Desfile das tropas chefiadas pelo general Gomes da Costa, em Lisboa (Cais do Sodré), 6 de junho de 1926.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts.
Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
Data menos festiva, a 22 de outubro de 1945 "nascia" a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), nova designação da polícia política do Estado Novo - antes chamava-se PVDE (Polícia de Vigilância de Defesa do Estado).
A mudança de nome estará relacionada com o fim da II Guerra Mundial, com a vitória dos Aliados, e a vontade do chefe do Governo (António de Oliveira Salazar) em dar uma ideia de maior abertura (liberdade) política.
A(s) polícia(s) política(s) no período de governação salazarista concentraram as funções de prevenção e repressão de crimes políticos.
E pensar de forma crítica em relação ao poder era um crime político. Por isso, nesses anos (até ao 25 de abril de 1974) muitas pessoas que lutavam contra o regime foram presas.
A PIDE tinha dois poderes fundamentais sem controlo judicial: o poder de prender e os poderes de instrução judicial (de incriminar), recorrendo sistematicamente à força e à tortura.
A PIDE passou a chamar-se DGS (Direção Geral de Segurança), depois da substituição de Salazar pelo Prof. Marcelo Caetano.
E a DGS foi extinta pelo Decreto-Lei 171/74, do próprio dia da revolução: 25 de abril de 1974.
Quando do nascimento do seu primeiro filho - no caso, uma filha, a princesa D. Maria Bárbara - o rei D. João V mandou construir, em Mafra, um convento dedicado a Santo António, em cumprimento de uma promessa feita.
Entendia que esse nascimento, a 4 de dezembro de 1711, era uma graça divina e, "confortado" pelo ouro que ia chegando do Brasil em quantidades cada vez maiores, não se poupou a despesas.
E não foi um simples convento!... Foi um enorme conjunto de edifícios: um convento, um palácio real e uma basílica.
A mão de obra necessária foi contratada e... forçada.
A primeira pedra foi lançada em 1717 e a sagração ocorreu a 22 de outubro de 1730, dia do aniversário de D. João V.
Dizem que a festa da sagração demorou 24 horas e as outras festas feitas em Mafra estenderam-se por 7 dias, incluindo um banquete popular para 9 mil pessoas.
Mas as obras não estavam terminadas. Só no reinado de D. José foram concluídas.
Para quem tenha oportunidade, no próximo fim de semana, o Museu de Lisboa (antes chamado Museu da Cidade) apresenta um conjunto de atividades que parece interessante.
Não sei a que acontecimento se refere a designação "Batalha de Lisboa" - será à conquista da cidade, em 1147, após o cerco?
Nos dias 24 e 25 de outubro, o Museu de Lisboa convida o público a saber tudo sobre a conquista de Lisboa, com três atividades surpreendentes.
24 outubro, sábado: 16h
O Cerco de Lisboa Percurso pelos arraiais das tropas dos Cruzados e de D. Afonso Henriques. Preço: 2€ com marcação prévia 25 outubro, domingo: 15h A Batalha de Lisboa Visita e jogos para famílias. Entrada livre