A Ponte sobre o Tejo em fase de construção.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
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5 de janeiro de 2018

Janeiro - Jano

O nome do mês de Janeiro tem origem no nome de um dos deuses antigos de Roma, Jano - um "porteiro celestial", deus dos portões, dos começos e dos fins.

Jano era representado com duas faces (uma de jovem e outra de idoso), viradas para direções opostas, o que está relacionado com o seu mito.

Jano estabeleceu-se no Lácio e fundou a cidade de Janícula. Quando foi destronado, o deus Saturno exilou-se no Lácio e foi bem acolhido por Jano. Como agradecimento, Saturno deu a Jano o poder de ver o passado e o futuro ao mesmo tempo.

Por esse motivo, as duas faces. Elas representam, exatamente, o passado e o futuro, o começo e o fim. 
Jano regia tudo o que se abria e tudo o que regressava ou se fechava.
Pela dupla função, recebeu dos romanos dois epítetos: Jano Patulcius ("aquele que abre") e Jano Clusius ("aquele que cerra").

Lembrei Jano, porque entrámos em Janeiro e porque passado e futuro se ligam na História e no trabalho de professor de História. 

Como escreveu a historiadora Irene Pimentel, «Explorar o passado ajuda a perceber de onde se vem e para onde se vai e a detectar os vários caminhos possíveis do futuro.»
Como gostaria que os alunos conseguissem ir detetando caminhos...



1 de fevereiro de 2015

O calendário muçulmano (a era muçulmana)

Maomé e Abu Bakr a caminho de Yathrib (medina),
fugindo dos seus perseguidores
A data da chegada de Maomé a Yathrib, em 622 (da era cristã), é a data inicial da era muçulmana.

O calendário muçulmano baseia-se nos ciclos lunares, compondo-se de 12 meses de 29 ou 30 dias. O ano tem 354 ou 355 dias.
A lua, com uma estrela, é o símbolo do Islão.



7 de janeiro de 2011

O Natal Ortodoxo - uma questão de calendários

Júlio César, Imperador Romano, introduziu o calendário Juliano em 45 a. C.
Este calendário foi usado nos países cristãos até ao século XVI, quando começou a ser trocado pelo calendário Gregoriano.
Ainda é usado por algumas Igrejas Ortodoxas e parte do princípio que o ano solar tem uma duração de 365,25 dias.

O calendário Gregoriano é o calendário utilizado na maior parte do mundo, incluindo Portugal. Foi proposto pelo astrónomo Aloysius Lilius e adoptado pelo Papa Gregório XIII, em decreto publicado em 24 de Fevereiro de 1582, para substituir o calendário Juliano.
Resultou da correcção da medição do ano solar, estimando-se que este dura 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos = 365,2425 dias solares.

A diferença dos cálculos é pequena, mas em muitos anos faz... diferença.

Como resultado do acerto feito, pelos astrónomos, no tempo de duração dos anos, uma bula do papa Gregório XIII decretou que deviam ser saltados 10 dias. Isto é: no calendário de 1582, nos países que adoptaram logo o novo calendário, passou-se directamente do dia 4 para o dia 15 de Outubro.
Portugal, dominado então pelos Filipes, adoptou imediatamente o calendário Gregoriano. Não existiram, nesse ano, os dias 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13 e 14 de Outubro.

Em 1582, quem seguia o calendário Juliano ficou com um atraso de 10 dias em relação aos que passaram a seguir o Gregoriano.

Actualmente o calendário Juliano tem um desfasamento de 13 dias em relação ao calendário Gregoriano. Por isso os Cristão Ortodoxos comemoram hoje o nascimento de Cristo.