A Ponte sobre o Tejo em fase de construção.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
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21 de junho de 2026

28 de Maio de 1926 - A ditadura que não pôs fim à instabilidade política

A Ditadura Militar resultante do golpe de 28 de Maio herdou os problemas da 1.ª República a que pôs fim. Manteve-se a instabilidade política e administrativa: sucederam-se os governos (sete entre 1926 e 1932), sucederam-se as revoltas militares, só as dificuldades económicas e financeiras se mantiveram.

Não havia nos primeiros governos que se constituíram uma ideologia clara ou um programa definido de ação, nem dirigentes com competência para responder aos problemas mais prementes do país.

Nos ministérios e nos postos administrativos a todos os níveis foram nomeados oficiais de carreira que substituíram os civis.

Governo do general Óscar Carmona

As primeiras ações dos seus governos foram, sobretudo, repressivas: a dissolução do parlamento (Congresso da República), o estabelecimento da censura, proibição de jornais, saneamentos, a criação de uma polícia política, a detenção e deportação de centenas de republicanos e a proibição dos partidos políticos.

Os principais dirigentes republicanos exilaram-se.

De início, a maioria da população, cansada da agitação política e social, aceitou o governo da ditadura, mas este foi sendo progressivamente mais repressivo, limitando as liberdades e os direitos, o que indispôs certos setores, mesmo militares, que inicialmente tinham apoiado o movimento.

Douglas Wheeler contabiliza os movimentos militares entre 1927 e 1931: «Durante esse período, fermentaram mais de uma dúzia de conspirações militares, e oito delas chegaram efetivamente às ruas. Mais de quatrocentas pessoas foram mortas, milhares foram feridas, e o exército e a polícia detiveram, encarceraram e deportaram para os Açores e para as colónias africanas milhares de prisioneiros.» Foram as “heroicas e desesperadas batalhas do fim”, na expressão de Fernando Rosas.

Revolta de 3 de fevereiro de 1927, no Porto


Mas, depois de integrar o governo de Gomes de Costa, o general Carmona foi consumando o processo ditatorial, “decantando politicamente a amálgama inicial do movimento militar”. (João Baptista Serra)

Fernando Rosas assinala as particularidades que levaram à escolha do general Carmona para Presidente do Ministério por parte dos sinelianos: «por ser um low profile, uma figura consensual entre os comandos das Forças Armadas, onde se lembra e respeita a sua intervenção como promotor no julgamento do 18 de Abril [revolta militar anti-republicana, 1925], onde se reconhece o seu apego à unidade da instituição militar, a sua prudência, o seu espírito conciliador e, sobretudo, a ausência de excessivas ambições de mando.» Quanto a esta “ausência”… Carmona só abandonaria a Presidência da República 25 anos depois, a meio de mais um mandato, por motivo do seu falecimento.

Em contrapartida, o general Sinel de Cordes, nomeado Ministro das Finanças no Governo de 9 de julho de 1926, falharia nas suas funções, traçando a sua queda: mostrou-se incapaz de travar as pressões dos grandes negócios e das forças armadas, perdendo o controlo dos gastos. Nos 2 anos incompletos do seu mandato, as despesas militares subiram para 27% dos gastos públicos.

Também falhou a sua tentativa de conseguir empréstimos externos junto do Banco de Inglaterra (com quem tinha também de negociar o pagamento da dívida de guerra) e da Sociedade das Nações.

Eleição do Presidente da República (25 de março de 1928)

Diário de Lisboa de 14 de abril de 1928

Com Sinel de Cordes em queda, realizaram-se as primeiras eleições presidenciais, em que Carmona foi o único candidato (25 de março de 1928). A sua vitória conduziria à nomeação de um novo governo (18 de abril de 1928), chefiado pelo general Vicente de Freitas. Separaram-se, então, ao fim de 2 anos de ditadura, as funções de Presidente da República e de Presidente do Ministério. Nesse governo um ministro só tomaria posse no dia 27 de abril (na véspera de perfazer 39 anos de idade), depois de Duarte Pacheco, Ministro da Instrução Pública, ter ido a Coimbra convencê-lo a aceitar o cargo.

O professor Oliveira Salazar, o ministro em causa, que já experimentara o cargo por um curto espaço de tempo, em junho de 1926, publicara uma série de artigos na imprensa, nos últimos meses, em que criticava a política de Sinel de Cordes, chegando, em janeiro de 1928, a ter partes desses textos censurados.

Tomada de posse de Oliveira Salazar como Ministro das Finanças.
O célebre discurso de "Sei o que quero e para onde vou" (27 de abril de 1928).

O programa do novo Governo acentuou a austeridade na política económica e financeira. A rápida resolução dos problemas da dívida flutuante ao estrangeiro e da dívida interna construiu o mito do “mago das Finanças”.

«Salazar impunha-se, antes de mais, pelo relativo êxito obtido no reequilíbrio das contas públicas, êxito muito realçado pela ação desastrosa do general Sinel de Cordes que o antecedera. Será esse propalado sucesso atribuído a Salazar que permitirá a sua paulatina mas segura ascensão no seio da ditadura, à qual irá impor, a pouco e pouco, um caminho novo.» (Luís Manuel Farinha)

Verificou-se, então, a consolidação e a institucionalização da Ditadura Militar, mas abrindo caminho ao Estado Novo.

Salazar foi reforçando o seu poder e nas crises políticas que se seguiram os sacrificados foram os chefes de Governo (generais Vicente de Freitas, 1929, e Ivens Ferraz, 1930). Para Carmona era inegociável a participação de Salazar nos governos.

Generais José Vicente de Freitas e Artur Ivens Ferraz


«A relação de confiança entre Carmona e Salazar foi a pedra angular no processo de edificação do Estado Novo.» (Douglas Wheeler)


General Carmona e Salazar, em Braga, 28 de maio de 1928

O general Ivens Ferraz, um republicano conservador, terá sido o último a acreditar numa “República regenerada que pudesse manter as liberdades e a democracia embora compatibilizadas com um executivo forte sem dependências exclusivas das maiorias parlamentares”. Para Salazar era necessário “uma ordem nova, quer do ponto de vista político-institucional quer do ponto de vista económico e social”. [palavras dos próprios]

Adelino Maltez considera que «o nó górdio das finanças marca, com efeito, o fim da possibilidade de recuperação democrática da Ditadura.»


O último chefe de Governo da Ditadura Militar que antecedeu Salazar, general Domingos de Oliveira (1930-32), já tinha um pensamento político mais próximo ao de Salazar e a sua ação, como reconheceu este último, “fomentou, tornou possível a mais importante viragem da vida política do seu e do nosso tempo”. As bases fundamentais em que iria assentar o Estado Novo foram então lançadas.    

Salazar e o general Domingos de Oliveira


«Em nenhum país europeu o processo de derrube do Estado liberal, fosse por meios mais ou menos pacíficos, pelo golpismo militar ou até pela guerra civil, se fez sem esse processo de concertação e unificação das direitas sob um comando unificado.» (Fernando Rosas)

Tomada de posse de Salazar como Chefe do Governo


Em 5 de julho de 1932, Oliveira Salazar ascendeu à chefia formal do Governo, começando a institucionalizar-se um novo modelo de regime que se concretizou com a aprovação de uma nova Constituição, plebiscitada em 19 de março de 1933.

É, formalmente, o fim da Ditadura Militar e o início do Estado Novo. A uma ditadura sucede outra.

Notícias Ilustrado, 5 de junho de 1932


5 de outubro de 2024

Histórias do 5 de Outubro de 1910

No dia 5 de Outubro de 1910, o rei D. Manuel II de Portugal deveria ter-se deslocado a Vidago, a fim de estar presente no jantar da inauguração do Palace Hotel, propriedade do seu Primeiro-Ministro, Teixeira de Sousa. Este era o menu:


Menu previsto para o jantar de inauguração
do Palace Hotel de Vidago

Acontece que, na madrugada de 3 para 4 de Outubro, tiveram início as acções armadas que levaram ao fim da monarquia.

Às 18 horas do dia 4, o Palácio das Necessidades foi bombardeado, a partir do Tejo, pelo cruzador  Adamastor e D. Manuel II, não tendo a sua segurança garantida, partiu para o Palácio de Mafra.

Na manhã do dia 5, tendo conhecimento da situação vivida em Lisboa, as rainhas D. Maria Pia e D. Amélia saíram de Sintra, onde se encontravam, e dirigiram-se, também, para Mafra.

No Palácio de Mafra fizeram a sua última refeição em Portugal. Terá sido após o almoço que tiveram conhecimento da proclamação da República, em Lisboa. Emissários informaram que D. Afonso, irmão de D. Carlos I e tio, portanto, de D. Manuel II, se encontrava ao largo da Ericeira, no iate Amélia, em que saíra de Cascais. A família real devia embarcar rapidamente para não ser surpreendida pelos revoltosos. 

«Como o iate tinha poucos mantimentos, o monarca, a mãe e a avó arranjaram farnéis e puseram-se a caminho daquela praia. (...) No primeiro automóvel seguiram para a Ericeira a Sr.ª D. Amélia, a Condessa de Figueiró, D. Maria de Menezes e Vasco Belmonte; no segundo a Sr.ª D. Maria Pia, a marquesa de Unhão e o conde de Mesquitela; no terceiro, o Sr. D. Manuel, os condes de Sabugosa e S. Lourenço, marquês do Faial, Waddington e Melo Breyner. Atrás uma escolta de cavalaria. Na Ericeira juntaram-se aos fugitivos os Srs. Serrão Franco e Dr. Eduardo Burnay. O mar estava agitado e o embarque tornava-se difícil.» (Jorge de Abreu, A Revolução Portuguesa - o 5 de Outubro)

«As reais pessoas foram da praia para o iate em barcos de pescadores - aquele em que embarcou o rei chamava-se Bom-Fim, as rainhas foram na Navegadora. Eram barcas sardinheiras, mal-cheirosas para régias narinas. Eram 4 horas da tarde.» (Joaquim Romero Magalhães)

A população da Ericeira, "nas ribas", assistiu, ao embarque, como é visível na foto abaixo.





Portanto, o rei não chegou a deslocar-se ao Vidago e o jantar não se viria a realizar.

Menu por menu, também se conhece o do almoço da família real em Mafra - um almoço que não estava programado, cozinhado nos aposentos do Dr. Thomaz de Mello Breyner, médico da família real, no Paço de Mafra.

O menu do almoço tem, à margem, a anotação do médico:
«Última refeição, por sinal bem amargurada, que El Rei Dom Manuel II, sua mãe e sua avó paterna comeram em terra Portuguesa.»


Menu do último almoço de D. Manuel II em Portugal


24 de abril de 2020

Turma 6.º G - Tarefas (2)

Tarefas a cumprir, pela ordem que devem fazer (envio os links):

1.ª parte

1. Os alunos devem ver o vídeo sobre as razões da queda da monarquia.

2. Devem experimentar as animações:


3. Preencher a Ficha de Trabalho n.º 2/3 (já seguiu por mail)


2.ª parte


5. Visionamento dos dois vídeos sobre o regicídio (a ordem é indiferente):




7. Preenchimento da Ficha de Trabalho n.º 3/3 (já seguiu por mail)


Turma 6.º G - A mudança de regime

Bom dia, jovens!
(é sempre bom dia, mesmo às horas noturnas!)

Serve para vocês, hoje, o que já escrevi para outros alunos.

Estamos na transição do regime da Monarquia Constitucional para a República.
A turma está a estudar os acontecimentos marcantes dessa passagem de um regime para o outro.

Portugal era uma monarquia desde a sua fundação em 1143, com D. Afonso Henriques.
A crise económica e financeira de 1890, o Ultimato Inglês e os acontecimentos que se seguiram vão marcar os últimos anos do regime.

Os problemas do país eram muitos, a insatisfação era grande, os republicanos tinham cada vez mais adeptos e provocaram a queda da monarquia.


Esta semana vamos abordar os acontecimentos que precipitaram a queda da monarquia (Ultimato, primeira tentativa de revolução republicana e o regicídio) até aos acontecimentos de 4 e 5 de Outubro de 1910 que conduziram à implantação da República.


21 de abril de 2020

6.º E e 6.º G - Revolução de 5 de Outubro de 1910

Sobre a Revolução Republicana do 5 de Outubro de 1910, vê o filme e realiza as atividades a partir da n.º 10 até ao fim.

Atividades da Escola Virtual
É a partir daqui... 

Onde a seta vermelha aponta, têm os botões que vos levam até às ações a desenvolver, entre o visionamento de vídeos, atividades interativas para obtenção de informação e realização de exercícios.

Nada te impede de explorares outras atividades sobre os acontecimentos imediatamente anteriores à implantação da República.


20 de abril de 2020

Turmas 6.º E e 6.º G - Semana para mudarmos o regime

Estamos na transição do regime da Monarquia Constitucional para a República.

A turma está a estudar os acontecimentos marcantes dessa passagem de um regime para o outro.

Portugal era uma monarquia desde a sua fundação em 1143, com D. Afonso Henriques.
A crise económica e financeira de 1890, o Ultimato Inglês e os acontecimentos que se seguiram vão marcar os últimos anos do regime.

Os problemas do país eram muitos, a insatisfação era grande, os republicanos tinham cada vez mais adeptos e provocaram a queda da monarquia.


Esta semana vamos abordar a primeira tentativa de revolução republicana, o regicídio e os acontecimentos de 4 e 5 de Outubro de 1910 que conduzirão à implantação da República.

O 6.º G (ligeiramente mais atrasado) vai, ainda, começar pelo Ultimato Inglês.
Mas, daqui a uma semana, com a realização das duas fichas, ficará a par.


7 de junho de 2018

Fases da República (em Portugal)



Datas das mudanças:

     1910  -  5 de outubro  -  Implantação da República

     1926  -  28 de maio  -  Golpe militar 

     1933  -  Aprovação da Constituição

     1974  -  25 de abril - Golpe militar


12 de novembro de 2017

Manuel de Arriaga


Encerra hoje a exposição que assinala os 100 anos da morte de Manuel de Arriaga, o primeiro Presidente da República eleito em Portugal.

A exposição (ainda) está aberta no Panteão Nacional - Igreja de Santa Engrácia (Lisboa).





Nasceu na cidade da Horta, ilha do Faial (Açores), no dia 8 de julho de 1840.
Licenciado em Direito, exerceu advocacia e foi um importante dirigente do Partido Republicano.

Também foi professor de Inglês no liceu Camões, então chamado Liceu de Lisboa, quando veio viver para esta cidade.
Chegou a ser convidado para ser professor dos filhos do rei D. Luís I (príncipe D. Carlos e infante D. Afonso), mas recusou, por considerar que havia incompatibilidade com as suas ideias republicanas.


No curto espaço de um ano, após 5 de outubro de 1910, foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra (a única que existia em Portugal antes de 1911), logo uma semana depois da implantação da república (17 de outubro de 1910), Procurador-Geral da República, (17 de novembro de 1910), eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte (28 de abril de 1911) e Presidente da República, o primeiro presidente constitucional da República, em 24 de agosto de 1911.





O momento era de grande agitação política, com divergências entre os partidos republicanos que se formaram após a revolução de 5 de outubro de 1910.

Durante o seu mandato, que não chegou ao fim, teve início a 1.ª Guerra Mundial.
Resignou ao mandato em 14 de maio de 1915, acusado de permitir a existência de um governo ditatorial.



5 de outubro de 2017

Os acontecimentos de 5 de outubro de 1910


A imagem de abertura do blogue é a reprodução de uma gravura colorida, possivelmente da autoria de Cândido da Silva, alusiva aos principais acontecimentos da revolução que se iniciou na noite do dia 3 de outubro e que culminou com a proclamação do regime republicano na manhã do dia 5.


Os acontecimentos encontram-se numerados de 1 a 8 (da esquerda para a direita e de cima para baixo), estando ao centro a figura que simboliza a República. Os episódios retratados são os seguintes:
1 - Bombardeamento do Palácio das Necessidades (palácio real) por barcos da Marinha posicionados no rio Tejo.
2 - A fuga da família real, a partir da praia da Ericeira.
3 - Padres jesuítas, feitos prisioneiros, a serem conduzidos para o forte de Caxias.
4 - (atrás da figura simbólica da República)  Edifício da Câmara Municipal, de cuja varanda foi proclamada a República.
5 - Desembarque de forças da Marinha no Terreiro do Paço.
6 e 8 - Posições dos republicanos na Rotunda da Avenida da Liberdade.
7 - Apresentação dos elementos do Governo Provisório a Machado dos Santos, líder militar que teve um papel fundamental na vitória dos republicanos.
Em baixo, por terra, um dragão (símbolo da Casa de Bragança e do exército monárquico), junto com a coroa, símbolo da monarquia.

31 de janeiro de 2016

31 de Janeiro de 1891

A primeira revolta republicana em Portugal.

Reportagem apresentada pela SIC, em 2010, lembrando esta revolta, no ano em que se comemorou o centenário da República em Portugal.



5 de outubro de 2014

Mensagem do governo provisório ao exército e à marinha


Ao exército e à marinha

O governo provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar que como povo instituíram a República para a felicidade da Pátria.
Confia no patriotismo de todos. E porque a República para todos é feita, espera que os oficiais do exército e da armada, que não tomaram parte do movimento revolucionário, se apresentem no Quartel-General a garantir pela sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regímen.
No entretanto, os revolucionários devem guardar todas as suas posições para defesa e consolidação da República.
Lisboa, 5 de Outubro de 1910.
Pelo governo provisório. O Presidente, Teófilo Braga.


A proclamação da República

Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, tendo as forças republicanas saído vitoriosas do confronto com as forças militares que defendiam a monarquia, os membros do Directório do Partido Republicano dirigiram-se para a Câmara Municipal de Lisboa.
O secretário do Directório, Dr. Eusébio Leão, acompanhado por outros dirigentes republicanos, proclamou a república na varanda dos paços do concelho de Lisboa.
O povo que se encontrava na praça recebeu estas palavras com um grande entusiasmo.
Inocêncio Camacho, outro membro do Directório, leu os nomes dos ministros que iam compor o Governo Provisório.



21 de abril de 2014

Da Monarquia Constitucional à República - 3 acontecimentos marcantes

Houve 3 acontecimentos que marcaram o declínio do regime monárquico:

- O Ultimato inglês , em 1890.

- A primeira tentativa de revolução republicana, conhecida como 31 de Janeiro , em 1891.

- O Regicídio , em 1908.

Podes ver a apresentação preparada sobre cada um desses acontecimentos.


16 de abril de 2014

Da Monarquia Constitucional à República

Em meados do século XIX Portugal passou a ser uma monarquia constitucional.

Na monarquia constitucional os poderes estão distribuídos por vários órgãos – rei / parlamento (eleito) / governo / tribunais – com os seus direitos e deveres e existe um documento onde se encontram escritas as principais leis do país – a Constituição ou a Carta Constitucional.

Mas em 1910, o regime político mudou. Portugal passou a ser uma república.



O que aconteceu para que houvesse essa mudança de regime?
Como é que essa mudança aconteceu?

É o que vamos estudar nas primeiras aulas do 3.º período.


5 de outubro de 2013

Palácio das Necessidades

No dia em que se festeja a implantação da República em Portugal, pude visitar o Palácio das Necessidades, o palácio real abandonado pelo último rei de Portugal, D. Manuel II, a 4 de outubro de 1910, em fuga para Mafra, depois do bombardeamento do palácio pelos navios de guerra favoráveis aos republicanos.


Foi D. João V quem mandou edificar o palácio, em 1742, mas só a partir de D. Maria II (quase 100 anos depois) se tornou residência real.

Aqui ficam algumas imagens do palácio.











5 de outubro de 2011

5 de Outubro: os 101 anos da República

Há um ano a festa foi maior: era a comemoração do centenário da República em Portugal.


Na manhã do dia 5 de Outubro de 1910, José Relvas, do Partido Republicano, anunciava a proclamação da República em Portugal, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa.


21 de agosto de 2011

Aprovação da 1.ª Constituição Republicana

Sessão de abertura da Assembleia Constituinte de 1911

No dia 21 de Agosto de 1911 foi aprovada a 1.ª Constituição da República, que passa a ser designada por Constituição de 1911.




23 de maio de 2011

Instituto Superior Técnico e Instituto Superior de Economia e Gestão - 100 anos

Notícia de hoje, da agência Lusa:

«O Instituto Superior Técnico (IST) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) comemoram hoje 100 anos ao serviço do ensino, com cerimónias presididas pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

A 23 de Maio de 1911 o IST nascia do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa pelas mãos do professor Alfredo Bensaúde e sob a tutela do então ministro do Fomento, Manuel de Brito Camacho.
Por trás da ideia de fundar o IST esteve o desejo de ajudar Portugal a sair da "grande crise económica" em que se encontrava, explicou à agência Lusa Palmira Ferreira, do conselho de gestão do IST.»

Ainda não estava decorrido um ano do novo regime.
A abertura destes dois institutos superiores reflecte a preocupação da República com o ensino.

20 de maio de 2011

Correcção do TPC - A Revolução Republicana

Por questões orçamentais - poupar nas fotocópias (tempos de crise!) - podem aceder por aqui à correcção do TPC ("Aprende fazendo" e "Aprendeste?") relativo à Unidade 4 - A Revolução Republicana.
A formatação do ficheiro distorceu algumas das respostas (como a solução das palavras cruzadas), mas entende-se bem (acho eu).
Os trabalhos, corrigidos e avaliados, serão entregues na aula de 2.ª feira (6.º 6) e de 3.ª feira (6.º 10).

Estamos a um mês do fim do ano lectivo.
Continuação de bom trabalho.

19 de maio de 2011