Desfile das tropas chefiadas pelo general Gomes da Costa, em Lisboa (Cais do Sodré), 6 de junho de 1926.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

18 de dezembro de 2016

Presépios barrocos (século XVIII)

Menino Jesus de um presépio do século XVIII
(Museu Machado de Castro, Coimbra)


A montagem do presépio é uma tradição natalícia.
O primeiro presépio do mundo terá sido montado por São Francisco de Assis, em 1223. A partir de então, o costume espalhou-se pelas igrejas e conventos da Cristandade.

Depois foram os reis e, por imitação, os nobres, a montarem presépios nos seus palácios e solares. Os presépios tornaram-se elementos decorativos no Natal, popularizando-se no século XVIII. São um exemplo da arte do estilo barroco.

As famílias ou as igrejas mais ricas procuravam ter o presépio mais belo e com mais peças do que as outras. Eram feitas encomendas a escultores, como Joaquim Machado de Castro (1731 - 1822), que moldavam as figuras em barro, madeira ou em materiais mais nobres e caros (prata e marfim).

À Sagrada Família, S. Francisco de Assis juntou a vaca e o burro. O "presépio português" foi acrescentando, de acordo com a imaginação dos seus autores, os elementos populares.

Imagens de vários presépios


Presépio da Igreja dos Mártires (Lisboa)

 

Presépio do Palácio das Necessidades (Lisboa)

Presépio do Palácio de Queluz

Presépio do Patriarcado - Mosteiro de S. Vicente de Fora (Lisboa)

Palácio do Convento da Madre de Deus (Lisboa)

Presépio da Sé de Lisboa

Presépio da Igreja de S. Lourenço, também conhecida por Igreja dos Grilos (Porto)

Presépio da Basílica da Estrela (Lisboa)

À exceção do presépio do Palácio de Queluz, que é do século XIX, todos os outros aqui apresentados são do século XVIII.
O presépio da Basílica da Estrela será o maior presépio português dessa época. Está montado sobre uma estrutura original de madeira e de cortiça, contando com mais de 500 figuras. Pensa-se que seja da autoria de Machado de Castro, embora não esteja assinado.

Presépio da Basílica da Estrela, pormenor com o Menino Jesus


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