A Ponte sobre o Tejo em fase de construção.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
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5 de dezembro de 2017

Turmas do 6.º ano - correção do trabalho sobre o barroco

Esta mensagem não interessa à turma do 6.º E, porque não realizou este trabalho.

1 - D. João V demonstrava o seu poder político e económico patrocinando (isto é, mandando fazer ou apoiando) a construção de grandes obras.

2 - A grande obra é o Convento e Palácio de Mafra.

3 - O que torna a basílica única é o conjunto de 6 órgãos.

4 - Estilo barroco.

5 - Materiais mais usados na decoração de edifícios: azulejos, mármores, talha dourada e madeiras exóticas.

6 - Tipos de edifícios: igrejas, capelas, palácios, solares e bibliotecas.


18 de dezembro de 2016

Presépios barrocos (século XVIII)

Menino Jesus de um presépio do século XVIII
(Museu Machado de Castro, Coimbra)


A montagem do presépio é uma tradição natalícia.
O primeiro presépio do mundo terá sido montado por São Francisco de Assis, em 1223. A partir de então, o costume espalhou-se pelas igrejas e conventos da Cristandade.

Depois foram os reis e, por imitação, os nobres, a montarem presépios nos seus palácios e solares. Os presépios tornaram-se elementos decorativos no Natal, popularizando-se no século XVIII. São um exemplo da arte do estilo barroco.

As famílias ou as igrejas mais ricas procuravam ter o presépio mais belo e com mais peças do que as outras. Eram feitas encomendas a escultores, como Joaquim Machado de Castro (1731 - 1822), que moldavam as figuras em barro, madeira ou em materiais mais nobres e caros (prata e marfim).

À Sagrada Família, S. Francisco de Assis juntou a vaca e o burro. O "presépio português" foi acrescentando, de acordo com a imaginação dos seus autores, os elementos populares.

Imagens de vários presépios


Presépio da Igreja dos Mártires (Lisboa)

 

Presépio do Palácio das Necessidades (Lisboa)

Presépio do Palácio de Queluz

Presépio do Patriarcado - Mosteiro de S. Vicente de Fora (Lisboa)

Palácio do Convento da Madre de Deus (Lisboa)

Presépio da Sé de Lisboa

Presépio da Igreja de S. Lourenço, também conhecida por Igreja dos Grilos (Porto)

Presépio da Basílica da Estrela (Lisboa)

À exceção do presépio do Palácio de Queluz, que é do século XIX, todos os outros aqui apresentados são do século XVIII.
O presépio da Basílica da Estrela será o maior presépio português dessa época. Está montado sobre uma estrutura original de madeira e de cortiça, contando com mais de 500 figuras. Pensa-se que seja da autoria de Machado de Castro, embora não esteja assinado.

Presépio da Basílica da Estrela, pormenor com o Menino Jesus


26 de outubro de 2014

Domenico Scarlatti

Domenico Scarlatti
Muito provavelmente em novembro de 1719, o músico e compositor Domenico Scarlatti veio para Portugal, para ser mestre de música da princesa Maria Bárbara de Bragança, a filha mais velha de D. João V.
Nascido em Nápoles, a 26 de outubro de 1685, filho do também músico e compositor Alessandro Scarlatti, tinha sido antes nomeado mestre de capela da embaixada de Portugal em Roma (1714).

Sabe-se que voltou a Nápoles, indo depois para Espanha. Em 1773 1733, assumiu o cargo de maestro (?) de música da princesa Maria Bárbara, que se tinha casado com Fernando VI, o herdeiro do trono espanhol.

Domenico Scarlatti, que morreria em 1757, viveu num período em que predominava o chamado estilo barroco.

Sigam esta ligação. 
Experimentem ouvir a música, de influência ibérica, tocada num cravo.
E vão observando os pormenores da pintura, a qual retrata bem o ambiente de corte do século XVIII (tanto faz ser a família real espanhola ou a família real portuguesa - seguia-se a mesma moda). 

Família real espanhola (cerca de 1743)
Para os curiosos que queiram saber onde está D. Maria Bárbara...

... está aqui ao lado do seu marido, o futuro rei D. Fernando VI
(reinou em Espanha de 1746 a 1759)

30 de outubro de 2013

Capela de S. João Batista (na Igreja de S. Roque)

Na última aula do 6.º D, sobre o estilo barroco e as construções do reinado de D. João V, a conversa passou pela Capela de S. João Batista, no interior da Igreja de S. Roque.

A igreja de S. Roque não é desconhecida para os alunos que eram do 5.º 8. Passámos por ela na visita de estudo sobre a cidade de Lisboa na época da revolução de 1383-1385.


S. Roque, construída na segunda metade do século XVI, foi a primeira igreja da Companhia de Jesusem Portugal - lembram-se de termos falado dos jesuítas e do Padre António Vieira?

Foi nesta igreja que D. João V quis instalar uma capela dedicada a S. João Baptista. E fez essa encomenda a arquitectos italianos, em 1740 - ainda havia ouro do Brasil.

A capela foi sendo construída em Roma, montada e preparada para que o Papa Bento XIV pudesse celebrar lá uma missa - 6 de Maio de 1747 - e, posteriormente, desmontada e transportada para Lisboa, em 3 naus, substituindo outra capela.

A capela é uma obra de arte, em estilo barroco. Os materiais de que é feita e a qualidade artística faziam inveja a muitos outros edifícios religiosos da época, dentro e fora de Portugal.
Não chegam os dedos das mãos para contar a variedade dos mármores utilizados. O mosaico também é profusamente utilizado, tendo a sua montagem sido concluída já após a morte de D. João V. É igualmente usado o bronze dourado.

Imagens da capela de S. João Batista:

Sobre a capela as armas reais de D. João V






Os paramentos e as peças de culto, igualmente de grande valor, encontram-se, em parte, no Museu de S. Roque, ao lado da igreja.




Algumas das peças encomendadas teriam desaparecido na viagem de Roma para Lisboa.

Perguntava o Pedro : "Stôr, onde é que está o ouro do Brasil?"


13 de novembro de 2011

Música barroca

Nas aulas, a propósito da época do reinado de D. João V, falei de música barroca.
Aqui coloco a recriação de dois concertos num ambiente que seria semelhante ao de uma festa na corte ou num palácio (solar) senhorial. Com direito a bailado e tudo...
A música é de dois famosos compositores da época do barroco: Vivaldi e Handel.





Espero que gostem.