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26 de outubro de 2014

Domenico Scarlatti

Domenico Scarlatti
Muito provavelmente em novembro de 1719, o músico e compositor Domenico Scarlatti veio para Portugal, para ser mestre de música da princesa Maria Bárbara de Bragança, a filha mais velha de D. João V.
Nascido em Nápoles, a 26 de outubro de 1685, filho do também músico e compositor Alessandro Scarlatti, tinha sido antes nomeado mestre de capela da embaixada de Portugal em Roma (1714).

Sabe-se que voltou a Nápoles, indo depois para Espanha. Em 1773 1733, assumiu o cargo de maestro (?) de música da princesa Maria Bárbara, que se tinha casado com Fernando VI, o herdeiro do trono espanhol.

Domenico Scarlatti, que morreria em 1757, viveu num período em que predominava o chamado estilo barroco.

Sigam esta ligação. 
Experimentem ouvir a música, de influência ibérica, tocada num cravo.
E vão observando os pormenores da pintura, a qual retrata bem o ambiente de corte do século XVIII (tanto faz ser a família real espanhola ou a família real portuguesa - seguia-se a mesma moda). 

Família real espanhola (cerca de 1743)
Para os curiosos que queiram saber onde está D. Maria Bárbara...

... está aqui ao lado do seu marido, o futuro rei D. Fernando VI
(reinou em Espanha de 1746 a 1759)

25 de outubro de 2014

Conquista de Lisboa aos mouros

A 25 de outubro de 1147 (que também foi um sábado), aconteceu a entrada solene dos cristãos na cidade de Lisboa.

O cerco iniciou-se a 1 de julho de 1147. Com a passagem do tempo, as condições foram-se tornando piores para os sitiados.
A intensificação dos ataques às muralhas fez com que os mouros se rendessem, no dia 21 de outubro.
«(...) ao verem a ponte lançada já quase à altura de dois côvados, e que, estando nós prestes a entrar, não pouparíamos a vida aos vencidos, à nossa vista depõem as armas, baixam as mãos, pedindo suplicantemente tréguas, ao menos até ao dia seguinte.»

No dia seguinte é discutido o modo de rendição.
Entre os cristãos houve muitos desacordos. Havia cruzados de várias nações e muitos não queriam que fosse limitado o saque da cidade. D. Afonso Henriques teve dificuldade em impor a sua vontade.
Depois de muitas discussões, a 25 de outubro os cristãos fizeram a sua entrada na cidade...


... e nem tudo correu conforme o que foi acordado.
«Os coloneses e flamengos, vendo na cidade tantos excitativos de cobiça, não observam respeito algum ao juramento e fidelidade; correm aqui e ali; fazem presa; arrombam portas; esquadrinham os interiores de cada casa; afugentam os habitantes afrontando-os com injúrias contra o direito divino e humano; estragam vasos e vestidos; procedem injuriosamente para com as donzelas; igualam o lícito e o ilícito; e às ocultas surripiam tudo o que devia ser dividido por todos.»

Citações retiradas de Conquista de Lisboa aos Mouros (1147) - Narrações pelos cruzados Osberno e Arnulfo, testemunhas presenciais do cerco


24 de outubro de 2014

Visita (virtual) ao Palácio de Versalhes


Falámos no Palácio de Versalhes na aula do 6.º C de hoje.
Até lancei um desafio aos alunos! Mas sobre isso não falo agora.

O palácio foi mandado construir pelo rei Luís XIV, nos arredores de Paris, em meados do século XVII.
Tornou-se residência oficial dos reis de França (até à Revolução Francesa - 1789) e símbolo da monarquia absoluta.
Era o maior e mais luxuoso palácio da época na Europa, contando (se os dados estão certos, porque eu nunca os contei!) 700 quartos, 67 escadas, 1250 lareiras, 352 chaminés e 2153 janelas.
Os jardins e parques ocuparão 700 hectares.

É esse palácio que poderão visitar, parcial e virtualmente, aqui.
Boa viagem!



Turma 6.º C - Poder absoluto / Monarquia absoluta

Por lapso, para verem a apresentação sobre a monarquia absoluta no reinado de D. João V, indiquei que deviam fazer a pesquisa por Poder absoluto. Devem pesquisar por Monarquia absoluta.

Essa apresentação também deverá ser vista pelos alunos do 6.º B e do 6.º D, como disse nas aulas. Mas às vezes fico com a ideia de que a informação entra a 100 e sai a 200, não sei se me entendem!...

Busto de D. João V


21 de outubro de 2014

Ficha de avaliação - Turma 5.º E

Conforme o que trabalhámos na aula de hoje, as questões relacionadas com o clima resumem-se à identificação dos elementos do clima, à localização das zonas climáticas, localização da Península Ibérica/Portugal na zona ________________ e interpretação do mapa dos tipos de clima da Península Ibérica.
Sobre os arquipélagos da Madeira e dos Açores, interessa, fundamentalmente a sua localização geográfica.

Outras questões sobre estes temas e sobre a vegetação ficarão para mais tarde.


20 de outubro de 2014

Ficha de avaliação - turma do 5.º D

Porque alguns alunos da turma ainda não têm o manual e o caderno de atividades e houve os problemas com o projetor, que impediram as apresentações e a realização de exercícios previstos para as duas últimas aulas, reduzo os conteúdos a incluir na ficha de avaliação da próxima 4.ª feira (como informei na aula).

Está aqui a informação atualizada sobre os conteúdos e os objetivos.


18 de outubro de 2014

O Paço da Ribeira (Lisboa pré-1755)

Na turma do 6.º C falei deste filme, mas não o vimos.
Agora vem mesmo a propósito da última aula do 6.º D, quando foi questionado o destino dado às riquezas provenientes do Brasil, sobretudo o ouro, no reinado de D. João V.

O vídeo - primeiro com as legendas em português, depois em inglês - é apresentado como sendo sobre Lisboa antes do terramoto, mas a verdade é que se centra no Paço da Ribeira, a residência real a partir de D. Manuel I.

D. João V mandou fazer um largo conjunto de obras, como se compreende da leitura das legendas.
A música é da época de D. João V, em estilo barroco.




Ficha de Avaliação - Turmas do 5.º ano (D, E e F)

Está para breve a realização da primeira ficha de avaliação de História e Geografia de Portugal das turmas do 5.º ano.

Os alunos do 5.º D, 5.º E e 5.º F podem encontrar aqui os conteúdos e a listagem do que devem saber para esta ficha.
Esta listagem pode orientar o estudo.

Em caso de dúvida ou de alguma dificuldade, poderão contactar por mail através do endereço carloscarrasco9@gmail.com

Bom estudo


6 de outubro de 2014

Os primeiros trabalhos de pesquisa do 6.º C

Na turma do 6.º C, neste momento, estão distribuídos os seguintes trabalhos:

As embarcações da expansão marítima - Iuri e Vítor
Instrumentos de navegação - Bruno
Duarte Pacheco Pereira (biografia) - Diogo
Garcia de Orta (biografia) - Beatriz R. e Mariana
Damião de Góis (biografia) - Daniel
Pedro Nunes (biografia) - Henrique
A passagem do Cabo da Boa Esperança - Jovani
A colonização do arquipélago dos Açores - Lara, Beatriz A. e Joana
A colonização do arquipélago de S. Tomé e Príncipe - Ana Filipa, Inês e Nelma


5 de outubro de 2014

Mensagem do governo provisório ao exército e à marinha


Ao exército e à marinha

O governo provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar que como povo instituíram a República para a felicidade da Pátria.
Confia no patriotismo de todos. E porque a República para todos é feita, espera que os oficiais do exército e da armada, que não tomaram parte do movimento revolucionário, se apresentem no Quartel-General a garantir pela sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regímen.
No entretanto, os revolucionários devem guardar todas as suas posições para defesa e consolidação da República.
Lisboa, 5 de Outubro de 1910.
Pelo governo provisório. O Presidente, Teófilo Braga.


A proclamação da República

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, tendo as forças republicanas saído vitoriosas do confronto com as forças militares que defendiam a monarquia, os membros do Directório do Partido Republicano dirigiram-se para a Câmara Municipal de Lisboa.
O secretário do Directório, Dr. Eusébio Leão, acompanhado por outros dirigentes republicanos, proclamou a república na varanda dos paços do concelho de Lisboa.
O povo que se encontrava na praça recebeu estas palavras com um grande entusiasmo.
Inocêncio Camacho, outro membro do Directório, leu os nomes dos ministros que iam compor o Governo Provisório.