Os alunos da turma do 5.º A, num trabalho interdisciplinar - HGP e Ed. Visual -, fluíram "através da arte primitiva... felizes por conseguirem reproduzir o que, durante milhares de anos, o tempo não destruiu... voltar às raízes... da garatuja do desenho..." (M.ª Cristina Araújo).
Batalha da Salga, na ilha Terceira (25 de julho de 1581) - Painel de azulejos
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts.
Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
21 de novembro de 2016
O regresso dos pintores rupestres!...
Na Paulo da Gama, artistas de palmo e meio mas de mão cheia fazem-nos regressar ao tempo das cavernas!
Os alunos da turma do 5.º A, num trabalho interdisciplinar - HGP e Ed. Visual -, fluíram "através da arte primitiva... felizes por conseguirem reproduzir o que, durante milhares de anos, o tempo não destruiu... voltar às raízes... da garatuja do desenho..." (M.ª Cristina Araújo).
Os alunos da turma do 5.º A, num trabalho interdisciplinar - HGP e Ed. Visual -, fluíram "através da arte primitiva... felizes por conseguirem reproduzir o que, durante milhares de anos, o tempo não destruiu... voltar às raízes... da garatuja do desenho..." (M.ª Cristina Araújo).
19 de novembro de 2016
Museu do Ouro de Sabará (Minas Gerais)
Pela mesma época, com as expedições dos chamados "bandeirantes" começaram a ser encontradas minas de ouro no interior do território brasileiro - Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
Essa descoberta provocou a "corrida ao ouro" - todos queriam partir para as regiões auríferas, com o sonho de enriquecerem - o que não aconteceu com muitos!
Mas o ouro tornou-se, na primeira metade do século XVIII, a mais importante fonte de rendimento da coroa portuguesa.
No Brasil, numa das zonas onde o ouro foi mais explorado, foi criado o Museu do Ouro de Sabará (Minas Gerais).
Este Museu disponibiliza um vídeo muito interessante em que se aborda essa exploração e a forma como os reis de Portugal, sobretudo D. João V, a procuraram controlar, com o objetivo de cobrar o imposto - o quinto - sobre o ouro extraído.
O ouro do Brasil e a cobrança do quinto do rei
Geralmente, refere-se a chegada do ouro do Brasil aos cofres de D. João V e destaca-se aquilo que esse ouro permitiu: uma série de empreendimentos grandiosos e o apoio à produção de obras de arte de uma forma que para os outros reis de Portugal foi impossível.
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| Palácio e Convento de Mafra |
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| Capela Real de S. João Batista - Igreja de S. Roque (Lisboa) |
Uma historiadora brasileira chama a atenção para um problema que se levantava: como é que o rei podia cobrar o quinto - imposto de 20% sobre o ouro descoberto - que lhe era devido pelas regras definidas?
«É preciso lembrar que a política colonial em relação ao Brasil neste reinado foi dominada por uma questão: como cobrar os quintos do ouro e das pedras preciosas, nomeadamente dos diamantes, da maneira mais eficaz, sem permitir os descaminhos que desfalcavam a Fazenda Real de grande parte da riqueza que lhe era devida? Esta questão foi objecto de inúmeros pareceres e discussões, ocupou constantemente o Conselho Ultramarino, até o rei se decidir a adoptar um sistema de cobrança que se propunha diminuir as fraudes e permitir-lhe um rendimento de acordo com a riqueza tirada das áreas de mineração (...)»
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| Brasil - Áreas em que foram descobertas minas de ouro |
Este problema foi motivo de discussão e de várias reformas durante todo o período de exploração do ouro brasileiro.
«D. João V continuava achando que a crescente produção mineira daria maior
contribuição aos seus cofres e, pela lei de 11 de Fevereiro de 1719, determinou que (...) para a arrecadação dos seus quintos se
erguessem Casas de Fundição nas Minas, nas quais seria reduzido a barras todo o ouro extraído,
cobrando-se nelas o que se lhe devia.»
Os mineiros reclamavam contra as Casas de Fundição e o pagamento do quinto, argumentando que o trabalho de extracção era difícil e que a aquisição de escravos era muito dispendiosa. Houve várias revoltas contra o chamado "quinto dos infernos".
«Ouro clandestino era escondido em caixas de açúcar e no próprio navio, a ponto do governador do Rio de Janeiro escrever ao rei em Julho de 1730: “Se Vossa Majestade pagasse os navios e a carga para descobrir o ouro, desfazendo os navios e abrindo a carga, lucraria a sua Real Fazenda 500%”.»
E por muito que o rei fizesse ou quisesse fazer, muito ouro fugiu ao seu controlo.
«Ouro clandestino era escondido em caixas de açúcar e no próprio navio, a ponto do governador do Rio de Janeiro escrever ao rei em Julho de 1730: “Se Vossa Majestade pagasse os navios e a carga para descobrir o ouro, desfazendo os navios e abrindo a carga, lucraria a sua Real Fazenda 500%”.»
Maria Beatriz Nizza da Silva,
D. João V e a cobrança dos quintos do ouro em Minas Gerais
12 de novembro de 2016
Historiando no facebook
Nem sempre é possível partilhar aqui algumas notícias, filmes e outras "novidades" que vão surgindo na net.
Essa partilha é, frequentemente, mais fácil no facebook.
Por isso, foi criada uma conta do Historiando - Paulo da Gama no fb.
Visitem-nos!
Essa partilha é, frequentemente, mais fácil no facebook.
Por isso, foi criada uma conta do Historiando - Paulo da Gama no fb.
Visitem-nos!
7 de novembro de 2016
300 anos do Patriarcado de Lisboa
A 7 de novembro de 1716, uma bula do Papa Clemente XI criou o Patriarcado de Lisboa.
O título era uma honra para o clero português e para o rei D. João V, que há muito procurava essa distinção, querendo transformar Lisboa numa nova Roma.
No século XVIII, Portugal era importante para a Cristandade, pois o território português estendia-se pelo Brasil, pela costa africana e, ainda, pelo Oriente, onde o Papa tinha confiado a evangelização aos reis de Portugal (e, por isso, aos missionários portugueses).
O ouro que, no início desse século, chegava do Brasil permitia ao rei D. João V sonhar com projetos e obras grandiosos.
Em julho de 1716, D. João V enviou uma grande embaixada a Roma, uma das mais faustosas de todos os tempos, que incluía cinco grandes coches temáticos, para obter algumas prerrogativas para a Igreja Portuguesa, nomeadamente, a elevação da capela real do Paço da Ribeira à categoria de igreja patriarcal.
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| Papa Clemente XI |
O título era uma honra para o clero português e para o rei D. João V, que há muito procurava essa distinção, querendo transformar Lisboa numa nova Roma.
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| D. João V |
No século XVIII, Portugal era importante para a Cristandade, pois o território português estendia-se pelo Brasil, pela costa africana e, ainda, pelo Oriente, onde o Papa tinha confiado a evangelização aos reis de Portugal (e, por isso, aos missionários portugueses).
O ouro que, no início desse século, chegava do Brasil permitia ao rei D. João V sonhar com projetos e obras grandiosos.
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| Um dos coches da embaixada ao Papa (Museu dos Coches) |
Em julho de 1716, D. João V enviou uma grande embaixada a Roma, uma das mais faustosas de todos os tempos, que incluía cinco grandes coches temáticos, para obter algumas prerrogativas para a Igreja Portuguesa, nomeadamente, a elevação da capela real do Paço da Ribeira à categoria de igreja patriarcal.
Foi nessa ocasião que D. João V prometeu o envio de uma armada portuguesa para suster o avanço do Império Otomano no Mar Mediterrâneo, o que se confirmou em 1717*.
Era uma ação política com o objetivo de prestigiar Lisboa.
Com tamanho empenho e persistência do monarca português, o Papa iria satisfazer a sua vontade: Lisboa ganhou um patriarcado e uma igreja patriarcal - a antiga capela do Paço Real, que seria posteriormente transformada por obras monumentais.
Na Ribeira concentrava-se o poder político e o poder religioso.
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| Igreja Patriarcal (reconstrução virtual) |
O terramoto de 1 de novembro de 1755 deitaria por terra o Paço Real e a Igreja Patriarcal.
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| Ruínas da Praça da Patriarcal |
* Batalha de Matapão, perto da costa grega, em que a armada portuguesa teve um papel decisivo na derrota dos turcos, travando a pressão destes no Mar Mediterrâneo.
27 de outubro de 2016
Ficha de Avaliação - Turmas 5.º D, 5.º E e 5.º H
Os alunos das turmas 5.º D, 5.º E e 5.º H encontram aqui os objetivos da primeira ficha de avaliação de História e Geografia de Portugal.
A forma como são apresentados pretende ser uma ajuda de orientação do estudo.
Se os alunos imprimirem as folhas do documento, têm um quadrado antes de cada objetivo. Nesse quadrado pode ser assinalado se o aluno pensa já ter adquirido esse conhecimento.
Em relação aos objetivos não assinalados - aqueles que ainda não estarão adquiridos -, os alunos poderão colocar as dúvidas nas aulas antes da ficha.
Caso já não tenham mais aulas até ao dia da ficha, podem colocar as dúvidas por mail - carloscarrasco9@gmail.com
Bom estudo!
A forma como são apresentados pretende ser uma ajuda de orientação do estudo.
Se os alunos imprimirem as folhas do documento, têm um quadrado antes de cada objetivo. Nesse quadrado pode ser assinalado se o aluno pensa já ter adquirido esse conhecimento.
Em relação aos objetivos não assinalados - aqueles que ainda não estarão adquiridos -, os alunos poderão colocar as dúvidas nas aulas antes da ficha.
Caso já não tenham mais aulas até ao dia da ficha, podem colocar as dúvidas por mail - carloscarrasco9@gmail.com
Bom estudo!
26 de outubro de 2016
Exercícios aconselhados para as turmas do 5.º ano
Agora que se aproxima a primeira ficha de avaliação, e porque será muito útil a realização destes exercícios, deixo aqui o conselho aos meus alunos do 5.º ano: façam-nos!
Qualquer dúvida pode ser enviada para: carloscarrasco9@gmail.com
Ficha 2 - 1 - pág. 9
Ficha 2 - 2 - pág. 10
Ficha 3 - 1 - pág. 11
Ficha 3 - 2 - pág. 12
Ficha 4 - 1 - pág. 13
Qualquer dúvida pode ser enviada para: carloscarrasco9@gmail.com
Ficha 2 - 1 - pág. 9
Ficha 2 - 2 - pág. 10
Ficha 3 - 1 - pág. 11
Ficha 3 - 2 - pág. 12
Ficha 4 - 1 - pág. 13
25 de outubro de 2016
A chegada das armas de fogo ao Japão
Nas primeiras aulas do 6.º ano, recuperando temas do 5.º ano, falei da chegada dos portugueses ao Japão e da história da introdução das armas de fogo nesse arquipélago.
O Francisco achou interessante e quis contar essa história.
«A chegada dos Portugueses ao Japão terá acontecido de forma ocasional.
O Francisco achou interessante e quis contar essa história.
Três portugueses (um deles de nome António Mota) terão chegado num junco à praia de Tanegashima em 1542 ou 1543.
Até então, apenas se tinha conhecimento do Japão através das descrições de Marco Polo, um mercador, embaixador e explorador Veneziano (1254-1324).
O encontro destas duas diferentes culturas foi marcado por um intercâmbio de objetos, conhecimentos, hábitos e palavras.
Os portugueses que chegaram ao Japão levavam armas de fogo – espingardas chamadas "de fecho de mecha" - que os japoneses desconheciam.
Até então, apenas se tinha conhecimento do Japão através das descrições de Marco Polo, um mercador, embaixador e explorador Veneziano (1254-1324).
O encontro destas duas diferentes culturas foi marcado por um intercâmbio de objetos, conhecimentos, hábitos e palavras.
Os portugueses que chegaram ao Japão levavam armas de fogo – espingardas chamadas "de fecho de mecha" - que os japoneses desconheciam.
O chefe da ilha japonesa, Tanegashima Tokitaka (1528-1579), comprou duas espingardas aos Portugueses e contratou um fabricante de espadas, um artesão chamado Yaita, para copiar o sistema de disparo.
Como o artesão teve dificuldades em copiar esse sistema, os Portugueses ficaram na ilha durante cerca de um ano, e chamaram um ferreiro para resolver aquele problema.
Em dez anos, terão sido fabricadas mais de 300 armas.
A espingarda mudou a história do Japão.»
Francisco Moreira (6.º D)
25 de outubro na História de Portugal
Em 1147, foi o dia da entrada solene de D. Afonso Henriques na cidade de Lisboa, depois da conquista desta cidade.
Em 1495, neste mesmo dia, morreu o rei D. João II.
Tendo falecido já o seu filho, o príncipe D. Afonso, sucedeu-lhe no trono o cunhado e primo (conseguia ser as duas coisas em simultâneo!), D. Manuel I.
Em 1495, neste mesmo dia, morreu o rei D. João II.
Tendo falecido já o seu filho, o príncipe D. Afonso, sucedeu-lhe no trono o cunhado e primo (conseguia ser as duas coisas em simultâneo!), D. Manuel I.
23 de outubro de 2016
A vegetação natural da Península Ibérica/de Portugal Continental
O relevo, o clima e o tipo de solo influenciam o tipo de vegetação natural.
«Antes das devastações produzidas pelo ser humano, estava o território português coberto de densas matas. Ao norte do Mondego e nas montanhas da Beira, predominavam as árvores de folha caduca (...). No Sul havia bosques mediterrâneos de folhas sempre verdes. (...) Esta vegetação não desapareceu por completo (...).»
A ação humana tem alterado a cobertura vegetal.
Na Península Ibérica, quanto à distribuição da vegetação, podem distinguir-se duas áreas: a Ibéria húmida (norte, noroeste) e a Ibéria seca (sul, este e sudeste).
«Antes das devastações produzidas pelo ser humano, estava o território português coberto de densas matas. Ao norte do Mondego e nas montanhas da Beira, predominavam as árvores de folha caduca (...). No Sul havia bosques mediterrâneos de folhas sempre verdes. (...) Esta vegetação não desapareceu por completo (...).»
A ação humana tem alterado a cobertura vegetal.
Na Península Ibérica, quanto à distribuição da vegetação, podem distinguir-se duas áreas: a Ibéria húmida (norte, noroeste) e a Ibéria seca (sul, este e sudeste).
«(...) marcaram-se as grandes áreas de dominância das espécies mais importantes. O pinheiro bravo cobre todo o Oeste atlântico até ao Sado; arvoredos de folha caduca, especialmente carvalhais e soutos, predominam nas terras altas e interiores (...). O domínio contínuo de espécies de folha perene - sobreiro e azinheira - começa um pouco ao sul do Tejo, a oeste, e ao norte dele, a leste.
O pinheiro manso não se afasta muito do litoral; os seus povoamentos (...) adquirem grande importância na Península da Arrábida, no baixo Tejo e vale do Sado e na costa algarvia.»
Orlando Ribeiro, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico (adaptado)
carvalhais - conjuntos de carvalhos; soutos - conjuntos de castanheiros.
O pinheiro manso não se afasta muito do litoral; os seus povoamentos (...) adquirem grande importância na Península da Arrábida, no baixo Tejo e vale do Sado e na costa algarvia.»
Orlando Ribeiro, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico (adaptado)
carvalhais - conjuntos de carvalhos; soutos - conjuntos de castanheiros.
Fiz uma tentativa de transposição (simplificada) da informação consultada para um mapa.
Não desgostei do resultado...
A vegetação natural de Portugal
A informação disponível sobre o tema da vegetação natural da Península Ibérica (e de Portugal, em especial), nos manuais escolares de HGP, é muito díspar.
Dos mapas apresentados com a distribuição das espécies... há grande variedade (e algumas incoerências, parece-me).
Também é verdade que "vegetação natural" não inclui aquela que foi introduzida por mão humana, pelo que a distribuição original das espécies pode não estar de acordo com os nossos mapas mentais de distribuição das espécies que conhecemos na atualidade.
O tema ocupa um espaço mínimo no programa - é quase irrelevante - e o nosso fraco conhecimento sobre ele ainda o remete mais para uma zona sombria.
Mas, procurando informação fidedigna (e com alguma coerência) descobrem-se coisas interessantes, como este trabalho do jornal Público on-line, de 2013.
Quem estiver interessado em aprofundar um pouco o seu conhecimento, encontra aqui informações fornecidas de uma forma simples e atrativa.
No ponto "Uma floresta sempre em mutação", encontra-se um quadro com a representação das principais espécies florestais de Portugal Continental.
Nesse artigo, se clicarmos em cima da imagem das árvores, encontramos um conjunto de dados sobre a espécie que selecionámos.
Foi desse trabalho que copiei as imagens que apresento a seguir.
Dos mapas apresentados com a distribuição das espécies... há grande variedade (e algumas incoerências, parece-me).
Também é verdade que "vegetação natural" não inclui aquela que foi introduzida por mão humana, pelo que a distribuição original das espécies pode não estar de acordo com os nossos mapas mentais de distribuição das espécies que conhecemos na atualidade.
O tema ocupa um espaço mínimo no programa - é quase irrelevante - e o nosso fraco conhecimento sobre ele ainda o remete mais para uma zona sombria.
Mas, procurando informação fidedigna (e com alguma coerência) descobrem-se coisas interessantes, como este trabalho do jornal Público on-line, de 2013.
Quem estiver interessado em aprofundar um pouco o seu conhecimento, encontra aqui informações fornecidas de uma forma simples e atrativa.
No ponto "Uma floresta sempre em mutação", encontra-se um quadro com a representação das principais espécies florestais de Portugal Continental.
Nesse artigo, se clicarmos em cima da imagem das árvores, encontramos um conjunto de dados sobre a espécie que selecionámos.
Foi desse trabalho que copiei as imagens que apresento a seguir.
A curiosidade de ver a evolução da ocupação do espaço florestal entre 1995 e 2010. O mais significativo, à primeira vista, é a perda de terreno por parte do pinheiro-bravo e a progressão da área ocupada pelo eucalipto (espécie que foi introduzida em Portugal ainda não há 200 anos).
20 de outubro de 2016
5.º ano - TPC
Trabalhos para os alunos do 5.º ano:
Tarefa 1 - Pág. 1
Tarefa 1 - Pág. 2
Tarefa 2 - Pág. 1
Tarefa 2 - Pág. 2
Tarefa 1 - Pág. 1
Tarefa 1 - Pág. 2
Tarefa 2 - Pág. 1
Tarefa 2 - Pág. 2
11 de outubro de 2016
Rotas dos escravos
A propósito da escravatura e do comércio de escravos, há algumas informações interessantes sobre as rotas dos escravos a partir da Guiné, de Angola e de Moçambique neste site.
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| Rotas dos escravos no espaço do Império Português |
Locais de origem de produtos alimentares
Achei interessante este mapa, encontrado neste site.
É pena o nome dos alimentos não estar em português, mas isso pode constituir uma boa oportunidade para consultarem um dicionário.
É pena o nome dos alimentos não estar em português, mas isso pode constituir uma boa oportunidade para consultarem um dicionário.
Clicando no mapa podem ver melhor.
6 de outubro de 2016
Império Português do século XVI
Para as turmas do 6.º ano:
Encontram aqui o quadro síntese sobre o Império Português do século XVI - a colonização das ilhas atlânticas e do Brasil e o relacionamento comercial com os povos do litoral africano e do Oriente.
Aconselho a consulta da mensagem com esta ligação.
Encontram aqui o quadro síntese sobre o Império Português do século XVI - a colonização das ilhas atlânticas e do Brasil e o relacionamento comercial com os povos do litoral africano e do Oriente.
Aconselho a consulta da mensagem com esta ligação.
5 de outubro de 2016
A monarquia iniciou-se e terminou "no mesmo dia"
5 de outubro
O 5 de outubro mais lembrado da história de Portugal é o de 1910.
Nesse dia foi implantada a República, isto é, os republicanos puseram fim ao regime monárquico, substituindo-o pelo regime republicano.
A 5 de outubro de 1143, foi assinado o Tratado de Zamora, por D. Afonso Henriques e D. Afonso VII, rei de Leão e Castela, confirmando a paz entre os dois primos.
Este acontecimento é considerado o ato fundador da monarquia portuguesa, pois aí foi reconhecido a D. Afonso Henriques o título de rei.
O 5 de outubro mais lembrado da história de Portugal é o de 1910.
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| Rotunda - 5 de outubro de 1910 |
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| Assinatura do Tratado de Zamora |
Este acontecimento é considerado o ato fundador da monarquia portuguesa, pois aí foi reconhecido a D. Afonso Henriques o título de rei.
2 de outubro de 2016
20 de setembro de 2016
A viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães
Esta autêntica aventura foi feita ao serviço do rei de Espanha, Carlos V, pois Fernão de Magalhães não estaria nas boas graças de D. Manuel I.
Fernão de Magalhães capitaneava 5 navios e uma tripulação de 250 homens, constituída, sobretudo, por portugueses e espanhóis. Os pilotos eram portugueses, pois eram os únicos que tinham experiência nas travessias do Atlântico sul.
A expedição foi muito conturbada, com revoltas na tripulação e falta de alimentos.
Foi descoberta a passagem do oceano Atlântico para o Pacífico ao sul da América e essa passagem tem, nos dias de hoje, o nome do seu descobridor - Estreito de Magalhães.
No arquipélago das Filipinas, Fernão de Magalhães envolveu-se num conflito entre tribos e foi morto.
A viagem foi concluída sob a chefia de Juan Sebastián Elcano, chegando este navegador a Sevilha (ou a Sanlúcar de Barrameda) no dia 6 de setembro de 1522 (3 anos após a partida).
Regressaram, num único navio, a nau Vitória, apenas 18 homens dos que partiram e alguém lhes chamou "cadáveres-vivos", tal era o seu estado.
19 de setembro de 2016
Descoberta uma Torá com cerca de 400 anos
Na primeira aula do 6.º C, quando falávamos de "narrativas verdadeiras" e de documentos históricos, houve uma questão posta pelo Marco que me fez falar deste achado.
Enrolou o pergaminho num lençol e teve-o guardado em casa, até que, há 6 meses, o mostrou a arqueólogos.
Ficou a saber que tinha guardado uma Torá, o texto fundamental do Judaísmo (comparável à Bíblia, para os Cristãos), já com cerca de 400 anos.
A Torá apresenta-se na forma de um rolo de pergaminho manuscrito, que se enrola de um lado para o outro à medida que se faz a leitura.
Prometi ao Marco - e à turma - colocar aqui esta informação. Foi hoje, dia em que o Marco faz anos.
Parabéns e felicidades!
15 de setembro de 2016
Bom ano letivo
Desejamos um feliz ano letivo a todos os alunos com quem iremos trabalhar este ano, aos nossos ex-alunos e àqueles que (mesmo sendo anónimos) passem por aqui.
Esperamos que o blogue vos possa ser útil.
24 de agosto de 2016
A revolução liberal - 24 de agosto de 1820
Em 1818, na cidade do Porto, o juiz Manuel Fernandes Tomás fundou uma sociedade secreta chamada Sinédrio com o objetivo de preparar uma revolução que instalasse uma monarquia constitucional em Portugal.
O Sinédrio conseguiu a adesão de chefes militares portuenses ao seu projeto revolucionário.
Na madrugada de 24 de agosto de 1820 iniciou-se a revolução, com uma concentração de tropas no campo de Santo Ovídio, junto ao quartel.
Foi disparada uma salva de artilharia, a anunciar publicamente o levantamento militar. Às oito horas da manhã, os revolucionários reuniram-se na Câmara Municipal do Porto e aí constituíram a Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, redigindo um “Manifesto aos Portugueses”, no qual davam a conhecer os objetivos do movimento. As suas principais reivindicações eram a convocação de Cortes para a redação de uma Constituição e o imediato retorno da família real do Brasil, para onde tinham fugido das invasões francesas.
O movimento teve um apoio generalizado e a regência britânica, em Lisboa, foi deposta, vindo a ser constituído um governo provisório.
O Sinédrio conseguiu a adesão de chefes militares portuenses ao seu projeto revolucionário.
Na madrugada de 24 de agosto de 1820 iniciou-se a revolução, com uma concentração de tropas no campo de Santo Ovídio, junto ao quartel.
Foi disparada uma salva de artilharia, a anunciar publicamente o levantamento militar. Às oito horas da manhã, os revolucionários reuniram-se na Câmara Municipal do Porto e aí constituíram a Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, redigindo um “Manifesto aos Portugueses”, no qual davam a conhecer os objetivos do movimento. As suas principais reivindicações eram a convocação de Cortes para a redação de uma Constituição e o imediato retorno da família real do Brasil, para onde tinham fugido das invasões francesas.
O movimento teve um apoio generalizado e a regência britânica, em Lisboa, foi deposta, vindo a ser constituído um governo provisório.
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| Cerimónia comemorativa do levantamento militar de 24 de agosto de 1820. Ao fundo, o quartel de onde saíram as tropas que iniciaram a revolução liberal, na cidade do Porto (fotografia de cerca de 1900) |
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| Fachada do mesmo quartel, na atualidade. O Campo de Santo Ovídio transformou-se na atual Praça da República |
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| Praça da República (Porto) |
14 de agosto de 2016
Batalha de Aljubarrota
14 de agosto de 1385 - Batalha de Aljubarrota
Em abril de 1385, D. João, Mestre de Avis fora escolhido para rei de Portugal nas Cortes de Coimbra.
D. João I de Castela, para conseguir o objetivo de ser rei de Portugal, invadiu novamente Portugal com um numeroso exército de 40.000 homens.
Para Portugal, a vitória em Aljubarrota significou a sua independência face ao poderoso vizinho.
O exército português, constituído por 7.000 homens de armas, aproximadamente, posicionou-se no terreno escolhido e preparado pelo condestável, D. Nuno Álvares Pereira - o planalto de S. Jorge.
A estratégia usada - o novo sistema táctico inventado pelos ingleses (aliados dos portugueses) - levou à vitória sobre o exército castelhano e dos seus aliados franceses.
As baixas castelhanas foram muito maiores, de tal forma que Castela permaneceu de luto por um período de dois anos.
Para Portugal, a vitória em Aljubarrota significou a sua independência face ao poderoso vizinho.
6 de agosto de 2016
Ponte 25 de abril foi inaugurada há 50 anos
Comemoram-se, hoje, 50 anos da inauguração da ponte sobre o Tejo.
O primeiro projeto de construção de uma ponte entre Lisboa e a margem sul surgiu em 1876, e dizia respeito a uma ponte ferroviária, que previa a ligação da capital ao Montijo.
Em 1959 foi aberto um concurso público internacional para apresentação de projetos. Venceu a proposta da empresa norte-americana United States Steel Export Company.
A construção da ponte que liga Lisboa e Almada começou a 5 de novembro de 1962 para ficar concluída no início de agosto de 1966.
O primeiro projeto de construção de uma ponte entre Lisboa e a margem sul surgiu em 1876, e dizia respeito a uma ponte ferroviária, que previa a ligação da capital ao Montijo.
A partir dessa data houve muitos outros projetos, mas só em 1953 foi criada uma comissão "com o objetivo de estudar e apresentar soluções para a construção de uma ponte entre Lisboa e a margem sul do Tejo".
Já havia, então, conhecimento técnico para a construção de uma ponte suspensa (ponte sustentada por cabos, portanto, com maior distância entre os pilares para não perturbar o movimento dos barcos no rio).
Por outro lado, a população da margem sul estava a aumentar, os transportes rodoviários desenvolviam-se e era cada vez mais necessária uma ligação fácil e rápida do sul do país a Lisboa.
Em 1959 foi aberto um concurso público internacional para apresentação de projetos. Venceu a proposta da empresa norte-americana United States Steel Export Company.
A construção da ponte que liga Lisboa e Almada começou a 5 de novembro de 1962 para ficar concluída no início de agosto de 1966.
Ponte Salazar foi o nome dado, em homenagem ao chefe do Governo que tinha decidido a sua construção.
Depois do golpe militar de 25 de abril de 1974, que pôs fim ao regime ditatorial do Estado Novo, o nome da ponte foi alterado para ponte 25 de Abril.
Aqui um vídeo da RTP sobre a inauguração da ponte.
A indicação de 45 anos no título do vídeo deve-se ao facto deste ter sido feito em 2011.
Capa do Diário de Notícias do dia 7 de agosto de 1966
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