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A imagem faz parte de um livro publicado no ano de 1647, por J. Blaeu (um importante cartógrafo holandês), em que está desenhado um conjunto de mapas do nordeste brasileiro, então ocupado pelos holandeses, decorados com cenas da vida quotidiana. A cena que apresentamos representa uma fazenda brasileira produtora de açúcar, na zona de Pernambuco.

26 de outubro de 2014

Domenico Scarlatti

Domenico Scarlatti
Muito provavelmente em novembro de 1719, o músico e compositor Domenico Scarlatti veio para Portugal, para ser mestre de música da princesa Maria Bárbara de Bragança, a filha mais velha de D. João V.
Nascido em Nápoles, a 26 de outubro de 1685, filho do também músico e compositor Alessandro Scarlatti, tinha sido antes nomeado mestre de capela da embaixada de Portugal em Roma (1714).

Sabe-se que voltou a Nápoles, indo depois para Espanha. Em 1773 1733, assumiu o cargo de maestro (?) de música da princesa Maria Bárbara, que se tinha casado com Fernando VI, o herdeiro do trono espanhol.

Domenico Scarlatti, que morreria em 1757, viveu num período em que predominava o chamado estilo barroco.

Sigam esta ligação. 
Experimentem ouvir a música, de influência ibérica, tocada num cravo.
E vão observando os pormenores da pintura, a qual retrata bem o ambiente de corte do século XVIII (tanto faz ser a família real espanhola ou a família real portuguesa - seguia-se a mesma moda). 

Família real espanhola (cerca de 1743)
Para os curiosos que queiram saber onde está D. Maria Bárbara...

... está aqui ao lado do seu marido, o futuro rei D. Fernando VI
(reinou em Espanha de 1746 a 1759)

25 de outubro de 2014

Conquista de Lisboa aos mouros

A 25 de outubro de 1147 (que também foi um sábado), aconteceu a entrada solene dos cristãos na cidade de Lisboa.

O cerco iniciou-se a 1 de julho de 1147. Com a passagem do tempo, as condições foram-se tornando piores para os sitiados.
A intensificação dos ataques às muralhas fez com que os mouros se rendessem, no dia 21 de outubro.
«(...) ao verem a ponte lançada já quase à altura de dois côvados, e que, estando nós prestes a entrar, não pouparíamos a vida aos vencidos, à nossa vista depõem as armas, baixam as mãos, pedindo suplicantemente tréguas, ao menos até ao dia seguinte.»

No dia seguinte é discutido o modo de rendição.
Entre os cristãos houve muitos desacordos. Havia cruzados de várias nações e muitos não queriam que fosse limitado o saque da cidade. D. Afonso Henriques teve dificuldade em impor a sua vontade.
Depois de muitas discussões, a 25 de outubro os cristãos fizeram a sua entrada na cidade...


... e nem tudo correu conforme o que foi acordado.
«Os coloneses e flamengos, vendo na cidade tantos excitativos de cobiça, não observam respeito algum ao juramento e fidelidade; correm aqui e ali; fazem presa; arrombam portas; esquadrinham os interiores de cada casa; afugentam os habitantes afrontando-os com injúrias contra o direito divino e humano; estragam vasos e vestidos; procedem injuriosamente para com as donzelas; igualam o lícito e o ilícito; e às ocultas surripiam tudo o que devia ser dividido por todos.»

Citações retiradas de Conquista de Lisboa aos Mouros (1147) - Narrações pelos cruzados Osberno e Arnulfo, testemunhas presenciais do cerco


24 de outubro de 2014

Visita (virtual) ao Palácio de Versalhes


Falámos no Palácio de Versalhes na aula do 6.º C de hoje.
Até lancei um desafio aos alunos! Mas sobre isso não falo agora.

O palácio foi mandado construir pelo rei Luís XIV, nos arredores de Paris, em meados do século XVII.
Tornou-se residência oficial dos reis de França (até à Revolução Francesa - 1789) e símbolo da monarquia absoluta.
Era o maior e mais luxuoso palácio da época na Europa, contando (se os dados estão certos, porque eu nunca os contei!) 700 quartos, 67 escadas, 1250 lareiras, 352 chaminés e 2153 janelas.
Os jardins e parques ocuparão 700 hectares.

É esse palácio que poderão visitar, parcial e virtualmente, aqui.
Boa viagem!



Turma 6.º C - Poder absoluto / Monarquia absoluta

Por lapso, para verem a apresentação sobre a monarquia absoluta no reinado de D. João V, indiquei que deviam fazer a pesquisa por Poder absoluto. Devem pesquisar por Monarquia absoluta.

Essa apresentação também deverá ser vista pelos alunos do 6.º B e do 6.º D, como disse nas aulas. Mas às vezes fico com a ideia de que a informação entra a 100 e sai a 200, não sei se me entendem!...

Busto de D. João V


21 de outubro de 2014

Ficha de avaliação - Turma 5.º E

Conforme o que trabalhámos na aula de hoje, as questões relacionadas com o clima resumem-se à identificação dos elementos do clima, à localização das zonas climáticas, localização da Península Ibérica/Portugal na zona ________________ e interpretação do mapa dos tipos de clima da Península Ibérica.
Sobre os arquipélagos da Madeira e dos Açores, interessa, fundamentalmente a sua localização geográfica.

Outras questões sobre estes temas e sobre a vegetação ficarão para mais tarde.


20 de outubro de 2014

Ficha de avaliação - turma do 5.º D

Porque alguns alunos da turma ainda não têm o manual e o caderno de atividades e houve os problemas com o projetor, que impediram as apresentações e a realização de exercícios previstos para as duas últimas aulas, reduzo os conteúdos a incluir na ficha de avaliação da próxima 4.ª feira (como informei na aula).

Está aqui a informação atualizada sobre os conteúdos e os objetivos.


18 de outubro de 2014

O Paço da Ribeira (Lisboa pré-1755)

Na turma do 6.º C falei deste filme, mas não o vimos.
Agora vem mesmo a propósito da última aula do 6.º D, quando foi questionado o destino dado às riquezas provenientes do Brasil, sobretudo o ouro, no reinado de D. João V.

O vídeo - primeiro com as legendas em português, depois em inglês - é apresentado como sendo sobre Lisboa antes do terramoto, mas a verdade é que se centra no Paço da Ribeira, a residência real a partir de D. Manuel I.

D. João V mandou fazer um largo conjunto de obras, como se compreende da leitura das legendas.
A música é da época de D. João V, em estilo barroco.




Ficha de Avaliação - Turmas do 5.º ano (D, E e F)

Está para breve a realização da primeira ficha de avaliação de História e Geografia de Portugal das turmas do 5.º ano.

Os alunos do 5.º D, 5.º E e 5.º F podem encontrar aqui os conteúdos e a listagem do que devem saber para esta ficha.
Esta listagem pode orientar o estudo.

Em caso de dúvida ou de alguma dificuldade, poderão contactar por mail através do endereço carloscarrasco9@gmail.com

Bom estudo


6 de outubro de 2014

Os primeiros trabalhos de pesquisa do 6.º C

Na turma do 6.º C, neste momento, estão distribuídos os seguintes trabalhos:

As embarcações da expansão marítima - Iuri e Vítor
Instrumentos de navegação - Bruno
Duarte Pacheco Pereira (biografia) - Diogo
Garcia de Orta (biografia) - Beatriz R. e Mariana
Damião de Góis (biografia) - Daniel
Pedro Nunes (biografia) - Henrique
A passagem do Cabo da Boa Esperança - Jovani
A colonização do arquipélago dos Açores - Lara, Beatriz A. e Joana
A colonização do arquipélago de S. Tomé e Príncipe - Ana Filipa, Inês e Nelma


5 de outubro de 2014

Mensagem do governo provisório ao exército e à marinha


Ao exército e à marinha

O governo provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar que como povo instituíram a República para a felicidade da Pátria.
Confia no patriotismo de todos. E porque a República para todos é feita, espera que os oficiais do exército e da armada, que não tomaram parte do movimento revolucionário, se apresentem no Quartel-General a garantir pela sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regímen.
No entretanto, os revolucionários devem guardar todas as suas posições para defesa e consolidação da República.
Lisboa, 5 de Outubro de 1910.
Pelo governo provisório. O Presidente, Teófilo Braga.


A proclamação da República

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, tendo as forças republicanas saído vitoriosas do confronto com as forças militares que defendiam a monarquia, os membros do Directório do Partido Republicano dirigiram-se para a Câmara Municipal de Lisboa.
O secretário do Directório, Dr. Eusébio Leão, acompanhado por outros dirigentes republicanos, proclamou a república na varanda dos paços do concelho de Lisboa.
O povo que se encontrava na praça recebeu estas palavras com um grande entusiasmo.
Inocêncio Camacho, outro membro do Directório, leu os nomes dos ministros que iam compor o Governo Provisório.