Esta mensagem não interessa à turma do 6.º E, porque não realizou este trabalho.
1 - D. João V demonstrava o seu poder político e económico patrocinando (isto é, mandando fazer ou apoiando) a construção de grandes obras.
2 - A grande obra é o Convento e Palácio de Mafra.
3 - O que torna a basílica única é o conjunto de 6 órgãos.
4 - Estilo barroco.
5 - Materiais mais usados na decoração de edifícios: azulejos, mármores, talha dourada e madeiras exóticas.
6 - Tipos de edifícios: igrejas, capelas, palácios, solares e bibliotecas.
A Ponte sobre o Tejo em fase de construção.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts.
Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
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5 de dezembro de 2017
1 de dezembro de 2017
Turmas do 6.º A e 6.º E - Correção dos trabalhos
Especialmente para estas duas turmas (têm ficha de avaliação já na próxima aula), correção das fichas de trabalho sobre as características do poder político no tempo de D. João V e a sociedade portuguesa no século XVIII.
Bom estudo.
Bom estudo.
22 de outubro de 2015
Basílica de Mafra - a sagração foi há 285 anos
Quando do nascimento do seu primeiro filho - no caso, uma filha, a princesa D. Maria Bárbara - o rei D. João V mandou construir, em Mafra, um convento dedicado a Santo António, em cumprimento de uma promessa feita.
Entendia que esse nascimento, a 4 de dezembro de 1711, era uma graça divina e, "confortado" pelo ouro que ia chegando do Brasil em quantidades cada vez maiores, não se poupou a despesas.
E não foi um simples convento!... Foi um enorme conjunto de edifícios: um convento, um palácio real e uma basílica.
A mão de obra necessária foi contratada e... forçada.
A primeira pedra foi lançada em 1717 e a sagração ocorreu a 22 de outubro de 1730, dia do aniversário de D. João V.
Dizem que a festa da sagração demorou 24 horas e as outras festas feitas em Mafra estenderam-se por 7 dias, incluindo um banquete popular para 9 mil pessoas.
Mas as obras não estavam terminadas. Só no reinado de D. José foram concluídas.
Vamos voar sobre Mafra...
Entendia que esse nascimento, a 4 de dezembro de 1711, era uma graça divina e, "confortado" pelo ouro que ia chegando do Brasil em quantidades cada vez maiores, não se poupou a despesas.
E não foi um simples convento!... Foi um enorme conjunto de edifícios: um convento, um palácio real e uma basílica.
A mão de obra necessária foi contratada e... forçada.
A primeira pedra foi lançada em 1717 e a sagração ocorreu a 22 de outubro de 1730, dia do aniversário de D. João V.
Dizem que a festa da sagração demorou 24 horas e as outras festas feitas em Mafra estenderam-se por 7 dias, incluindo um banquete popular para 9 mil pessoas.
Mas as obras não estavam terminadas. Só no reinado de D. José foram concluídas.
Vamos voar sobre Mafra...
19 de janeiro de 2015
A troca das princesas
Durante o reinado de D. João V, depois da assinatura de um tratado de paz entre vários países europeus (1713), seguiu-se uma política de aproximação entre Portugal e Espanha.
Foi então negociado um duplo casamento entre os príncipes herdeiros dos dois reinos: a princesa portuguesa Maria Bárbara (filha de D. João V) casaria com o herdeiro ao trono espanhol, príncipe Fernando; o futuro rei D. José I casaria com a princesa D. Mariana Vitória (filha de D. Filipe V, 1.º rei da dinastia de Bourbon, em Espanha).
Era também uma forma de procurar garantir a paz entre os dois reinos.
Os documentos para este contrato foram assinados em Lisboa e Madrid, em 1727, tendo-se iniciado os preparativos para a cerimónia dos casamentos, que ficou conhecida como a "troca das princesas" -porque eram as princesas que tinham de mudar de país, indo viver para os países dos seus maridos, futuros reis.
A troca das princesas devia ocorrer em terreno neutro.
Por esse motivo, foi construída uma ponte com um palácio em madeira sobre o rio Caia, rio que assinala a fronteira entre Portugal e Espanha na região de Elvas/Badajoz.
O palácio, muito bem decorado, acolheria as famílias reais e os principais convidados.
As comitivas que conduziram as princesas eram luxuosas. A comitiva da princesa D. Maria Bárbara era composta por vários coches encomendados de propósito para a cerimónia. Seguiam ainda 185 carroças e 6 mil soldados.
Muita gente acorreu às margens do rio para assistir, na medida do possível, aos acontecimentos públicos das cerimónias.
Os casamentos tiveram lugar a 19 de janeiro de 1729.
Há 286 anos.
Foi então negociado um duplo casamento entre os príncipes herdeiros dos dois reinos: a princesa portuguesa Maria Bárbara (filha de D. João V) casaria com o herdeiro ao trono espanhol, príncipe Fernando; o futuro rei D. José I casaria com a princesa D. Mariana Vitória (filha de D. Filipe V, 1.º rei da dinastia de Bourbon, em Espanha).
Era também uma forma de procurar garantir a paz entre os dois reinos.
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| As princesas - D. Maria Bárbara e D. Mariana Vitória |
Os documentos para este contrato foram assinados em Lisboa e Madrid, em 1727, tendo-se iniciado os preparativos para a cerimónia dos casamentos, que ficou conhecida como a "troca das princesas" -porque eram as princesas que tinham de mudar de país, indo viver para os países dos seus maridos, futuros reis.
A troca das princesas devia ocorrer em terreno neutro.
Por esse motivo, foi construída uma ponte com um palácio em madeira sobre o rio Caia, rio que assinala a fronteira entre Portugal e Espanha na região de Elvas/Badajoz.
O palácio, muito bem decorado, acolheria as famílias reais e os principais convidados.
As comitivas que conduziram as princesas eram luxuosas. A comitiva da princesa D. Maria Bárbara era composta por vários coches encomendados de propósito para a cerimónia. Seguiam ainda 185 carroças e 6 mil soldados.
Muita gente acorreu às margens do rio para assistir, na medida do possível, aos acontecimentos públicos das cerimónias.
Os casamentos tiveram lugar a 19 de janeiro de 1729.
Há 286 anos.
12 de novembro de 2014
A Inquisição no reinado de D. João V
Sobre a Inquisição, poderá ser interessante lerem esta mensagem sobre a Inquisição no reinado de D. João V, já com 3 anos, mas sempre atual (porque a História nunca está fora de moda).
6 de novembro de 2014
A Igreja Patriarcal (especialmente para o 6.º B)
Quando pedi, na turma do 6.º B, para ilustrarem a apresentação sobre a monarquia absoluta no reinado de D. João V, não dei conta da ausência, na pasta das imagens, de qualquer representação da Igreja Patriarcal.
Esta igreja resultou de grandes obras mandadas realizar por D. João V na Capela Real do Paço da Ribeira, transformando esta na Santa Igreja Patriarcal.
Ela aqui está, em reconstrução virtual.
É que o terramoto deitou-a abaixo.
Esta igreja resultou de grandes obras mandadas realizar por D. João V na Capela Real do Paço da Ribeira, transformando esta na Santa Igreja Patriarcal.
Ela aqui está, em reconstrução virtual.
É que o terramoto deitou-a abaixo.
26 de outubro de 2014
Domenico Scarlatti
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| Domenico Scarlatti |
Nascido em Nápoles, a 26 de outubro de 1685, filho do também músico e compositor Alessandro Scarlatti, tinha sido antes nomeado mestre de capela da embaixada de Portugal em Roma (1714).
Sabe-se que voltou a Nápoles, indo depois para Espanha. Em 1773 1733, assumiu o cargo de maestro (?) de música da princesa Maria Bárbara, que se tinha casado com Fernando VI, o herdeiro do trono espanhol.
Domenico Scarlatti, que morreria em 1757, viveu num período em que predominava o chamado estilo barroco.
Sigam esta ligação.
Experimentem ouvir a música, de influência ibérica, tocada num cravo.
E vão observando os pormenores da pintura, a qual retrata bem o ambiente de corte do século XVIII (tanto faz ser a família real espanhola ou a família real portuguesa - seguia-se a mesma moda).
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| Família real espanhola (cerca de 1743) |
Para os curiosos que queiram saber onde está D. Maria Bárbara...
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| ... está aqui ao lado do seu marido, o futuro rei D. Fernando VI (reinou em Espanha de 1746 a 1759) |
24 de outubro de 2014
Turma 6.º C - Poder absoluto / Monarquia absoluta
Por lapso, para verem a apresentação sobre a monarquia absoluta no reinado de D. João V, indiquei que deviam fazer a pesquisa por Poder absoluto. Devem pesquisar por Monarquia absoluta.
Essa apresentação também deverá ser vista pelos alunos do 6.º B e do 6.º D, como disse nas aulas. Mas às vezes fico com a ideia de que a informação entra a 100 e sai a 200, não sei se me entendem!...
Essa apresentação também deverá ser vista pelos alunos do 6.º B e do 6.º D, como disse nas aulas. Mas às vezes fico com a ideia de que a informação entra a 100 e sai a 200, não sei se me entendem!...
Busto de D. João V
18 de outubro de 2014
O Paço da Ribeira (Lisboa pré-1755)
Na turma do 6.º C falei deste filme, mas não o vimos.
Agora vem mesmo a propósito da última aula do 6.º D, quando foi questionado o destino dado às riquezas provenientes do Brasil, sobretudo o ouro, no reinado de D. João V.
O vídeo - primeiro com as legendas em português, depois em inglês - é apresentado como sendo sobre Lisboa antes do terramoto, mas a verdade é que se centra no Paço da Ribeira, a residência real a partir de D. Manuel I.
D. João V mandou fazer um largo conjunto de obras, como se compreende da leitura das legendas.
A música é da época de D. João V, em estilo barroco.
Agora vem mesmo a propósito da última aula do 6.º D, quando foi questionado o destino dado às riquezas provenientes do Brasil, sobretudo o ouro, no reinado de D. João V.
O vídeo - primeiro com as legendas em português, depois em inglês - é apresentado como sendo sobre Lisboa antes do terramoto, mas a verdade é que se centra no Paço da Ribeira, a residência real a partir de D. Manuel I.
D. João V mandou fazer um largo conjunto de obras, como se compreende da leitura das legendas.
A música é da época de D. João V, em estilo barroco.
Lisboa antes do terramoto de 1755 - exibido no Museu Nacional de Arte Antiga from Lisbon Pre 1755 Earthquake on Vimeo.
30 de outubro de 2013
Capela de S. João Batista (na Igreja de S. Roque)
Na última aula do 6.º D, sobre o estilo barroco e as construções do reinado de D. João V, a conversa passou pela Capela de S. João Batista, no interior da Igreja de S. Roque.
A igreja de S. Roque não é desconhecida para os alunos que eram do 5.º 8. Passámos por ela na visita de estudo sobre a cidade de Lisboa na época da revolução de 1383-1385.
S. Roque, construída na segunda metade do século XVI, foi a primeira igreja da Companhia de Jesusem Portugal - lembram-se de termos falado dos jesuítas e do Padre António Vieira?
Foi nesta igreja que D. João V quis instalar uma capela dedicada a S. João Baptista. E fez essa encomenda a arquitectos italianos, em 1740 - ainda havia ouro do Brasil.
A capela foi sendo construída em Roma, montada e preparada para que o Papa Bento XIV pudesse celebrar lá uma missa - 6 de Maio de 1747 - e, posteriormente, desmontada e transportada para Lisboa, em 3 naus, substituindo outra capela.
A capela é uma obra de arte, em estilo barroco. Os materiais de que é feita e a qualidade artística faziam inveja a muitos outros edifícios religiosos da época, dentro e fora de Portugal.
Não chegam os dedos das mãos para contar a variedade dos mármores utilizados. O mosaico também é profusamente utilizado, tendo a sua montagem sido concluída já após a morte de D. João V. É igualmente usado o bronze dourado.
Imagens da capela de S. João Batista:
Os paramentos e as peças de culto, igualmente de grande valor, encontram-se, em parte, no Museu de S. Roque, ao lado da igreja.
Algumas das peças encomendadas teriam desaparecido na viagem de Roma para Lisboa.
Perguntava o Pedro : "Stôr, onde é que está o ouro do Brasil?"
A igreja de S. Roque não é desconhecida para os alunos que eram do 5.º 8. Passámos por ela na visita de estudo sobre a cidade de Lisboa na época da revolução de 1383-1385.
S. Roque, construída na segunda metade do século XVI, foi a primeira igreja da Companhia de Jesusem Portugal - lembram-se de termos falado dos jesuítas e do Padre António Vieira?
Foi nesta igreja que D. João V quis instalar uma capela dedicada a S. João Baptista. E fez essa encomenda a arquitectos italianos, em 1740 - ainda havia ouro do Brasil.
A capela foi sendo construída em Roma, montada e preparada para que o Papa Bento XIV pudesse celebrar lá uma missa - 6 de Maio de 1747 - e, posteriormente, desmontada e transportada para Lisboa, em 3 naus, substituindo outra capela.
A capela é uma obra de arte, em estilo barroco. Os materiais de que é feita e a qualidade artística faziam inveja a muitos outros edifícios religiosos da época, dentro e fora de Portugal.
Não chegam os dedos das mãos para contar a variedade dos mármores utilizados. O mosaico também é profusamente utilizado, tendo a sua montagem sido concluída já após a morte de D. João V. É igualmente usado o bronze dourado.
Imagens da capela de S. João Batista:
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| Sobre a capela as armas reais de D. João V |
Os paramentos e as peças de culto, igualmente de grande valor, encontram-se, em parte, no Museu de S. Roque, ao lado da igreja.
Algumas das peças encomendadas teriam desaparecido na viagem de Roma para Lisboa.
Perguntava o Pedro : "Stôr, onde é que está o ouro do Brasil?"
11 de novembro de 2011
A inquisição no tempo de D. João V
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| D. João V |
Aumentou o número de autos-de-fé, sendo que o próprio D. João V assistia à grande maioria deles, mesmo nos últimos anos do reinado, quando já apresentava problemas de saúde. Era o seu “espetáculo” preferido. O rei pensaria que era a melhor forma de manter os princípios do cristianismo.
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| Auto-de-fé no Terreiro do Paço (Lisboa) |
Durante o seu reinado realizaram-se, em Lisboa, 28 autos-de-fé públicos. E o número de condenados podia atingir as dezenas.
Os autos-de-fé eram apregoados pela cidade cerca de quinze dias antes da sua realização e faziam-se preparativos como se fosse para uma festa.
Montavam-se bancadas de madeira para a assistência nas praças onde tinham lugar - em Lisboa, era no Terreiro do Paço ou no Rossio. Geralmente, após os autos-de-fé, inquisidores e rei jantavam em banquetes organizados pela Inquisição, onde podiam participar centenas de pessoas das mais importantes do clero e da nobreza.
9 de novembro de 2011
A monarquia absoluta no tempo de D. João V
Reconfigurada, está agora disponível a apresentação sobre A monarquia absoluta no tempo de D. João V.
1 de novembro de 2010
A nova imagem do cabeçalho
Conforme o tema a tratar nas aulas assim vai mudando a imagem que identifica o blogue.
Deixámo-nos de centrar no Brasil, para abordarmos a sociedade portuguesa no reinado de D. João V - a primeira metade do século XVIII.
É evidente que a vida na época de D. João V, nomeadamente a vida da corte, é marcada pelo ouro que nos chegava do Brasil. Mas agora centramos a nossa atenção na forma como o rei exerce o seu poder e nas suas manifestações de luxo.
O Convento de Mafra é uma das "marcas" do reinado de D. João V. Por isso escolhi uma imagem do convento para ser a imagem deste blogue, enquanto andarmos à volta deste assunto.
Podia ter sido o Aqueduto das Águas Livres...
Deixámo-nos de centrar no Brasil, para abordarmos a sociedade portuguesa no reinado de D. João V - a primeira metade do século XVIII.
É evidente que a vida na época de D. João V, nomeadamente a vida da corte, é marcada pelo ouro que nos chegava do Brasil. Mas agora centramos a nossa atenção na forma como o rei exerce o seu poder e nas suas manifestações de luxo.
O Convento de Mafra é uma das "marcas" do reinado de D. João V. Por isso escolhi uma imagem do convento para ser a imagem deste blogue, enquanto andarmos à volta deste assunto.
Podia ter sido o Aqueduto das Águas Livres...
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