Desfile das tropas chefiadas pelo general Gomes da Costa, em Lisboa (Cais do Sodré), 6 de junho de 1926.
APRESENTAÇÃO: Este blogue começou por se destinar, essencialmente, aos meus alunos (dos 5.º e 6.º anos), procurando a interação possível quando não existiam as plataformas educativas. Com estas, o blogue perdeu o sentido de necessidade e foi diminuindo o número de novos posts. Mas, mesmo com a aposentação do seu autor, permanece como um espaço de arquivo que pode continuar a ser útil. Por interesse sobre os assuntos da História e da Geografia de Portugal, por gosto e por vício, serão partilhados novos posts... sem o sentido de obrigação, sem vinculação a orientações curriculares, ao ritmo do meu interesse e do meu tempo.

29 de outubro de 2017

Bandeiras e bandeirantes (2)

As bandeiras podiam contar com dezenas ou, até, ultrapassar a centena de pessoas.

Nelas participavam o chefe (o "capitão"), colonos, guias para indicarem o melhor caminho, escravos para carregarem as imensas bagagens que eram necessárias (ferramentas, armas, alimentos, redes para dormir, roupa, calçado, loiças, etc.), e podiam participar padres para a assistência religiosa, escrivãos para fazerem os registos necessários (como a lista de bens), cronistas que anotavam os caminhos e descreviam os acontecimentos da exploração, juízes para resolver situações de conflito que pudessem surgir...

Grupo de bandeirantes onde se encontra o seu capitão ou líder
(com colete de couro acolchoado, que protegia as costas e o peito das flechas dos índios)

Homens livres (como os mateiros, que conheciam as matas, ou os vigias) e escravos
(que ficavam com os trabalhos mais duros)

Os bandeirantes tinham de ir bem armados, com arcabuzes
(tipo de espingarda carregada pela boca), pistolas e, ainda,
facões, machados, etc.

Os burros ajudavam a levar as cargas.
As canoas eram um importante meio de transporte quando se
seguia o curso dos rios. Algumas eram suficientemente largas para
acomodar os animais de carga.
Na passagem do século XVI para o século XVII houve mais expedições. Com elas começaram a chegar amostras de ouro e de pedras preciosas.
Foi também possível começar a acumular informações sobre o interior do Brasil e a traçar novos mapas.

Erguendo o acampamento

Para se alimentarem, os bandeirantes caçavam, pescavam e apanhavam frutas.
Alimento básico era a chamada farinha-de-guerra, feita de mandioca cozida.
 Por onde passavam, os bandeirantes iam fundando vilas que, com o tempo, recebiam novos moradores. Estes atraíam outros, ajudando ao crescimento dessas pequenas vilas.


Com as expedições foi acontecendo, de forma gradual, a ocupação de novos espaços. A linha do Tratado de Tordesilhas deixou de ser o limite do Brasil.

A linha do Tratado de Tordesilhas deixou de ser o limite

Muitas bandeiras fracassaram por causa da fome, das doenças e dos ataques dos índios.

As que tiveram sucesso conseguiram ampliar o território colonial brasileiro. A estes bandeirantes se devem os contornos aproximados do Brasil actual.

Mapa assinalando algumas das principais bandeiras

Sem comentários:

Enviar um comentário