25 de Abril de 1974 - Salgueiro Maia (à esquerda) e Maia Loureiro (de dedos em V) acabam de assegurar a adesão do Regimento de Cavalaria 7 à Revolução, ultrapassando o confronto que esteve eminente na Av. Ribeira das Naus. Fotógrafo: Eduardo Gageiro
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

29 de setembro de 2013

D. Sebastião e a espada de D. Afonso Henriques

D. Sebastião, na expedição que conduziria a Alcácer Quibir, quis levar consigo a espada de D. Afonso Henriques.
Fez o pedido ao prior do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em cuja igreja está sepultado o primeiro rei de Portugal. O pedido real foi concedido.
Acontece que no desembarque, em Marrocos, a espada ficou, por esquecimento, no navio que levou D. Sebastião. O rei não a teve, portanto, na batalha.
Por esse motivo, a espada pôde regressar a Portugal. Encontra-se no Museu Militar do Porto.

A chamada "Espada de D. Afonso Henriques"

Especialistas põem em causa que essa espada tenha sido, de facto, de D. Afonso Henriques, antes indicando que a chamada "Espada de D. Afonso Henriques" seja já do século XV (talvez tenha pertencido a D. Afonso V).


3 comentários:

  1. Parece-me muito estranho que alguém, como D. Sebastião, que fez tanta questão de levar a espada consigo, a tenha esquecido no navio. Não faz sentido nenhum. Na minha modesta opinião, a espada desapareceu na batalha juntamente com o destemido rei que condenou 17 000 homens por teimosia e vaidade.

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    1. Na sua modesta opinião, partilhada por gente muito douta (e ignorante) até por historiadores, ignora que após 430 anos a espada de d. Afonso Henriques não estaria em condições de uso, além de que sendo uma relíquia nunca quereria o rei usá-la em combate. Seria apenas um talismã. Teria o rei outras armas mais modernas e de metalurgia muito superior. Aliás é muito provável que a espada em questão seja meramente cerimonial, feita para acompanhar o rei no seu túmulo. Não tem tamanho nem forma para ser usada em combate. D. Afonso Henriques usaria um montante bem maior e mais pesado. Era muito raro alguém ser enterrado com as suas armas de guerra. Para esses fins havia armas de cerimónia.

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    2. Obrigado pelo seu comentário, o qual acrescenta informação pertinente.

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