Há 50 anos atrás - 13 de fevereiro de 1965 - foi assassinado o General Humberto Delgado.
Humberto Delgado tinha sido candidato, pela chamada oposição democrática, às eleições presidenciais de 1958.
Em resposta à pergunta de um jornalista sobre o destino político de Oliveira Salazar, caso ganhasse essas eleições, afirmou: "Obviamente demito-o".
Foi enorme a adesão popular à sua candidatura, sendo apelidado de "General sem medo".
Oficialmente, Humberto Delgado teve perto de 25% dos votos, perdendo as eleições.
Na realidade, nunca se saberá o verdadeiro resultado, porque foram muitas as fraudes eleitorais.
Posteriormente, foi perseguido pela PIDE. Atraído para uma cilada perto de Badajoz, foi assassinado pela PIDE em território espanhol.
A Ponte sobre o Tejo em fase de construção.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts.
Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.
13 de fevereiro de 2015
8 de fevereiro de 2015
Fichas de Avaliação do 5.º ano
Os alunos das turmas do 5.º D, 5.º E e 5.º F encontram aqui as informações relativas à próxima ficha de avaliação, entretanto já fornecidas nas aulas.
As dúvidas que vos possam surgir podem ser dirigidas para carloscarrasco9@gmail.com
Bom estudo.
As dúvidas que vos possam surgir podem ser dirigidas para carloscarrasco9@gmail.com
Bom estudo.
4 de fevereiro de 2015
Linhas de Torres Vedras
Podemos
sintetizar dizendo que as Linhas de Torres eram conjuntos de fortes dispostos de
forma a constituir linhas, guarnecidos de militares e equipados com canhões, que tinham por objetivo impedir que as tropas
francesas (na 3.ª invasão) chegassem a Lisboa.
Podem ver um divertido vídeo que já foi publicado aqui (e de que já não me lembrava).
Resumidamente,
a sua história é a que se segue:
Depois
de falhada a segunda invasão, era lógico que os franceses tentassem uma nova invasão
militar.
O
comandante-chefe do exército inglês, Duque de Wellington, imaginou uma linha de
fortes que se estenderia do rio Tejo ao oceano Atlântico. Acabaram por ser 3
linhas, as quais vieram a ser conhecidas por Linhas de Torres Vedras e que seriam
um dos mais importantes e bem sucedidos sistemas de defesa jamais construídos.
De acordo com a estratégia de Wellington, “O grande objetivo em Portugal é a posse de Lisboa e do Tejo (…)”
De acordo com a estratégia de Wellington, “O grande objetivo em Portugal é a posse de Lisboa e do Tejo (…)”
Ainda
havia outro objetivo: assegurar que as tropas inglesas pudessem embarcar em
Lisboa… caso a defesa corresse mal.
As Linhas de Torres Vedras começaram a ser construídas ainda em 1809, sob a supervisão de engenheiros portugueses e britânicos. Trabalharam na sua construção cerca de 7000 trabalhadores, juntamente com um grande número de militares, no maior segredo e no mais curto espaço de tempo possíveis.
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| Mapa das Linhas de Torres |
As Linhas de Torres Vedras começaram a ser construídas ainda em 1809, sob a supervisão de engenheiros portugueses e britânicos. Trabalharam na sua construção cerca de 7000 trabalhadores, juntamente com um grande número de militares, no maior segredo e no mais curto espaço de tempo possíveis.
Cada
forte estava adaptado ao tipo de terreno e diferenciava-se no tamanho, na forma
e no poder de fogo. Fizeram-se ainda outras obras e adaptações nas áreas à
volta.
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| Forte de S. Vicente |
Quando
o exército francês, comandado por Massena, já se dirigia para Coimbra, travou-se
a batalha do Buçaco, vencida pelas tropas comandadas por Wellington (27 de
Setembro de 1810). Depois, o exército aliado retirou-se em direção a Lisboa, atraindo
a perseguição do exército francês até junto das Linhas de Torres Vedras.
Nas linhas existiam 247 canhões entrincheirados e encontravam-se 30.000 defensores, número que aumentou com a chegada dos militares que vinham com Wellington desde o Buçaco (60 mil?). Além disso, a esquadra inglesa permanecia no porto de Lisboa.
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| Batalha do Buçaco |
Nas linhas existiam 247 canhões entrincheirados e encontravam-se 30.000 defensores, número que aumentou com a chegada dos militares que vinham com Wellington desde o Buçaco (60 mil?). Além disso, a esquadra inglesa permanecia no porto de Lisboa.
Quando
os franceses chegaram a essa região de montes a norte de Lisboa, foram
impossibilitados de avançar devido ao fogo da artilharia aliada. Depois de
alguns confrontos (meados de outubro), Massena fez vários reconhecimentos das
Linhas, procurando pontos fracos que permitissem um ataque.
Alguns
ataques frustrados revelaram que era muito difícil, se não mesmo impossível,
forçar as Linhas sem perder um enorme número de soldados.
O
exército francês instalou-se em frente às Linhas durante alguns meses. Atrás
das Linhas chegaram reforços vindos de Inglaterra.
A 5
de Março de 1811, o exército francês, a sofrer de fome, sem reforços e reduzido
a aproximadamente 42.000 soldados, começou a sua retirada para a fronteira
espanhola. | Forte de S. Vicente |
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| Retirada das tropas de Massena |
Podem ver um divertido vídeo que já foi publicado aqui (e de que já não me lembrava).
1 de fevereiro de 2015
A expansão mulçumana
Depois da sua morte, em 1632, os califas - os líderes políticos e religiosos dos Muçulmanos - iniciaram uma guerra religiosa para construir um imenso império muçulmano.
No espaço de 100 anos, esse império estendeu-se ao Médio Oriente e zonas da Ásia Central, ao Norte de África e à Península Ibérica.
As principais obrigações dos Muçulmanos
Há 5 obrigações principais para os Muçulmanos, também chamadas "os 5 pilares do Islão", são:
- Adorar um único Deus, Alá, de quem Maomé foi mensageiro.
- Rezar cinco vezes por dia, orações que devem ser feitas com os crentes voltados na direção de Meca (da Caaba, o santuário sagrado no centro da mesquita, em Meca).
- Fazer jejum no mês do Ramadão (o 9.º mês do calendário muçulmano), desde o nascer ao pôr do sol.
- Dar esmola, contribuindo para os pobres e causas de beneficência.
- (Tentar) Ir em peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida, no 12.º mês islâmico.
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| Peregrinos na grande mesquita de Meca, em redor da Caaba |
As mesquitas
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| Mesquita (modelo) |
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| Momento de oração numa mesquita |
| Tapete de oração |
Só se entra descalço e em estado de pureza ritual, pelo que, antes, se devem fazer as abluções (lavagem da cara, das mãos e dos pés) numa sala anexa à mesquita.
As mesquitas, tal como foram os conventos cristãos, também são um centro de ensino e de abrigo aos viajantes.
As mesquitas possuem espaços separados para as mulheres.
O calendário muçulmano (a era muçulmana)
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| Maomé e Abu Bakr a caminho de Yathrib (medina), fugindo dos seus perseguidores |
A data da chegada de Maomé a Yathrib, em 622
(da era cristã), é a data inicial da era muçulmana.
A lua, com uma estrela, é o símbolo do Islão.
Maomé e o Islamismo
O Islamismo é a religião que começou com o profeta Maomé, na
Arábia do século VII d.C.
É uma religião que acredita num Deus único, Alá.
Maomé começou a divulgação da nova religião na cidade de
Meca, na Península Arábica, formando a primeira comunidade islâmica.
Como foi
mal aceite pelos muitos politeístas que aí viviam e perseguida, essa comunidade
mudou-se para Yathrib (uma localidade a Norte de Meca), no ano 622 da era
Cristã.
Muçulmanos são os seguidores da religião islâmica ou
Islamismo.
É uma religião que acredita num Deus único, Alá.
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| Maomé depois da primeira revelação de Deus (610 d.C., no monte Hira) |
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| Maomé e os seus seguidores em Meca |
Yathrib passaria a chamar-se Medina, "cidade” (ou Medina al-Nabi, a "Cidade do Profeta").
A essa mudança deu-se o nome de Hégira e é considerado o acontecimento
fundador do primeiro Estado muçulmano.
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| Meca antiga representada numa pintura |
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| Assim podia ser Yathrib |
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| Cidade de Medina na atualidade |
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| Representação da Hégira |
31 de janeiro de 2015
Ficha de avaliação - turmas do 6.º ano
Meninas e meninos do 6.º B, 6.º C e 6.º D:
A 1.ª ficha de avaliação deste período está para breve.
Podem encontrar aqui um guião de estudo.
Bom estudo.
As dúvidas podem ser enviadas para o mail do costume.
A 1.ª ficha de avaliação deste período está para breve.
Podem encontrar aqui um guião de estudo.
Bom estudo.
As dúvidas podem ser enviadas para o mail do costume.
28 de janeiro de 2015
A abertura dos portos brasileiros - 1808
Ainda D. João VI mal tinha chegado ao Brasil e já estava a satisfazer os amigos ingleses.
A 24 de janeiro de 1808 desembarcou e a 28 de janeiro assinou a autorização que permitia aos navios das nações amigas - Inglaterra - comerciarem diretamente com o Brasil.
O Brasil acelerava o passo a caminho da sua independência.
«Escrita na Bahia aos vinte oito dias de Janeiro de 1808», assinada pelo Príncipe regente D. João.
A 24 de janeiro de 1808 desembarcou e a 28 de janeiro assinou a autorização que permitia aos navios das nações amigas - Inglaterra - comerciarem diretamente com o Brasil.
O Brasil acelerava o passo a caminho da sua independência.
«Escrita na Bahia aos vinte oito dias de Janeiro de 1808», assinada pelo Príncipe regente D. João.
Ir ou não ir para o Brasil?
Entalado entre ingleses e franceses, D. João VI, príncipe regente em 1807, tinha de escolher...
História contada com sotaque brasileiro.
27 de janeiro de 2015
70 anos depois da libertação do campo de concentração de Auschwitz
É importante não esquecer aquilo que o regime nazi, na Alemanha, fez entre 1933 e 1945.
Os campos de concentração eram campos de morte, para onde foram enviados milhares de pessoas, sobretudo judeus, que aí eram assassinados em massa - mais de um milhão perderam a vida naquele que foi o símbolo desses campos - Auschwitz-Bikernau.
Em 1945, com o avanço das forças dos Aliados, o campo foi libertado.
Faz 70 anos.
Os campos de concentração eram campos de morte, para onde foram enviados milhares de pessoas, sobretudo judeus, que aí eram assassinados em massa - mais de um milhão perderam a vida naquele que foi o símbolo desses campos - Auschwitz-Bikernau.
Em 1945, com o avanço das forças dos Aliados, o campo foi libertado.
Faz 70 anos.
24 de janeiro de 2015
A chegada da família real ao Brasil
A Beatriz R. lembrou na aula de ontem que a 24 de janeiro se comemoram 207 anos da chegada da família real ao Brasil.
A Corte fugia das invasões francesas.
Portugal ficava entregue ao seu destino, e o próprio governo de regência deixado pelo príncipe D. João até foi receber os invasores.
Após dois meses de atribulada viagem, os primeiros barcos avistaram S. Salvador da Baía a 22 de Janeiro.
O desembarque foi já a 24 de Janeiro.
«A família real e a elite da metrópole (...) tinham caído dos céus. E confundindo todas as expectativas, chegavam numa armada em muito pior estado do que alguns dos mais degradados navios mercantes que aportavam neste cais normalmente movimentado. Mais espantoso ainda, faziam-se pedidos de roupas de senhora para bordo, no sentido de socorrer passageiras vestidas com os trapos que restavam dos trajes que usavam à partida de Lisboa (...)»
As senhoras, a começar pela própria D. Carlota Joaquina, desembarcaram com estranhos turbantes na cabeça, para disfarçar as cabeças rapadas durante a viagem... por causa de um furioso ataque de piolhos que obrigou a que as cabeleiras fossem deitadas ao mar.
A Corte fugia das invasões francesas.
Portugal ficava entregue ao seu destino, e o próprio governo de regência deixado pelo príncipe D. João até foi receber os invasores.
Após dois meses de atribulada viagem, os primeiros barcos avistaram S. Salvador da Baía a 22 de Janeiro.
O desembarque foi já a 24 de Janeiro.
«A família real e a elite da metrópole (...) tinham caído dos céus. E confundindo todas as expectativas, chegavam numa armada em muito pior estado do que alguns dos mais degradados navios mercantes que aportavam neste cais normalmente movimentado. Mais espantoso ainda, faziam-se pedidos de roupas de senhora para bordo, no sentido de socorrer passageiras vestidas com os trapos que restavam dos trajes que usavam à partida de Lisboa (...)»
Patrick Wilcken, Império à deriva
As senhoras, a começar pela própria D. Carlota Joaquina, desembarcaram com estranhos turbantes na cabeça, para disfarçar as cabeças rapadas durante a viagem... por causa de um furioso ataque de piolhos que obrigou a que as cabeleiras fossem deitadas ao mar.
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| Pintura de Cândido Portinari (1952) A chegada de D. João VI a S. Salvador |
19 de janeiro de 2015
A troca das princesas
Durante o reinado de D. João V, depois da assinatura de um tratado de paz entre vários países europeus (1713), seguiu-se uma política de aproximação entre Portugal e Espanha.
Foi então negociado um duplo casamento entre os príncipes herdeiros dos dois reinos: a princesa portuguesa Maria Bárbara (filha de D. João V) casaria com o herdeiro ao trono espanhol, príncipe Fernando; o futuro rei D. José I casaria com a princesa D. Mariana Vitória (filha de D. Filipe V, 1.º rei da dinastia de Bourbon, em Espanha).
Era também uma forma de procurar garantir a paz entre os dois reinos.
Os documentos para este contrato foram assinados em Lisboa e Madrid, em 1727, tendo-se iniciado os preparativos para a cerimónia dos casamentos, que ficou conhecida como a "troca das princesas" -porque eram as princesas que tinham de mudar de país, indo viver para os países dos seus maridos, futuros reis.
A troca das princesas devia ocorrer em terreno neutro.
Por esse motivo, foi construída uma ponte com um palácio em madeira sobre o rio Caia, rio que assinala a fronteira entre Portugal e Espanha na região de Elvas/Badajoz.
O palácio, muito bem decorado, acolheria as famílias reais e os principais convidados.
As comitivas que conduziram as princesas eram luxuosas. A comitiva da princesa D. Maria Bárbara era composta por vários coches encomendados de propósito para a cerimónia. Seguiam ainda 185 carroças e 6 mil soldados.
Muita gente acorreu às margens do rio para assistir, na medida do possível, aos acontecimentos públicos das cerimónias.
Os casamentos tiveram lugar a 19 de janeiro de 1729.
Há 286 anos.
Foi então negociado um duplo casamento entre os príncipes herdeiros dos dois reinos: a princesa portuguesa Maria Bárbara (filha de D. João V) casaria com o herdeiro ao trono espanhol, príncipe Fernando; o futuro rei D. José I casaria com a princesa D. Mariana Vitória (filha de D. Filipe V, 1.º rei da dinastia de Bourbon, em Espanha).
Era também uma forma de procurar garantir a paz entre os dois reinos.
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| As princesas - D. Maria Bárbara e D. Mariana Vitória |
Os documentos para este contrato foram assinados em Lisboa e Madrid, em 1727, tendo-se iniciado os preparativos para a cerimónia dos casamentos, que ficou conhecida como a "troca das princesas" -porque eram as princesas que tinham de mudar de país, indo viver para os países dos seus maridos, futuros reis.
A troca das princesas devia ocorrer em terreno neutro.
Por esse motivo, foi construída uma ponte com um palácio em madeira sobre o rio Caia, rio que assinala a fronteira entre Portugal e Espanha na região de Elvas/Badajoz.
O palácio, muito bem decorado, acolheria as famílias reais e os principais convidados.
As comitivas que conduziram as princesas eram luxuosas. A comitiva da princesa D. Maria Bárbara era composta por vários coches encomendados de propósito para a cerimónia. Seguiam ainda 185 carroças e 6 mil soldados.
Muita gente acorreu às margens do rio para assistir, na medida do possível, aos acontecimentos públicos das cerimónias.
Os casamentos tiveram lugar a 19 de janeiro de 1729.
Há 286 anos.
11 de janeiro de 2015
Manifestação pela Liberdade
Em 1789 iniciou-se a Revolução Francesa, a qual tinha como lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", os seus 3 grandes objectivos.
A revolução triunfou, aconteceram outras revoluções liberais pela Europa, o tempo passou, o mundo mudou, desenvolveu-se...
Apesar de tudo, os grandes ideais da liberdade e da igualdade perante a lei ainda não são universais e ainda há quem não consiga compreender e aceitar o exercício da liberdade, nomeadamente o da liberdade de expressão.
Os acontecimentos verificados esta semana, em Paris, provam isso.
E várias pessoas foram vítimas dessa intolerância.
Realizou-se hoje, em Paris, uma grande manifestação em memória das vítimas e pela defesa da liberdade.
Há momentos em que estão em jogo valores fundamentais da nossa sociedade. A liberdade é um desses valores. É muito importante, então, manifestarmos publicamente a nossa vontade em defender esses valores.
A manifestação de Paris, com centenas de milhares de pessoas de diferentes orientações políticas e religiosas - assim como outras manifestações realizadas em cidades de todo o mundo - foi um desses momentos importantes.
Foi um momento histórico.
A revolução triunfou, aconteceram outras revoluções liberais pela Europa, o tempo passou, o mundo mudou, desenvolveu-se...
Apesar de tudo, os grandes ideais da liberdade e da igualdade perante a lei ainda não são universais e ainda há quem não consiga compreender e aceitar o exercício da liberdade, nomeadamente o da liberdade de expressão.
Os acontecimentos verificados esta semana, em Paris, provam isso.
E várias pessoas foram vítimas dessa intolerância.
Realizou-se hoje, em Paris, uma grande manifestação em memória das vítimas e pela defesa da liberdade.
Há momentos em que estão em jogo valores fundamentais da nossa sociedade. A liberdade é um desses valores. É muito importante, então, manifestarmos publicamente a nossa vontade em defender esses valores.
A manifestação de Paris, com centenas de milhares de pessoas de diferentes orientações políticas e religiosas - assim como outras manifestações realizadas em cidades de todo o mundo - foi um desses momentos importantes.
Foi um momento histórico.
31 de dezembro de 2014
29 de dezembro de 2014
Diário de Notícias - editado há 150 anos
Desde os finais do século XVIII que os jornais conquistavam uma audiência cada vez maior, sobretudo nas camadas da burguesia das cidades de Lisboa e do Porto. Mas, em Portugal, os jornais eram ainda raros.
A partir do primeiro quartel do século XIX, devido aos acontecimentos políticos - invasões francesas, divulgação das ideias liberais, revolução liberal (1820), lutas entre liberais e absolutistas - surgiram vários jornais para divulgação de notícias e de ideias. Assistiu-se a uma generalização do gosto pela sua leitura.
O mais antigo jornal português ainda existente é o Açoriano Oriental, fundado em 1835.
E a 29 de dezembro de 1864, faz hoje 150 anos, foi editado o primeiro número do Diário de Notícias.
A sua edição de hoje recordou esse número inaugural. Nele se escrevia:
«A publicação que hoje emprehendemos, convencidos da sua necessidade e utilidade, visa um unico fim - interessar a todas as classes, ser accessivel a todas as bolsas, e comprehensivel a todas as intelligencias.
O Diário de Noticias - o seu titulo o está dizendo - será uma compilação cuidadosa de todas as notícias do dia, de todos os paizes, e de todas as especialidades, um noticiario universal.
Em estylo facil, e com a maior concisão informará o leitor de todas as occorrencias interessantes, assim de Portugal como das demais nações, reproduzindo á ultima hora todas as novidades politicas, scientificas, artisticas, litterarias, commerciaes, industriaes, agricolas, criminaes e estatisticas, etc. (...) Registra com a possivel verdade todos os acontecimentos, deixando ao leitor, quaesquer que sejam os seus principios e opiniões, o commental-os a seu sabor. Escripto em linguagem decente e urbana, as suas columnas são absolutamente vedadas á exposição dos actos da vida particular do cidadão, ás injurias, ás allusões deshonestas e reconvenções insidiosas. É pois um jornal de todos e para todos - para pobres e ricos de ambos os sexos e de todas as condições, classes e partidos. (...)»
A partir do primeiro quartel do século XIX, devido aos acontecimentos políticos - invasões francesas, divulgação das ideias liberais, revolução liberal (1820), lutas entre liberais e absolutistas - surgiram vários jornais para divulgação de notícias e de ideias. Assistiu-se a uma generalização do gosto pela sua leitura.
O mais antigo jornal português ainda existente é o Açoriano Oriental, fundado em 1835.
E a 29 de dezembro de 1864, faz hoje 150 anos, foi editado o primeiro número do Diário de Notícias.
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| O Diário de Notícias de 29 de dezembro de 1864 |
A sua edição de hoje recordou esse número inaugural. Nele se escrevia:
«A publicação que hoje emprehendemos, convencidos da sua necessidade e utilidade, visa um unico fim - interessar a todas as classes, ser accessivel a todas as bolsas, e comprehensivel a todas as intelligencias.
O Diário de Noticias - o seu titulo o está dizendo - será uma compilação cuidadosa de todas as notícias do dia, de todos os paizes, e de todas as especialidades, um noticiario universal.
Em estylo facil, e com a maior concisão informará o leitor de todas as occorrencias interessantes, assim de Portugal como das demais nações, reproduzindo á ultima hora todas as novidades politicas, scientificas, artisticas, litterarias, commerciaes, industriaes, agricolas, criminaes e estatisticas, etc. (...) Registra com a possivel verdade todos os acontecimentos, deixando ao leitor, quaesquer que sejam os seus principios e opiniões, o commental-os a seu sabor. Escripto em linguagem decente e urbana, as suas columnas são absolutamente vedadas á exposição dos actos da vida particular do cidadão, ás injurias, ás allusões deshonestas e reconvenções insidiosas. É pois um jornal de todos e para todos - para pobres e ricos de ambos os sexos e de todas as condições, classes e partidos. (...)»
11 de dezembro de 2014
Invasões francesas - Guia n.º 3
Para os alunos do 6.º B, 6.º C e 6.º D que possam não ter o Caderno de Perguntas - os exercícios que resolvemos nas aulas do Guia n.º 3.
10 de dezembro de 2014
Atenção 6.º B e 6.º D
Atenção, jovens do 6.º B e do 6.º D.
Podem encontrar aqui a correção do Guia de Estudo n.º 2.
(os alunos do 6.º C receberam a correção na caixa de correio da turma).
Bom trabalho.
Ofereço-vos uma barra de ouro do tempo de D. João V.
Lembrem-se por que razão se fundia o ouro em barras, no Brasil. E por que razão D. João V enviava funcionários régios para controlar essa fundição.
Podem encontrar aqui a correção do Guia de Estudo n.º 2.
(os alunos do 6.º C receberam a correção na caixa de correio da turma).
Bom trabalho.
Ofereço-vos uma barra de ouro do tempo de D. João V.
Lembrem-se por que razão se fundia o ouro em barras, no Brasil. E por que razão D. João V enviava funcionários régios para controlar essa fundição.
6 de dezembro de 2014
Turmas do 5.º ano - Fichas do Caderno de Atividades
Para os alunos do 5.º ano que não têm o Caderno de Atividades, as fichas relativas aos seguintes temas:
- comunidades recoletoras
- comunidades agropastoris
- os povos comerciantes do Mediterrâneo
Ficha 4 - página 1
Ficha 4 - página 2
Ficha 4A - página 1
Ficha 4A - página 2
- comunidades recoletoras
- comunidades agropastoris
- os povos comerciantes do Mediterrâneo
Ficha 4 - página 1
Ficha 4 - página 2
Ficha 4A - página 1
Ficha 4A - página 2
4 de dezembro de 2014
Ficha de avaliação - 5.º ano
Os alunos das turmas do 5.º ano - 5.º D, E e F podem encontrar aqui os conteúdos e objetivos da próxima ficha de avaliação.
Bom trabalho.
Bom trabalho.
Ficha de avaliação - turmas do 6.º ano
As turmas do 6.º ano podem encontrar aqui os objetivos da próxima ficha de avaliação.
Bom estudo.
P.S. - Havia um erro nos objetivos relacionados com as invasões francesas - devido a um "copiar" e "colar" distraído, repetiam-se 4 objetivos sobre o Marquês de Pombal.
Já foi corrigido.
Bom fim de semana.
1 de dezembro de 2014
1 de Dezembro de 1640 - Dia da Restauração da Independência
No passado sábado visitei a exposição Portugal e a Grande Guerra, no Palácio de S. Bento, onde funciona a Assembleia da República.
Passado o controlo de segurança e enquanto esperava pelo guia, observei uma tapeçaria que tem representados vários episódios importantes da História de Portugal.
Um desses episódios é o da Restauração da Independência, a 1 de Dezembro de 1640.
Na Praça do Comércio (a tal que foi mandada construir quando do plano de urbanização da Lisboa Pombalina) um cartaz anunciava as comemorações da data. Bem perto do local onde D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe foram assassinados, em 1908.
E porque hoje é 1 de dezembro, aqui fica a evocação.
Sobre a Grande Guerra e a participação portuguesa teremos oportunidade de falar.
Passado o controlo de segurança e enquanto esperava pelo guia, observei uma tapeçaria que tem representados vários episódios importantes da História de Portugal.
Um desses episódios é o da Restauração da Independência, a 1 de Dezembro de 1640.
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| Pormenor da tapeçaria de Portalegre que recorda a Restauração |
Na Praça do Comércio (a tal que foi mandada construir quando do plano de urbanização da Lisboa Pombalina) um cartaz anunciava as comemorações da data. Bem perto do local onde D. Carlos e o Príncipe D. Luís Filipe foram assassinados, em 1908.
E porque hoje é 1 de dezembro, aqui fica a evocação.
Sobre a Grande Guerra e a participação portuguesa teremos oportunidade de falar.
30 de novembro de 2014
O dia em que Junot ocupou Lisboa
Foi a 30 de novembro de 1807. A família real tinha partido para o Brasil um dia antes.
O general Junot comandava as tropas francesas que concretizaram a 1.ª das invasões francesas.
Terá ficado instalado no Palácio Quintela, mandado construir por Luís Rebelo Quintela, no loal onde, antes do terramoto de 1755, existiam palacetes (solares) pertencentes a importantes famílias nobres - os Condes do Vimioso e os Marqueses de Valença.
Também já li que o general Junot teria feito sua residência o chamado Palácio do Loreto, um pouco mais acima, no Largo do Chiado.
Terá vivido nos dois palácios?
O general Junot comandava as tropas francesas que concretizaram a 1.ª das invasões francesas.
Terá ficado instalado no Palácio Quintela, mandado construir por Luís Rebelo Quintela, no loal onde, antes do terramoto de 1755, existiam palacetes (solares) pertencentes a importantes famílias nobres - os Condes do Vimioso e os Marqueses de Valença.
Também já li que o general Junot teria feito sua residência o chamado Palácio do Loreto, um pouco mais acima, no Largo do Chiado.
Terá vivido nos dois palácios?
23 de novembro de 2014
Real Ópera do Tejo
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| Ruínas da Ópera Real de Lisboa, também chamada Real Ópera do Tejo, depois do terramoto de 1755 |
Ópera Real de Lisboa
Foi mandada construir por D. José I, tendo sido desenhada pelo arquiteto Giovanni Sicinio Galli Bibiena.
O edifício da ópera situava-se junto ao rio, onde hoje é o arsenal da marinha.
A casa da ópera foi um típico teatro à italiana: tinha quatro pisos de camarotes, a tribuna real era central em relação ao palco e tinha uma caixa cénica profunda: imaginem que no palco podiam ser usados 25 cavalos na encenação. A plateia tinha 600 lugares.
Foi inaugurada em Março de 1755, nas festas de aniversário da rainha D. Maria Vitória (casada com D. José I), começando com a ópera Alessandro nell'Indie, da autoria de David Perez.
Passados sete meses, foi destruída pelo terramoto.
João Pegas (6.º D)
19 de novembro de 2014
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