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Planisfério de Cantino (1502) - É o primeiro mapa (que se saiba) que tem representadas as linhas do Equador, dos dois Trópicos e do Círculo Polar Ártico

4 de fevereiro de 2015

Linhas de Torres Vedras

Podemos sintetizar dizendo que as Linhas de Torres eram conjuntos de fortes dispostos de forma a constituir linhas, guarnecidos de militares e equipados com canhões, que tinham por objetivo impedir que as tropas francesas (na 3.ª invasão) chegassem a Lisboa.
E cumpriram plenamente o objetivo.



Resumidamente, a sua história é a que se segue:
Depois de falhada a segunda invasão, era lógico que os franceses tentassem uma nova invasão militar.
O comandante-chefe do exército inglês, Duque de Wellington, imaginou uma linha de fortes que se estenderia do rio Tejo ao oceano Atlântico. Acabaram por ser 3 linhas, as quais vieram a ser conhecidas por Linhas de Torres Vedras e que seriam um dos mais importantes e bem sucedidos sistemas de defesa jamais construídos.
De acordo com a estratégia de Wellington, “O grande objetivo em Portugal é a posse de Lisboa e do Tejo (…)”
Ainda havia outro objetivo: assegurar que as tropas inglesas pudessem embarcar em Lisboa… caso a defesa corresse mal.


Mapa das Linhas de Torres

As Linhas de Torres Vedras começaram a ser construídas ainda em 1809, sob a supervisão de engenheiros portugueses e britânicos. Trabalharam na sua construção cerca de 7000 trabalhadores, juntamente com um grande número de militares, no maior segredo e no mais curto espaço de tempo possíveis.
Cada forte estava adaptado ao tipo de terreno e diferenciava-se no tamanho, na forma e no poder de fogo. Fizeram-se ainda outras obras e adaptações nas áreas à volta.


Forte de S. Vicente

Quando o exército francês, comandado por Massena, já se dirigia para Coimbra, travou-se a batalha do Buçaco, vencida pelas tropas comandadas por Wellington (27 de Setembro de 1810). Depois, o exército aliado retirou-se em direção a Lisboa, atraindo a perseguição do exército francês até junto das Linhas de Torres Vedras.


Batalha do Buçaco

Nas linhas existiam 247 canhões entrincheirados e encontravam-se 30.000 defensores, número que aumentou com a chegada dos militares que vinham com Wellington desde o Buçaco (60 mil?). Além disso, a esquadra inglesa permanecia no porto de Lisboa.
Quando os franceses chegaram a essa região de montes a norte de Lisboa, foram impossibilitados de avançar devido ao fogo da artilharia aliada. Depois de alguns confrontos (meados de outubro), Massena fez vários reconhecimentos das Linhas, procurando pontos fracos que permitissem um ataque.
Alguns ataques frustrados revelaram que era muito difícil, se não mesmo impossível, forçar as Linhas sem perder um enorme número de soldados.
O exército francês instalou-se em frente às Linhas durante alguns meses. Atrás das Linhas chegaram reforços vindos de Inglaterra.


Forte de S. Vicente

A 5 de Março de 1811, o exército francês, a sofrer de fome, sem reforços e reduzido a aproximadamente 42.000 soldados, começou a sua retirada para a fronteira espanhola. 


Retirada das tropas de Massena

Podem ver um divertido vídeo que já foi publicado aqui (e de que já não me lembrava).


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