A Ponte sobre o Tejo em fase de construção.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
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8 de outubro de 2017

Guerra da Restauração ou da Aclamação

Batalha de Montes Claros


Confrontos entre portugueses e espanhóis na Guerra da Restauração ou Guerra da Aclamação (a negrito as mais importantes, assinaladas no mapa):

1644 - Montijo (Espanha) - difícil vitória dos portugueses;
1644 - Cerco de Elvas pelos espanhóis;
1648 - Cerco de Olivença pelos espanhóis;
1653 - Recontro de Arronches;
1657 - Olivença é tomada pelos espanhóis.
1658 - Cerco de Elvas pelos espanhóis;
1658 - Cerco de Badajoz pelos portugueses;
1659 - Batalha das Linhas de Elvas - grande vitória dos portugueses;
1663 - 22 de maio - Évora é conquistada pelos espanhóis;
1663 - julho - Batalha do Ameixial - vitória importante dos portugueses, que recuperam a cidade de Évora;
1664 - Batalha de Castelo Rodrigo - vitória dos portugueses;
1665 - 17 de julho - Batalha de Montes Claros (ou de Vila Viçosa) - considerada a última grande batalha da Restauração - vitória portuguesa (D. Filipe IV de Espanha morre 2 meses depois).

A 5 de janeiro de 1668 foi assinado o Tratado de Madrid que firmou a paz com a Espanha. Este tratado foi ratificado em Lisboa, a 13 de fevereiro.


Sobre as fortalezas (re)construídas durante este período, podem ler o texto aqui.

Fortaleza de Peniche

Forte de S. Sebastião da Caparica (a chamada Torre Velha),
na margem do rio Tejo, em frente a Lisboa

Planta da fortaleza de Campo Maior


6 de outubro de 2017

1 de dezembro de 1640 - Restauração da Independência

A data de 1 de dezembro de 1640 é uma data muito importante para a História de Portugal.
Nesse dia, através da ação dos Conjurados - os nobres que conspiraram contra o domínio filipino - Portugal readquiriu a sua independência.

Os Conjurados, desenho de Manuel Lapa (1936)
Em Lisboa, no ano de 1886, o rei D. Luís inaugurou um monumento evocativo da Restauração, na praça que tem o nome de Praça dos Restauradores.

Cerimónia da inauguração do monumento dos Restauradores


O monumento dos Restauradores, um obelisco com quatro faces, é da autoria de António Tomás da Fonseca.


Nas quatro faces estão gravadas as datas mais significativas da Restauração e das campanhas militares (batalhas) que se sucederam.

A inscrição da data em que o Tratado de Madrid
foi confirmado (ratificado) em Lisboa

O monumento está ornado, a norte e a sul, com duas estátuas, o Génio da Independência (do escultor Alberto Nunes) e a Vitória (do escultor Simões de Almeida), respetivamente.

O Génio da Independência



5 de outubro de 2017

Da crise de sucessão à Restauração

Encontram, na ligação abaixo, um friso cronológico que vai desde o nascimento de D. Sebastião (1554) ao Tratado de Lisboa (1668).
O Tratado de Lisboa, é a ratificação (confirmação) da paz assinada no Tratado de Madrid no mês anterior - o Tratado de Madrid foi assinado a 5 de janeiro e o de Lisboa a 13 de fevereiro de 1668.


Se moverem o retângulo que se encontra na parte inferior do friso, verão desfilar os principais acontecimentos deste período da História de Portugal.

Se clicarem nos acontecimentos ou nas personagens que se encontram no friso cronológico -  mais ⇒  - têm acesso a mais informações sobre esses acontecimentos e essas personagens.

Consequências da Restauração



Clicar na imagem para ampliar


7 de outubro de 2011

Fortalezas da Guerra da Restauração

Após a restauração da independência, em 1 de Dezembro de 1640, era de esperar que a Espanha procurasse recuperar o domínio de Portugal, o que veio a acontecer.


Fortaleza de Almeida
O novo rei, D. João IV, preparou-se logo para a guerra: tratou de organizar o exército, cuidar das fortalezas fronteiriças e da defesa de Lisboa, assegurar o armamento dessas fortalezas e estabelecer alianças com outros países, pedindo apoios.

A guerra, nesta época, já se fazia com o uso generalizado da pólvora e dos canhões. As antigas muralhas e castelos já não seriam capazes de resistir aos ataques com as novas artes da guerra. Eram necessárias fortalezas mais amplas e com novas configurações, mais aptas militarmente.

Forte da Graça (Elvas)


O forte da Graça (foto acima) é de meados do século XVIII, feito sob a superintendência do conde de Lippe, quando o Marquês de Pombal era "primeiro-ministro".
(informação do leitor João Simas)


Fortaleza de Valença do Minho


Monumento aos Restauradores

Na conclusão da correção da Ficha de Avaliação de Diagnóstico, na turma do 6.º 5 falámos da Guerra da Restauração e do Monumento dos Restauradores. Aqui ficam os textos que prometi.

Numa das principais praças de Lisboa, Praça dos Restauradores, foi construído um monumento aos restauradores da independência de Portugal, em 1640.

Nesse monumento estão inscritos os nomes das principais batalhas da Guerra da Restauração, guerra que acabou por durar 28 anos, de 1640 a 1668.

Se os espanhóis tivessem atacado de imediato, teria sido difícil Portugal defender-se, por ainda não estar militarmente preparado. Mas a Espanha estava envolvida na Guerra dos Trinta Anos e noutros confrontos. Assim, o primeiro grande ataque dos espanhóis deu-se apenas em 1663, já no reinado de D. Afonso VI.
Os portugueses venceram uma série de recontros importantes, destacando-se as batalhas do Ameixial, em 1663, de Castelo Rodrigo, em 1664, e de Montes Claros, em 1665.
Antes disso, já tinham ganho os recontros de Montijo, em 1644 e das Linhas de Elvas, em 1659.
Em 1668, a Espanha reconheceu definitivamente a independência de Portugal.