabeleiras fossem deitadas ao mar.

Pintura de Cândido Portinari (1952)
A chegada de D. João VI a S. Salvador


2 comentários:

  1. também há filmagens que mostram o grande pânico que aconteceu em Lisboa, sem que fosse possível as pessoas levaram suas roupas, bens e alimentos:

    https://www.youtube.com/watch?v=pO90mZpO05k

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  2. Agradeço a sugestão. Os brasileiros, felizmente, fazem muitos filmes, documentários, animações sobre a ida da Corte para para o Brasil. Tratam da sua História.
    O livro de Patrick Wilcken, "Império à deriva", com o que me parecem que são alguns exageros, é muito interessante e bem disposto.
    Quanto à "bagunça" da partida, transcrevi uma passagem do livro em http://histgeo6.blogspot.pt/2010/12/fuga-da-familia-real-4.html

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