25 de Abril de 1974 - Salgueiro Maia (à esquerda) e Maia Loureiro (de dedos em V) acabam de assegurar a adesão do Regimento de Cavalaria 7 à Revolução, ultrapassando o confronto que esteve eminente na Av. Ribeira das Naus. Fotógrafo: Eduardo Gageiro
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

16 de fevereiro de 2011

D. Maria II e os seus maridos - D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha

Um ano depois de estar viúva, D. Maria II casou com D. Fernando, duque e príncipe de Saxe-Coburgo-Gotha.
O problema da sucessão ao trono era um problema urgente! Para D. Maria, casar e ter um sucessor era uma missão! Que confusão haveria se algo acontecesse à rainha e não houvesse esse sucessor ao trono. D. Miguel estava exilado mas ainda não tinha desistido de ser rei de Portugal. E tinha alguns partidários no país - eles não desapareceram com o fim da guerra.

O Duque do Lavradio tinha sido o nobre de confiança encarregado de "encontrar" um novo marido para D. Maria. Havia interesses de política internacional... A França, a Inglaterra... Eliminaram-se os filhos do rei de França... um outro candidato... outro... e eis D. Fernando, alemão, sobrinho do rei Leopoldo da Bélgica, primo do príncipe Alberto que casaria com a rainha Vitória de Inglaterra. Tudo gente de bem!


Novamente o casamento começa por ser por procuração, 1 de Janeiro de 1836, sendo em presença a 9 de Abril do mesmo ano. D. Fernando tinha 19 anos, D. Maria II tinha acabado de fazer 17 anos.
Se fosse hoje podíamos pensar em jovens apaixonados. Na época eram jovens "politicados".

Mas, ao que consta, trocando a "má-língua" habitual pela "boa-língua", um casamento que começou por ser de conveniência política, terá acabado por se transformar num casamento de amor.
D. Maria II já merecia ter sorte na vida.

Sobre D. Fernando havemos de escrever mais. Mas isso pedirei aos meninos, que eu ando farto de escrever e os meninos... pouco.

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