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A imagem faz parte de um livro publicado no ano de 1647, por J. Blaeu (um importante cartógrafo holandês), em que está desenhado um conjunto de mapas do nordeste brasileiro, então ocupado pelos holandeses, decorados com cenas da vida quotidiana. A cena que apresentamos representa uma fazenda brasileira produtora de açúcar, na zona de Pernambuco.

13 de fevereiro de 2015

Duque de Saldanha

Personagem polémica do liberalismo português - mudou várias vezes de posição, dizem as más línguas que "mudava de acordo com os seus interesses e as suas vaidades" - liderou a revolta que, em 1851, iria dar início a um período de maior tranquilidade política e de maior desenvolvimento do país.
Esse período é conhecido pelo nome de Regeneração.
Falámos disso hoje, no final das aulas do 6.º C e do 6.º D.

Mas lembro, agora, o Duque de Saldanha, porque foi no dia 13 de fevereiro de 1909 que a sua estátua foi inaugurada em Lisboa, na praça que tem o seu nome.



Humberto Delgado - 50 anos do seu assassinato

Há 50 anos atrás - 13 de fevereiro de 1965 - foi assassinado o General Humberto Delgado.

Humberto Delgado tinha sido candidato, pela chamada oposição democrática, às eleições presidenciais de 1958.
Em resposta à pergunta de um jornalista sobre o destino político de Oliveira Salazar, caso ganhasse essas eleições, afirmou: "Obviamente demito-o".
Foi enorme a adesão popular à sua candidatura, sendo apelidado de "General sem medo".


Oficialmente, Humberto Delgado teve perto de 25% dos votos, perdendo as eleições.
Na realidade, nunca se saberá o verdadeiro resultado, porque foram muitas as fraudes eleitorais.

Posteriormente, foi perseguido pela PIDE. Atraído para uma cilada perto de Badajoz, foi assassinado pela PIDE em território espanhol.


8 de fevereiro de 2015

Fichas de Avaliação do 5.º ano

Os alunos das turmas do 5.º D, 5.º E e 5.º F encontram aqui as informações relativas à próxima ficha de avaliação, entretanto já fornecidas nas aulas.

As dúvidas que vos possam surgir podem ser dirigidas para carloscarrasco9@gmail.com

Bom estudo.


4 de fevereiro de 2015

Linhas de Torres Vedras

Podemos sintetizar dizendo que as Linhas de Torres eram conjuntos de fortes dispostos de forma a constituir linhas, guarnecidos de militares e equipados com canhões, que tinham por objetivo impedir que as tropas francesas (na 3.ª invasão) chegassem a Lisboa.
E cumpriram plenamente o objetivo.



Resumidamente, a sua história é a que se segue:
Depois de falhada a segunda invasão, era lógico que os franceses tentassem uma nova invasão militar.
O comandante-chefe do exército inglês, Duque de Wellington, imaginou uma linha de fortes que se estenderia do rio Tejo ao oceano Atlântico. Acabaram por ser 3 linhas, as quais vieram a ser conhecidas por Linhas de Torres Vedras e que seriam um dos mais importantes e bem sucedidos sistemas de defesa jamais construídos.
De acordo com a estratégia de Wellington, “O grande objetivo em Portugal é a posse de Lisboa e do Tejo (…)”
Ainda havia outro objetivo: assegurar que as tropas inglesas pudessem embarcar em Lisboa… caso a defesa corresse mal.


Mapa das Linhas de Torres

As Linhas de Torres Vedras começaram a ser construídas ainda em 1809, sob a supervisão de engenheiros portugueses e britânicos. Trabalharam na sua construção cerca de 7000 trabalhadores, juntamente com um grande número de militares, no maior segredo e no mais curto espaço de tempo possíveis.
Cada forte estava adaptado ao tipo de terreno e diferenciava-se no tamanho, na forma e no poder de fogo. Fizeram-se ainda outras obras e adaptações nas áreas à volta.


Forte de S. Vicente

Quando o exército francês, comandado por Massena, já se dirigia para Coimbra, travou-se a batalha do Buçaco, vencida pelas tropas comandadas por Wellington (27 de Setembro de 1810). Depois, o exército aliado retirou-se em direção a Lisboa, atraindo a perseguição do exército francês até junto das Linhas de Torres Vedras.


Batalha do Buçaco

Nas linhas existiam 247 canhões entrincheirados e encontravam-se 30.000 defensores, número que aumentou com a chegada dos militares que vinham com Wellington desde o Buçaco (60 mil?). Além disso, a esquadra inglesa permanecia no porto de Lisboa.
Quando os franceses chegaram a essa região de montes a norte de Lisboa, foram impossibilitados de avançar devido ao fogo da artilharia aliada. Depois de alguns confrontos (meados de outubro), Massena fez vários reconhecimentos das Linhas, procurando pontos fracos que permitissem um ataque.
Alguns ataques frustrados revelaram que era muito difícil, se não mesmo impossível, forçar as Linhas sem perder um enorme número de soldados.
O exército francês instalou-se em frente às Linhas durante alguns meses. Atrás das Linhas chegaram reforços vindos de Inglaterra.


Forte de S. Vicente

A 5 de Março de 1811, o exército francês, a sofrer de fome, sem reforços e reduzido a aproximadamente 42.000 soldados, começou a sua retirada para a fronteira espanhola. 


Retirada das tropas de Massena

Podem ver um divertido vídeo que já foi publicado aqui (e de que já não me lembrava).


1 de fevereiro de 2015

A expansão mulçumana




Maomé conseguiu unir, pela conversão ao Islamismo ou pela guerra, as tribos da Arábia.
Depois da sua morte, em 1632, os califas - os líderes políticos e religiosos dos Muçulmanos - iniciaram uma guerra religiosa para construir um imenso império muçulmano.
No espaço de 100 anos, esse império estendeu-se ao Médio Oriente e zonas da Ásia Central, ao Norte de África e à Península Ibérica.


As principais obrigações dos Muçulmanos


Há 5 obrigações principais para os Muçulmanos, também chamadas "os 5 pilares do Islão", são:

- Adorar um único Deus, Alá, de quem Maomé foi mensageiro.

- Rezar cinco vezes por dia, orações que devem ser feitas com os crentes voltados na direção de Meca (da Caaba, o santuário sagrado no centro da mesquita, em Meca).

- Fazer jejum no mês do Ramadão (o 9.º mês do calendário muçulmano), desde o nascer ao pôr do sol.

- Dar esmola, contribuindo para os pobres e causas de beneficência.

- (Tentar) Ir em peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida, no 12.º mês islâmico.

Peregrinos na grande mesquita de Meca, em redor da Caaba


As mesquitas

Mesquita (modelo)
A mesquita é um local de culto para os muçulmanos - o "local de reunião dos fiéis" - que podem fazer as suas orações, no entanto, em qualquer local, voltados em direção a Meca (a principal cidade sagrada para os muçulmanos).

Momento de oração numa mesquita

Tapete de oração

Só se entra descalço e em estado de pureza ritual, pelo que, antes, se devem fazer as abluções (lavagem da cara, das mãos e dos pés) numa sala anexa à mesquita.



As mesquitas, tal como foram os conventos cristãos, também são um centro de ensino e de abrigo aos viajantes.

As mesquitas possuem espaços separados para as mulheres.


O calendário muçulmano (a era muçulmana)

Maomé e Abu Bakr a caminho de Yathrib (medina),
fugindo dos seus perseguidores
A data da chegada de Maomé a Yathrib, em 622 (da era cristã), é a data inicial da era muçulmana.

O calendário muçulmano baseia-se nos ciclos lunares, compondo-se de 12 meses de 29 ou 30 dias. O ano tem 354 ou 355 dias.
A lua, com uma estrela, é o símbolo do Islão.



Maomé e o Islamismo

O Islamismo é a religião que começou com o profeta Maomé, na Arábia do século VII d.C.
É uma religião que acredita num Deus único, Alá.

Maomé depois da primeira revelação de Deus
(610 d.C., no monte Hira)
Maomé começou a divulgação da nova religião na cidade de Meca, na Península Arábica, formando a primeira comunidade islâmica.

Maomé e os seus seguidores em Meca
Como foi mal aceite pelos muitos politeístas que aí viviam e perseguida, essa comunidade mudou-se para Yathrib (uma localidade a Norte de Meca), no ano 622 da era Cristã.
Yathrib passaria a chamar-se Medina, "cidade” (ou Medina al-Nabi, a "Cidade do Profeta").



Meca antiga representada numa pintura
Assim podia ser Yathrib
Cidade de Medina na atualidade
A essa mudança deu-se o nome de Hégira e é considerado o acontecimento fundador do primeiro Estado muçulmano.

Representação da Hégira

Muçulmanos são os seguidores da religião islâmica ou Islamismo.
O seu livro sagrado é o Corão.


Exemplares do Corão