A Ponte sobre o Tejo em fase de construção.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
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28 de fevereiro de 2021

História do azulejo

 Uma breve história do azulejo português, contada a partir da exposição permanente do Museu Nacional do Azulejo.



25 de abril de 2020

Um cartaz para a eternidade: A poesia está na rua

Cartazes urgentes!
Cartazes para comemorar a revolução de 25 de Abril de 1974, da autoria de M.ª Helena Vieira da silva (pintura) e Sophia de Mello Breyner Andresen (poesia).






1 de julho de 2018

Diário de Notícias - o DN

No dia 29 de dezembro de 1864 foi editado o primeiro número do Diário de Notícias (DN).



O Diário de Notícias é - ao que julgo saber - o segundo jornal mais antigo de todos os que são editados em Portugal.

O DN abandonou a edição diária em suporte papel - ontem (30.06.2018) terá saído o seu último número.


Capa do DN n.º 54492, 30 de junho de 2018
A partir de hoje sairá em papel, semanalmente, aos domingos. Durante o resto da semana funcionará apenas online.

Capa do DN n.º 54493, 1 de julho de 2018

Pensemos que é um jornal com... 154 anos!
Fundado quando Portugal estava em plena monarquia constitucional e o rei era D. Luís I.

Eduardo Coelho num selo editado
por altura do centenário da fundação do DN 

Na sua origem esteve Eduardo Coelho, nascido em Coimbra, a 22 de Abril de 1835, numa rua que hoje tem o seu nome.
Veio para Lisboa, ainda muito novo, para se empregar.
Em 1857, entrou para a Imprensa Nacional, onde trabalhou na composição (produção) de livros.
Colaborou em várias publicações, tendo conhecido, então, Quintino Antunes, proprietário de uma tipografia - Tipografia Universal de Tomás Quintino Antunes.
E os dois fundaram o Diário de Notícias.

Tomás Quintino Antunes

O primeiro edifício onde funcionou o DN pertencia às oficinas de Quintino Antunes, localizando-se na esquina da Travessa do Poço da Cidade com a Rua dos Calafates (mais tarde, Rua do Diário de Notícias), local onde há registos de tipografias desde 1740.



«Três meses após a fundação, o "DN" tinha já, em exclusivo, 30 jovens vendedores pelas ruas de Lisboa, realizando uma média diária de 350 réis. Com ele nascera a imagem do ardina* lisboeta, hoje perpetuada na estátua que, em S. Pedro de Alcântara, rende homenagem a Eduardo Coelho.»
Marina Tavares Dias, Lisboa Desaparecida, vol. IV

* ardina - vendedor de jornais

Busto de Eduardo Coelho e, à frente, afigura do ardina
(que se pode ver com mais pormenor na figura da direita)

O Diário de Notícias foi inovador pelo tipo de textos (editorial, reportagem), pelo seu preço mais baixo (em comparação com os existentes à época) e por ser o primeiro a introduzir publicidade e a publicar anúncios.
(ver aqui texto do n.º 1 do DN)

A primeira ilustração no jornal surgiu ao fim de 13 anos, a 14 de junho de 1877, e tratava-se de um mapa relativo à guerra russo-turca.



Em 1940, o DN saiu do Bairro Alto e instalou-se ao cimo da Av. da Liberdade, num edifício construído de raiz para o efeito.

Av. da Liberdade, com o edifício do Diário de Notícias à esquerda.

O novo edifício desenhado por Stuart Carvalhais,
ainda antes da sua inauguração, para um suplemento do DN.

No interior do edifício existe um conjunto de painéis e de frescos da autoria de Almada Negreiros, em espaços que eram de acesso público.
Destaca-se um planisfério de 54 metros quadrados, gravado na pedra, onde Almada representou os quatro elementos da terra (água, fogo, terra e ar) e os doze signos do Zodíaco. 



Fresco Alegoria à Imprensa, de Almada Negreiros
Pormenor do mesmo fresco
Fresco Quem não sabe arte não-na estima
(nome retirado de um verso de Luís de Camões em Os Lusíadas, canto V)

O DN mudou-se, entretanto, para novas instalações. Esperemos que este valioso património não se perca e possa continuar a ser admirado. 
Que os novos proprietários saibam arte e a estimem!

E que o Diário de Notícias, património da nossa imprensa, num tempo tão difícil para os jornais em papel, possa continuar a ser uma referência do jornalismo em Portugal.

DN, edição comemorativa dos 150 anos
(29 de dezembro de 2014)


4 de fevereiro de 2018

Um retrato do Marquês de Pombal


Retrato do Marquês de Pombal, quadro de Louis Michel van Loo e de J. Vernet (que pintou o fundo, em que se vê o rio Tejo e o Mosteiro dos Jerónimos). Em primeiro plano, à direita, os planos de reconstrução da Baixa de Lisboa. Pintura datada de 1766.


18 de dezembro de 2016

Presépios barrocos (século XVIII)

Menino Jesus de um presépio do século XVIII
(Museu Machado de Castro, Coimbra)


A montagem do presépio é uma tradição natalícia.
O primeiro presépio do mundo terá sido montado por São Francisco de Assis, em 1223. A partir de então, o costume espalhou-se pelas igrejas e conventos da Cristandade.

Depois foram os reis e, por imitação, os nobres, a montarem presépios nos seus palácios e solares. Os presépios tornaram-se elementos decorativos no Natal, popularizando-se no século XVIII. São um exemplo da arte do estilo barroco.

As famílias ou as igrejas mais ricas procuravam ter o presépio mais belo e com mais peças do que as outras. Eram feitas encomendas a escultores, como Joaquim Machado de Castro (1731 - 1822), que moldavam as figuras em barro, madeira ou em materiais mais nobres e caros (prata e marfim).

À Sagrada Família, S. Francisco de Assis juntou a vaca e o burro. O "presépio português" foi acrescentando, de acordo com a imaginação dos seus autores, os elementos populares.

Imagens de vários presépios


Presépio da Igreja dos Mártires (Lisboa)

 

Presépio do Palácio das Necessidades (Lisboa)

Presépio do Palácio de Queluz

Presépio do Patriarcado - Mosteiro de S. Vicente de Fora (Lisboa)

Palácio do Convento da Madre de Deus (Lisboa)

Presépio da Sé de Lisboa

Presépio da Igreja de S. Lourenço, também conhecida por Igreja dos Grilos (Porto)

Presépio da Basílica da Estrela (Lisboa)

À exceção do presépio do Palácio de Queluz, que é do século XIX, todos os outros aqui apresentados são do século XVIII.
O presépio da Basílica da Estrela será o maior presépio português dessa época. Está montado sobre uma estrutura original de madeira e de cortiça, contando com mais de 500 figuras. Pensa-se que seja da autoria de Machado de Castro, embora não esteja assinado.

Presépio da Basílica da Estrela, pormenor com o Menino Jesus


25 de abril de 2014

Mural de Abril

As pinturas murais foram uma das marcas do 25 de Abril de 1974.
Em Alcântara (Lisboa) foi pintado um mural alusivo ao próprio 25 de Abril, no 40.º aniversário da data da revolução.



7 de agosto de 2011

D. Carlos pintor

Praia de Cascais - pintura de D. Carlos
Ontem (re)visitei a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves.
Revemos e relembramos espaços, objectos, pinturas...
Não me lembrava de duas pinturas de D. Carlos, o nosso rei D. Carlos, tão dedicado à arte - herança do seu avô, D. Fernando II, o do Palácio da Pena, o do Chalet da Condessa de Edla...
Para D. Carlos, o penoso seria, de facto, governar o reino.

O Dr. Anastácio Gonçalves foi um médico oftalmologista, nascido em 1888, que esteve na frente de batalha na Flandres quando da 1.ª Guerra Mundial.
Coleccionador de arte, sobretudo pintura, mobiliário e porcelanas chinesas, deixou a sua colecção ao Estado quando morreu (1965), para que pudesse ser criado um museu.
A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves fica em Lisboa, quase em frente à maternidade Alfredo da Costa, e é um local interessante que poderão visitar. Ao Domingo de manhã é grátis, como (ainda) acontece nos museus nacionais.
Peçam aos vossos pais.

30 de março de 2011

Vieira da Silva

Porque História não é só "a matéria", o que vem no manual, e porque importa descobrir muitas outras coisas - para isso é que este sítio existe (tenho essa pretensão) - deixo-vos 3 obras da grande pintora que foi Maria Helena Vieira da Silva (Lisboa, 1908 - Paris, 1992).
Vem a propósito da mensagem anterior, da Poesia que andava na rua. Uma das obras foi cartaz alusivo ao 25 de Abril.
Espero que gostem das pinturas (e tenham vontade de procurar mais obras de Vieira da Silva).

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